Após uma longa disputa diplomática e judicial, a 22 de Abril de 2000,
Elián Gonzalez, com sete anos é resgatado por policias de imigração à familia de Miami, na seuqência de uma ordem judicial para que a criança fosse devolvido ao seu pai em Cuba. A fotografia de Alan Diaz (AP) ganharia nesse ano o Prémio Pulitzer.
Elian, 10 anos depois. Fotografia EPA/Adalberto Roque.
Elián diz ser feliz dez anos após regressar a Cuba
Tem apenas 16 anos mas já é o rosto de uma das mais importantes vitórias cubanas sobre os EUA. Não é por isso de estranhar que o décimo aniversário do regresso de Elián González a Cuba tenha sido assinalado com um acto oficial na Catedral Episcopal da Santíssima Trindade, em Havana. Ao lado do menino balsero, que em 1999 sobreviveu ao naufrágio que o levou para a Florida, esteve o Presidente cubano, Raúl Castro.
"É a terra a que pertenço, aqui sinto-me bem", disse Elián aos jornalistas depois da cerimónia religiosa - que assinalou também o 10.º aniversário da primeira visita do ex-líder cubano Fidel Castro à catedral. "Graças à ajuda de grande parte do povo norte-americano e do nosso povo, hoje estou com o meu pai, e isso é tudo", acrescentou o jovem, que estuda numa academia militar e vive resguardado pelo regime. Razão pela qual não costuma falar com os media. Há dez anos, as ruas de Havana encheram-se de pessoas para acolher Elián, depois da vitória jurídica que concedeu a custódia ao seu pai. A mãe tinha morrido no naufrágio e, em Miami, o menor teve de ser arrancado à força da família. "Apesar de não nos terem apoiado, não lhes guardo rancor", admitiu Elián. Já o seu pai disse que os cubanos se portaram "melhor" que a sua família.