Mostrar mensagens com a etiqueta Revolução Cubana. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Revolução Cubana. Mostrar todas as mensagens

sábado, 6 de outubro de 2018

06.10.1976 - Atentado Terrorista de Barbádos




Quando um povo enérgico e viril chora, a injustiça treme!

Foram as palavras de Fidel perante a multidão que chorava a morte dos compatriotas vítimas do atentado terrorista de Barbados.

E o povo respondeu “Pátria ou Morte”, jurando fidelidade à revolução!

A 6 de Outubro é evocado este atentado terrorista contra a revolução porque em Cuba não são esquecidos aqueles que morreram pela soberania nacional.

Nesse dia, 6 de Outubro de 1976, descolou do Aeroporto Nacional de Barbados um DC8 da Cubana de Aviación que se dirigia à Jamaica.






Às 12.23 verificou-se uma explosão a bordo, o avião incendiou-se e caiu no mar.

Não houve sobreviventes: 73 mortos, dos quais 57 eram cubanos, os restantes eram nacionais da Guiana e da Coreia do Norte.

Entre os mortos estava a equipa de esgrima júnior que acabava de vencer o Campeonato Centro-Americano, em Caracas.

O atentado foi levado a cabo por mercenários a soldo de organizações terroristas instaladas em Miami, financiadas pela CIA e cujos autores intelectuais foram, assumidamente, Luís Pousadas Carriles e Orlando Bosch.

O grupo terrorista Coru assumiu a autoria do atentado em comunicado difundido nos meios de comunicação de Miami.

A senha para confirmar o êxito do atentado foi “o autocarro com os cães caiu”, conforme confessou Carriles em entrevista dada ao New York Times, em 02/07/1998.

Apesar dos reiterados pedidos dos governos cubano e venezuelano, e dos protestos da solidariedade cubana em todo o mundo, para os quais a Associação de Amizade Portugal-Cuba teve voz activa, para que fossem extraditados, para estes países, tal foi sempre negado pelas autoridades norte-americanas.

Ambos os criminosos morreram em liberdade, Carriles no corrente ano.

Cuba perdeu 3478 dos seus filhos, vítimas do terrorismo!




segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Assim é o Che


Che Guevara, em 1963
Fotografia de René Burri


Passam hoje 50 anos sobre o assassinato de Che Guevara, na selva da Bolívia. Poucos dias depois de divulgada a execução, a 18 de Outubro teve lugar em Havana, na Praça da Revolução, uma velada solene, na qual Fidel Castro evocou e louvou a figura multifacetada do seu companheiro de luta, guerrilheiro, escritor, médico, estadista, diplomata, internacionalista. «Sejam como o Che», pediu Fidel à multidão.

As viagens de Ernesto Guevara de la Serna – Rosário (Argentina), 14 de Junho de 1928 – pela América, na primeira metade dos anos 50, marcaram-no de forma profunda, transformando-o, como ele próprio assume nas suas notas, ao ser confrontado com a enorme exploração dos trabalhadores das minas e a discriminação de que os nativos são alvo por parte dos yankees.

Na segunda dessas viagens, já médico, chega até à Guatemala, na América Central, onde conhece cubanos exilados que tinham participado no assalto ao quartel Moncada, em Santiago de Cuba, e é testemunha do golpe de Estado planeado e executado pelos norte-americanos, em Junho de 1954. Apontado como um «perigoso comunista argentino», Che Guevara, como é universalmente conhecido, é obrigado a sair da Guatemala e foge para o México. Ali conhece Fidel.

«Falei com Fidel uma noite inteira. E ao amanhecer já era médico da sua futura expedição», diz Che sobre o encontro1. Doze anos depois, discursando na velada solene na Praça da Revolução, Fidel confirma que o argentino se tornou expedicionário do iate Granma numa noite – numa altura em que ainda não havia «barco, nem armas, nem tropas». Ou seja, juntamente com Raúl Castro, Che Guevara foi dos primeiros a «alistar-se».

O líder da Revolução cubana explica esta disponibilidade de Che com o profundo «ódio e desprezo» que tinha pelo imperialismo, que resultavam em parte do «considerável grau de desenvolvimento» da sua formação política e advinham também da «criminosa intervenção imperialista» que tinha tido oportunidade de presenciar na Guatemala.

Diz Fidel: «Para um homem como ele não eram necessárias muitas razões. Bastava-lhe saber que Cuba vivia uma situação semelhante, que havia homens decididos a combater essa situação de armas em punho, que aqueles homens se inspiravam em sentimentos genuinamente revolucionários e patrióticos. E isso era mais que suficiente.»2

Calcanhar de Aquiles: absoluto desprezo pelo perigo
No seu discurso, Fidel Castro Ruz enaltece as qualidades de Che no campo de batalha, como médico, soldado ou comandante – «era um mestre da guerra, um artista da luta de guerrilha» –, e destaca o seu grande contributo para a vitória do Exército Rebelde sobre o de Batista, nomeadamente com a campanha de Las Villas e com o ataque sobre Santa Clara.

«Se, como guerrilheiro, tinha um calcanhar de Aquiles, era a sua excessiva agressividade, o seu absoluto desprezo pelo perigo», afirma Fidel, agora que sabe que, num de tantos combates, o Che perdeu a vida. E aqui custa-lhe «concordar com ele».

Mesmo admitindo que a conduta do Che possa ter sido influenciada pela perspectiva – correcta – de que «os homens têm um valor relativo na história» e de que «as causas não são derrotadas quando os homens caem», Fidel realça como preferia vê-lo continuar a forjar vitórias, «na medida em que homens com a sua experiência, calibre e capacidade realmente singular são homens pouco comuns».

«A morte do Che é um golpe duro, um golpe tremendo para o movimento revolucionário, na medida em que o priva, sem qualquer dúvida, do seu chefe mais experimentado e capaz», admite Fidel, mas destacando que se «enganam aqueles que cantam vitória», porque «o homem que caiu como homem mortal, como homem que se expunha muitas vezes às balas, como militar, como chefe, é mil vezes mais capaz do que aqueles que, com um golpe de sorte, o mataram». As suas teses, concepções, tácticas e ideias de luta revolucionária não foram derrotadas. «O seu grito chegará a milhões de ouvidos receptivos», clama o líder cubano.


Revolucionário, estadista, diplomata
«A guerra é um meio e não um fim», o que «é importante é a revolução, a causa revolucionária», destaca o primeiro secretário do Comité Central do Partido Comunista de Cuba, para vincar a noção de que, pese embora todas as suas qualidades como homem de acção e militar, Che Guevara era «um homem de pensamento profundo, de inteligência visionária, um homem de profunda cultura», e que, pelo carácter íntegro, honrado, sincero, estóico, constituía «a expressão mais cabal das virtudes revolucionárias».

Fidel nota que é costume, na hora da morte dos homens, fazer discursos de louvor às suas virtudes, mas que nem por isso deixa de falar de Che com justiça e rigor. E destaca o legado que este deixa às gerações futuras por via da sua escrita; o seu trabalho incessante, «sem conhecer um dia de descanso», ao serviço da pátria, assumindo as mais variadas tarefas, como presidente do Banco Nacional, ministro da Indústria, comandante da região militar do Ocidente ou diplomata, liderando delegações de Cuba nos mais variados palcos internacionais.

Umas das suas intervenções mais conhecidas é a que efectuou a 8 de Agosto de 1961, na quinta sessão plenária do Conselho Interamericano Económico e Social (CIES) da Organização de Estados Americanos (OEA), em Punta del Este (Uruguai). A delegação cubana, recebida no aeroporto e nas ruas de Montevideu de modo triunfal por milhares de pessoas, teve de enfrentar um ambiente bem mais hostil no seio do CIES, em plena ofensiva dos EUA4.

Ali, depois de enumerar muitas das agressões que o imperialismo norte-americano levou a cabo contra Cuba entre 1959 e 1961, Che explicou o que é a Revolução cubana – agrária, anti-feudal, anti-imperialista, que se foi transformando numa revolução socialista.

E explanou com clareza aquilo que representa a Revolução ao nível da distribuição da terra e da riqueza, da soberania nacional, da saúde e da cultura, da educação e da erradicação do analfabetismo, da política externa e da solidariedade internacionalista, da propriedade dos meios de produção, da participação dos trabalhadores nas decisões económicas do país, da igualdade entre homens e mulheres, da luta contra o racismo e pela afirmação da dignidade humana.

«As praias da nossa Ilha não serviam para que os pretos ou os pobres tomassem banho, porque pertenciam a um clube privado, e vinham turistas de outras praias que não gostavam de tomar banho com os pretos. [...] Era assim o nosso país. A mulher não tinha qualquer tipo de direito igualitário: pagava-se-lhe menos por trabalho igual; era discriminada, como na maioria dos países americanos», disse Che Guevara em Punta del Este 5.

Será como uma semente
O imperialismo canta «vitória» perante o guerrilheiro morto; julga que, ao aniquilar o homem físico, liquidou o seu pensamento – e não tem pejo em divulgar, como a coisa mais natural do mundo, as circunstâncias da morte, o assassinato após a captura, condena Fidel no seu discurso na Praça da Revolução, a 18 de Outubro de 1967.

«Che não caiu a defender outro interesse, outra causa que não a causa dos explorados e oprimidos neste continente; Che não caiu a defender outra causa que não a causa dos pobres e dos humildes desta Terra. E, perante a História, os homens que agem como ele, os homens que fazem tudo e dão tudo pela causa dos humildes agigantam-se a cada dia que passa, a cada dia que passa entram mais profundamente no coração dos povos», sublinha Fidel.

E acrescenta: «Os inimigos imperialistas começam a dar-se conta disso e não tardarão a verificar que a sua morte será, com o tempo, como uma semente de onde brotarão muitos homens decididos a emulá-lo, muitos homens decididos a seguir o seu exemplo.»

Encarar o futuro com optimismo
No combate às oligarquias e ao imperialismo, na luta por todos os oprimidos e explorados, o Che tornou-se um modelo de homem não só para o povo cubano, mas também para qualquer povo da América Latina, tendo conduzido à mais alta expressão a condição de revolucionário e elevado ao patamar mais alto «o espírito internacionalista proletário».

«É por isso, companheiros e companheiras da Revolução, que devemos encarar com firmeza e decisão o futuro; é por isso que devemos encarar com optimismo o futuro», declara Fidel. «Procurando sempre inspiração no Che.»

A homenagem e o reconhecimento a Che Guevara, naquela noite de há quase 50 anos, é também, quase no final «do impressionante acto», um louvor à multidão presente na praça, metonímia do povo cubano, resistente, revolucionário e solidário, a quem Fidel lança o repto de, «com optimismo absoluto na vitória definitiva dos povos», dizer ao Che e aos heróis que combateram e caíram com ele: «Até à vitória sempre! Pátria ou Morte!» 

Fonte: abrilabril.pt

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Cuba despede-se de Fidel (3)

População aguarda na estrada nos arredores de Jatibonico (Fotografia Agência Efe)
 
Moradores acompanham cortejo com cinzas de Fidel em Ciego de Ávila (Fotografia Agência Efe)

Multidão em Ciego de Avila acompanha cortejo fúnebre de Fidel (Fotografia Agência Efe)

População acompanha passagem do cortejo por Jatibonico (Fotografia Agência Efe)

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

quinta-feira, 31 de março de 2016

CUBA | paredão & depois



Relatos detrás de um muro abstrato com consequências sobre o povo cubano. Esse micro documentário com câmara na mão narra os efeitos do bloqueio econômico dos Estados Unidos e as expectativas com o novo paradigma que constitui a retomada das relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos. Julia Nassif / Nacho Lemus:2016

quarta-feira, 30 de março de 2016

O irmão Obama

Os reis da Espanha trouxeram-nos os conquistadores e donos, cujas pegadas ficaram gravadas nos terrenos circulares atribuídos aos buscadores de ouro na areia dos rios, uma forma abusiva e vergonhosa de exploração cujos sinais ainda hoje podem ser advertidos, do ar, em muitos lugares do país.

O turismo hoje, em boa parte, consiste em mostrar as delícias das paisagens e degustar os alimentos requintados de nossos mares, e sempre que sejam compartilhadom com o capital privado das megacorporações estrangeiras, cujos ganhos se não atingem os bilhões de dólares per capita não são dignos de atenção alguma.

Já que fui obrigado a mencionar o tema devo acrescentar, principalmente para os jovens, que poucas pessoas percebem a importância de tal condição neste momento singular da história humana. Não direi que o tempo tenha sido perdido, mas não vacilo ao afirmar que não estamos suficientemente informados, nem vocês nem nós, dos conhecimentos e da consciência que deveríamos ter para enfrentar as realidades que nos desafiam. O primeiro a ser levado em conta é que nossas vidas são uma fração histórica de segundos, a qual é preciso compartilhar, ainda, com as necessidades vitais de todo ser humano. Uma das características deste é a tendência à sobrevalorização do seu papel, questão que contrasta, por outro lado, com o número extraordinário de pessoas que encarnam os sonhos mais elevados.

Ninguém, contudo, é bom ou é mau por si próprio. Nenhum de nós está desenhado para o papel que deve assumir na sociedade revolucionária. Em parte, nós os cubanos tivemos o privilégio de contar com o exemplo de José Martí. Pergunto, inclusive, se ele devia ter morrido ou não em Dos Rios, quando disse “para mim está na hora”, e avançou contra as forças espanholas entrincheiradas em uma sólida linha de defesa. Não queria retornar para os Estados Unidos e não haveria quem o fizesse retornar. Alguém tirou algumas folhas do seu diário. Quem arcou com essa pérfida culpa, que foi, sem dúvida, obra de algum intrigante inescrupuloso? Soube-se que existiam diferenças entre os chefes, porém jamais houve indisciplinas. “Quem tente apropriar-se de Cuba colherá o pó do seu solo alagado em sangue, se antes não perece na luta”, declarou o glorioso líder negro Antonio Maceo. Reconhece-se, igualmente, que Máximo Gómez foi o chefe militar mais disciplinado e discreto de nossa história.

Olhando de outro ângulo, como a gente não vai ficar admirada da indignação de Bonifacio Byrne quando, da distante embarcação que o trazia de retorno a Cuba, ao divisar outra bandeira junto da da estrela solitária, declarou: “Minha bandeira é aquela que jamais tem sido mercenária...” para acrescentar imediatamente uma das frases mais belas que jamais escutei: “Se desfeita em miúdos pedaços chega a estar minha bandeira algum dia... nosso mortos, erguendo os braços, ainda saberão defendê-la...” Tampouco esquecerei as palavras ardentes de Camilo Cienfuegos naquela noite, quando a várias dezenas de metros de nós, bazucas e metralhadoras de origem norte-americana nas mãos de agentes contrarrevolucionários apontavam para nós. Obama tinha nascido em 1961, como ele próprio explicou. Mais de meio século decorreria desde aquele momento.

Contudo, vejamos como pensa nosso ilustre visitante:

“Vim aqui para deixar atrás os últimos sinais da guerra fria nas Américas. Vim aqui estendendo a mão de amizade ao povo cubano”. E imediatamente um dilúvio de conceitos, inteiramente novos para a maioria de nós:

“Ambos vivemos em um novo mundo que foi colonizado pelos europeus”. Prosseguiu o presidente norte-americano. “Cuba, tal como os Estados Unidos, foi constituída por escravos trazidos da África; tal como os Estados Unidos, o povo cubano tem herança de escravos e de donos de escravos”.

As populações nativas não existem para nada na mente de Obama. Tampouco disse que a discriminação racial foi varrida pela Revolução; que a aposentadoria e o salário de todos os cubanos foram decretados por esta antes que o senhor Obama completasse dez anos. O odioso costume burguês de contratar esbirros para que os cidadãos negros fossem expulsos de centros de lazer foi varrido pela Revolução Cubana. Esta ficaria gravada na história pela batalha que travou em Angola contra o apartheid, pondo fim à presença de armas nucleares em um continente de mais de um bilhão de habitantes. Esse não era o objetivo de nossa solidariedade mas sim o de ajudar aos povos de angola, Moçambique, Guiné-Bissau e outros da dominação colonial fascista de Portugal.

Em 1961, apenas um ano e três meses depois do triunfo da Revolução, uma força mercenária com canhões e infantaria blindada e com aviões foi treinada e acompanhada de navios de guerra e porta-aviões dos Estados Unidos e atacou de surpresa nosso país. Nada poderá justificar aquele aleivoso ataque que custou ao nosso país centenas de vidas, entre mortos e feridos. Da brigada de assalto pró-ianque, em nenhuma parte consta que tivesse podido ser evacuado nenhum mercenário. Aviões ianques de combate foram apresentados nas Nações Unidas como aparelhos cubanos revoltados.

É bem conhecida a experiência militar e o poderio desse país. Na África pensaram igualmente que a Cuba revolucionária seria igualmente posta fora de combate. O ataque pelo Sul de Angola por parte das brigadas motorizadas da África do Sul racista levou-as até as proximidades de Luanda, a capital desse país. Aí se iniciou a luta que se prolongaria não menos de 15 anos. Nem sequer falaria disto a menos que tivesse o dever elementar de contestar o discurso de Obama no Grande Teatro de Havana Alicia Alonso.

Tampouco tentarei dar detalhes, a não ser que ali foi escrita uma página de honra na luta pela libertação do ser humano. De certa forma eu desejava que a conduta de Obama fosse correta. Sua origem humilde e sua inteligência natural eram evidentes. Mandela ficou preso a vida toda e se tinha convertido em um gigante da luta pela dignidade humana. Um dia chegou às minhas mãos uma cópia do livro no qual se conta uma parte da vida de Mandela e, surpresa!, o prólogo tinha sido escrito por Barack Obama. Folhei-o rapidamente. Era incrível o tamanho da minúscula letra de Mandela precisando dados. Vale a pena ter conhecido homens como aquele.

Acerca do episódio da África do Sul devo assinalar outra experiência. Eu estava realmente interessado em conhecer mais detalhes sobre a forma em que os sul-africanos tinham adquirido as armas nucleares. Somente tinha a informação muito precisa de que não eram mais de 10 ou 12 bombas. Uma fonte certa seria o professor e pesquisador Pero Gleijeses, quem tinha redigido o texto de “Missões em conflito: Havana, Washington e África 1959-1976”; um trabalho excelente. Eu sabia que ele era a fonte mais segura do que tinha acontecido e assim o comuniquei a ele: respondeu-me que ele não tinha falado mais do assunto, porque no texto tinha respondido as perguntas do companheiro Jorge Risquet, quem tinha sido embaixador ou colaborador cubano em Angola, muito amigo dele. Localizei Risquet que, entre outras ocupações, estava acabando um curso ao que faltavam ainda várias semanas. Essa tarefa coincidiu com uma viagem bastante recente de Piero ao nosso país; eu tinha advertido a Piero que Risquet já tinha uma idade avançada e que sua saúde não era ótima. Poucos dias depois ocorreu o que eu estava temendo: Risquet piorou e faleceu. Quando Piero chegou não havia nada a fazer exceto promessas, mas eu já tinha conseguido informação acerca do relativo a essa arma e a ajuda que a África do Sul racista tinha recebido de Reagan e de Israel.

Não sei o que terá de dizer Obama sobre esta história. Desconheço o que ele sabia ou não, embora seja muito duvidoso que não soubesse absolutamente nada. Minha modesta sugestão é que reflita e não tente agora elaborar teorias sobre a política cubana.

Há uma questão importante:

Obama proferiu um discurso no qual lança mão das palavras mais adocicadas para expressar: “Já é hora de esquecer-nos do passado, deixemos o passado, olhemos para o futuro, olhemos juntos o futuro, um futuro de esperança. E não vai ser fácil, vai haver desafios e a esses vamos dar tempo; mas minha estadia aqui me dá mais esperanças acerca do que podemos fazer juntos como amigos, como família, como vizinhos, juntos”.

Supõe-se que cada um de nós corria o perigo de sofrer um infarto após escutar essas palavras do presidente dos Estados Unidos. Após um bloqueio desapiedado que já durou quase 60 anos, e aqueles que morreram nos ataques mercenários a navios e portos cubanos, um avião regular cheio de passageiros feito explodir em pleno vôo, invasões mercenárias, múltiplos atos e violência e de força?

Ninguém acalente a ilusão de que o povo deste nobre e abnegado país renunciará à glória e os direitos e à riqueza espiritual que ganhou com o desenvolvimento da educação, a ciência e a cultura.

Advirto, ademais, que somos capazes de produzir os alimentos e as riquezas espirituais de que precisamos com o esforço e a inteligência de nosso povo. Não necessitamos que o império nos entregue de presente nada. Nossos esforços serão legais e pacíficos, porque é nosso compromisso com a paz e a fraternidade de todos os seres humanos que vivemos neste planeta.

Fidel Castro Ruz

27 de março de 2016
 
 

quarta-feira, 23 de março de 2016

Lo que dice y no dice Obama

El Presidente Obama es un buen comunicador. Significa que sabe colocar las palabras, los gestos, la mirada. Parece como si improvisara, pero tiene frente a sí un “teleprompter” que el público no percibe. Su lógica discursiva va de­jando espacios de aire que eluden, minimizan o manipulan los hechos. El pueblo cubano no alberga sentimientos de odio hacia el pueblo estadounidense, y escucha al Presidente que propició el reinicio de relaciones diplomáticas con disposición amistosa. Ello no significa que no perciba los saltos. Quizá, en una de esas frases dichas sin demasiado énfasis, radica la primera confusión: si bien es cierto que el go­bierno estadounidense y el cubano fueron ad­versarios y no sus pueblos, este último y su pue­blo compartieron durante estas décadas de confrontación similares ideales y propósitos. No podría entenderse la sostenibilidad de esa Revolución y la ineficacia de un bloqueo que ocasiona enormes dificultades en la vida cotidiana de sus ciudadanos, si no se parte de esa premisa. No podría entenderse la legitimidad de cada conquista revolucionaria, si no se co­no­ce además la historia de las relaciones entre los dos países.

El Presidente Obama introduce esa historia con una alusión simbólica a las aguas del Estre­cho de la Florida, a los que van y vienen de un lado al otro. Habla de los sufrimientos del “exiliado” cubano —término que obvia el hecho de que este suele pasar sus vacaciones, sin peligro alguno, en Cuba, o incluso, como se ha puesto de moda, sus años finales de vida al am­paro del sistema estatal cubano de salud—, que se­gún el discurso oficial de su gobierno, va en busca de “libertad y oportunidades”, pe­ro no aclara si se refiere a los torturadores, asesinos y ladrones del ejército batistiano que hu­yeron a los Estados Unidos en los primeros me­ses de la Revolución, a los niños que fueron separados de sus padres en virtud de una propaganda mentirosa y un criminal Programa de­nominado Peter Pan, a los médicos o deportistas incitados a desertar de sus misiones de solidaridad o de eventos internacionales, con la promesa de una vida material más holgada o jugosos contratos, o a los que, cansados del blo­queo, o de vivir en un país digno pero pobre, saltan en balsas hacia el llamado Primer Mundo, al amparo de la política de pies secos-pies mojados y de la Ley de Ajuste Cubano, que politiza la decisión de todo inmigrante.

Cuando expresaba sus sentidas condolencias y su solidaridad hacia el pueblo belga por los atentados terroristas que acaban de producirse en Bruselas, con el lamentable saldo de más de 30 muertos, los cubanos sentimos esa he­rida como propia: en estas décadas de aco­so, el terrorismo con base en territorio norteamericano ocasionó 3 478 muertos y 2 099 in­capacitados. Algunos de esos “exiliados”, cu­yos sufrimientos dice comprender, han ejercido o ejercen el terrorismo, en Cuba y en los Es­tados Unidos. Posada Carriles, coautor intelectual de la voladura de un avión civil cubano en pleno vuelo y responsable de la muerte de to­dos sus pasajeros y tripulantes, vive tranquilamente en Miami. Por eso nos pareció un acto de justicia imprescindible que liberara a los tres cubanos que aún permanecían presos en aquel país por combatir el terrorismo, el mis­mo día que ambos presidentes anunciaban la intención de reanudar relaciones.

Sin embargo, reconozco que avanza un po­co más cuando reconoce que “antes de 1959 al­gunos estadounidenses consideraban que Cu­ba era algo a ser explotado, no prestaban atención a la pobreza, permitían la corrupción”, y agrega, “yo sé la historia, pero no voy a estar atrapado por la misma”. Entonces, recita el ver­so de José Martí, “cultivo una rosa blanca” y declara: “como Presidente de los Estados Uni­dos de América, yo le ofrezco al pueblo cu­bano el saludo de paz”.

Eso, lo apreciamos. No citaré a José Martí, aunque podría traer a colación sus muchas observaciones críticas y ad­verten­cias sobre la “democracia” estadounidense. Solo diré que el camino que quería para Cuba no era ese.

¿Por qué ahora?”, pregunta Obama, y se res­ponde con naturalidad: “Lo que estaba ha­ciendo Estados Unidos no funcionaba”. Pero, ¿no funcionaba?, ¿no sería mejor decir que era inmoral?, ¿que causaba sufrimientos, e incluso muertes? “El embargo hería a los cubanos en vez de ayudarlos”. Nos hería en nuestros sentimientos de pueblo digno, sí, pero también afectaba nuestras vidas. El bloqueo es criminal. ¿No debía acaso pedir perdón, en nombre del Estado que representa, a todos los cubanos? La expresión “no funcionaba”, alu­de, aunque no lo exprese de manera directa, a la heroica resistencia del pueblo cubano, a su decisión de preservar su independencia y su soberanía, y también a la perversa razón del cambio: si no funcionaba, hay que hacer algo que funcione (algo que los obligue o los conduzca a hacer lo que queremos que hagan). Me parece que el sentido del cambio se esconde en esa expresión.

Hay un problema adicional con ese efectista ofrecimiento del saludo de paz: la Ley de Ajuste Cubano, la política de pies secos-pies mojados, la política de estímulo a la deserción de médicos y deportistas, y el bloqueo económico, comercial y financiero, siguen vigentes. Del territorio ocupado en Guantánamo durante una centuria contra nuestra voluntad, ni una sola palabra. Entonces, ¿cuál es la rama de oli­vo?, ¿dónde está la rosa blanca? Obama ha abierto un camino que se inicia con el restablecimiento de relaciones, y que pasa por muchas disposiciones ejecutivas antes de que el Con­greso se disponga a cancelar las leyes del bloqueo. En ese camino, todavía puede hacer mucho más.

“Vine aquí para dejar atrás los últimos vestigios de la guerra fría en las Américas”, declara de manera solemne.
Entonces, ¿acepta la con­vivencia civilizada que Cuba propone, con un Estado socialista a 90 millas de sus costas?, ¿dejará que Venezuela, Ecuador, Bolivia, Bra­sil, y todos los pueblos latinoamericanos decidan sin injerencia alguna sus destinos? “He­mos desempeñado diferentes papeles en el mundo”, dice con honestidad, aunque no creo que comprenda o acepte el papel asumido por el imperialismo, que pese a todo representa. “Hemos estado en diferentes lados en diferentes conflictos en el hemisferio”, agrega. Es un tema delicado, porque los sucesivos gobiernos estadounidenses apoyaron a Batista, a los So­moza, a Trujillo, a Pérez Jiménez, a Stroessner, a Hugo Bánzer, a Pinochet, a Videla, etc. Y com­batieron a  Cárdenas, a Arbenz, a Torrijos, a Velazco Alvarado, a Salvador Allende, a Chá­vez, a Evo… “Tomamos diferentes caminos para apoyar al pueblo de Sudáfrica para que erradicara el apartheid, pero el presidente Cas­tro y yo, ambos, estuvimos en Johannesburgo pagándole un tributo al legado de Nelson Man­dela”, afirma y no sé a qué apoyo se refiere, porque el gobierno que encarceló a Man­dela fue un aliado estratégico de Washington, aunque él era apenas un niño en aquellos años. Cuba pagó su tributo a Mandela con la sangre derramada por sus hombres y mujeres en la selva africana, mientras rechazaba junto a los combatientes angolanos la invasión de la Sudáfrica racista.

El Presidente Obama sabe que el pueblo cubano aprecia y defiende la independencia conquistada, por eso reitera que “Estados Uni­dos no tiene ni la capacidad ni la intención de imponer cambios en Cuba, los cambios de­penden del pueblo cubano (…) conocemos que cada país, cada pueblo debe forjar su propio destino, su propio modelo”. Sin embargo, la “nueva era” presupone “sus” cambios… en Cuba. Primero enumera los “valores” que todo país debe compartir, y algunas medidas que Cuba en particular debe aplicar. Luego, no tan veladamente, establece condiciones: “aunque levantemos el embargo mañana —dice— los cubanos no van a alcanzar su potencial sin ha­cer cambios aquí en Cuba”. Cree que puede ga­narse la voluntad de los jóvenes: “estoy apelando a los jóvenes de Cuba que tienen que construir algo nuevo, elevarse.

¡El futuro de Cuba tiene que estar en las manos del pueblo cubano!”, como si no lo estuviera desde 1959. Y afirma: “yo sé que el pueblo cubano va a tomar las decisiones correctas”. También yo lo sé. La diferencia estará sin dudas en el criterio de corrección o de conveniencia que establezcamos. El modelo de sociedad al que aspiramos, no es la corrupta Miami, como propone Obama con insólita candidez.

“El pueblo no tiene que ser definido como opositor a los Estados Unidos, o viceversa”, di­ce, y utiliza un vocabulario ajeno a nuestra edu­cación política. No somos opositores a los Estados Unidos, somos hermanos de su gente de bien, sencilla y creadora, y le tendemos la mano a su gobierno, siempre que esté dispuesto a respetar el camino elegido por Cuba, que tanta sangre y sacrificios costara. “Amamos a la patria de Lincoln, tanto como tememos a la patria de Cutting”, sentenciaba José Martí. Ese es el enigma: ¿quién de los dos nos tiende la mano?
 
 
Enrique Ubieta Gómez Publicado en Granma
23 de marzo de 2016

domingo, 28 de setembro de 2014

This is the story of the Cuban Five, five men in U.S. prisons !



This is the story of the Cuban Five, five men in U.S. prisons. The five who? Cuba?
Let's start at the beginning. You know Cuba is an island off the coast of Florida. The people there made a revolution in 1959 and the U.S. government broke diplomatic relations. Not much has changed, the conflict continues.
Anyway, over the years, some Cubans who didn't like the way things were going moved to Miami and started organizing terrorist attacks against their own country. Many people were killed. More than 3,000...
The U.S. government didn’t do a thing to stop these attacks. Terrorism organized in U.S. territory. They even supported some of these groups. Cuba had to defend itself.
In 1992, a few men were sent to Florida to gather information about these groups, keep tabs on them, try and stop the attacks. To save lives in Cuba and in the United States.
OK, on September 12, 1998, the FBI arrested the Five and accused them of espionage. Espionage? Remember, the Five were only interested in these terrorists. But they were arrested and kept in the “hole”, isolated for 17 months. Their lawyers weren't allowed to see whatever evidence supposedly existed against them, to get ready for the trial.
So, where was the trial? In the same city, right there in Miami, where the terrorists were planning their attacks on Cuba. No two ways about it. The five were denied their right to a fair trial. The environment was in no way impartial. Miami was hysterical about the case. No surprise that the jury felt the pressure and found The Five guilty.
They were given incredibly long sentences. One got two life sentences, plus 15 years.
OK. Since then, appeals have been filed, but no luck. Interesting, in 2005, a three judge panel in Atlanta overturned the Miami trial, said it was totally biased, unfair. But the prosecution appealed and the full Atlanta court of 11 judges overruled their own colleagues and restored the original verdict. grrr
Over the years, people all around the world have demanded that the Five be released. Nobel prize winners, artists, organizations of all kinds have spoken up for them.
So, what's happened? Today, in 2014, two of the Five are free. They completed their sentences in full and returned to Cuba. The other three are still in prison. The Cuban people and government continue to demand their freedom. They are innocent, but they're still in prison. For saving human lives. 16 years is too long.

terça-feira, 25 de março de 2014

The U.S.’s Terrorism Double Standard - The Vicious Campaign Against Cuba

During the last 50 years, the United States has suffered from a constant stream of vicious terrorist acts, first carried out by the Cuban government and then later outsourced to anti-capitalist groups who were given safe haven in the country. The human toll is enormous – 3,478 dead, 2,009 injured, and many more suffering the mental health problems associated with traumatic stress.  The terrorist attacks include blowing up a civilian airplane, bombing hotels and restaurants in tourist neighborhoods, machine gun attacks from speed boats against coastal towns, introduction of chemical and biological agents such as dengue fever, and a program of conspiracy between the Cuban state and the Catholic church to remove thousands of children from their parents and the U.S.
All of this is true – only in reverse. The victim of the hostile aggression has always been Cuba. The country may be the worst victim of terrorism in the Post-WWII era. But in the bizarro world of the U.S. government, in a textbook case of projection, it is the Cuban government who is responsible for sabotage, destabilization and interference. The U.S. has even designated Cuba as a “state sponsor or terror.” In a historic irony, it was Saddam Hussein’s Iraq that was removed from the list to make room for Cuba in the early ’80s.
Terrorism was the main tactic in the campaign of subversion and interference that started immediately after the success of the revolutionary movement led by Fidel Castro. In March 1960,President Eisenhower green-lighted the first funds for the CIA to overthrow the new government. It is safe to say that Eisenhower did not lose any sleep over the mandate in the U.N. Charter that nations must refrain from the threat or use of force against another sovereign nation. By the time the Bay of Pigs Invasion was carried out, after being approved by new President John F. Kennedy, it was a full-scale ground operation launched in April 1961, consisting of 1,400 paramilitary troops and air support from B-26 bombers.  The Cuban Army was quickly able to beat back the invasion, and the terrorist and mercenary forces quickly surrendered.
While all of Latin America rejoiced at the imperialist U.S.A. walking away with its tail between its legs, the military planners in Washington were just getting started. Their response to the humiliating defeat was not to obey international law and leave the rightful Cuban government alone, but to double down. The result was Operation Mongoose, which was authorized by President Kennedy in November 1961.  Operation Mongoose involved thousands of people, millions of dollars and a violation of the Neutrality Act, which prevented CIA Operations in the United States, according to Noam Comsky.
“These Operations included bombing of hotels and industrial installations, sinking of fishing boats, poisoning of crops and livestock, contamination of sugar exports, etc. Not all these actions were specifically authorized by the CIA, but no such considerations absolve official enemies,” Chomsky writes.
Harvard historian Jorge Dominguez, in his review of thousands of declassified documents regarding the terrorist campaign against Cuba notes the complete lack of indifference toward human life.
“Only once in these nearly thousand pages of documentation did a U.S. official raise something that resembled a faint moral objection to U.S.-government sponsored terrorism’: a member of the NSC staff suggested that it might lead to some Russian reaction, and raids that are ‘haphazard and kill innocents … might mean a bad press in some friendly countries,’” Dominguez says.
The hysteria of the U.S. military planners is evident by looking at the proposed terrorist campaign Operation Northwoods, a series of false flag attacks to be carried out within the United States and blamed on Cuba to create public support for a U.S. military invasion to overthrow Castro once and for all. The project made it as far as getting approval from the Joint Chiefs of Staff, but thankfully President Kennedy showed some semblance of humanity by rejecting terrorism against his own citizens.
Terrorism against Cuba continued throughout the ’60s and ’70s, but eventually operations were left to right-wing anti-Castro militants based in Miami. The new government strategy was to turn a blind eye. Many of the people in these terrorist organizations were former CIA agents and paramilitaries who were veterans of the Bay of Pigs invasion. The two most prominent and dangerous such agents were Luis Posada Carriles and Orlando Bosch.
Posada and Bosch were suspected in the bombing of Cubana de Aviación Flight 455 in 1976 that killed all 78 people on board. The victims included all 24 member of the Cuban national fencing team that was returning with gold medals, after being victorious in the Central American Championships. Also on board were a group of fisherman who had completed a contract fishing in Guyana. Two men who boarded the plane and later disembarked before the plane took off from its final stop in Jamaica  were later caught.  Both confessed that Posada and Bosch were the masterminds behind the plot. A declassified FBI report quotes a reliable source confirming that Posada was involved in the planning.
Both men later ended up living in the U.S. Bosch would die in Florida a free man in 2011, after years of involvement with militant anti-Cuban organizations.  He was jailed on unrelated charges in the ’80s, but pardoned in 1990 by George H.W. Bush.  The first President Bush did so at the request of his son Jeb, who was acting on behalf of his allies in the powerful Miami anti-Castro community.  The President issued his pardon despite warnings from his own Attorney General who called Bosch and “unrepentant terrorist.”
Posada has also wound up in U.S. jails but is now free living in the Miami area. The U.S. has refused to extradite him to either Venezuela or Cuba. He continued his terrorist career and was responsible for more deaths.  Speaking to the New York Times, Posada admitted: “he organized a wave of bombing in Cuba [in 1997] at hotels, restaurants and discotheques, killing an Italian tourist and alarming the Cuban Government.” Mr. Posada, the article states, “was schooled in demolition and guerilla warfare by the Central Intelligence Agency in the 1960′s.”
The former CIA terrorist also admitted the involvement of other groups based in Florida.  He said: “the hotel bombings and other operations had been supported by leaders of the Cuban-American National Foundation. Its founder and head, Jorge Mas Canosa, who died [in 1997], was embraced at the White House by Presidents Reagan, Bush and Clinton.”
Today Posada lives as a free man in Miami, as Bosch had before he passed away. Posada is still active in supporting anti-Castro groups such as the Ladies in White, who generated much controversy recently when members were detained in Havana for several hours upon protesting publicly.
Another example of horrific terrorist acts against Cuba are the numerous instances of chemical and biological warfare. The worst may be the alleged introduction in 1981 of dengue fever, whichkilled hundreds and sickened thousands more. Many other cases involving poison and sabotage of tobbaco and sugar crops have been reported.
In his excellent book “Voices from the Other Side: An Oral History of Terrorism Against Cuba,” Keith Bolender interviews survivors and relatives of terrorism victims in Cuba.  His many interviews include a woman who lost her leg as a child from machine gun fire by terrorists from Miami attacking her coastal village; the wife of the pilot of Flight 455; a mother who lost her daughter to dengue fever; and a man who as a teenager found an unexploded bomb at a hotel while waiting to play in a chess tournament.
Bolender also puts the terrorist actions in the context of American policy.
“American aggression ran from the embargo, propaganda, isolation, and the Bay of Pigs military invasion. As the rhetoric increased, terrorist acts were formulated and carried out.. American officials estimated millions would be spent to develop internal security systems, and State Department officials expected the Cuban government to increase internal surveillance in an attempt to prevent further acts of terrorism.  These systems, which restricted civil rights, became easy targets for critics,” he writes.
There are many other terrorist organizations who live openly in Florida. With names such as Omega 7, Comandos F4, Brigade 2506 and Alpha 66, these groups have admitted to killing people in the past and announce their intention to do so in the future.
“Other than an occasional federal gun charge, nothing much seems to happen to most of these would-be-revolutionaries,” write Tristram Korten and Kirk Nielsen in Salon. “They are allowed to train nearly unimpeded despite making explicit plans to violate the 70-year-old U.S. Neutrality Act and overthrow a sovereign country’s government… No one has ever been charged for anti-Cuban terrorism under [anti-terror] laws.”
The article goes on to mention how the federal government has failed to extradite other militants accused of terrorism and murder such as Luis Posada Carriles.
Anyone who has use of his brain can see the hypocrisy in the U.S.’s official position on terrorism enunciated by George W. Bush in an address to Congress the week after September 11, 2001.
“From this day forward, any nation that continues to harbor or support terrorism will be regarded by the United States as a hostile regime. Our nation has been put on notice, we’re not immune from attack. We will take defensive measures against terrorism to protect Americans,” Bush said. Shortly after, he ordered the invasion of Afghanistan after refusing to provide the Taliban regime with any evidence that Osama bin Laden was responsible for the 9/11 attacks.
According to his own doctrine, Bush himself would be fair game for a Venezuelan commando raid on his Crawford ranch. And his father would likewise be a legitimate target in his Kennebunkport home for a Panamanian commando squad. Cuban jet fighters and drones would be completely justified in launching attacks in Miami whenever they saw fit.
In reality, the Cuban government has decided to follow the course of international law in its efforts to combat terrorism. They have managed to infiltrate right-wing militant groups in Florida to prevent future plots. After gathering evidence and making a case for what these groups were planning, Cuban authorities shared their intelligence with FBI officials in 1997.  The FBI listened to Cuba’s case, took the information back to the States – and arrested the Cubans who had foiled the plots. (For comparison, after catching the paramilitaries who physically invaded Cuba on a military mission to overthrow the government at the Bay of Pigs, most invaders were questioned and sent back to the U.S.)
The Cuban Five, as those imprisoned for fighting terrorism are called, are hardly known, if at all, in the United States. But they are heroes in the native country.
Stephen Kimber, writing in the Washington Post, tries to put the story of the Cuban Five in perspective: “Consider for a moment what would happen if American intelligence agents on the ground in a foreign country uncovered a major terrorist plot, with enough time to prevent it. And then consider how Americans would react if authorities in that country, rather than cooperate with us, arrested and imprisoned the U.S. agents for operating on their soil.
“Those agents would be American heroes. The U.S. government would move heaven and Earth to get them back.”
Members of Seal Team 6, who carried out an illegal premeditated assassination of Osama bin Laden in the sovereign territory of Pakistan, have been treated as heroes. As are soldiers who have served in the occupations of Iraq and Afghanistan. How can the U.S. expect to have any credibility in the world when it acts with such blatant hypocrisy?
As Noam Chomsky points out, the U.S. has a long history of hypocrisy when it comes to terrorism. In the ’80s, after Reagan announced his desire to wipe out “the evil scourge of terrorism,” the United Nations took up the issue with a resolution announcing “measures to prevent international terrorism which endangers or takes innocent human lives or jeopardizes fundamental freedoms.”
The bill was passed with virtual unanimous approval of the entire world by a vote of 153 to 2. In opposition were the United States and its client state Israel.
Chomsky describes the U.S. use of the “propagandistic approach” to terrorism. “We begin with the thesis that terrorism is the responsibility of some officially designated enemy. We then designate terrorist acts as ‘terrorist’ just in the cases where they can be attributed (whether plausibly or not) to the required source; otherwise they are to be ignored, suppressed, or termed ‘retaliation’ or ‘self-defence.’”
A look at the U.S.’s flagrant disregard for international law and principles reveals actions such as denial of habeas corpus and due proccess (originated in the Magna Carta almost 800 years ago); unilaterally undertaking aggressive wars; “shock and awe” bombings; extraordinary renditions; and extrajudicial assassinations, including with drone strikes and Hellfire missiles. These all demonstrate the extent to which the U.S. is willing to disobey all legal and moral conventions to achieve its political goals, all in the name of fighting terrorism.
To deny that Cuba and its residents have been, and are the victims of terrorism for more than half a century is an outrage. To add insult to injury by labeling the Cuban government a sponsor of terrorism because of political considerations is just cruel.
The many victims of terrorism in Cuba may never see justice carried out by those responsible. But their suffering is the same as that felt by Americans after 9/11.  The least we can do is admit that, and stop allowing our government to use terrorism as a propaganda tool for its own convenience while the real human cost is ignored in countries other than our own.
 
by MATT PEPPE

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

50 verdades sobre a Revolução Cubana

1.      O triunfo da Revolução Cubana, no dia 1 de janeiro de 1959, é o acontecimento mais relevante da história da América Latina no século XX.
2.      As raízes da Revolução Cubana remontam ao século XIX e às guerras de independência.
3.      Durante a primeira guerra de independência, de 1868 a 1878, o exército espanhol derrotou os insurgentes cubanos atolados em profundas divisões internas. Os Estados Unidos apoiaram a Espanha, vendendo ao país armas mais modernas e se opôs aos independentistas perseguindo os exilados cubanos que tentavam dar sua contribuição à luta armada. No dia 29 de outubro de 1872, o secretário de Estado Hamilton Fish compartilhou com Daniel Sickles, então embaixador estadunidense em Madrid, seus “desejos de êxito para a Espanha na supressão da rebelião”. Washington, contrário à independência de Cuba, desejava tomar posse da ilha.
4.      Cuba é efetivamente uma das mais antigas inquietudes da política exterior dos Estados Unidos. Em 1805, Thomas Jefferson observou a importância da ilha, salientando que sua “posse [era] necessária para assegurar a defesa de Luisiana e da Flórida porque [era] a chave do Golfo do México. Para os Estados Unidos, a conquista seria fácil”. Em 1823, John Quincy Adams, então Secretário de Estado e futuro presidente dos Estados Unidos fez alusão ao tema da anexação de Cuba e elaborou a teoria da “fruta madura”: “Cuba, separada pela força de sua própria conexão desnaturalizada com a Espanha, e incapaz de sobreviver por si própria, terá necessariamente que gravitar ao redor de união norte-americana, e unicamente ao redor dela”. Assim, durante o século XIX, os Estados Unidos tentaram 6 vezes comprar Cuba da Espanha.
5.      Durante a segunda guerra de independência, entre 1885 e 1898, os revolucionários cubanos, unidos em volta de seu líder José Martí, tiveram de enfrentar outra vez a hostilidade dos Estados Unidos, que deu sua ajuda à Espanha vendendo-lhe armas e prendendo os exilados cubanos que tentavam apoiar os independentistas.
6.      José Martí, em uma carta profética ao seu amigo Gonzalo de Quesada, escrita no dia 14 de dezembro de 1889, advertiu sobre a possibilidade de uma intervenção estadunidense. “Sobre a nossa terra, Gonzalo, há outro plano mais tenebroso [....]: a iníqua de forçar a Ilha, de precipitá-la à guerra, para ter o pretexto de intervir nela, e com o crédito de mediador e  garantidor, ficar com ela”.
7.      Em 1898, apesar de sua superioridade material, a Espanha estava à beira do abismo, vencida no campo de batalha pelos independentistas cubanos. Em uma carta ao presidente estadunidense William McKinley, datada de 9 de março de 1898, o embaixador Woodford, de Madrid, disse que “a derrota” da Espanha era “segura”. “[Os espanhóis] sabem que perderam Cuba”. Segundo ele, “se os Estados Unidos desejam Cuba, devem consegui-la mediante a conquista”.
8.      Em abril de 1898, depois da explosão misteriosa do navio de guerra estadunidense The Maine na baía de Havana, o presidente McKinley solicitou autorização do Congresso para intervir militarmente em Cuba e impedir que a ilha conseguisse sua independência.
9.      Vários congressistas denunciaram uma guerra de conquista. John W. Daniel, senador democrata do estado da Virginia, acusou o governo de intervir para evitar uma derrota dos espanhóis: “Quando chegou a hora mais favorável para um êxito revolucionário e a mais desvantajosa para a Espanha, [...] se exige ao congresso dos Estados Unidos entregar o exército dos Estados Unidos ao Presidente para impor um armistício pela força às duas partes, enquanto uma delas já entregou as armas”
10.  Em três meses, os Estados Unidos tomaram controle do país. Em dezembro de 1898, os Estados Unidos e a Espanha assinaram um tratado de paz em Paris sem a presença dos cubanos, destroçando assim seu sonho de independência.
11.  De 1898 a 1902, os Estados Unidos ocuparam Cuba e obrigaram a Assembleia Constituinte a adotar a emenda Platt na nova Constituição, sob pena de prorrogar a ocupação militar.
12.  A emenda Platt proibia Cuba de assinar qualquer acordo com um terceiro país ou contrair dívida com outra nação. Também dava direito aos Estados Unidos de intervir em qualquer momento nos assuntos internos de Cuba e obrigava a ilha a conceder indefinidamente a Washington a base naval de Guantánamo.
13.  Em uma carta de 1901, o general Edward Wood, então governador militar de Cuba, parabenizou o presidente McKinley. “Desde então há pouca ou nenhuma independência para Cuba sob a emenda Platt e a única coisa importante agora é buscar a anexação”.
14.  De 1902 a 1958, Cuba tinha o status de república neocolonial, política e economicamente dependente, apesar da revogação da emenda Platt em 1934, então obsoleta.
15.  Os Estados Unidos interviram militarmente em Cuba em 1906, 1912, 1917 e 1933, depois da queda do ditador Gerardo Machado, e cada vez que um movimento revolucionário ameaçava o status quo.
16.  A Revolução de 1933, liderada por Antonio Guiteras, foi frustrada pela traição de um sargento chamado Fulgencio Batista, que se tornou general e colaborou com a embaixada dos Estados Unidos para manter a ordem estabelecida. Dirigiu o país nos bastidores até sua eleição como presidente em 1940.
 
17.  Depois das presidências de Ramón Grau San Martín (1944-1948), e Carlos Prío Socarrás (1948-1952), gangrenadas pela violência e pela corrupção, Fulgencio Batista pôs fim à ordem constitucional no dia 10 de março de 1952, orquestrando um golpe de Estado militar.
18.  No dia 26 de junho de 1953, um jovem advogado chamado Fidel Castro, membro do Partido Ortodoxo fundado por Chibás, se pôs à frente de uma expedição de 131 homens e atacou o quartel Moncada na cidade de Santiago, a segunda fortaleza militar do país, assim como o quartel Carlos Manuel de Céspedes, na cidade de Bayamo. O objetivo era tomar o controle da cidade — berço histórico de todas as revoluções — e lançar um chamado à rebelião em todo o país para derrubar o ditador Batista.
19.  A operação foi um fracasso e numerosos combatentes — 55 no total — foram assassinados depois de serem brutalmente torturados pelo exército. De fato, apenas 6 deles morreram em combate. Alguns conseguiram escapar graças ao apoio da população.
20.  Fidel Castro, capturado alguns dias depois, deveu a vida ao sargento Pedro Sarría, que se negou a seguir as ordens de seus superiores e executar o líder de Moncada. “Não disparem! Não disparem! As ideias não se matam!”, exclamou frente a seus soldados.
21.  Durante sua histórica alegação intitulada “A História me Absolverá”, Fidel Castro, que se encarregou de sua própria defesa, denunciou os crimes de Batista e a miséria em que se encontrava o povo cubano e apresentou seu programa para uma Cuba livre.
22.  Condenado a 15 anos de prisão, Fidel Castro foi liberado em 1955 depois da anistia que lhe concedeu o regime de Batista e se exilou no México, onde organizou a expedição de Granma, com um médico argentino chamado Ernesto Guevara.
23.  No dia 2 de dezembro de 1956, Fidel Castro desembarcou na província oriental de Cuba comandando 81 revolucionários com o objetivo de desatar uma guerra de guerrilhas nas montanhas de Sierra Maestra.
24.  Ao contrário do que se diz, os Estados Unidos jamais deram apoio ao Movimento 26 de Julho, organização político-militar dirigida por Fidel Castro, durante toda a guerra insurrecional, de 2 de dezembro de 1956 a 1 de janeiro de 1959.
25.  Ao contrário, Washington perseguiu cruelmente todos os simpatizantes do Movimento 26 de Julho exilados nos Estados Unidos, que tentavam fornecer armas aos rebeldes.
26.  Ao mesmo tempo, o Presidente Dwight D. Eisenhower seguiu fornecendo armas ao exército de Batista, inclusive depois da instauração do embargo de fachada, em março de 1958.
27.  No dia 23 de dezembro de 1958, a uma semana do triunfo da Revolução, enquanto o exército de Fulgencio Batista estava em plena debandada apesar de sua superioridade em armas e homens, aconteceu a 392ª reunião do Conselho de Segurança Nacional, com a presença do presidente Eisenhower. Allen Dulles, então diretor da CIA, expressou claramente a posição dos Estados Unidos: “Temos de impedir a vitória de Castro”.
28.  Assim como aconteceu em 1898, o Presidente Eisenhower estava a favor de uma intervenção armada para impedir o triunfo de Fidel Castro. Perguntou se o Departamento de Defesa tinha pensado em uma “ação militar que poderia ser necessária em Cuba”. Seus assessores tiveram êxito em dissuadi-lo.
29.  Assim, a hostilidade dos Estados Unidos para com a Revolução Cubana não tem nada a ver com o contexto da Guerra Fria. Começou antes de Fidel Castro chegar ao poder, antes da aliança com Moscou, em maio de 1960, e continuou depois de desaparição do bloco soviético em 1991.
30.  No dia primeiro de janeiro de 1959, cinco anos, cinco meses e cinco dias depois do ataque ao quartel Moncada no dia 26 de julho de 1953, a Revolução Cubana triunfou.
31.  Em janeiro de 1959, os Estados Unidos acolheram com os braços abertos os partidários do antigo regime, incluindo os criminosos de guerra, que haviam roubado 424 milhões de dólares do Tesouro cubano.
32.  Desde o começo, a Revolução Cubana teve de edificar seu projeto de sociedade em um contexto de estado de sítio permanente, frente à crescente hostilidade dos Estados Unidos. Desde 1959, Cuba nunca desfrutou de um clima de paz para construir seu futuro. Em abril de 1961, Cuba teve de enfrentar a invasão armada da Baía dos Porcos organizada pela CIA, e em outubro de 1962, a ilha foi ameaçada de desintegração nucelar durante a crise dos mísseis.
33.  Desde 1959, os Estados Unidos, decididos a derrotar Fidel Castro, deram início a uma campanha de terrorismo contra Cuba com mais de 6 mil atentados, que custaram a vida de 3478  civis e incapacitaram 2099 pessoas. Os danos materiais são avaliados em vários bilhões de dólares e Cuba teve de gastar somas astronômicas em sua segurança nacional, o que limitou o desenvolvimento dos programas sociais. O próprio líder da Revolução foi vítima de 637 tentativas de assassinato.
34.  Desde 1960, Washington impõe sanções econômicas sumariamente severas, ilegais de acordo com o Direito Internacional, que afetam as categorias mais vulneráveis da população, ou seja, as mulheres, as crianças e os idosos. Este estado de sítio, condenado pela imensa maioria da comunidade internacional (188 países de 192), constitui o principal obstáculo ao desenvolvimento da ilha, que a Cuba custou mais de um bilhão de dólares.
35.  Apesar de todos esses obstáculos, a Revolução Cubana é um inegável êxito social. Ao dar prioridade aos mais desfavorecidos com a reforma agrária e com a reforma urbana, ao erradicar o analfabetismo, ao desenvolver a educação, a saúde, a cultura e o esporte, Cuba criou a sociedade mais igualitária do continente e do Terceiro Mundo.
36.  De acordo com a UNESCO, Cuba tem a mais baixa taxa de analfabetismo e a mais alta taxa de escolarização da América Latina. A organização das Nações Unidas nota que “a educação tem sido prioridade em Cuba há [mais de] 40 anos. É uma verdadeira sociedade de educação”. Seu relatório sobre a educação em 13 países da América Latina classifica Cuba como primeira em todas as disciplinas. De acordo com a UNESCO, Cuba é a nação do mundo que usa a maior parte de seu orçamento em educação, cerca de 13% do PIB.
37.  Cuba tem uma taxa de mortalidade infantil de 4,6 por mil, ou seja, a mais baixa do continente americano, mais baixa que a do Canadá ou a dos Estados Unidos.
38.  Cuba é a nação que tem o maior número de médicos per capita do mundo. Segundo o New England Journal of Medicine, a revista médica mais prestigiada do planeta, “o sistema de saúde [de Cuba] resolveu problemas que o nosso [o dos Estados Unidos] não conseguiu resolver”. A revista destaca que “Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante que os Estados Unidos”.
39.  Segundo a UNICEF, “Cuba é um exemplo na proteção da infância” e um “paraíso para a infância na América Latina”, e enfatiza que Cuba é o único país da América Latina e do Terceiro Mundo que erradicou a desnutrição infantil.
40.  De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Cuba é o único país da América Latina e do Terceiro Mundo que se encontra entre as dez nações do mundo com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano sobre os três critérios: expectativa de vida, educação e nível de vida, durante a última década.
41.  A Revolução Cubana fez da solidariedade internacional um pilar essencial de sua política exterior. Cuba acolhe dezenas de milhares de estudantes procedentes de países pobres, lhes oferece formação universitária gratuita de alto nível e se encarrega de todos os gastos. A Escola Latino-americana de Medicina de Havana é uma das mais famosas do continente americano e formou vários milhares de profissionais de saúde procedentes de mais de 123 países.
42.  Desde 1963 e da primeira missão internacionalista na Argélia, cerca de 132 mil médicos  cubanos e outros funcionários de saúde trabalharam voluntariamente em 102 países. Atualmente, 38.868 médicos colaboradores, entre eles 15.407 médicos, oferecem seus serviços em 66 nações do Terceiro Mundo.
43.  Graças à Operação Milagre lançada por Cuba em 2004, que consiste em operar gratuitamente populações pobres vítimas de doenças oculares, cerca de 2,5 milhões de pessoas de 28 países recuperaram a visão.
44.  O programa de alfabetização cubano “Sim, eu posso” (“Yo, sí puedo”), lançado em 2003, permitiu que 7 milhões de pessoas dos cinco continentes aprendessem a ler, escrever e somar.
45.  De acordo com a World Wild Fund for Nature (WWF), organização mais importante de defesa da natureza, Cuba é o único país do mundo que alcançou um desenvolvimento sustentável.
46.  Cuba desempenhou um papel chave na luta contra o apartheid, com a participação de 300 mil soldados em Angola entre 1975 e 1988 para enfrentar a agressão do exército suprematista sul-africano.  O elemento decisivo que pôs fim ao apartheid foi a abrupta derrota militar que as tropas cubanas infringiram ao exército sul-africano em Cuito Cuanavale, no sudeste de Angola, em janeiro de 1988. Em um discurso, Nelson Mandela rendeu homenagem a Cuba: “Sem a derrota infringida em Cuito Cuanavale, nossas organizações não teriam sido legalizadas! A derrota do exército racista em Cuito Canavale tornou possível que hoje eu possa estar aqui com vocês! Cuito Cuanavale é um marco na história da luta pela libertação da África Austral!”.
47.  Ao contrário do que se diz, a Revolução Cubana teve quatro presidentes diferentes: Manuel Urrutia, de janeiro de 1959 a julho de 1959, e Osvaldo Dorticós, de julho de 1959 a janeiro de 1976, sob o antigo regime da Constituição de 1940, e Fidel Castro, de fevereiro de 1976 a julho de 2006, e Raúl Castro, desde 2006, depois da adoção da Constituição de 1976.
48.  A imprensa ocidental, propriedade de conglomerados econômicos e financeiros, vilipendia a Revolução Cubana por uma razão muito precisa que não tem nada a ver com a democracia ou os direitos humanos: o processo de transformação social iniciado em 1959 sacudiu a ordem das estruturas estabelecidas, levou a juízo o poder dos dominantes e propõe uma alternativa social onde os recursos são destinados à maioria e não à minoria.
49.  A principal conquista da Revolução é ter feito de Cuba uma nação soberana e independente.
50.  A Revolução Cubana, edificada por várias gerações de cubanos, possui todas as virtudes e defeitos da condição humana e nunca teve a pretensão de ser um modelo. Segue sendo, apesar das dificuldades, um símbolo de dignidade e resistência no mundo
 
Texto de Salim Lamrani, via OperaMundi