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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Bernardo Bertolucci (1940 - 2018)


Bernardo Bertolucci (1940 - 2018)
 



 
1900 (1976)
Épico de escala maior sobre a amizade de dois rapazes de classes opostas. Ao mesmo tempo, a Itália e todas as suas transformações sociais. Bernardo filmava com um fôlego total, um fôlego que não se perdia em academismos da época ou no "picar o ponto" das condescendências narrativas. Havia uma câmara apaixonada com o romantismo de se filmar o trabalhador, o operário, o agricultor. Dir-se-à agora que não está datado. Como o melhor cinema, é intemporal. Fica para sempre no imaginário a cena no palheiro entre Robert De Niro e Dominique Sanda. Bernardo provava aqui que no seio do "conceito" do fresco conseguia sempre pegar na alma do espetador através daquilo que é mais íntimo.
DN, 26-11-2018
 

quinta-feira, 19 de março de 2015

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Roma 2013


Confrontos entre manifestantes e a Guardia di Finanza durante um protesto em frente do Ministério das Finanças no centro de Roma a 19 de outubro de 2013. Fotografia de Stefano Rellandini/Reuters

domingo, 4 de agosto de 2013

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Caso Evo Morales/Edward Snowden: 25 verdades

O caso Edward Snowden esteve na origem de um grave incidente diplomático entre a Bolívia e vários países europeus. Após uma ordem de Washington, França, Itália, Espanha e Portugal proibiram que o avião presidencial de Evo Morales sobrevoasse seus territórios.    

1. Após uma viagem oficial à Rússia para assistir a uma cimeira de países produtores de gás , o Presidente Evo Morales tomou o seu avião para regressar à Bolívia. 

2. Os Estados Unidos, a pensar que Edward Snowden – ex-agente da CIA e da NSA autor das revelações sobre as operações de espionagem do seu país – se encontrava no avião presidencial ordenou a quatro países europeus (França, Itália, Espanha e Portugal) que proibissem o sobrevoo do mesmo nos seus respectivos espaços aéreos.

3. Paris cumpriu imediatamente a ordem procedente de Washington e cancelou a autorização de sobrevoo do seu território que havia concedido à Bolívia em 27 de Julho de 2013, quando o avião presidencial se encontrava a apenas alguns quilómetros das fronteiras francesas.

4. Assim, Paris pôs em perigo a vida do Presidente boliviano, o qual teve efectuar aterragem de emergência na Áustria por falta de combustível.

5. Desde 1945, nenhuma nação do mundo impediu um avião presidencial de sobrevoar o seu território.

6. Paris, além de desencadear uma crise de extrema gravidade, violou o direito internacional e a imunidade diplomática absoluta de que goza todo Chefe de Estado.

7. O governo socialista de François Hollande atentou gravemente contra o prestígio da nação. A França surge perante os olhos do mundo como um país servil e dócil que não vacila um só instante em obedecer às ordens de Washington, contra os seus próprios interesses.

8. Ao tomar semelhante decisão, Hollande desprestigiou a voz da França na cena internacional.

9. Paris tornou-se também objecto de riso no mundo inteiro. As revelações feitas por Edward Snowden permitiram descobrir que os Estados Unidos espionavam vários países da União Europeia, dentre os quais a França. Após estas revelações, François Hollande pediu pública e firmemente a Washington que parasse estes actos hostis. Não obstante, no seu âmago, o Palácio do Eliseu segue fielmente as ordens da Casa Branca.

10. Depois de descobrir que se tratava de uma informação falsa e que Snowden não se encontrava no avião, Paris decidiu anular a proibição.

11. Itália, Espanha e Portugal também cumpriram as ordens de Washington e proibiram a Evo Morales o sobrevoo dos seus territórios, até mudarem de opinião depois de saberem que a informação não era verídica e permitirem ao Presidente boliviano continuar a sua rota.    
   


Bolivianos queimam bandeiras de França e da UE em La Paz em frente da embaixada francesa.
 
12. Antes disso, a Espanha até exigiu revistar o avião presidencial em violação de todas as normas legais internacionais. "Isto é uma chantagem, não o vamos permitir por uma questão de dignidade. Vamos esperar todo o tempo necessário", respondeu a Presidência boliviana. "Não sou um criminoso", declarou Evo Morales.

13. A Bolívia denunciou um atentado contra a sua soberania e contra a imunidade do seu presidente. "Trata-se de uma instrução do governo dos Estados Unidos", segundo La Paz.

14. A América Latina condenou unanimemente a atitude da França, Espanha, Itália e Portugal.

15. A União de Nações Sul Americanas (UNASUL) convocou com urgência uma reunião extraordinária após este escândalo internacional e exprimiu sua "indignação" pela voz do seu secretário-geral Ali Rodríguez.

16. A Venezuela e o Equador condenaram "a ofensa" e "o atentado" contra o Presidente Evo Morales.

17. O Presidente Nicolás Maduro, da Venezuela, condenou "uma agressão grosseira, brutal, inadequada e não civilizada".

18. O Presidente equatoriano Rafael Correa exprimiu sua indignação: "Nossa América não pode tolerar tanto abuso!"

19. A Nicarágua denunciou o caso como "acção criminosa e bárbara".

20. Havana fustigou o "acto inadmissível, infundado e arbitrário que ofende toda a América Latina e o Caribe".

21. A Presidente argentina Cristina Fernández exprimiu a sua consternação: "Definitivamente estão todos loucos. Chefe de Estado e seu avião têm imunidade total. Não pode ser este grau de impunidade".

22. Mediante a voz do seu secretário-geral José Miguel Insulza, a Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou a decisão dos países europeus. "Não existe circunstância alguma para cometer tais acções em prejuízo do Presidente da Bolívia. Os países envolvidos devem dar uma explicação das razões pelas quais tomaram esta decisão, particularmente porque ela pôs em risco a vida do primeiro mandatário de um País Membro da OEA".

23. A Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA) denunciou "uma flagrante discriminação e ameaça à imunidade diplomática de um Chefe de Estado".

24. Em vez de conceder o asilo político à pessoa que lhe permitiu descobrir que era vítima de espionagem hostil, a Europa, particularmente a França, não vacila em criar uma grave crise diplomática com o objectivo de entregar Edward Snowden aos Estados Unidos.

25. Este caso ilustra que se a União Europeia é uma potência económica, é uma anã política e diplomática incapaz de adoptar uma postura independente para com os Estados Unidos.
 
Texto de Salim Lamrani  (tradução para PT de resistir.info)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Renato Carosone





Renato Carosone (Nápoles, 3 de janeiro de 1920 — Roma, 20 de maio de 2001) foi um cantor, pianista e compositor italiano. Foi também um intérprete moderno de canções tradicionais de Nápoles.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Fred Buscaglione





Fred Buscaglione (nome artístico de Ferdinando Buscaglione, Turim 23 de novembro de 1921 – Roma, 3 de fevereiro de 1960) foi um cantor italiano. É considerado o principal autor e interprete do swing e do jazz em Itália no pós-guerra.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

terça-feira, 20 de julho de 2010

Protestos na Piazza Navona

 Italianos manifestam-se contra a privatização das águas públicas, na Piazza Navona, em Roma.
Fotografia de FILIPPO MONTEFORTE/AFP

quarta-feira, 24 de março de 2010

A porta da Beleza

Em Librino, Itália, um homem observa "A porta da Beleza", composta por 9000 figuras de terracota feitas por duas mil crianças para a Exposição "Rio da Arte" . Fotografia de MARIO LAPORTA/AFP.

terça-feira, 16 de março de 2010

Protestam os Italianos

Protestos contra o presidente da câmara de Roma, Gianni Alemanno. Fotografia Alberto Pizzoli/AFP.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

"Nem animais, nem estrangeiros": o racismo banaliza-se na Itália de Silvio Berlusconi

Um futebolista italiano tratado por "preto de merda", anúncios de imobiliário que estabelecem "nem animais, nem estrangeiros", imigrantes agredidos na noite de Ano Novo: os comportamentos xenófobos têm-se banalizado em Itália, e alguns evocam mesmo um "racismo institucional".
"A situação tem-se degradado. Todos os dias um negro é desancado. Isto não pode continuar assim", disse à AFP o jornalista Gian Antonio Stella, jornalista especializado nos movimentos de Direita e autor do livro "Negros, gays, judeus e companhia".
Para continuar a ler o artigo do Público aqui.

domingo, 13 de dezembro de 2009

O impacto da catedral de Milão

A catedral de Milão - Il Duomo - é sem dúvida um monumento que causa impacto a qualquer um que a visite, já aqui o tinha referido. Ficamos hoje a saber que também as réplicas em miniatura desta preciosidade gótica, são capazes de grande impacto nesta quadra natalícia que se aproxima.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Berlusconi é inimigo da imprensa

“A história, diria eu desde Catilina para a frente, está contaminada por aventureiros não isentos de carisma, com muito pouco sentido de Estado, mas com um sentido agudo dos seus próprios interesses, que desejaram instaurar um poder pessoal passando por cima dos parlamentos, magistraturas e constituições, distribuindo favores pelos seus cortesãos e (às vezes) cortesãs e identificando o seu próprio prazer com o interesse da comunidade”. Umberto Eco* - 28.07.09

O chefe do governo quer amordaçar a informação. E na nossa sociedade doente parece que a maioria dos italianos também está disposta a aceitar esta infracção. Porém, o intelectual famoso diz: “Não estou de acordo”.Não sei se será o pessimismo devido à idade avançada, se a lucidez que a idade traz consigo, mas tenho as minhas dúvidas, não isentas de cepticismo, quanto a intervir a instâncias das redacções em defesa da liberdade de imprensa. O que pretendo dizer é que, quando alguém tem de intervir em defesa da liberdade de imprensa é porque a sociedade, e com ela uma grande parte da imprensa, já está doente. Nas democracias a que podemos chamar “fortes” não é preciso defender a liberdade de imprensa, porque não lembra a ninguém limitá-la.Essa é a primeira razão para o meu cepticismo, de onde deriva todo um corolário. O problema italiano não é Sílvio Berlusconi. A história, diria eu desde Catilina para a frente, está contaminada por aventureiros não isentos de carisma, com muito pouco sentido de Estado, mas com um sentido agudo dos seus próprios interesses, que desejaram instaurar um poder pessoal passando por cima dos parlamentos, magistraturas e constituições, distribuindo favores pelos seus cortesãos e (às vezes) cortesãs e identificando o seu próprio prazer com o interesse da comunidade. O que acontece é que tais homens nem sempre conquistaram o poder a que aspiravam, porque a sociedade não o permitiu. Quando a sociedade o permitiu, porquê levar a mal esses homens e não a sociedade que lhes deixou fazer o que queriam?Lembro-me sempre de uma história contada pela minha mãe, que com vinte anos tinha conseguido um bom emprego como secretária e dactilógrafa de um deputado liberal. Deputado liberal, foi o que eu disse. No dia a seguir à subida ao poder de Mussolini, o deputado em questão disse assim: “Mas, no fundo, com a situação em que se encontra a Itália, pelo menos esse homem sabe como pôr as coisas na ordem”. Pois bem, se se instaurou o fascismo não foi devido à personalidade enérgica de Mussolini (oportunidade e pretexto), mas sim à indulgência e consentimento daquele deputado liberal (representante exemplar de um país em crise).Por conseguinte, é inútil virarmo-nos contra Berlusconi que, digamos assim, faz o seu papel. Quem aceitou o conflito de interesses, quem aceita as rondas, quem aceita a lei Alfano [lei que garantiria a imunidade aos quatro mais altos cargos do Estado – N.T.] e quem agora aceitaria sem grandes pruridos a mordaça que puseram à imprensa (por enquanto de forma experimental), se não fosse o presidente da República levantar reservas, é a maioria dos italianos. Se uma cuidadosa censura da Igreja não estivesse neste momento a turvar a consciência pública, esta mesma nação aceitaria sem vacilar e incluso com uma certa cumplicidade maliciosa que Berlusconi recebesse acompanhantes, mas isso depressa estará ultrapassado, porque os italianos e os bons cristâos em geral desde sempre foram às putas, por muito que o padre diga que não está bem.Porque dedicar então a estes alarmes um número do “L’Espresso”, se sabemos que o jornal vai chegar às mãos de quem já está convencido destes riscos da democracia e, em contrapartida, não será lido por quem está disposto a aceitá-los desde que não lhe faltem com a ração de Big Brother e que de muitos casos político-sexuais no fundo bem pouco sabe porque uma informação em grande parte submetida a controle nem sequer se lhes refere?Porque fazê-lo? O porquê é muito simples. Em 1931, o fascismo impôs aos professores universitários, que então eram 1200, um juramento de fidelidade ao regime. Apenas se recusaram 12 (1 por cento), que perderam o lugar. Há quem diga 14, mas isso mais não faz que confirmar até que ponto o facto passou então despercebido, deixando uma memória um tanto vaga. Muitos outros que logo seriam personagens eminentes do antifascismo do pós-guerra, inclusive aconselhados por Palmiro Togliatti ou Benedetto Croce, fizeram o juramento para poderem continuar a difundir o seu ensino. Pode ser que os 1188 que ficaram tivessem razão, por diferentes motivos todos eles respeitáveis. Mas os 12 que disseram não salvaram a honra da Universidade e, em definitivo, a honra do país. É essa a razão para às vezes se ter que dizer não, ainda que se seja pessimista e se saiba que não vai servir para nada.Pelo menos que a gente possa um dia dizer que o disse.
Texto de Umberto Eco, escritor e director da Escola Superior de Ciências Humanas na Universidade de Bolonha. Este texto foi publicado no jornal italiano L'Espresso de 9 de Julho de 2009. Tradução: Jorge Vasconcelos para Odiário.info

sexta-feira, 17 de julho de 2009

São Bartolomeu

Escultura de São Bartolomeu, que aparece carregando a sua própria pele, no Interior da Catedral de Milão.