quinta-feira, 6 de maio de 2021

Colômbia, 7 de Maio de 2021



Pelo oitavo dia seguido a Colômbia segue nas ruas! #ParoNacional5M
Grandes manifestações em todo país marcaram mais um dia de protestos contra o governo de Ivan Duque. A reivindicação que começou contra uma reforma tributária agora pede o fim imediato da violência militar e policial que já tirou a vida de dezenas de ativistas. Manifestantes pedem ainda que o governo adote medidas para combater a pobreza extrema (que passou a atingir 42,5% da população) e as desigualdades nos sistemas de saúde e educação. O presidente Iván Duque prometeu diálogo, mas a repressão e a militarização continuam sendo sua resposta. Segundo a organização @tembloresong dese o 28 de abril até hoje já são 1708 casos de violencia policial e 37 assassinatos em todo o país.

Fotografia: Sergio Viajes
Via: @laorejaroja

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Colômbia, 4 de Maio de 2021

 



As Nações Unidas condenaram hoje veementemente "o uso excessivo de força" pelas forças de segurança durante manifestações na Colômbia contra uma reforma tributária e, em particular, em Cali, no oeste do país. "Estamos profundamente alarmados com os acontecimentos na cidade de Cali, na Colômbia, onde a polícia abriu fogo contra manifestantes que se opõem à reforma tributária, matando e ferindo várias pessoas de acordo com as informações disponíveis", disse Marta Hurtado, porta voz da alta comissária para os Direitos Humanos da ONU, em conferência de imprensa em Genebra. (Fonte: LUSA)


terça-feira, 20 de abril de 2021

Playa Girón 1961

 


Hoje é o 60º aniversário da batalha onde Cuba humilhou os EUA ao derrotar uma invasão orquestrada pela CIA na Baía dos Porcos (Playa Girón) em 1961.⁠

sexta-feira, 9 de abril de 2021

sexta-feira, 5 de março de 2021

Centenário do Partido Comunista Português (1921-2021)

 

6 de março de 1921 - 5 de março de 2021


A 6 de março de 1921 nascia o Partido Comunista Português na sede da Associação dos Empregados de Escritório, em Lisboa. A assembleia reuniu e elegeu José Carlos Rates, marinheiro e operário, secretário da Associação dos Trabalhadores das Fábricas de Conservas de Setúbal, secretário-geral. O PCP faz cem anos. Cem anos de lutas. O movimento operário, o sindicalismo revolucionário, a consciência social e política, os ventos da Revolução de Outubro, na Rússia, foram os motores maiores da constituição do partido. “Logo na sua fundação em 1921, o primeiro e principal compromisso foi com os trabalhadores e com o povo português, assumindo o ideal e o projeto de libertação da exploração do homem pelo homem”, recorda Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP.

Fonte: “Notícias Magazine”



A 6 de Março de 1921, foi fundado o Partido Comunista Português. Em 2021 faz 100 anos. São 100 anos de luta heróica ao serviço do povo e da pátria, pela democracia e o socialismo.

São 100 anos em que não há nenhuma transformação social, nenhum avanço ou conquista dos trabalhadores e do povo português a que não esteja directa ou indirectamente associada a iniciativa, a luta, a acção e a intervenção do PCP. São 100 anos de vida e de luta de um Partido que, orgulhoso da sua história e aprendendo com a sua própria experiência e a do movimento comunista e revolucionário internacional, assume com determinação e confiança as exigências da actualidade e do futuro.

Comemoramos o Centenário do Partido Comunista Português, obra da classe operária e dos trabalhadores portugueses, legítimo herdeiro e continuador das melhores tradições de luta e das realizações progressistas e revolucionárias do povo português, assinalando e valorizando a sua história heróica, desenvolvendo a sua luta no presente e afirmando o ideal e o projecto comunistas a que o futuro pertence.

Fonte. PCP

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Liberdade imediata para Pablo Hasél !

 

Polícia catalã entra em universidade para prender rapper Pablo Hasél, condenado por injúrias à monarquia

Hasél foi condenado pelas suas letras e mensagens no Twitter. Almodóvar e Bardem entre os artistas que exigem a alteração da pena e dizem que o Estado espanhol está a agir como Marrocos e a Turquia. Governo promete rever lei. Fonte: Público


quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Washington, 2021

 


Manifestantes pró-Trump invadiram o Congresso norte-americano quando este votava para confirmar a eleição de Joe Biden como o próximo presidente dos EUA. Fotografia de JIM LO SCALZO/EPA.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Covid-19 #035

 


Monges budistas em tempo de pandemia.
Fotografia de Adam Dean para o The New York Times.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Foi em julho de 1941...

 


Uma mulher corre gritando com as roupas rasgadas, apavorada após ser despida e atingida no rosto. Ela é perseguida pelos seus vizinhos e na fotografia vê-se um rapaz armado com um bastão que a provoca antes de a matar. Foi em julho de 1941. Os nazis entram em Lviv, na Ucrânia, e criaram o caos nas ruas com as perseguições contra os judeus. Soldados da Wehrmacht organizaram linchamentos brutais efetuados por civis contra os cidadãos de origem judaica. Os soldados nazis registram as cenas de terror. Aproximadamente 9.000 cidadãos judeus e ciganos foram espancados e mortos. 

Em 2020 e depois do golpe fascista de 2014 denominado de Maidan. Os nazis estão no poder na Ucrânia.

Fonte: Malas Calles Crew


segunda-feira, 19 de outubro de 2020

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

“Pouco, tarde e mal”

Quase cem mil pessoas vivem em lares de idosos em Portugal. Essa é a sua casa - ou melhor, essa passou a ser a sua casa desde que, por muitos motivos, mas especialmente por não disporem de mais condições para continuar a viver de forma autónoma e/ou junto de outros familiares, para lá se transferiram. Por mais expectável que fosse a população mais frágil de entre todos os idosos a ser mais afetada por uma doença contagiosa desta natureza, os lares tornaram-se o foco mais mortífero da pandemia de Covid-19. Os seus proprietários e gestores, e quem, no âmbito do Estado, está encarregado de os supervisionar, vão ter de explicar como foi (e continua a ser) possível que vivessem em lares cerca de metade dos mortos que foram declarados em toda a Europa como sendo portadores do vírus, com proporções que variam entre os 34-35% da Dinamarca e da Áustria, os 41% de Portugal e os 68% da Espanha (ou, fora da Europa, os 85% do Canadá; ver Filipe Santos Costa, “Lares e Covid: um filme de terror global”, eco, 6.9.2020)

Com os lares, como em tantas outras áreas da sociedade, a pandemia fez com que viesse à tona com toda a nitidez a disfuncionalidade essencial deste modelo fundamentalmente comercial de gestão do sistema de cuidados de uma parte substancial da população idosa, que o Estado, por omissão, entregou aos privados e ao (mal) chamado setor social. Este é, “na realidade, um enorme negócio” onde pulula a ilegalidade e a improvisação, “no qual os residentes são ativos económicos [e] deixam de ser pessoas, e o cuidado simplesmente não existe” (Eduardo Calderón, Público.es, 2.10.2020). De facto, “no primeiro momento da crise, o foco da resposta centrou-se no colapso do sistema de saúde, nos serviços de urgências nos cuidados intensivos dos hospitais, chegando-se ao ponto de bloquear a transferência de pacientes dos lares [para os hospitais]. Aqueles tiveram que assumir uma responsabilidade para a qual não estavam preparados, nem dotados, com consequências desastrosas para residentes, pessoal e equipas de gestão” (Médicos Sem Fronteiras, “Poco, tarde y mal. El inaceptable desamparo de las personas mayores en las residencias durante la COVID-19 en España”, agosto 2020). 

Esta avaliação devastadora feita em Espanha tem validade praticamente universal. E tem-na evidentemente no caso português. Num setor que requer cada vez mais pessoal, a regra é a da baixa qualificação para favorecer contratos (quando os há) a salário mínimo, impostos a dezenas de milhar de (quase sempre) mulheres “constantemente desrespeitad[as] e vitimas de assédio moral, por outras profissões, chefias e patronato” (Presidente do Sindicato Independente dos Técnicos Auxiliares de Saúde, PÚBLICO, 22.9.2020), sem “reconhecimento social das muitas e exigentes funções realizadas”, atitude que escalou nestes meses para uma pressão inaceitável sobre elas, culpabilizando-as pela transmissão do vírus dentro dos lares. Sujeitas a “esgotamento físico e psicológico (burnout) [que cria] distanciamento e sentimentos negativos em relação ao trabalho e às pessoas que estão a precisar de cuidados”, estas pessoas deveriam poder, como lembram Vera Ramalho e Óscar Ribeiro, “encontrar um maior equilíbrio entre a sua vida pessoal e profissional, com momentos de pausa e de descanso, o estabelecimento de uma carreira progressiva que permitisse o reconhecimento dos anos de trabalho dedicados ao cuidado” (PÚBLICO, 1.9.2020). O pânico que, mais depressa que o vírus, entrou nos lares levou a que se adotassem procedimentos totalmente intoleráveis para com os residentes. À proibição de visitas somou-se um confinamento prolongado e forçado nos quartos. Esta solidão agravada e o muito frequente abandono constituíram “verdadeiras limitações de direitos fundamentais dos residentes”, sujeitando-os, como escreve o provedor de Justiça da região autónoma de Aragão num relatório de há duas semanas, a uma “quase prisão domiciliária (...) pela única razão do seu âmbito de residência.” “A memória dos falecidos nos lares nesta pandemia (...) exige que rediscutamos o equilíbrio entre saúde, dignidade e liberdade dos idosos, bem como potenciar a garantia na continuidade dos cuidados. Devemos [aos mortos] que o façamos porque [esse era] um direito deles.” Se quem tem de assegurar direitos é o Estado, assuma-se que não há democracia social sem direito a proteção na velhice e acabe-se de uma vez com este modelo desgraçado de institucionalização dos mais velhos.

Artigo de Manuel Loff
Público de 06/10/2020


terça-feira, 25 de agosto de 2020

A OUTRA E TÃO PERNICIOSA PANDEMIA CONTRA CUBA


Sem cessar durante seis décadas e sem vontade política para o eliminar, o bloqueio imposto pelos EUA a Cuba é tão pernicioso para a maior das Antilhas, como o Covid-19 é hoje para a humanidade.

O prolongado e ilegal cerco económico, comercial e financeiro de Washington provoca muitas mortes de idosos, jovens e crianças na ilha caribenha, ao impedir comprar medicamentos em território norte-americano e em outras nações, vitais para a cura de doenças.

Render pela fome e doenças o seu povo e estrangular a economia de Cuba para destruir a sua Revolução, tem sido o propósito de sucessivas administrações de Washington, que ignoram os repetidos apelos da comunidade internacional para que se ponha fim a essa conduta agressiva.

Os prejuízos para a ilha devido ao bloqueio, que dura há quase 60 anos, são astronómicos, como os que causam na maioria dos Estados em todos os continentes a pandemia que atinge actualmente a humanidade.

Como se fosse pouco, Cuba tem que enfrentar o Covid-19 no meio de uma guerra que o regime de Donald Trump lhe impõe todos os dias, uma atitude genocida contra um dos países mais solidários do mundo.

Trump, mais que desprestigiado pela sua actuação quotidiana, e pela sua irresponsabilidade e incompetência perante a pandemia, procura desesperadamente, com fins eleitorais, desviar a atenção dos estado-unidenses e dos seus seguidores decepcionados. 

Aplicar novas medidas do bloqueio extraterritorial a Cuba, como o faz também com a Venezuela, e sanções à Rússia, China, Irão e Coreia do Norte, e mesmo a alguns dos seus aliados, parece ser a criminosa e torpe estratégia do inquilino da Casa Branca para esconder a sua inaptidão e dos colaboradores próximos.

Segundo analistas, esses ataques de hienas encurraladas, que não deixam de ser muito prejudiciais e perigosos, acabará por levar Trump à ruína, e os Estados Unidos à pior crise da sua história, e morte definitiva como potência internacional.

O seu total desconhecimento da história e a sua prepotência imperial não lhe permite perceber que Cuba já venceu numerosos obstáculos, invasões, agressões de todo o tipo e ameaças, e ainda está mais viva que nunca ajudando com os seus prestigiosos profissionais de saúde a combater o Covid-19 no mundo.

Trump não sabe nem pode entender que no dicionário dos cubanos não existe a palavra revés desde que em 1 de Janeiro de 1959 triunfou a Revolução dirigida por Fidel Castro, demonstrado em reiteradas ocasiões.

O bloqueio mata como mata o novo coronavírus, mas o povo da maior das Antilhas saberá derrota-los mais cedo que tarde, e Washington uma vez mais terá que morder o pó da derrota.

Por Patricio Montesinos