
Os fármacos de combate ao cancro fabricados por uma empresa sino-cubana de biotecnologia conseguiram romper o bloqueio a Cuba, já que os bons resultados do medicamento garantiram a sua comercialização nos EUA, avança a agência EFE. "A FDA (Food & Drug Administration) aprova estes produtos apesar do embargo", disse à agência EFE em Pequim José Suárez Rivero, chefe de engenharia da Biotech Pharmaceutical, que já comercializa na China um fármaco com anticorpos monoclonais. "Os resultados são bons, espectaculares, porque, além de ajudar a combater a doença, o medicamento não tem efeitos secundários e melhora significativamente a qualidade de vida do doente", afirma Suárez. Os fármacos da companhia sino-cubana são fabricados "a partir de uma linha celular" e utilizam anticorpos monoclonais, que "reconhecem as células epiteliais doentes" e bloqueiam-nas, destaca a chefe de qualidade da empresa, Niuvis Pérez, que trabalhava no Centro de Imunologia Molecular do Pólo Científico de Havana. Segundo Pérez, os estudos clínicos registaram "regressões completas no cérebro de vários doentes" e cujos "efeitos secundários são mínimos, quase nulos". A decisão de Cuba, que se encarrega da parte científica e tecnológica do projecto, de se associar a uma empresa chinesa foi resultado das boas relações entre ambos os países e do facto de haver uma elevada incidência de cancro de pele entre a enorme população chinesa. "Nós contribuímos com a ciência, a produção e a qualidade. Os nossos colegas chineses comercializam, administram e encarregam-se do marketing", acrescenta Eduardo Ojito, chefe de produção da Biotech Pharmaceutical.
Noticia publicada no Portal de Oncologia Portugués.