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terça-feira, 15 de maio de 2018

Fadi Abu Salah (1989 - 2018)


Fadi Abu Salah tinha 29 anos. Primeiro eles roubaram-lhe a terra, depois tiraram-lhe as pernas em 2008, ontem tiraram-lhe a vida...

Mais aqui, aqui e aqui.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Gaza : Imagine como será !

 
Gaza : Imagine como será !

Eduardo Galeano: Pouca Palestina resta; Israel está apagando-a do mapa

Para justificar-se, o terrorismo de Estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe álibis. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo os seus autores quer acabar com os terroristas, conseguirá multiplicá-los.

 Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem sequer respirar sem autorização. Têm perdido a sua pátria, as suas terras, a sua água, a sua liberdade, tudo. Nem sequer têm direito a eleger os seus governantes. Quando votam em quem não devem votar, são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se numa ratoeira sem saída, desde que o Hamas ganhou legitimamente as eleições em 2006. Algo parecido tinha ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador.

Banhados em sangue, os habitantes de El Salvador expiaram a sua má conduta e desde então viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem. São filhos da impotência os rockets caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desleixada pontaria sobre as terras que tinham sido palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à orla da loucura suicida, é a mãe das ameaças que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está a negar, desde há muitos anos, o direito à existência da Palestina. Já pouca Palestina resta. Pouco a pouco, Israel está a apagá-la do mapa.

Os colonos invadem, e, depois deles, os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam o despojo, em legítima defesa. Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma das suas guerras defensivas, Israel engoliu outro pedaço da Palestina, e os almoços continuam. O repasto justifica-se pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita. Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, o que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, o que escarnece das leis internacionais, e é também o único país que tem legalizado a tortura de prisioneiros.

Quem lhe presenteou o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está a executar a matança em Gaza? O governo espanhol não pôde bombardear impunemente o País Basco para acabar com a ETA, nem o governo britânico pôde arrasar Irlanda para liquidar a IRA. Talvez a tragédia do Holocausto implique uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde vem da potência 'manda chuva' que tem em Israel o mais incondicional dos seus vassalos? O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe quem mata. Não mata por erro. Mata por horror. As vítimas civis chamam-se danos colaterais, segundo o dicionário de outras guerras imperiais.

Em Gaza, de cada dez danos colaterais, três são meninos. E somam milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está a ensaiar com êxito nesta operação de limpeza étnica. E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Por cada cem palestinos mortos, um israelita. Gente perigosa, adverte o outro bombardeamento, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a achar que uma vida israelense vale tanto como cem vidas palestinianas. E esses meios também nos convidam a achar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.

A chamada comunidade internacional, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos assumem quando fazem teatro? Ante a tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial destaca-se uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade. Ante a tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos.

A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama uma ou outra lágrima enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caça aos judeus foi sempre um costume europeu, mas desde há meio século essa dívida histórica está a ser cobrada dos palestinos, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antissemitas. Eles estão a pagar, em sangue, na pele, uma conta alheia.

Por Eduardo Galeano, no Sin Permiso
 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Gaza, o cinismo e os mortos

“Temos de os matar – não só os militantes do Hamas, mas toda a população de Gaza!" É o que diz a um correspondente do Guardian um soldado israelita de 22 anos no funeral de um camarada seu, um dos 18 soldados israelitas mortos na enésima invasão de Gaza, um miúdo de 20 anos que fazia o serviço militar obrigatório.
 
 
"Não temos escolha: se não lutarmos até ao fim, eles matam-nos." Nas ruas de Jerusalém todos se dizem contra um cessar-fogo: querem que se “dê cabo do Hamas. E isso leva tempo”. Perguntados pelas centenas de palestinianos mortos (até ontem de manhã eram mais de 600, o equivalente aos passageiros de dois aviões iguais ao da Malaysia Airlines abatido na Ucrânia), 80% dos quais civis, segundo a ONU, 20% crianças. A lengalenga sinistra é a mesma de sempre: “Muita gente foi morta porque o Hamas usa escudos humanos. Os palestinianos não têm respeito pela vida, nós é que temos.” De descrições de inimigos fanatizados e sem apego à vida está a História cheia: os americanos achavam o mesmo dos vietnamitas, era o que os nazis diziam de soviéticos e jugoslavos na II Guerra Mundial... Como explica uma porta-voz da B'Tselem (uma ONG israelita de direitos humanos), “os israelitas não negam que [os palestinianos] morram; simplesmente fazem um raciocínio que os culpa pela sua própria morte”. E queixam-se de que os media “mostram imagens de crianças mortas sem explicar o contexto do conflito” (Guardian, 20 e 21.7.2014).
 
Pois é, o contexto... A Aministia Internacional (AI) tem repetido que é precisamente o inverso que se passa: nas sucessivas operações punitivas sobre Gaza, “soldados israelitas utilizaram civis palestinianos, crianças incluídas, como escudos humanos durante as operações militares”. Foi o que aconteceu na operação Chumbo Fundido (22 dias entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009): cerca de 1400 palestinianos mortos, “incluídas pelo menos 330 crianças” Cinco anos depois (e, pelo meio, outra operação, em 2012, que matou mais 160 palestinianos), tudo se repete: Israel, ainda que incomparavelmente menos pressionado que qualquer outro ator internacional, martela a opinião pública com esta propaganda de que, se há mortos, a culpa é da forma perversa como os seus adversários fazem a guerra – mas quando a poeira assentou em 2009, o que as organizações independentes (a AI, as agências da ONU) comprovaram é que o Exército israelita atacou “15 dos 27 hospitais de Gaza”, “uma trintena de ambulâncias”, “matou 16 membros do pessoal médico”. Ao contrário do que dizia a propaganda israelita, “a AI não encontrou indício algum de que os combatentes do Hamas ou doutros grupos armados tenham utilizado os hospitais para se esconder ou para conduzir ataques, e as autoridades israelitas não forneceram provas dessas alegações”. Pelo contrário: “impediram deliberadamente a ajuda humanitária e as equipas de socorro [da Agência das Nações Unidas para os Refugiados e da Cruz Vermelha] de entrar em Gaza, ou obstaculizaram a sua circulação, atacaram veículos, centros de distribuição e pessoal médico.” (AI, Relatório Anual 2010)
 
 
Por tudo isto é verdadeiramente patética a discussão sobre se é “desproporcionada” a reação israelita aos rockets lançados a partir de Gaza. Desproporcionada, não; ela é um crime internacional, feito enquanto o resto do mundo olha para os restos do avião Malysia Airlines! Invoca Obama o direito de Israel a defender-se, como se Gaza fosse um país independente que agride outro país independente. Não: é Israel que desde há 47 anos ocupa Gaza (e a Cisjordânia, e Jerusalém Oriental) ilegalmente, e a bloqueia por terra, ar e mar (nenhum barco se pode aproximar da costa, nenhum avião pode aterrar sem autorização militar israelita) desde 2007, controlando todos os seus acessos (salvo Rafah, no qual tem a colaboração do Egito). A retirada militar israelita em 2005 não alterou em nada o estatuto de território ocupado. Em apenas 360 km2 (o tamanho do concelho de Sintra) vivem 1,8 milhões de pessoas, 43% delas menores de 14 anos, 80% dependendo de ajuda humanitária por causa do desemprego, da pobreza extrema. Para a AI, “a amplitude do bloqueio e as declarações dos responsáveis israelitas sobre os seus objetivos demonstram que esta medida é uma forma de castigo coletivo infligido à população de Gaza, em violação flagrante do Direito Internacional.”
 
 
De todo o quadro de ilegalidades cometidas por Israel que a UE e os EUA toleram, o bloqueio a Gaza supera tudo. Nada há neste planeta mais próximo de um gueto (o mundo deveria pensar a que é que isto soa...) no qual se fecham, até à exasperação total, quase dois milhões de pessoas.  Os israelitas – e esta coisa a que cinicamente se chama comunidade internacional – comportam-se como se eles fossem todos “terroristas” do Hamas.  Os media (veja-se o Huffington Post, 13.7.2014) mostram moradores das colinas próximas de Gaza sentados em cadeiras de praia a aplaudir o espetáculo dos aviões e drones que bombardeiam Gaza. Trazem pipocas, fumam cachimbos de água – enquanto a poucos quilómetros de distância famílias inteiras ficam soterradas debaixo dos escombros, crianças são levadas em desespero para hospitais bombardeados, onde se operam feridos num corredor...
 
“Os palestinianos não têm respeito pela vida!”
 
Texto de Manuel Loff, no Público

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

World Press Photo 2013


1º prémio do World Press Photo 2013
Duas crianças mortas na Faixa de Gaza.
Fotografia de Paul Hansen
 
Suhaib Hijazi tinha apenas dois anos quando a sua casa foi destruída por mísseis israelitas. Muhammad, o irmão mais velho (três anos), e o pai, Fouad, também morreram. A mãe sobreviveu, mas foi internada nos cuidados intensivos. 20 de Novembro, mais um dia de bombardeio israelita sobre Gaza. Na fotografia que valeu ao sueco Paul Hansen o prémio principal da World Press Photo de 2012, anunciado nesta sexta-feira, vêem-se em primeiro plano os corpos das duas crianças, numa rua estreita da Faixa de Gaza. São os tios, irmãos de Fouad, que os levam ao colo. Os rostos serenos de Suhaib e Muhammad contrastam com o desespero, a raiva e a tristeza que marcam os adultos. O pai vem atrás, envolto numa mortalha branca como manda a tradição, numa maca. Só há homens neste cortejo que parece encenado. A mesquita onde farão a cerimónia fúnebre não fica longe. Fonte Público.
 
 
Galeria de fotografias premiadas do World Press Photo

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Gaza: Não há cliché jornalístico que esconda a realidade

“Ataques aéreos cirúrgicos”, “extirpar o terror”, “ciberterrorismo”... Nós, jornalistas, estamos a escrever como ursos de circo, repetindo todos os clichés que usamos, sem parar, há 40 anos.  Por Robert Fisk, The Independent
Manifestação no Cairo em solidariedade com Gaza
 
Terror, terror, terror, terror, terror. Lá vamos nós outra vez. Israel vai “extirpar o terror palestiniano” – o que, vale lembrar, Israel tenta, sem sucesso, há 64 anos – e o Hamas (...) anuncia que Israel “abriu as portas do inferno”, quando assassinou o seu comandante militar, Ahmed al-Jabari.
 
O Hezbollah anunciou várias vezes que Israel abrira “as portas do inferno” ao atacar o Líbano. Yasser Arafat, que foi super-terrorista e, depois, super-estadista – quando capitulou nos jardins da Casa Branca – e depois voltou a ser outra vez super-terrorista, quando se deu conta de que fora enganado em Camp David, Arafat também falou de “portas do inferno” em 1982.
 
E nós, jornalistas, estamos a escrever como ursos de circo, repetindo todos os clichés que usamos, sem parar, há 40 anos. O assassinato do comandante Jabari foi “assassinato predefinido”, foi “ataque aéreo cirúrgico” – como outros “ataques cirúrgicos israelitas” que mataram quase 17 mil civis no Líbano em 1982; 1.200 libaneses, a maioria dos quais civis, em 2006; ou os 1.300 palestinianos, a maioria dos quais civis, em Gaza em 2008-9, ou a mulher grávida e o bebé, assassinados também por “ataque aéreo cirúrgico” em Gaza na semana passada – e os 11 civis assassinados numa casa em Gaza. O Hamas, pelo menos, com os seus rockets Godzilla, não se pretende atacante “cirúrgico”. (...)
Os ataques israelitas também visam matar mulheres, crianças, qualquer coisa viva, em Gaza. Mas não se atreva a dizer tal coisa, ou você será nazi antissemita perigoso, praticamente o demónio, o mal, a perversão, tão assassino quanto o Hamas, com o qual (mas, por favor, nem pense em dizer tal coisa) Israel negociou muito, alegremente, nos anos 80s, sim, quando Israel encorajava o Hamas e os seus homens a assumir o poder em Gaza, porque esse movimento decapitaria Arafat, o super terrorista exilado. A bolsa de mortes em Gaza está hoje em 16 mortos palestinianos por israelita morto. E a proporção vai aumentar, é claro. Em 2008-9, a cotação foi 100 palestinianos, para 1 israelita.
 
E nós jornalistas estamos também a ajudar a construir mitos. A última guerra de Israel contra Gaza foi um fiasco tão completo – sempre “erradicando o terror”, claro – que as afamadas unidades de elite do exército de Israel não conseguiram sequer achar um soldado, um, capturado, Gilad Shalit, cuja libertação, são e salvo, foi trabalho, ano passado, não de Israel, mas do comandante Jabari em pessoa.
Para a Associated Press, o comandante Jabari seria “o líder nº 1 na clandestinidade” do Hamas. Mas que diabo de “líder na clandestinidade” seria alguém perfeitamente conhecido, nome, endereço, data de nascimento, detalhes da família, anos de prisão em Israel, período durante o qual mudou de lado, do Fatah, para o Hamas?! Como?! Tantos anos de prisão em Israel não converteram ao pacifismo o comandante Jabari? Nada de lágrimas: homem que viveu pela espada morreu pela espada, destino que, claro, não preocupa os guerreiros do ar de Israel, enquanto matam civis, de longe, em Gaza.
Washington apoia o direito de Israel “autodefender-se”, em seguida, fala de uma neutralidade espúria – como se as bombas que Israel lança contra Gaza não viessem dos EUA, tão certo quanto os foguetes Fajr-5 virem do Irão.
 
Enquanto isso, o lastimável, lamentável William Hague decide que o Hamas seria o “principal responsável” pela mais recente guerra. Mas... de onde tirou essa ideia? Segundo o The Atlantic Monthly, o assassinato, por israelitas, de um palestiniano “mentalmente desequilibrado” que caminhou em direção à fronteira, pode ter sido o detonador da mais recente guerra. Há também quem suspeite que tudo tenha começado com o assassinato de um menino palestiniano, que seria ato deliberado de provocação. E há quem diga que o menino foi morto por israelitas quando um grupo de palestinianos armados tentava cruzar a fronteira e foi impedido por tanques israelitas. Nesse caso, pistoleiros palestinianos – talvez não do Hamas – podem ter sido o detonador de tudo.
 
E não há meio para deter essa loucura, esse lixo de guerra? É verdade que centenas de foguetes são lançados contra Israel. É verdade também que milhares de acres de terra são roubadas dos árabes, por Israel – para judeus e só para judeus – na Cisjordânia. Hoje, já não resta terra suficiente, sequer, para um Estado palestiniano.
 
Apaguem o parágrafo acima, por favor. Só há os heróis e os vilãos neste conflito horrendo, no qual os israelitas dizem que são os heróis, para os aplausos dos países ocidentais (os quais, imediatamente, passam a perguntar-se por que tantos muçulmanos não gostam muito de ocidentais).
O problema, por estranho que pareça, é que as ações de Israel na Cisjordânia e o sítio de Gaza trazem cada dia para mais perto o evento que Israel diz temer todos os dias: Israel talvez se veja face a face com a própria destruição.
 
Na batalha dos foguetes – com os Fajr-5 iranianos e os drones do Hezbollah – os dois lados avançam por uma nova senda de guerra. Já não se trata de tanques israelitas que cruzam a fronteira do Líbano ou a fronteira de Gaza. Começamos a falar de foguetes e drones de alta tecnologia e de ataques cibernéticos – ou “ciberterrorismo” quando a iniciativa é dos muçulmanos – e, cada dia que passa, a escória humana deixada aos pedaços à margem do caminho será ainda mais irrelevante do que é hoje e ao longo dos últimos três dias.
 
O despertar árabe começa a seguir caminho próprio: os líderes terão de ouvir a voz das ruas. Desconfio que acontecerá também ao pobre velho rei Abdullah da Jordânia. O palavreado dos EUA sobre “paz”, ao lado de Israel, já não vale uma vela queimada, entre os árabes. E se Benjamin Netanyahu crê que a chegada dos primeiros foguetes Fajr do Irão exigirá um Big Bang israelita contra o Irão, e depois o Irão devolve os tiros – e, talvez, também os norte-americanos – e, no pacote, logo virá também o Hezbollah – e Obama acaba engolido em mais uma guerra ocidente-muçulmanos... Sim, mas... então... o que acontecerá?
 
Ora... Israel pedirá um cessar-fogo, o que Israel sempre pede, contra o Hezbollah. E pedirá outra vez o imorredouro apoio do ocidente na sua luta contra o mal do mundo, o Irão incluído.
E o assassinato do comandante Jabari? Por favor, esqueçam que os israelitas estavam a negociar com o próprio Jabari, usando como intermediário o serviço secreto alemão, há menos de um ano. Não se negoceia com terroristas, certo? Israel negoceia.
 
Israel batizou o mais recente banho de sangue que promove em Gaza de Operação Pilar da Defesa. Está mais para Pilar da Hipocrisia.
 
19/11/2012, Robert Fisk [The Independent], em Information Clearing House
Tradução do coletivo de tradutores da Vila Vudu, via esquerda.net

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Lágrimas em Gaza


Um palestiniano chora sobre os corpos dos membros da família al-Dallu, vítimas dos bombardeamentos israelitas, durante o seu funeral em Gaza. Fotografia de Mahmud Hamsmahmud Hams/AFP/Getty Images.





Um homem chora junto ao corpo de um familiar morto, na sequência dos ataques israelitas, na morgue do hospital de Shifa em Gaza. Fotografia de Bernat Armangue/Associated Press.

terça-feira, 13 de março de 2012

Enquanto os "holofotes mediáticos" nos dirigem o olhar para a Síria, Israel mantêm a sua rotina criminosa de bombardear Gaza...

Uma criança ferida num bombardeamento israelita recebe cuidados médicos num  hospital de Beit Lahia, a norte de Gaza. Fotografia de MOHAMMED ABED (AFP)

Médicos palestinianos prestam cuidados médicos a um jovem palestiniano ferido num bombardeamento israelita sobre Gaza. Fotografia de YASSER QUDIH (AP)

 Familiares de Nayef Qarmut, adolescente morto durante um bombardeamento israelita, quando se dirigia para a escola, choram na morgue de Beit Lahiya. Fotografia de MARCO LONGARI (AFP)

Crianças feridas por um bombardeamento israelita, num hospital a norte de Gaza.
Fotografia de ALI HASSAN (REUTERS)

Mais fotografias aqui.

domingo, 27 de março de 2011

Funeral em Gaza

Funeral em Gaza. Um jovem despede-se de uma vítima de um ataque israelita.
Fotografia de MOHAMED SALEM (REUTERS).

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

Israel expulsa por terrorismo um palhaço !


“Somos un ejército, pero de soñadores”

Los payasos suelen representar situaciones estrambóticas, pero lo que le sucedió al payaso español Lokonuk rebasó los límites de lo kafkiano. La semana pasada aterrizó en Israel para participar en una caravana clown dirigida a niños en campamentos de refugiados palestinos. Pero no logró salir del aeropuerto: fue interrogado hasta el cansancio por las autoridades, enviado a una celda y deportado al día siguiente a España “como un criminal”. Los servicios de seguridad israelíes aseguran que tiene “lazos con organizaciones terroristas palestinas”.

“Parece ser que terrorismo es hacer que los niños se rían”, explica Lokonuk, entrevistado telefónicamente por 20 minutos, entre risas. “A ver si ahora me van a meter en la lista de los terroristas más buscados”.

Lokonuk es Iván Prado, cofundador de la organización gallega Pallasos en rebeldía, una organización que se dedica a llevar diversión a zonas difíciles, al estilo de otras organizaciones como Payasos sin Fronteras. Han actuado, por ejemplo, en los territorios zapatistas en Chiapas, México. También dirige el Festiclown (Festival Internacional de Clown de Galicia) y preparaba un festival internacional en territorio palestino.

Fonte: Cubadebate

terça-feira, 1 de junho de 2010

Protestos contra o terrorismo de estado de Israel

Protestos contra Israel em Londres, Inglaterra. 
Fotografia da antiwar.com

 Jordânia, os protestos contra Israel juntaram centenas em Amã.
Fotografia de JAMAL NASRALLAH/EPA

Apoio ao povo palestiniano saiu à rua no Cairo, Egipto.
Fotografia de HATEM WALID/EPA

 Manifestação de protesto em Beirute, Líbano.
Fotografia de WAEL HAMZEH/EPA

Em Ancara, Turquia, milhares saíram à rua para condenar ataque de Israel.
Fotografia de ADEM ALTAN/AFP

 Palestinianos protestam lançando pedras a militares israelitas em Gaza. 
Fotografia de AHMAD GHARABLI/AFP

Criança grita frases de condenação a Israel em Londres, Inglaterra.
Fotografia de CARL DE SOUZA/AFP

Barbarism on the High Seas

As I write at 5pm on Monday, May 31, all day has passed since the early morning reports of the Israeli commando attack on the unarmed ships carrying humanitarian aid to Gaza, and there has been no response from President Obama except to say that he needed to learn “all the facts about this morning’s tragic events” and that Israeli prime minister Netanyahu had canceled his plans to meet with him at the White House. Thus has Obama made America complicit once again in Israel’s barbaric war crimes. Just as the US Congress voted to deep-six Judge Goldstone’s report on Israel’s war crimes committed in Israel’s January 2009 invasion of Gaza, Obama has deep-sixed Israel’s latest act of barbarism by pretending that he doesn’t know what has happened. No one in the world will believe that Israel attacked ships in international waters carrying Israeli citizens, a Nobel Laureate, elected politicians, and noted humanitarians bringing medicines and building materials to Palestinians in Gaza, who have been living in the rubble of their homes without repairs or medicines since January 2009, without first clearing the crime with its American protector. Without America’s protection, Israel, a totally artificial state, could not exist. No one in the world will believe that America’s spy apparatus did not detect the movement of the Israeli attack force toward the aid ships in international waters in an act of piracy, killing 20, wounding 50, and kidnapping the rest. Obama’s pretense at ignorance confirms his complicity.  Once again the US government has permitted the Israeli state to murder good people known for their moral conscience. The Israeli state has declared that anyone with a moral conscience is an enemy of Israel, and every American president except Eisenhower and Carter has agreed. Obama’s 12-hour silence in the face of extreme barbarity is his signal to the controlled corporate media to remain on the sidelines until Israeli propaganda sets the story.  The Israeli story, preposterous as always, is that the humanitarians on one of the ships took two pistols from Israeli commandos, highly trained troops armed with automatic weapons, and fired on the attack force. The Israeli government claims that the commandos’ response (70 casualties at last reporting) was justified self-defense. Israel was innocent. Israel did not do anything except drop commandos aboard from helicopters in order to intercept an arms shipment to Gazans being brought in by ships manned by terrorists. Many Christian evangelicals, brainwashed by their pastors that it is God’s will for Americans to protect Israel, will believe the Israeli story, especially when it is unlikely they will ever hear any other. Conservative Americans, especially on Memorial Day when they are celebrating feats of American arms, will admire Israel for its toughness. Here in north Georgia where I am at the moment, I have heard several say, admiringly, “Them, Israelis, they don’t put up with nuthin.” Conservative Americans want the US to be like Israel. They do not understand why the US doesn’t stop pissing around after nine years and just go ahead and defeat the Taliban in Afghanistan. They don’t understand why the US didn’t defeat whoever was opposing American forces in Iraq. Conservatives are incensed that America had to “win” the war by buying off the Iraqis and putting them on the US payroll. Israel murders people and then blames its victims. This appeals to American conservatives, who want the US to do the same.  It is likely that Americans will accept Israeli propagandist Mark Regev’s story that Israelis were met by deadly fire when they tried to intercept an arms shipment to Palestinian terrorists from IHH, a radical Turkish Islamist organization hiding under the cover of humanitarian aid.
Americans will never hear from the US media that Turkey’s prime minister Erdogan declared that the aid ships were carefully inspected before departure from Turkey and that there were no terrorists or arms aboard: "I want to say to the world, to the heads of state and the governments, that these boats that left from Turkey and other countries were checked in a strict way under the framework of the rules of international navigation and were only loaded with humanitarian aid."
Turkey is a US ally, a member of NATO. Turkey’s cooperation is important to American’s plan for world hegemony. Erdogan must wonder about the morality of Israel’s American protector. According to a report in antiwar.com, the Turkish government declared that “future aid ships will be dispatched with a military escort so as to prevent future Israeli attacks.” Will the CIA assassinate Erdogan or pay the Turkish military to overthrow him? Murat Mercan, head of Turkey’s foreign relations committee, said that Israel’s claim that there were terrorists aboard the aid ships was Israel’s way of covering up its crime. Mercan declared: "Any allegation that the members of this ship is attached to al-Qaeda is a big lie because there are Israeli civilians, Israeli authorities, Israeli parliamentarians on board the ship."  The criminal Israeli state does not deny its act of piracy. Israeli military spokeswoman, Avital Leibovich, confirmed that the attack took place in international waters: “This happened in waters outside of Israeli territory, but we have the right to defend ourselves.” Americans, and their Western European puppet states and the puppet state in Canada, will be persuaded by the servile media to buy the story fabricated by Israeli propaganda that the humanitarian aid ships were manned by terrorists bringing weapons to the Palestinians in Gaza, and that the terrorists posing as humanitarians attacked the force of Israeli commandos with two pistols, clubs, and knives. Many Americans will swallow this story without a hiccup.

By PAUL CRAIG ROBERTS