segunda-feira, 9 de junho de 2014
Brasil, futebol e protestos
domingo, 16 de março de 2014
DR. Melgaço
Via: blog Solidários
terça-feira, 18 de junho de 2013
Carla não vai ao Mundial. E explica porquê
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
sábado, 27 de outubro de 2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
sábado, 14 de julho de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Cólera
domingo, 18 de outubro de 2009
EUA Vs. Cuba - O bloqueio económico explicado (2)

Transcreve-se de seguida, o capítulo relativo à Saúde Pública (em português do Brasil) do relatório recentemente apresentado na Assembleia-Geral das Nações Unidas pelo governo de Cuba.
"Entre Maio de 2008 e Abril de 2009, as afectações ao sector da saúde pública totalizam 25 milhões de dólares. Os danos económicos são devidos essencialmente à necessidade de adquirir produtos e equipamentos em mercados mais longínquos, à utilização de intermediários para esses fins e ao consequente aumento dos preços que isso traz consigo. A proibição ou o não outorgamento de vistos aos cientistas e especialistas cubanos da saúde para participarem em inúmeros congressos e eventos científicos nos Estados Unidos da América constitui um obstáculo para a actualização profissional, a comparação de técnicas utilizadas no tratamento de diferentes afecções e a troca de experiências que noutras condições poderia ser benéfico para ambos os países. O dano que provoca a Cuba o bloqueio é particularmente cruel nesta esfera, não apenas pelos seus efeitos económicos, mas também especificamente pelo sofrimento que ocasiona aos doentes e aos seus familiares e pela incidência directa na saúde da população cubana. Entre os exemplos que demonstram os danos ocasionados na esfera da saúde durante o período ao qual se faz referencia, são incluídos os seguintes:
Desde 2003, o Centro Nacional de Genética Médica tenta adquirir um Equipamento Analisador de genes com capacidade de sequência automática e de análise de fragmentos, o qual é imprescindível para o estudo da origem de doenças de grande incidência na população e que são consideradas entre as primeiras causas de morte: o cancro de mama, de colo e de próstata; a hipertensão arterial; a asma; a diabetes melito; e os transtornos mentais, entre outras. Cuba ainda não tem podido adquirir este equipamento, porque foi construído exclusivamente por companhias com patente norte-americana, como a firma Applied Biosystem (ABI).
O Instituto de Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular, através da Empresa Alimport , solicitou à companhia norte-americana Cook Vascular Inc, com patente única, a compra de um equipamento para a extracção de eléctrodos permanentes. O uso deste equipamento é muito importante para doentes com alguma complicação séptica no eléctrodo permanente implantado ou em qualquer outra disfunção do eléctrodo. Caso não puder levar a cabo essa acção, terá que ser feita uma intervenção cirúrgica a tórax aberto, o que implica um risco sério para a vida do doente. Esta companhia não respondeu à solicitação cubana.
A Empresa MEDICUBA, através da Empresa Alimport, solicitou a compra de próteses vasculares à firma BARD, pinças para biopsia endomiocárdica à Companhia CORDIS e dispositivos para inflado com cateteres de balão à Empresa BOSTON SCIENTIFIC. Apenas obteve a resposta negativa da Firma Bard e a informação de que não podia ofertar a Cuba uma cotização do produto solicitado devido às leis do bloqueio. As outras nem sequer responderam ao pedido, por temor a eventuais consequências da política de bloqueio.
O Sistema Integrado de Urgências Médicas (SIUM) viu-se afectado pela proibição do governo norte-americano de permitir à Caravana Pastores pela Paz, doar a Cuba três ambulâncias marca Ford, cujo custo no mercado de segunda mão é por volta de 24 mil dólares cada uma. Por causa disso, as ambulâncias não puderam chegar ao nosso país.
A saúde das crianças cubanas também tem sido negativamente afectada pela brutal política de bloqueio:
Os hospitais infantis deparam com sérios obstáculos para a aquisição de materiais apropriados para as crianças pequenas, tais como sondas vesicais, digestivas e traqueais de maior qualidade e duração, agulhas Huber para traqueotomia e punções lombares que na sua grande maioria são de procedência norte-americana.
As crianças cubanas que padecem de leucemia linfoblástica estão impossibilitados de usarem o medicamento Erwinia L-asparaginase, conhecido comercialmente como Elspar, visto que foi proibido à Empresa farmacêutica norte-americana Merck and Co, vender este produto a Cuba.
O Cardiocentro Pediátrico “William Soler” não tem a possibilidade de adquirir dispositivos como cateteres, coils, guias e stents, os quais são utilizados para o diagnóstico e tratamento por cateterismo intervencionista em crianças com cardiopatias congénitas complexas. Às empresas norte-americanas NUMED, AGA e BOSTON SCIENTIFIC é proibido a venda de esses produtos a Cuba. A lista de crianças cubanas que deviam ter sido submetidas a uma intervenção cirúrgica a coração aberto no ano passado aumentou em 8 novos casos:
1- Osdenis Díaz, 30 meses, P. del Río, HC 684805
2.-Leinier Ramírez Pérez, 9 meses, Camagüey, HC 686901
3.- Leidy Reyes Blanco, 2 anos, Camagüey, HC 684376
4.- José Luis Sanamé, 13 anos, Ciego de Ávila, HC 687071
5.- Yusmary Rodríguez Márquez, 12 anos, C. Habana, HC 686546
6.- Pedro P. Valle Ros, 5 anos, Matanzas, HC 685014
7.- Osniel Pérez Espinosa, 5 anos, C. Habana, HC 679922
8.- Roilán Martínez Pérez, 3 anos, Pinar del Río, HC 685449
Todas estas crianças têm em perigo a possibilidade de receberem de modo diligente o tratamento de saúde que precisam, como consequência do cruel impacto do bloqueio.
Os casos que aparecem a seguir exemplificam, a incidência extraterritorial do bloqueio no domínio da saúde:
A Empresa cubana GCATE S.A., especializada na compra de equipamento tecnológico para o domínio da saúde, tem encarado sérias dificuldades com a Companhia holandesa Philips Medical, visto que depois de comprados e instalados uma série de equipamentos, a companhia holandesa nega-se a fornecer sobresselentes e obriga a que sejam comprados através de terceiros países, encarecendo notavelmente o custo dos equipamentos e faz com que seja muito mais difícil a sua manutenção. Como justificativa a esse tratamento discriminatório, alega-se a aplicação das disposições do bloqueio a Cuba.
A Companhia HITACHI, que não é estadunidense, nega-se a vender a Cuba um microscópio de transmissão electrónica, especializado para ser usado na anatomia Patológica. Para sustentar a negativa, alega-se a aplicação das regulamentações do bloqueio. Esta situação obriga a buscar alternativas que encarecem o preço final do produto.
A Companhia TOSHIBA, que também não é estadunidense, devido às restrições do bloqueio nega-se a vender a Cuba equipamentos de alta tecnologia como a Câmara Gamma — utilizada para realizar estudos com isótopos radioactivos na Medicina Nuclear —, a Ressonância Magnética e os ultra-sons de alta precisão. Por causa disso, têm sido afectados os serviços de saúde à população cubana."
Nota: Para aceder ao relatório na totalidade aqui.




