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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

RSI


Conheço um gajo que chumbou na condução antes mesmo de provar quanto valia. Sentado no lugar do condutor, nariz ufano e sorriso enfatuado, meteu logo a caixa na primeira, pôs o boné em marcha atrás, prendeu forte as mãos ao volante, e atirando à direita um olhar de matador, anunciou grave e avisado ao pasmo examinador ao lado: «Agarre-se que esta merda vai voar».

texto e concepção: António Santos | ilustração: Julitos Koba | voz: André Levy | música: Ciças Beats

Fonte: Manifesto74


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Happiness



The story of a rodent's unrelenting quest for happiness and fulfillment.
"Happiness" by Steve Cutts (2017)

quarta-feira, 19 de março de 2014

E o melhor cartoon de imprensa de 2014 é... português !

O Grande Prémio da edição deste ano do Press Cartoon Europe distinguiu Rodrigo de Matos, por um trabalho publicado no último ano no semanário Expresso. A distinção internacional foi-lhe atribuída por um trabalho publicado no Expresso Economia onde retrata a forma como o apuramento da selecção nacional de futebol para o Mundial no Brasil distraiu toda a gente da difícil situação económica atravessada por Portugal, onde perante as dificuldades e as políticas de austeridade esta surgiu como única alegria.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

O PRAXISMO-JAVARDISMO

 Caricatura de Manuel Gustava Bordalo Pinheiro

Antes da REACÇÃO contra a revolução do 25 de Abril de 1974, não havia praxe em Lisboa. O espírito crítico de um escol cultural, prevalente na Universidade, tinha padrões exigentes. Ensino superior não queria dizer ensino inferior. Era uma elevação sobre a miserável circunstância dominante. A praxe era considerada – e bem --COISA DE LABREGOS.

Em Coimbra, nos anos sessenta, apó...s as críticas corajosas de Flávio Vara (“O Espantalho da praxe…” 1958) e a chegada de uma geração mais desempoeirada, a praxe quase desapareceu. Reinstalaram-na depois com todo o seu fétido programa passadista.

A praxe é o abraço alcoolizado entre o ricaço marialvão, abrutalhado e analfabeto e o povoléu boçal e trauliteiro, folclorizando o servilismo medieval em vestes eclesiásticas. Ao fim e ao cabo, o velho Portugal alarve, mendigo, medievalóide e agachadinho, mas de telemóvel em riste.

Não se ponderem gradações entre um medievalismo civilizado e um medievalismo excessivo. Toda a praxe é desprezível. No estado a que as coisas, desgraçadamente, chegaram, proibir seria contraproducente. Mas há muitas formas de desencorajar. E os professores – que têm sido, aliás, de uma distracção cúmplice (mea culpa) – sabem isso bem. 

Oxalá os estudantes se dêem conta de como foram inferiorizados e transformados em «jovens velhinhos» por uma súcia rasca.

Tanto mais que a situação assume contornos sinistros e mafiosos. Ao que parece, com “omertà” e tudo. Um atavismo lusitano vem fazer de hífen entre a tradição siciliana e o nórdico Nacional-Socialismo.

 Pior que mera COISA DE LABREGOS.

Texto de Mário de Carvalho