Quando um povo enérgico e viril chora, a injustiça treme!
Foram as palavras de Fidel perante a multidão que chorava a morte dos compatriotas vítimas do atentado terrorista de Barbados.
E o povo respondeu “Pátria ou Morte”, jurando fidelidade à revolução!
A 6 de Outubro é evocado este atentado terrorista contra a revolução porque em Cuba não são esquecidos aqueles que morreram pela soberania nacional.
Nesse dia, 6 de Outubro de 1976, descolou do Aeroporto Nacional de Barbados um DC8 da Cubana de Aviación que se dirigia à Jamaica.
Às 12.23 verificou-se uma explosão a bordo, o avião incendiou-se e caiu no mar.
Não houve sobreviventes: 73 mortos, dos quais 57 eram cubanos, os restantes eram nacionais da Guiana e da Coreia do Norte.
Entre os mortos estava a equipa de esgrima júnior que acabava de vencer o Campeonato Centro-Americano, em Caracas.
O atentado foi levado a cabo por mercenários a soldo de organizações terroristas instaladas em Miami, financiadas pela CIA e cujos autores intelectuais foram, assumidamente, Luís Pousadas Carriles e Orlando Bosch.
O grupo terrorista Coru assumiu a autoria do atentado em comunicado difundido nos meios de comunicação de Miami.
A senha para confirmar o êxito do atentado foi “o autocarro com os cães caiu”, conforme confessou Carriles em entrevista dada ao New York Times, em 02/07/1998.
Apesar dos reiterados pedidos dos governos cubano e venezuelano, e dos protestos da solidariedade cubana em todo o mundo, para os quais a Associação de Amizade Portugal-Cuba teve voz activa, para que fossem extraditados, para estes países, tal foi sempre negado pelas autoridades norte-americanas.
Ambos os criminosos morreram em liberdade, Carriles no corrente ano.
Cuba perdeu 3478 dos seus filhos, vítimas do terrorismo!