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terça-feira, 13 de setembro de 2016
terça-feira, 24 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Como os reis se divertem
Juan Carlos Alfonso Víctor María de Borbón y Borbón-Duas Sicilias, Rei de Espanha (e ainda, a crer nos seus títulos, de "reinos" como o de Jerusalém, de Nápoles, da Sicília, da Sardenha e das Índias Orientais e Ocidentais...), decidiu, cansado dos entediantes afazeres da realeza, divertir-se. E que melhor maneira de se divertir do que pegar numa carabina e matar elefantes? O "Público online" divulgou uma fotografia do viril monarca, de falo significante na mão, posando orgulhosamente diante do cadáver prostrado de um elefante. A imagem ilustrava a triste notícia de que, durante um divertido safari no Botswana, o Rei caira e fracturara uma anca. Juan Carlos tem especial apetência por armas, tendo estado envolvido na morte a tiro de seu irmão mais novo, Alfonso, no Estoril, segundo a versão oficial quando ambos limpavam um revólver que se terá disparado acidentalmente. O seu neto mais velho, de 13 anos, herdou-lhe a vocação e ainda há dias também se atingiu acidentalmente num pé (nas casas dos reis, ao contrário do que acontece nas casas dos súbditos, as crianças podem brincar com armas de fogo). A Espanha tem 23,6% de desempregados (50,5% entre os jovens) e atravessa uma gravíssima crise económica, com um défice de 20 668 milhões de euros. Apesar disso, os contribuintes espanhóis pagam por ano 8,434 milhões para a Casa Real. Dá para muitos, muitos safaris. Tremam, elefantes e demais espécies protegidas.
Texto de Manuel António Pina no JN de hoje.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
O Pacheco, a monarquia absoluta e a jornalista.
Pacheco Pereira, no Ponto Contraponto da SIC Notícias, escolheu um trabalho realizado por uma jornalistas da SIC como exemplo de mau jornalismo. Teresa Canto Noronha, a jornalista em causa, escreveu um e-mail ao comentador a dar conta da sua indignação, e o Conselho de Redacção da estação de Carnaxide decidiu emitir um comunicado de solidariedade para com a jornalista. A peça jornalística em causa foi transmitida durante a visita de Bento XVI a Portugal, em Maio, e caracterizava o Estado do Vaticano como uma monarquia absoluta. Essa classificação levou Pacheco Pereira a escolher esse trabalho jornalístico como um exemplo de "mau trabalho", no Ponto Contraponto de 16 de Maio. "Preconceito", "asneira" e "ignorância" são alguns dos adjectivos que utilizou para classificar a peça. Com 22 anos de carreira, Teresa Canto Noronha mostrou a sua indignação através de um e-mail enviado a Pacheco Pereira e a que o DN teve acesso. A jornalista refere que a informação em causa "foi-me dada pelo próprio Estado do Vaticano, que, na sua página oficial, assim se descreve" (...)
Artigo completo do Diário de Noticias
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Um rei assim
por José Saramago
O rei assim é o sr. D. Duarte de Bragança, pessoa medianamente instruída graças aos preceptores que lhe puseram logo à nascença, mas que, não obstante, detesta a literatura em geral e o que escrevo em particular, primeiramente porque considera que no Memorial do Convento lhe insultei a família e em segundo lugar porque a dita obra é, de acordo com o seu requintado linguajar de pretendente ao trono, uma "grande merda". Não leu o livro, mas é evidente que o cheirou. Compreende-se, portanto, que, durante todos estes anos, eu não tenha incluído o sr. D. Duarte, de Bragança, note-se, na escolhida lista dos meus amigos políticos. Não me importo de levar uma bofetada de vez em quando, mas a virtude cristã de oferecer ao agressor a outra face é virtude que não cultivo.
Tenho-me desforrado apreciando devidamente as qualidades de humorista involuntário que este neto do senhor D. João V manifesta sempre que tem de abrir a boca. Devo-lhe algumas das mais saborosas gargalhadas da minha vida.Isso acabou, a monarquia foi restaurada e há que ter muito cuidado com as palavras, não vão aparecer por aí, redivivos, o intendente Pina Manique ou o inspector Rosa Casaco. Como que restaurada a monarquia? perguntarão os meus leitores, estupefactos. Sim senhor, restaurada, afirmou-o quem tem as melhores razões para dizê-lo, o próprio pretendente. Que já não é pretendente, uma vez que a monarquia acaba de ser-nos restituída pelo drapejar da bandeira azul e branca na varanda da Câmara Municipal de Lisboa. Os moços do 31 da Armada (assim os escaladores se designam a si mesmos) têm já o seu lugar assegurado na História de Portugal, ao lado da padeira de Aljubarrota de quem se desconfia que afinal não matou castelhano nenhum. Não é o caso de agora, A bandeira esteve lá durante alguma horas (haverá um monárquico infiltrado na Câmara para ter impedido a retirada imediata?), pretende-se averiguar quem foram os autores da façanha, e isto acabará como sempre, em comédia, em farsa, em chacota. O sr. D. Duarte não tem estaleca para exigir na praça pública, perante a população reunida, que lhe sejam entregues a coroa, o ceptro e o trono.
É pena que uma tão gloriosa acção vá acabar assim. Mas como, no fundo, sou uma pessoa cordata, amiga de ajudar o próximo, deixo aqui uma sugestão para o sr. D. Duarte de Bragança. Crie já uma equipa de futebol, uma equipa toda de jogadores monárquicos, treinador monárquico, massagista monárquico, todos monárquicos e, se possível, de sangue azul. Garanto-lhe que se chega a ganhar a liga, o país, este país que tão bem conhecemos se ajoelhará a seus pés.
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