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domingo, 21 de junho de 2015
Guerrilla Fighters of Kurdistan
In March of 2015, I set off to the Kurdistan region of Iraq and Syria to begin a new personal project. In the beginning, I thought perhaps it would be a still photography trip only. But just as I left the door, I decided to grab my GoPro kit in case anything interesting happened and I could just film it myself. This is that footage.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Nos 50 anos do assassinato de Humberto Delgado
"Para prender alguém não é preciso levar cal viva e ácido sulfúrico"
No passado dia 13 cumpriram-se precisamente 50 anos sobre o assassinato em Almerines, em Espanha e muito perto da fronteira portuguesa, do General Humberto Delgado e da sua secretária e companheira Arajaryr Campos, perpetrado por uma brigada da PIDE composta por António Rosa Casaco, inspector, Ernesto Lopes Ramos, subinspector (que tinha estagiado na CIA), Agostinho Tienza, chefe de brigada e Casimiro Monteiro, também chefe de brigada, na sequência de uma armadilha (baptizada «Operação Outono») fria, longa e premeditadamente montada, em cuja concepção desempenhou um papel fundamental Barbieri Cardoso, inspector superior com o pelouro das «informações», e que, como é de toda a evidência, recebeu o aval de Salazar e de outros altos responsáveis do fascismo. E, pela parte dos comunistas portugueses, nenhuma dúvida que a grande marca de água da evocação desta importante efeméride só pode e deve ser a merecida homenagem ao corajoso e destemido combatente antifascista em que se tornou o General Humberto Delgado e a reiterada condenação do regime fascista que deliberadamente o mandou matar, em mais uma destacada confirmação do seu carácter terrorista e sanguinário. Entretanto, não deve constituir surpresa que, 50 anos depois, mesmo após o conhecimento das peças processuais do julgamento (e da sua revoltante e infame sentença) que decorreu em 1981 no Tribunal Militar de Santa Clara e de dezenas de obras e trabalhos jornalísticos sobre este assunto persistam e sobrevivam dúvidas, interrogações e hipóteses diversas sobre certos aspectos concretos do crime que a opinião pública tenderá naturalmente a seguir com o interesse de quem acompanha um romance policial. Entre outras razões e factores, acontece assim, desde logo porque os directa e comprovadamente implicados no crime se esmeraram sempre em diferentes versões do que realmente ocorreu, no seu compreensível interesse em sacudir a água do seu capote para o capote de outros participantes mas, significativamente, todos sempre querendo convenientemente sustentar o carácter acidental da morte de Delgado e ilibar os mais altos responsáveis da PIDE e Salazar. E também porque, de modo algum similar, alguns dos mais próximos companheiros de Delgado nesta época e grandes alimentadores das suas concepções aventureiras, quiseram rapidamente fazer esquecer toda uma vasta documentação (cartas e mais cartas, planos «revolucionários» e mais «planos «revolucionários», etc., etc.) que não abona em nada o papel objectivamente negativo que desempenharam junto do General, com especial gravidade a partir de 1964 quando este se afasta da Frente Patriótica de Libertação Nacional, fica isolado dos principais sectores e personalidades antifascistas e inteiramente nas mãos de bajuladores e arrivistas, de provocadores do mais variado tipo, ou seja, o quadro ideal para que a chamada «Operação Outono» pudesse ser concretizada com êxito, a partir do papel crucial desempenhado pelo informador da PIDE Mário de Carvalho, residente em Itália, e que conseguiu chegar a representante pessoal do General e em quem este manteve total confiança apesar de sucessivos alertas e avisos designadamente do PCP.
Manifestação de Apoio ao General Humberto Delgado, Avenida dos Aliados, Porto 14 de Maio de 1958.
Neste sentido, o que mais importará não é saber se a palavra «assassinato» ou «liquidação» foi ou não proferida nas conversas prévias entre Salazar, Santos Júnior, Silva Pais e Barbieri Cardoso (tudo gente boa entendedora para meia palavra lhes bastar), se Delgado foi morto a tiro ou por espancamento brutal (como a autópsia espanhola parece ter indicado) e tantas outras questões deste nível mas sim, ainda que em termos necessariamente breves e muitíssimo incompletos, insistir em dois aspectos essenciais, a saber:
1. A completa falsidade das teorias que tendem a apresentar o assassinato de Delgado como um acidente circunstancial imprevisto e não desejado, já que o objectivo seria a pura detenção e transporte para Portugal do General, e bem assim a tese de que Salazar seria alheio à finalidade consumada da deslocação a Espanha da brigada da PIDE. Entre muitos outros elementos, para se perceber esta conveniente fantasia basta lembrar que Salazar se reunia semanalmente com Silva Pais, que a simples prisão e julgamento em Portugal de Humberto Delgado teriam obviamente uma repercussão internacional que o fascismo teria todo o interesse em evitar, que Salazar não era pera doce a tratar de «erros» ou «deslizes» de subordinados (demitia ministros por recados dados por motoristas) mas todos os directamente implicados no crime foram depois promovidos, para já não falar da escolha para integrar a brigada de Casimiro Monteiro, um consagrado pistoleiro e sádico facínora com dezenas de crimes de delito comum no cadastro até ao transporte para Espanha de cal viva e ácido súlfurico, que, como se sabe, são os materiais mais adequados à «simples» prisão de uma pessoa.
2. Ponto capital é o da compreensão política do processo que conduziu ao assassinato do General Delgado e aqui, sem desmerecer em nada as qualidades e a coragem do General (que até evoluiu positivamente na sua posição sobre a questão colonial), o que de nenhuma maneira se pode ignorar, como continua a ser persistentemente feito (veja-se a este respeito, no que toca ao PCP, as infelizes afirmações feitas no Público de domingo passado pelo seu neto Francisco Delgado Rosa autor do livro Humberto Delgado, a biografia do General Sem Medo), é que o êxito da armadilha montada pela PIDE foi muito facilitada pela impreparação política e mesmo ingenuidade do General, pela sua redução da luta antifascista a um combate pessoal entre ele e o ditador Salazar, pela sua impulsividade e inconstância, pelo seu soberano desprezo pela luta organizada dentro do País e pela ligação às massas, pela sua obcessão por «acções especiais», «putchs» militares de recorte e base incrivelmente fantasiosos, pela sua continuada e reiterada falta de vigilância em relação aos seus aduladores e colaboradores mais próximos, pela incrível facilidade com que dava por sérios planos de «golpes» como aquele proposto por Mário de Carvalho em que este recenseava a distribuição geográfica de 4617 democratas disponíveis para se baterem de armas na mão, entre os quais 843 em Santa Comba Dão!.
Apesar de todas as calúnias despejadas sobre os comunistas e o PCP (incluindo a respeito da autoria do crime, a verdade histórica é que o PCP foi um aliado leal do General Humberto Delgado, fez incansáveis esforços durante o processo de criação, vida e crise da FPLN para garantir ao General um papel de destaque mas inserido no trabalho e responsabilidades colectivas, agiu invariavelmente com flexibilidade e espírito unitário num contexto e em ambientes de exílio muito convulsionados por invejas, intrigas e preconceitos e animosidades contra o PCP, advertiu-o repetidas e fracassadas vezes sobre os provocadores e infiltrados como Mário de Carvalho que o cercavam e empurraram para a morte.
Fonte: Jornal Avante !
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Militão Ribeiro
Militão Ribeiro foi um destacado dirigente do Partido Comunista Português nos difíceis anos 40 do século passado. Foi assassinado pelo fascismo na Penitenciária de Lisboa, a 2 de Janeiro de 1950 - só nesse ano, seriam assassinados mais cinco membros do PCP.
Foi sujeito a um regime prisional brutal, um regime de exceção, de arbitrariedade e violência, mesmo para os padrões fascistas: incomunicabilidade rigorosa durante meses, proibição de receber livros e material de escrita, visitas e assistência médica especializada e de sua confiança, bem como a proibição de recreios, de utilizar papel higiénico, de poder tomar banho e mudar de roupa semanas a fio, vigilância de 24 sobre 24 horas e a luz da cela permanentemente acesa.
Conheceu praticamente todas as cadeias fascistas: Aljube, Peniche, Angra do Heroísmo, Tarrafal, cadeia da PIDE no Porto e Penitenciária de Lisboa, cadeias nas quais passou 10 anos da sua curta vida. "Mesmo quase já um cadáver ainda fui esbofeteado por um agente. Dores, insónias, fome, agonias, tudo tenho sofrido nestes sete meses."- escreveu ele numa carta que conseguiu fazer sair da cadeia, escrita com o seu próprio sangue.
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Urbano Tavares Rodrigues (1923 - 2013)
Urbano Tavares Rodrigues (1923 - 2013)
O escritor, jornalista e militante do PCP Urbano Tavares Rodrigues morreu na manhã desta sexta-feira, no Hospital dos Capuchos, em Lisboa. Estava a poucos meses de completar 90 anos. Público
domingo, 20 de janeiro de 2013
terça-feira, 24 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Suicídio em frente ao Parlamento V
O nome do morto hoje é Democracia, mas somos 11 milhões de vivos e o nosso nome é Resistência.
[nota encontrada por Emy, filha de Dimitris Christoulas, junto à árvore onde o seu pai tombou]
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Porque foram condenados os presos que Cuba vai libertar ?
A igreja católica de Cuba anunciou, dia 7, um acordo com o governo de Raúl Castro e o cardeal Jaime Ortega, arcebispo de Havana, com a assistência do ministro de Relações Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, para libertar 52 presos remanescentes do desmantelamento da conspiração de 2002/2003 pelo fim do socialismo na ilha. Além dos questões humanitárias, o tema envolve aspectos políticos referentes à resistência antiimperialista na ilha que não podem ser postas de lado. O acordo beneficia 52 presos; cinco presos terão libertação imediata (Antonio Villarreal Acosta, Lester González Pentón, Luis Milán Fernández, José Luis García Paneque e Pablo Pacheco Ávila), e os demais 47 sairão num prazo entre três e quatro meses e poderão viajar para a Espanha, "se assim o desejarem", como declarou o chanceler espanhol. Em maio, quando as negociações entre o governo de Havana e a Igreja começaram, já havia sido libertado o preso Ariel Sigler.
Os presos fazem parte de um grupo detido, julgado e condenado em 2003 por fazerem parte de uma ampla conspiração antissocialista articulada em torno do chamado Projeto Varela, que, com apoio ativo do governo dos EUA, reuniu 48 organizações antirrevolucionárias (cinco delas com sede nos EUA) para investir contra o governo socialista e iniciar o que chamavam de "transição" para o capitalismo. O plano previa a formação de uma grande aliança opositora com o objetivo de restabelecer a Constituição de 1940 e, segundo Angel Polanco (presidente do Comitê Pró-Mudança), obter adesões a um abaixo-assinado pela renúncia do governo socialista, pela mudança no sistema político e pela convocação de um Congresso da República, levando ao poder um governo provisório para promover o desmonte do estado socialista. Apresentada pela imprensa conservadora como um movimento pacifista de oposição ao regime instaurado em 1959, o Projeto Varela fez parte da tentativa norte-americana de desestabilizar o regime e surgiu num ambiente onde as ameaças contra a soberania e a independência de Cuba se multiplicavam.
Declarações de autoridades norte-americanas deixavam claro que ele fazia parte dos preparativos da invasão da ilha. Em 2002 o governador da Flórida, Jeb Bush (irmão de George Bush), pedira ao irmão presidente para providenciar aquela invasão; o embaixador dos EUA na República Dominicana, Hans Hertell disse que o ataque ao Iraque era um "sinal muito positivo e exemplo muito bom para Cuba", sendo o começo de "cruzada libertadora que abarcará todos os países do mundo, Cuba incluída"; o secretário da Defesa Donald Rumsfeld disse, por sua vez, que, se fossem encontrados sinais de armas de destruição em massa em Cuba, "teríamos de agir". Em abril de 2003 o governo Bush colocou Cuba no "eixo do mal", países que estavam na mira dos EUA por resistirem a suas ameaças de agressão. Um dos pretextos para isso era a acusação falsa feita por John Bolton, subsecretário de Estado, de que Cuba mantinha um programa de armas biológicas. Em outubro de 2003, o próprio Bush disse que "Cuba deve mudar" e que, evidentemente, "o regime de Castro não mudará por decisão própria". E em dezembro circulavam notícias de que vários órgãos do governo dos EUA trabalhavam em planos para a intervenção em Cuba. No interior da ilha, sob a coordenação de James Cason, chefe do Escritório de Interesses dos EUA em Cuba, os preparativos para a ação contra o governo socialista foram acelerados. A distribuição de dólares foi farta, envolvendo desde o apoio à implantação de emissoras de rádio até o pagamento de cerca de 100 dólares mensais para aqueles que compareciam àquele departamento que é uma espécie de embaixada não formal dos EUA.
Foi uma enxurrada de pelo menos 45 milhões de dólares para financiar a conspiração. Em 2000 a Agência Internacional para o Desenvolvimento dos EUA (Usaid) deu 670 mil dólares para a publicação de panfletos anticomunistas. Outro 1,6 milhão de dólares foi destinado para ONGs contrarrevolucionárias; mais 2,4 milhões foram para o planejamento da "transição" e avaliação do programa. O Centro para uma Cuba Livre recebeu 2,3 milhões em 2002 para aliciar grupos de oposição; o Grupo de Trabalho da Dissidência Interna ficou com 250 mil; Freedom House e seu Programa para a Transição de Cuba teve 1,3 milhão; o Grupo de Apoio à Dissidência, 1,2 milhão; a agência Cubanet, 1,1 milhão entre 2001 e 2002; o Centro Americano para o Trabalho Internacional de Solidariedade, 168 mil; a Ação Democrática Cubana, 400 mil em 2002. Enquanto isso, o secretário de Estado assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Curtis Struble, disse que a Usaid investiria mais 7 milhões na conspiração anticastrista, e o general Colin Powell, secretário da Estado de Bush, anunciou o investimento de 26,9 milhões na Rádio e na Televisão Martí, mantidas pela CIA para transmitir programação contrarrevolucionária e articular a ação dos conspiradores. Foi a participação ativa nesta conspiração estrangeira contra o governo de seu país que levou à prisão daqueles que, agora, são beneficiados pelo acordo entre o governo de Raúl Castro e o cardeal Jaime Mendonça. Eles foram condenados sob a acusação de crimes contra a independência e a integridade territorial de Cuba. Foram condenados por trair a pátria socialista a serviço da principal potência imperialista de nosso tempo, os EUA.
Editorial de 9/7/2010 do portal Vermelho
quinta-feira, 27 de maio de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
O mundo dos jornais comunistas manuscritos nas cadeias do fascismo
Reduto Teórico - Setembro de 1945
A Torre do Tombo tem patente até 31 de Maio, a exposição «Cada fio de vontade são dois braços e cada braço uma alavanca», que é composta por jornais comunistas clandestinos feitos nas prisões durante a ditadura fascista. Centenas de páginas de jornais manuscritos nas prisões do fascismo entre 1934 e 1945 estão disponíveis na Torre do Tombo, reunindo notícias da guerra ou textos sobre o socialismo, usados também como incentivo para «continuar a luta».
Pavel - Maio de 1936
Potenkin - Fevreiro de 1936
O Fogo - Janeiro de1936
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