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terça-feira, 26 de março de 2013

A greve de fome na prisão de Guantánamo de que não se fala

 
Um prisioneiro numa cela na prisão de Guantánamo. Foto Reuters
 
WASHINGTON - A greve de fome dos presos mantidos há anos sem julgamento na prisão militar norte-americana de Guantánamo, em Cuba continua.  Calcula-se que pelo menos 28 prisioneiros dos 166 detidos estão efetivamente em greve de fome.

Esse número inclui 8 presos que estão a ser alimentados diariamente à força com um suplemento nutricional, enquanto são mantidos presos a uma cadeira.

Há vários anos que alguns dos presos de Guantánamo se recusam a comer e são mantidos vivos por alimentação forçada.
 
Alguns dos detidos, presos há mais de uma década,  estão em Guantánamo sem qualquer espécie de julgamento.
 
 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Equador concede asilo político a Julian Assange.


Um manifestante, apoiante da organização Wikileaks, fotografado em frente à embaixada do Equador em Knightsbridge em Londres hoje, momentos antes de se conhecer a noticia de que o governo de Rafael Correa concederia asilo político a Julian Assange. Fotografia de Dominic Lipinski/PA.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Um romance português

Capítulo I: Em 2004, o Governo português era, como hoje, resultado de uma coligação entre o PSD e o CDS. O primeiro-ministro era Durão Barroso; Paulo Portas era ministro da Defesa. O Governo negociou então com o consórcio alemão GSC, de que faz parte a Ferrostaal, a compra de dois-submarinos-dois para a Marinha, que custaram a módica quantia de 880 milhões, negócio que desde cedo levantou dúvidas.

Capítulo II: Ontem, um tribunal alemão condenou dois ex-executivos da Ferrostaal a dois anos de prisão e ao pagamento de elevadas coimas por suborno de funcionários públicos estrangeiros na venda dos submarinos. O tribunal deu como provado que a Ferrostaal subornou o ex-cônsul de Portugal em Munique, pagando-lhe 1,6 milhões de euros para que ele propiciasse "contactos com o Governo português".

Capítulo III: Em Portugal corre também no DCIAP, desde 2006, um processo sobre o negócio por indícios de tráfico de influências, financiamento partidário ilegal e corrupção. Em meados do ano, estava parado "por falta de meios". Fora-lhe atribuído um só magistrado, que acumulava com outros processos; as traduções da documentação enviada pelas autoridades alemãs continuavam por fazer; ainda não tinham sido nomeados os peritos necessários ao prosseguimento da investigação...

Final feliz: Durão Barroso é hoje presidente da Comissão Europeia e Paulo Portas voltou ao Governo e é agora ministro dos "Negócios Estrangeiros".


Texto de Manuel António Pina no JN