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domingo, 30 de dezembro de 2018

O ano de 2018 visto pelas objectivas da agência Reuters (11)


Migrante hondurenho, parte da caravana de migrantes da América Central com destino aos EUA, no México, em outubro. Foto Ueslei Marcelino/Reuters



Maria Meza (no centro), uma mulher de 40 anos das Honduras, parte de uma caravana de milhares de migrantes da América Central, foge do gás lacrimogéneo com as filhas gémeas de cinco anos Saira Mejia Meza (à esquerda) e Cheili Mejia Meza (à direita) em frente ao muro da fronteira entre os EUA e o México, em Tijuana, a 25 de novembro. Foto Kim Kyung-hoon/reuters



Antigo presidente das Honduras, Manuel Zelaya, atacado durante protestos contra a reeleição do presidente Juan Orlando Hernandez, em Tegucigalpa, Honduras, janeiro. Foto Jorge Cabrera/reuters



 Galo passeia perto de corpo de membro de gangue, nas Honduras, em setembro. Foto Goran Tomasevic/Reuters


domingo, 23 de dezembro de 2018

O ano de 2018 visto pelas objectivas da agência Reuters (4)

   
Jovem estudante antes da manifestação "March for Our Lives", pelo controlo mais rigoroso da posse de armas, em Washington, em março. Foto Eric Thayer/Reuters

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Num país onde um fiscal de transportes públicos rodeado de gente pode insultar, espancar, rebentar a cara de uma jovem negra, eu não quero viver

Não há nós enquanto acontecer um milésimo do que aconteceu a Nicol. Não há nosso país. Será um país de merda, aquele que continua a chamar “preta de merda” às Nicol. Seremos todos responsáveis. Estaremos todos naquela roda de gente em volta daquele homem que arrancou Nicol de um autocarro, chamando-lhe “preta de merda”, “vai para a tua terra”.


1. Tu que dizes, eu não sou racista, mas. Tu que achas que Portugal “nem” é racista, mas é um país branco, e essa é a “nossa identidade”. Tu que achas que Portugal não é racista mas vês uma hierarquia: primeiro os “como nós”; depois “os de Leste”, que trabalham bem e aprendem logo português; depois os “chinocas”, empreendedores; depois “monhés”, “árabes”, “muçulmanos”; por último “ciganos e pretos”. Enfim, tu que rapidamente transformas “os pretos” em “pretos de merda”. Sabes onde é a tua terra? É na cadeia.
 
2. Tolerância Zero. Depois do que aconteceu na madrugada de São João no Porto, o que devíamos estar a discutir era uma Tolerância Zero. Ao mínimo sinal, expor, confrontar em massa; mal for o caso, apresentar queixa. Desmontar de tal modo tentações racistas que ninguém mais se sinta autorizado a uma boca, um gesto. Envergonhar especialmente todos os que que lidam com público, seja em serviços públicos ou privados, e diariamente fazem da vida de tantos portugueses um inferno. Tolerância Zero para com o racismo em Portugal: disfarçado, maquilhado, negado, relativizado, temperado, encoberto. Tanto patriota à espera de D. Sebastião quando temos esse verdadeiro Encoberto sempre aqui connosco. Aconteceu no Bolhão, no Porto. Podia ter sido no Cais do Sodré, em Lisboa. Ou numa das estações da periferia mais negra do país, aquela que atravesso de comboio para chegar a Lisboa, e tem dezenas (centenas?) de milhares de portugueses negros. Eu disse portugueses negros. Vamos dizer portugueses negros centenas de milhares de vezes. Vamos dizer centenas de milhares de vezes que há centenas de anos negros fazem parte do que é Portugal. Branco “puro” é que é capaz de ser mais difícil de arranjar assim no ADN, desde que Portugal não se chamava Portugal, e isto estava cheio de árabes e judeus.
 
3. Não há nós enquanto uma Nicol Quinayas puder ser insultada, brutalmente espancada, ficar de cara rebentada. Não há nós enquanto acontecer um milésimo do que lhe aconteceu. Não há nosso país. Será um país de merda, aquele que continua a chamar “preta de merda” às Nicol. Seremos todos responsáveis. Estaremos todos naquela roda de gente em volta daquele homem que arrancou Nicol de um autocarro, chamando-lhe “preta de merda”, “vai para a tua terra”, e lhe torceu o braço, e lhe desfez a cara aos socos, e a deitou no chão com o joelho em cima, e bateu com a cabeça dela no chão. Nicol, 21 anos, um metro e meio de gente, franzina. Com um monte de merda em cima dela. E em volta uma roda de gente. Alguns segundos de vídeo, foi tudo o que vi, o que circula. Alguns segundos que alguém filmou, e onde se vê que aquele homem, com a sua farda de segurança da empresa 2045, fiscal ao serviço da STCP (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto), está em cima de Nicol, imobilizada no chão, e em volta há uma roda, e um rapaz de barba tenta debruçar-se e grita: “Gostavas que fosse a tua filha?! Filho da puta!”, e uma mulher indignada grita: “Exactamente!”, mas há alguém que parece conter o rapaz, não se percebe se alguém da “segurança”. Fim. Vazio. Aquilo está a acontecer na madrugada da festa mais linda da segunda cidade do país. E que país será esse? Que país será para uma rapariga de 21 anos, de nacionalidade colombiana, que desde os cinco mora em Portugal, e neste São João ficou com a cara num bolo, sangue pisado, boca deformada, “traumatismo facial”, disse o hospital. Então vieram os agentes da PSP, e o monte de merda parece que estava a fumar um cigarro, e Nicol ainda foi tratada como aquelas mulheres que são violadas, mas quem as mandou sair de mini-saia? Nem uma ambulância a PSP chamou. Tiveram de ser as amigas de Nicol. E Nicol diz que nem a identificaram, só falaram com os “seguranças”. Como, em que país esta rapariga se pode levantar do chão, cheia de sangue, ver aquela roda, e havia gente a chorar, sim, porque a gente tem coração, claro, e Nicol (olhem o tamanho do coração dela) ainda conseguiu pensar que se ninguém impediu o homem de a espancar terá sido por medo, por ele estar fardado. Nicol teve de chamar a ambulância. Nicol teve de ir a uma esquadra apresentar queixa. Só três dias depois da agressão a PSP abriu um auto.
 
4. Medo misturado com não te metas, confusão, perplexidade? Não sei, não estava lá, não achei mais vídeos. Gostava mesmo de saber. É um horror que aquele homem tenha uma farda, tenha aquele poder. Também é um horror que isto se passe no centro da segunda cidade do país no meio de uma roda de gente. Como? Porquê? Alguém segurou as pessoas indignadas, as impediu de intervir? Um país não devia parar quando não se percebe como uma rapariga pode ser agredida, e depois ignorada por fardas ao serviço do colectivo, perante uma roda de gente? De onde vem isto? Os “pretos de merda”, os “vai para a tua terra”, e em volta o medo, ou pelo menos a inércia? E depois o descaso da polícia no local?
 
5. São perguntas retóricas. Isto tem raízes na História, uma longa história mal digerida, de um longo império mal digerido, de um país que não se consegue ver ao espelho, um país que vive na bipolaridade do maior dos pequeninos. E perpetua-se no facto de Portugal não se ensinar a si mesmo por inteiro na escola. Falta a escala de como o grande Portugal dos Pequeninos extinguiu, capturou, deslocou, transferiu, escravizou milhões pelo mundo. Estou tão farta da conversa de que Portugal “nem” é racista. Tão farta da infantilidade, do ufanismo, das distorções, das desculpas, que os ingleses é que eram mesmo maus, ou então os espanhóis, e já os africanos escravizavam, e então os romanos. Farta de a História valer a pena quando é para sermos os bons, mas não valer quando é para sermos os maus. Farta da sem-noção, ou talvez não, com que se desdenham milhões de mortes violentas, descendentes pelo globo, toda uma parte dos portugueses, todos os portugueses negros, incluindo os que legalmente não podem ser portugueses porque a lei continua errada. E continuam os debates sobre os museus dos descobrimentos e outros brinquedos, colónias de férias da nação, ATL. Portugal não cresce, é um caso psicanalítico. Um Peter Pan da Finisterra Europa. Os barões e os padrões sempre assinalados, contra os não-patriotas, marchar, marchar.
 
6. Era preciso massacrar a 2045, e a PSP, e a STCP, e a Câmara do Porto, e o Governo e quem quer que relativize o que aconteceu na madrugada de São João. Tolerância não é para racistas, xenófobos, homófobos, sexistas. Qualquer pessoa que humilhe ou agrida alguém por ser preto, mulher, gay ou transgénero merece Tolerância Zero. Nem todas as opiniões têm direito a ser declaradas em público, não. Opiniões racistas, homofóbicas, xenófobas são crime. Se a sua opinião declarada publicamente é que preto é merda e deve ir para a sua terra, o seu lugar é na cadeia. Ninguém pode ser insultado como merda por ser da cor que é, ou ter o género que tem, ou transitar entre géneros. Mas quem chama a alguém merda por ser preto ou mulher ou gay transforma-se a si mesmo num monte de merda. Tolerância Zero passa por todos cuidarmos que não vai sair mais ódio de uma boca, de um punho. Que mais nenhuma Nicol se levantará sozinha, cheia de sangue, depois de um criminoso ter actuado na frente de toda a gente. E cada criança deste país saber que não há país, não há nós, não há nada, enquanto alguém continuar a ser agredido por ser quem é.
 
Artigo de Alexandra Lucas Coelho, Sapo24

segunda-feira, 25 de junho de 2018

O sonho americano não rebentou esta semana

Os EUA secaram a vida a sul da fronteira. Plantaram golpes, patrocinaram ditaduras, gastaram os pobres, mantendo-os pobres. O lado de baixo da fronteira foi o bordel, o bar, a droga, o trabalho escravo. Em baixo o pesadelo, em cima o sonho. Um paga o outro, e não é de agora.
 
1. A voz das crianças enjauladas corta a direito qualquer humano. São crianças de quatro, cinco, seis anos a soluçarem “mami”, “papá” dentro de uma gaiola, na fronteira dos Estados Unidos da América. Não há filtro, ideologia ou cartilha, a empatia ocupa tudo: choro, choramos com elas, no terror do que o humano é capaz. Somos milhões a chorar, incluindo pivots de TV, Laura Bush, talvez mesmo Ivanka Trump. Então, como até a filha pede, Trump muda alguma coisa para tudo ficar entre antes e agora, sabe-se lá até quando, sabe-se lá como. Mas não foi esta semana que o sonho americano rebentou. Não é agora que a América está a rejeitar os seus valores. Não é o one-man-show-Trump que detona o império americano de repente.
 
2. Há oito anos, por esta altura, pleno Mundial de Futebol, eu estava no México. E tanto no extremo sul como no extremo norte do México vi o pesadelo que fica por baixo do sonho americano. No extremo sul, vi-o em Ixtipec, de onde partem comboios para a Norte, e onde portanto se amontoam homens, mulheres e crianças sem livre-trânsito oficial, fugidos de toda a América Central, de El Salvador, das Honduras, da Guatemala, países no topo das maiores violências do mundo, onde os EUA enfiaram uma ou várias mãos. E no extremo norte do México — onde já só chegam os centro-americanos que pelo caminho não foram violados, escravizados, mortos por gangues — vi esse pesadelo em Ciudad Juárez, cidade mesmo na fronteira, literalmente a alguns passos de El Paso, EUA. Juárez é uma cobaia do capitalismo global, um lugar onde as empresas dos EUA (sobretudo, mas também europeias, japonesas, chinesas) foram abrindo fábricas para montar muitas das coisas que o mundo usa, mesmo o mundo pobre, como telemóveis e televisões. Se é possível ter um vislumbre do que será um mundo de fantasmas, desempregados, quase-escravos, Juárez era esse lugar. Operários que só tomando drogas aguentavam dois turnos em fábricas onde recebiam 36 euros por semana. Era esse o salário de Eva, que trabalhava para uma empresa californiana a montar televisores, exposta a envenamento por chumbo, violências e violações em série para trás. Nestas fábricas (as “maquilas”) não há sindicatos. São as fábricas que resultaram dos acordos de facilidades aduaneiras. Juárez viveu primeiro do turismo gringo (desde álcool na lei seca a sexo barato), depois das fábricas gringas, e finalmente da droga para os gringos. Por toda a parte havia “passaderos” e “picaderos”. “Aqui, onde ponhas o dedo, sai sangue”, disse-me o meu anfitrião, fotógrafo bravíssimo, Julián Cardona. O pequeno comércio estava refém dos gangues. Crianças de sete anos já trabalhavam para os gangues. Pais atrás do sonho americano, mexicanos ou centro-americanos, entregavam a vida a “coiotes”, passadores de gente no deserto, para lá morrerem todos os dias. E, nesse ano de 2010, o recorde mundial de homicídios era mesmo ali, todos os dias apareciam cabeças.
 
3. Há 22 anos atravessei os Estados Unidos da América em diagonal, de Leste para Oeste, em Greyhound Buses. E nesses autocarros, onde só viajavam os sem-tecto, sem-carro, sem cartão-de-crédito, nessas paragens, nesses desvios, nessa jornada ao lado, em volta, por baixo do sonho americano, lá estava o pesadelo. Os lugares onde o resto do planeta não era real, e a Terra talvez fosse plana, e muita gente tinha alguma arma, e muita gente tinha raiva. Gente arrastando sacos de lixo com tudo o que tinha. Gente morando em carros com tudo o que tinha. Gente morando no assento de mais um Greyhound. Gente pregando com e sem bíblias. Gente obesa, esquelética, delirante, humilhada. Nova Iorque era tão longe quanto Marte. Muitas semanas depois, em Nova Iorque, o sonho americano estava tão longe de muitos quanto Marte. O sonho americano existia, tinha parques, museus, bibliotecas esplêndidas, cultura e contra-cultura, guerras pelos direitos civis. E ao lado, em volta, sobretudo por baixo ficava o pesadelo. Aquilo a que os competidores chamam oportunidade. Enquanto isso, os EUA continuavam a secar a vida a sul da fronteira. Um histórico de plantar golpes, patrocinar ditaduras, gastar os pobres, mantendo-os pobres. O lado de baixo da fronteira foi o bordel, o bar, a droga, o trabalho escravo. Em baixo o pesadelo, em cima o sonho. Um servindo o outro.
 
4. Trump não é uma erupção do nada. A grande sanduíche de sonho e pesadelo gerou Trump, e gerou os eleitores que puseram Trump na Casa Branca. No seu perpétuo balanço entre quem paga e quem lucra, quem corre e quem fica para trás, a América pendeu mais do que nunca para a escória e gerou Trump. Trump é a escória do lucro sendo a escória do lucro: ignorante, vaidosa, megalómana, surda. Um dia havia de chegar ao poder para o mundo ver o fundo da América, um dos seus próprios fundos. Crianças, bebés em jaulas, são o fundo do humano. Esse horror precisa de todo o combate, toda a acção. Muita indignação junta faz tremer, e se o planeta não se tivesse indignado era porque estávamos todos mortos. Mas o combate passa por ver, também, que não é aqui que o império americano cai, ao contrário do que críticos de Trump como Paul Krugman disseram esta semana. Porque o pesadelo americano não surgiu com Trump, nem o sonho voltará a brilhar quando Trump partir. Trump é consequência antes de ser causa, uma consequência distópica, um alerta para que a América, e o mundo, olhem para dentro, para trás. Este horror na fronteira tem história, tem raízes, os Estados Unidos da América são tanto um farol dos direitos humanos como a sua escuridão. Nos EUA, tortura é assunto de estado. Fazer guerras, destruir terras, é mato. Milhões vivem pior em muitos lugares do mundo porque os EUA lá meteram o bedelho, ou porque sustentam a violência (pensem em Gaza). Milhões vivem mal no sonho americano: pagam-no. O horror é o horror é o horror, e normalmente tem uma longa cauda.
 
Texto de Alexandra Lucas Coelho

domingo, 15 de dezembro de 2013

La primera foto ganó un premio, la segunda hizo saltar la polémica

La polémica se ha desatado en Suecia con la imagen del fotógrafo Paul Hansen, que ha ganado el premio Swedish Picture of the Year Awards 2011, publica Terra de España. En la foto podemos ver a Fabienne, una joven haitiana de sólo 14 años que fue asesinada por la policía después de ser descubierta saqueado una tienda y robando dos sillas de plástico y unos cuadros enmarcados luego del terremoto que azotó Haiti.
 
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(Foto de Paul Hansen)

Ahora se sabe que en el momento de la muerte de esta niña había 14 fotoperiodistas presentes, lo que ha desatado las críticas y un debate sobre la ética de los fotógrafos. La controversia empezó cuando el fotógrafo Nathan Weber publicó una fotografía en la que aparecía la misma imagen que en la foto ganadora pero desde una perspectiva en la que se ve a la niña tendida en el suelo rodeada de fotógrafos. El debate que se está librando en Suecia gira en torno a la pregunta “¿habrían donado menos para el desastre si esa foto no se hubiese publicado? O ¿se habrían destinado menos recursos y profesionales?”.

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(Foto de Nathan Weber)
 
 
 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Amor em tempos de cólera

No meio de motins provocados por um jogo de hoquei, um casal beija-se em Vancouver, no Canadá.
Fotografia de Rich Lam, do Getty Images.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O Mundo como eles o vêem


Quando ontem soube que Dominique Strauss-Kahn, director-geral do FMI, tinha sido preso em Nova Iorque (a palavra é "detido", mas nem só de rigor jurídico vive a língua, alimenta-a também o desejo) acusado de crimes de violação e sequestro, a minha primeira reacção foi de irracional euforia: afinal havia Justiça - assim, com maiúscula e tudo - no Mundo!

Imaginei Strauss-Kahn acusado de violação dos direitos dos numerosos povos do Mundo que o FMI tem "resgatado", o último dos quais o português, e do sequestro de outras tantas economias nacionais para uso e abuso dos famosos mercados, "petit nom" da banca internacional e dos grandes fundos de especulação financeira.

E veio-me à memória o recente "memorando" da "troika" de FMI & Cª, que PS, PSD e CDS/PP disputam agora a honra de aplicar ao que sobrou das pensões, prestações sociais e salários após os sucessivos PEC aprovados pelos mesmos partidos. Ainda por cima as notícias diziam que Strauss-Kahn é reincidente em crimes semelhantes e não pude evitar lembrar-me dos estragos feitos pelo FMI (só para falar de exemplos recentes) na Grécia e na Irlanda.

Afinal a coisa era literal e Strauss-Kahn terá "apenas" sequestrado e tentado violar uma empregada do hotel onde estava hospedado. Compreende-se como deve ser o Mundo visto de dentro da sua cabeça: se põe e dispõe de povos inteiros porque não há-de dispor como bem entender de uma empregada de hotel?

Crónica de Manuel António Pina para o JN, prémio Camões 2011

domingo, 26 de dezembro de 2010

The Invisibles - Parte IV

Parte IV – ‘GOAL!’ 

Apesar do perigo e dos riscos, os imigrantes vão continuar a fazer a viagem para norte. Durante a viagem, eles dormem mal, mendigam por comida e são empurrados de comboios de mercadorias em andamento. Muitos ficam gravemente feridos, mas haverá sempre aqueles que estão melhor preparados para enfrentar a longa viagem.

domingo, 19 de dezembro de 2010

The Invisibles - Parte III

Parte III - What remains

Os familiares dos imigrantes na América Central podem nunca saber o que aconteceu com seus entes queridos. Em El Salvador, uma mãe fala do seu desespero por não saber o que aconteceu ao seu filho, uma década depois, de ele viajar para os EUA dizendo que iria telefonar passados 12 dias.

domingo, 12 de dezembro de 2010

The Invisibles - Parte II

Parte II - Six out of ten

Gael García Bernal com três mulheres das Honduras, que estam a viajar em busca de uma vida melhor para suas famílias. Eles correm um risco enorme. Seis em cada 10 mulheres que tentam a travessia do México são abusadas sexualmente.

domingo, 5 de dezembro de 2010

The Invisibles - Parte I

Todos os anos, milhares de imigrantes enfrentam sequestros, violações e assassinatos no México. Impulsionados pela pobreza extrema, eles atravessam o México na esperança de alcançar os EUA com sua promessa de uma vida melhor. Mas, muitas vezes os sonhos transformam-se em pesadelos.  Em 4 pequenos filmes produzidos pela Amnistia Internacional com a realização de Gael García Bernal e Marc Silver, The Invisibles expõe a verdade por trás de uma das viagens mais perigosas do mundo e revela as histórias não contadas de milhares de pessoas que fazem a viagem para norte através do México.

Parte I - Seaworld

No início de sua jornada, os imigrantes estão cheios de esperança de atingir os EUA. Entre eles está uma criança viajando com sua família, que sonha em visitar Seaworld. Filmado num abrigo de imigrantes no sul do México, este filme revela os perigos que os esperam.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Breve retrato da Colômbia

Eis um breve retrato da Colômbia de Uribe & Santos Associados (USA) patrocinados por Obama:

Em 2010, até agora, foram assassinados 37 sindicalistas - o que quer dizer que 67% dos sindicalistas assassinados no mundo são colombianos.

O número de presos políticos ultrapassa os 7 500.

Nos últimos três anos, o total de desaparecidos em resultado do terrorismo de Estado, ultrapassa os 38 mil.

Nos últimos quinze anos, os paramilitares executaram mais de 30 mil pessoas.

O uso de fornos crematórios tornou-se prática corrente.

A maior vala comum da América Latina foi encontrada na Colômbia: muitos dos 2 mil cadáveres ali depositados são de jovens, aliciados e depois executados pelo exército e apresentados à comunicação social como guerrilheiros das FARC.

Há notícia de mais 4 000 valas comuns.

28 milhões de colombianos - 68% da população do país - vivem na pobreza.

Todos os anos morrem, de desnutrição, mais de 20 mil crianças menores de cinco anos.

Sete bases militares dos EUA instaladas na Colômbia asseguram a paz, a ordem, a democracia, a liberdade - e, obviamente, o respeito pelos direitos humanos...

Replicado do blog Cravo de Abril

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Prémio de fotografia da Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano

Alejandro Cossio ganhou o Premio da Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano 2010, na categoria fotografia, com as fotos publicadas no semanário Zeta, na Associated Press e EFE. As suas imagens retratam a violência diária e impiedosa dos narcotráficantes em Tijuana no México.

Santa muerte - "La santa muerte es una patrona pagana para la iglesia a la que cada vez se encomienda más gente, también los delincuentes", comenta el autor. "Hay leyendas de que dicen que cada vez que los sicarios van a ejecutar a alguien se encomiendan a la santa muerte para que les protejan. En muchas cosas decomisadas se han encontrado figuras de la santa muerte. Es una portada al resto de las fotos y un aviso de lo que viene". Las fotos premiadas se publicaron el Semanario ZETA, en la agencia AP y en la agencia EFE.

Metáforas - Alejandro Cossío explica que esta foto continúa muy relacionada con la anterior. "Podría parecer un Cristo con su túnica".

Cultura de lo estrafalario - "Este tipo de armas nos demuestra el tipo de cultura que tienen estos sicarios, cómo les gusta lo estrafalario, cómo tienen dinero para comprar cosas así", comenta Alejandro Cossío.

Mirada oscura - "La imagen es de un policía", explica el autor. "Es una metáfora visual, una foto atmosférica que simboliza nada bueno. Aunque es un policía, representa una oscuridad con su mirada amenazante".

En compañía de la santa muerte - "Continúan los policías", comenta Alejandro Cossío. "A la santa muerte la visten con túnicas blancas. Por eso, en esta foto es como si los agentes fueran escoltándola o acompañados por ella". En la imagen, la policía federal mexicana lleva a un detenido, quien se les enfrentó a balazos junto con otros sicarios.



Luz nocturna - "Es un ejecutado. Había tres allí. Muchas veces, los sicarios les ponen esposas para sacarles información", explica Alejandro Cossío. "Es una foto atmosférica de una situación que se produce a altas horas de la noche. Un colega me dijo que la luz podía representar a Dios que se los lleva." Esta imagen fue captada en un barrio de Tijuana.

Idea de fotoperiodismo - "Es una de las imágenes que mejor representan mi idea de fotoperiodismo. Es muy contundente sin necesidad de mostrar demasiado", afirma el autor. La misma luz que veíamos en la fotografía anterior está pegando ahora en la mano, a la que le llega el único rayo de iluminación.". Dos agentes de seguridad fueron ejecutados dentro de una tienda de auto servicio.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Israel expulsa por terrorismo um palhaço !


“Somos un ejército, pero de soñadores”

Los payasos suelen representar situaciones estrambóticas, pero lo que le sucedió al payaso español Lokonuk rebasó los límites de lo kafkiano. La semana pasada aterrizó en Israel para participar en una caravana clown dirigida a niños en campamentos de refugiados palestinos. Pero no logró salir del aeropuerto: fue interrogado hasta el cansancio por las autoridades, enviado a una celda y deportado al día siguiente a España “como un criminal”. Los servicios de seguridad israelíes aseguran que tiene “lazos con organizaciones terroristas palestinas”.

“Parece ser que terrorismo es hacer que los niños se rían”, explica Lokonuk, entrevistado telefónicamente por 20 minutos, entre risas. “A ver si ahora me van a meter en la lista de los terroristas más buscados”.

Lokonuk es Iván Prado, cofundador de la organización gallega Pallasos en rebeldía, una organización que se dedica a llevar diversión a zonas difíciles, al estilo de otras organizaciones como Payasos sin Fronteras. Han actuado, por ejemplo, en los territorios zapatistas en Chiapas, México. También dirige el Festiclown (Festival Internacional de Clown de Galicia) y preparaba un festival internacional en territorio palestino.

Fonte: Cubadebate