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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Assim é o Che


Che Guevara, em 1963
Fotografia de René Burri


Passam hoje 50 anos sobre o assassinato de Che Guevara, na selva da Bolívia. Poucos dias depois de divulgada a execução, a 18 de Outubro teve lugar em Havana, na Praça da Revolução, uma velada solene, na qual Fidel Castro evocou e louvou a figura multifacetada do seu companheiro de luta, guerrilheiro, escritor, médico, estadista, diplomata, internacionalista. «Sejam como o Che», pediu Fidel à multidão.

As viagens de Ernesto Guevara de la Serna – Rosário (Argentina), 14 de Junho de 1928 – pela América, na primeira metade dos anos 50, marcaram-no de forma profunda, transformando-o, como ele próprio assume nas suas notas, ao ser confrontado com a enorme exploração dos trabalhadores das minas e a discriminação de que os nativos são alvo por parte dos yankees.

Na segunda dessas viagens, já médico, chega até à Guatemala, na América Central, onde conhece cubanos exilados que tinham participado no assalto ao quartel Moncada, em Santiago de Cuba, e é testemunha do golpe de Estado planeado e executado pelos norte-americanos, em Junho de 1954. Apontado como um «perigoso comunista argentino», Che Guevara, como é universalmente conhecido, é obrigado a sair da Guatemala e foge para o México. Ali conhece Fidel.

«Falei com Fidel uma noite inteira. E ao amanhecer já era médico da sua futura expedição», diz Che sobre o encontro1. Doze anos depois, discursando na velada solene na Praça da Revolução, Fidel confirma que o argentino se tornou expedicionário do iate Granma numa noite – numa altura em que ainda não havia «barco, nem armas, nem tropas». Ou seja, juntamente com Raúl Castro, Che Guevara foi dos primeiros a «alistar-se».

O líder da Revolução cubana explica esta disponibilidade de Che com o profundo «ódio e desprezo» que tinha pelo imperialismo, que resultavam em parte do «considerável grau de desenvolvimento» da sua formação política e advinham também da «criminosa intervenção imperialista» que tinha tido oportunidade de presenciar na Guatemala.

Diz Fidel: «Para um homem como ele não eram necessárias muitas razões. Bastava-lhe saber que Cuba vivia uma situação semelhante, que havia homens decididos a combater essa situação de armas em punho, que aqueles homens se inspiravam em sentimentos genuinamente revolucionários e patrióticos. E isso era mais que suficiente.»2

Calcanhar de Aquiles: absoluto desprezo pelo perigo
No seu discurso, Fidel Castro Ruz enaltece as qualidades de Che no campo de batalha, como médico, soldado ou comandante – «era um mestre da guerra, um artista da luta de guerrilha» –, e destaca o seu grande contributo para a vitória do Exército Rebelde sobre o de Batista, nomeadamente com a campanha de Las Villas e com o ataque sobre Santa Clara.

«Se, como guerrilheiro, tinha um calcanhar de Aquiles, era a sua excessiva agressividade, o seu absoluto desprezo pelo perigo», afirma Fidel, agora que sabe que, num de tantos combates, o Che perdeu a vida. E aqui custa-lhe «concordar com ele».

Mesmo admitindo que a conduta do Che possa ter sido influenciada pela perspectiva – correcta – de que «os homens têm um valor relativo na história» e de que «as causas não são derrotadas quando os homens caem», Fidel realça como preferia vê-lo continuar a forjar vitórias, «na medida em que homens com a sua experiência, calibre e capacidade realmente singular são homens pouco comuns».

«A morte do Che é um golpe duro, um golpe tremendo para o movimento revolucionário, na medida em que o priva, sem qualquer dúvida, do seu chefe mais experimentado e capaz», admite Fidel, mas destacando que se «enganam aqueles que cantam vitória», porque «o homem que caiu como homem mortal, como homem que se expunha muitas vezes às balas, como militar, como chefe, é mil vezes mais capaz do que aqueles que, com um golpe de sorte, o mataram». As suas teses, concepções, tácticas e ideias de luta revolucionária não foram derrotadas. «O seu grito chegará a milhões de ouvidos receptivos», clama o líder cubano.


Revolucionário, estadista, diplomata
«A guerra é um meio e não um fim», o que «é importante é a revolução, a causa revolucionária», destaca o primeiro secretário do Comité Central do Partido Comunista de Cuba, para vincar a noção de que, pese embora todas as suas qualidades como homem de acção e militar, Che Guevara era «um homem de pensamento profundo, de inteligência visionária, um homem de profunda cultura», e que, pelo carácter íntegro, honrado, sincero, estóico, constituía «a expressão mais cabal das virtudes revolucionárias».

Fidel nota que é costume, na hora da morte dos homens, fazer discursos de louvor às suas virtudes, mas que nem por isso deixa de falar de Che com justiça e rigor. E destaca o legado que este deixa às gerações futuras por via da sua escrita; o seu trabalho incessante, «sem conhecer um dia de descanso», ao serviço da pátria, assumindo as mais variadas tarefas, como presidente do Banco Nacional, ministro da Indústria, comandante da região militar do Ocidente ou diplomata, liderando delegações de Cuba nos mais variados palcos internacionais.

Umas das suas intervenções mais conhecidas é a que efectuou a 8 de Agosto de 1961, na quinta sessão plenária do Conselho Interamericano Económico e Social (CIES) da Organização de Estados Americanos (OEA), em Punta del Este (Uruguai). A delegação cubana, recebida no aeroporto e nas ruas de Montevideu de modo triunfal por milhares de pessoas, teve de enfrentar um ambiente bem mais hostil no seio do CIES, em plena ofensiva dos EUA4.

Ali, depois de enumerar muitas das agressões que o imperialismo norte-americano levou a cabo contra Cuba entre 1959 e 1961, Che explicou o que é a Revolução cubana – agrária, anti-feudal, anti-imperialista, que se foi transformando numa revolução socialista.

E explanou com clareza aquilo que representa a Revolução ao nível da distribuição da terra e da riqueza, da soberania nacional, da saúde e da cultura, da educação e da erradicação do analfabetismo, da política externa e da solidariedade internacionalista, da propriedade dos meios de produção, da participação dos trabalhadores nas decisões económicas do país, da igualdade entre homens e mulheres, da luta contra o racismo e pela afirmação da dignidade humana.

«As praias da nossa Ilha não serviam para que os pretos ou os pobres tomassem banho, porque pertenciam a um clube privado, e vinham turistas de outras praias que não gostavam de tomar banho com os pretos. [...] Era assim o nosso país. A mulher não tinha qualquer tipo de direito igualitário: pagava-se-lhe menos por trabalho igual; era discriminada, como na maioria dos países americanos», disse Che Guevara em Punta del Este 5.

Será como uma semente
O imperialismo canta «vitória» perante o guerrilheiro morto; julga que, ao aniquilar o homem físico, liquidou o seu pensamento – e não tem pejo em divulgar, como a coisa mais natural do mundo, as circunstâncias da morte, o assassinato após a captura, condena Fidel no seu discurso na Praça da Revolução, a 18 de Outubro de 1967.

«Che não caiu a defender outro interesse, outra causa que não a causa dos explorados e oprimidos neste continente; Che não caiu a defender outra causa que não a causa dos pobres e dos humildes desta Terra. E, perante a História, os homens que agem como ele, os homens que fazem tudo e dão tudo pela causa dos humildes agigantam-se a cada dia que passa, a cada dia que passa entram mais profundamente no coração dos povos», sublinha Fidel.

E acrescenta: «Os inimigos imperialistas começam a dar-se conta disso e não tardarão a verificar que a sua morte será, com o tempo, como uma semente de onde brotarão muitos homens decididos a emulá-lo, muitos homens decididos a seguir o seu exemplo.»

Encarar o futuro com optimismo
No combate às oligarquias e ao imperialismo, na luta por todos os oprimidos e explorados, o Che tornou-se um modelo de homem não só para o povo cubano, mas também para qualquer povo da América Latina, tendo conduzido à mais alta expressão a condição de revolucionário e elevado ao patamar mais alto «o espírito internacionalista proletário».

«É por isso, companheiros e companheiras da Revolução, que devemos encarar com firmeza e decisão o futuro; é por isso que devemos encarar com optimismo o futuro», declara Fidel. «Procurando sempre inspiração no Che.»

A homenagem e o reconhecimento a Che Guevara, naquela noite de há quase 50 anos, é também, quase no final «do impressionante acto», um louvor à multidão presente na praça, metonímia do povo cubano, resistente, revolucionário e solidário, a quem Fidel lança o repto de, «com optimismo absoluto na vitória definitiva dos povos», dizer ao Che e aos heróis que combateram e caíram com ele: «Até à vitória sempre! Pátria ou Morte!» 

Fonte: abrilabril.pt

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

CIA torturou cubanos desaparecidos durante ditadura militar na Argentina

Corpos de dois diplomatas cubanos foram identificados pela Escola Argentina de Antropologia Forense e repatriados
 
Os diplomatas cubanos Jesús Cejas Arias e Crescencio Nicomedes Galañena Hernández foram torturados por agentes da CIA em território argentino durante a última ditadura militar do país vizinho (1976-1983). Segundo investigação divulgada nesta segunda-feira (29/07) pela agência de notícias estatal Infojus, a CIA enviou à Argentina os agentes Guillermo Novo Sampol, um cubano-americano que saiu de Miami rumo a Buenos Aires, e Michael Townley, que atuava no Chile junto à DINA (Direção de Inteligência Nacional) de Augusto Pinochet.
Reprodução / Cubasi

Ceja Arias e Galañena Hernández foram torturados pela CIA

Em declaração à juíza argentina María Romilda Servini de Cubría, Michael Townley admitiu ter participado como autor material do assassinato do ex-chefe do Exército chileno Carlos Prats em 1974, em Buenos Aires. Servíni de Cubría viajou aos Estados Unidos em 1999 para interrogar o agente da CIA durante a investigação sobre o assassinado do general chileno.

Townley também foi acusado pelo assassinato de Orlando Letelier, Ministro de Defesa de Salvador Allende, em setembro de 1976 durante seu exílio em Washington. O agente foi condenado por sua participação no atentado que matou Letelier, mas fez um acordo com a justiça norte-americana e recebe proteção como testemunha de crimes contra a humanidade cometidos no Chile durante o regime pinochetista.

Restos repatriados
Cejas Arias e Galañena Hernández foram sequestrados por agentes do regime militar argentino em 9 de agosto de 1976 nas imediações da Embaixada cubana em Buenos Aires. Ambos foram levados ao centro clandestino de detenção “Automotores Orletti”, no bairro portenho de Floresta, onde foram vistos pela última vez com vida.

O corpo de Galañena Hernández foi encontrado em junho de 2012 dentro de um barril enferrujado, cheio de cimento, às margens do Rio de la Plata, no município de Virreyes, no norte da Grande Buenos Aires. Os restos mortais de Cejas Arias foram descobertos junto ao de dois argentinos nas mesmas condições, um ano depois, no mesmo local.
Os restos mortais dos diplomatas foram repatriados após a identificação pela EAAF (Equipe Argentina de Antropologia Forense).
 
Automotores Orletti
O centro clandestino de detenção Automotores Orletti, onde os diplomatas cubanos foram torturados com a participação dos agentes da CIA, era a sede argentina da Operação Condor , uma aliança político-militar entre os regimes ditatoriais da América do Sul para colaboração na repressão, interrogatório, tortura e desaparecimento de presos políticos na região.

Em março de 2011, a justiça argentina condenou quatro repressores por sua atuação em Automotores Orletti. Eduardo Rodolfo Cabanillas, ex-general de divisão do Exército, foi condenado à prisão perpétua; os ex-agentes da SIDE (Secretaria de Intelegência de Estado) Honorio Martínez Ruiz e Eduardo Alfredo Ruffo receberam sentença de 25 anos de prisão; e Raúl Guglielminetti, ex-agente civil de inteligencia del Exército, foi condenado a 20 años de prisão.

Atualmente, Michael Townley e Guillermo Novo Sampol moram nos Estados Unidos.
 
Fonte: OperaMundi

segunda-feira, 18 de março de 2013

Habemus Papam (5)

Me había prometido que no dedicaría ni un minuto a la elección del nuevo papa. No soy católico, soy orgullosamente ateo, y a lo largo de mi vida he conocido y conozco a algunos curas que muy poco tienen que ver con El Vaticano & Company. Uno de ellos se llamó Gaspar García Laviana, un cura asturiano que tomó las armas en Nicaragua, dio su vida por los pobres y cayo combatiendo, con el grado de Comandante Guerrillero. Gaspar -Comandante Martín en la historia de los oprimidos- fue de los curas consecuentes con el cristianismo, pero con un cristianismo que no está, que nunca ha estado en el Vaticano. Me había prometido no dedicar ni un minuto al asunto fuamata nera o fumata bianca, el único humo que me gusta e interesa es el de los Cohibas que fumo, pero ante la avalancha de histeria desatada es imposible permanecer indiferente. Para muchos, el sólo hecho de que el nuevo papa sea latinoamericano es ya una garantía del regreso inminente a los evangelios en su expresión más pura. No es así. La historia siniestra de la iglesia católica, sobre todo la reciente, no la limpia una nacionalidad determinada. Y si se trataba de elegir a un latinoamericano, ¿por qué no a Leo Messi, que es lo más cercano a la perfección divina?
 
Para otros, el hecho de que nuevo papa "Pancho I" sea hispanohablante es casi una señal de que nuestra lengua es la lengua de los ángeles, que basta con que hable español para que el olvidado mensaje justiciero que, teoricamente pronunció El Nazareno, se imponga en todas las bocas de la Tierra. ¡Por favor! ¿Dirían lo mismo si el nuevo papa fuera Rouco Varela o cualquier otro talibán nacional católico y fascista de la conferencia episcopal española? Y para otros, el hecho de que "Pancho I" sea jesuita es casi un sinónimo del desplazamiento de los legionarios de cristo, del opus dei, de los inquisidores de la escuela de Rantzinger. Al parecer, con "Pancho I" la iglesia recupera la inteligencia y sensibilidad de algunos, no de todos, los jesuitas.
 
No se debe olvidar que hay jesuitas y jesuitas. Admiro y respeto la memoria de un jesuita como Ignacio Ellacuría, asesinado en El Salvador, un cura que se jugó, que tal como lo hiciera Gaspar García Laviana en Nicaragua, dio su vida por los pobres, por los campesinos, por los indios, por los oprimidos, pero me temo que Jorge Mario Bergoglio -"Pancho I" de ahora en adelante- no está hecho de la misma pasta. Es público que jamás condenó a los dictadores argentinos, pese a saber que en la Argentina de Videla y sus secuaces se torturaba, asesinaba, hacían desapacer a miles de personas, robaban los recién nacidos de las prisioneras embarazadas, se violaban todos los derechos y todos los mandamientos que, supuestamente, rigen la moral y la conducta de los católicos. Videla era católico y de los fanáticos, igual que Massera y todos los criminales que usurparon el poder en Argentina. Y sabiéndolo, Jorge Mario Bergoglio -"Pancho I" de ahora en adelante-no abrió la boca. No puede alegar que no lo sabía, porque era el confesor y el que daba la comunión a Videla. ¿Qué le confesaba el jefe de los torturadores?
 
Según un extraordinario reportaje del periodista argentino Horacio Verbitsky, publicado en "Página12" en 1999, el cardenal Jorge Mario Bergoglio -"Pancho i" de ahora en adelante - es culpable, por acción u omisión, de la detención y desaparición de dos curas de su misma orden. Nunca aclaró estos hechos, pero, curiosamente, cuando el presidente Néstor Kirchner terminó con las odiosas leyes de "obediencia debida", con las amnistías a los criminales y reabrió los juicios contra los peores criminales de la historia argentina, Jorge Mario Bergoglio -"Pancho I" de ahora en adelante- descubrió la pobreza y se convirtió en el paladín del anti kirchnerismo. En el reportaje publicado por "Página12", Horacio Verbintsky muestra dos documentos: uno, que implica directamente a Jorge Mario Bergoglio -"Pancho I" de ahora en adelante- en la desaparición de esos dos curas, y otro, adulterado, modificado, amañado, tal vez por la mano del espíritu santo.
 
No hay nada de qué alegrarse. El consejo general de accionistas de El Vaticano & Company ha dejado todo tal como estaba.
 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Habemus Papam (3)


"Bergoglio ha sido acusado en numerosas ocasiones de connivencia con el régimen dictatorial, sobre todo después de declarar hace dos años como testigo en el juicio de la Escuela Mecánica Armada (ESMA), tras supuestamente delatar y retirar la protección a dos sacerdotes jesuitas desaparecidos allí".

Foto: Bergoglio, el nuevo Papa, da la comunión al dictador argentino Videla.

Habemus Papam (2)

 

"A Igreja que se calou diante dos crimes hediondos, que participou activamente na tortura dos nossos filhos, não é a igreja do povo, dos padres palotinos, Mugica e Angelelli (opositores à ditadura militar argentina que foram assassinados)".

"A Igreja que colaborou, a que nos mentiu, a que nos deu as costas, é a Igreja de Bergoglio e da direita, que abriga os padres estupradores, que permanece em silêncio no julgamento de Von Wernich (padre de origem alemã, capelão da polícia de Buenos Aires, condenado em outubro de 2007 a prisão perpétua por 7 homicídios, 42 raptos e 32 acusações de tortura ao serviço da ditadura militar argentina), mas vomita todo o seu ódio quando se trata do aborto".

Mães da Praça de Maio, Outubro de 2007

quarta-feira, 13 de março de 2013

Habemus Papam (1)


Nuevo Papa, Cardenal Jorge Mario Bergoglio, fue acusado en Mayo de 2011 de robo de niños durante la dictadura Argentina.

La fiscalía y las Abuelas de Plaza de Mayo reclamaron que sea citado a declarar en la causa que trata el plan sistemático por el robo de chicos nacidos en cautiverio.

La fiscalía y las Abuelas de Plaza de Mayo reclamaron hoy ante el tribunal que juzga el plan sistemático por el ...
robo de bebés nacidos en cautiverio que sea citado a declarar el cardenal primado de la Argentina Jorge Bergoglio, quien hoy volvió a ser mencionado en un juicio por crímenes de lesa humanidad.

El jefe de la Iglesia católica argentina fue mencionado en relación con el caso del nacimiento y apropiación de la nieta de una de las fundadoras de las Abuelas de Plaza de Mayo, Alicia "Licha" de la Cuadra.

A viva voz la hija de Licha, quien falleció en 2008 a los 93 años, le reclamó al Tribunal Oral Federal 6, que juzga entre otros a los ex dictadores Jorge Videla y Reynaldo Bignone por la apropiación de las criaturas hijas de desaparecidos, que lo cite a declarar a Bergoglio como testigo.

"Es la tercera vez que lo pido ante un tribunal: lo vamos a citar para que declare o no lo vamos a citar para que declare?", exigió Estela de la Cuadra, hermana de Elena de la Cuadra, actualmente desaparecida, madre de "Ana", la criatura que nació en cautiverio el 16 de junio de 1977 en la comisaría 5ta de La Plata.

Ante la pregunta de la testigo, la presidenta del tribunal, la jueza María del Carmen Roqueta, le respondió que "en estos momentos no podemos resolver nada" pero al término de la audiencia las querellas, entre ellas de Abuelas, y el fiscal Martín Nicklinson, pidieron que Bergoglio sea citado a declarar en la causa.

La criatura también es hija de Carlos Baratti, un obrero de YPF, cuyo cuerpo apareció en un balneario de la costa atlántica, luego de haber sido arrojado al mar en los llamados "vuelos de la muerte", identificado hace dos años por el Equipo Argentino de Antropología Forense.

La mujer recordó que en la causa por lo crímenes cometidos en la ESMA el Tribunal Oral 5 que juzga entre otros a Alfredo Astiz, se constituyó en el Episcopado para tomar declaración testimonial a Bergoglio, diligencia durante la cual habría asegurado que se había enterado "hace más o menos diez años que había desaparecidos", ante una pregunta que le formuló la abogada querelllante Myriam Bregman.

"Eso es burlarse de las cosas que esos hombres y mujeres (por las madres, abuelas y abuelos que buscaron a sus hijos y nietos) hicieron", reprochó la mujer quien admitió que Bergoglio "no sabe dónde están" pero sí puede aportar "qué fue lo que pasó y los mecanismos" que se implementaron durante la dictadura.

Al respecto increpó al tribunal y a la fiscalía acerca de si tenían intención de preguntarle al máximo dignatario de la Iglesia Católica argentina "qué pasó con Ana de la cuadra" y si "no amerita que Bergoglio conteste a esta pregunta ante un tribunal que está juzgando un plan sistemático por el robo de bebés.

"De (Jorge) Videla para abajo hay responsabilidades pero también las hubo para los costados", enfatizó.

También se mostró convencida de que durante su declaración en la audiencia quedó demostrado que la Iglesia estaba al tanto de lo que ocurría con los bebés desaparecidos, y mencionó una carta al Episcopado de 1979 que su titular, el por entonces arzobispo de Cordoba Raúl Francisco Primatesta le respondió a las Abuelas, diciendo que era muy poco lo que podían hacer al respecto.

Además, sostuvo que Bergoglio no podía argumentar desconocimiento ya que era público "cómo se divulgó la desesperación de estas personas por la desaparición de sus hijos".

"Eso es absolutamente inmoral", enfatizó la testigo quien a la vez es querellante en la causa, y que aportó abundante documentación respecto del derrotero que siguieron las Abuelas de Plaza de Mayo desde 1977, reclamando por la aparición de los nietos desaparecidos desde 1976.

Entre esos reclamos mencionó además los pedidos individuales que efectuaron sus padres antes de fundarse la entidad, y entre ellos mencionó las entrevistas con Bergoglio cuando éste era Provincial de la Compañía de Jesús de la orden de los Jesuitas.

Ese sentido, explicó que como su familia era una de las fundadoras de la ciudad de Balcarce, donó tierras a la Iglesia y que tras el secuestro de su hermana embarazada, sus padres buscaron ayuda en distintos estamentos, reclamando además por otro hermano desaparecido Roberto José.

En Agosto de 2011, se requirió de nuevo al entonces cardenal Jorge Bergoglio a declarar por parte de la fiscalía y querellantes luego de que Estela de la Cuadra, hija de una de las fundadoras de Abuelas de Plaza de Mayo, relatara las gestiones que realizó su madre ante el religioso para localizar a su nieta desaparecida. Esta vez fue ante el Tribunal Oral Federal 6, por la causa Plan Sistemático de robo de bebés.

Con información de www.eldia.com.ar y www.clavenoticias.com.ar


domingo, 12 de agosto de 2012

Atahualpa Yupanqui



“Los Ejes de Mi Carreta”, do Atahualpa Yupanquipayador, compositor, violonista, cantor e escritor argentino de pai índio, mãe basca, dedos tortos e cara de mau.

Via: blog Papo de Homem

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Memoria del Squeo (2004)


Memoria del Squeo - Documentario (1h54) Fernado Solnas (2004)

 
NOTA DE INTENCION:
La tragedia que nos tocó vivir con el derrumbe del gobierno liberal de De la Rúa, me impulsaron a volver a mis inicios en el cine, hace más de 40 años, cuando la búsqueda de una identidad política y cinematográfica y la resistencia ala dictadura, me llevaron a filmar "La Hora de los Hornos". Las circunstancias han cambiado y para mal: ¿Cómo fue posible que en el "granero del mundo" se padeciera hambre? El país había sido devastado por un nuevo tipo de agresión, silenciosa y sistemática, que dejaba más muertos que los del terrorismo de Estado y la guerra de Malvinas. En nombre de la globalización y el libre comercio, las recetas económicas de los organismos internacionales terminaron en el genocidio social y el vaciamiento financiero del país. La responsabilidad de los gobiernos de Menem y De la Rúa no exime al FMI, al Banco Mundial ni a sus países mandantes. Buscando beneficios extraordinarios nos impusieron planes neoracistas que suprimían derechos sociales adquiridos y condenaron a muerte por desnutrición, vejez prematura o enfermedades curables, a millones de personas. Eran crímenes de lesa humanidad en tiempos de paz. Una vez más, la realidad me impuso recontextualizar las imágenes y componer un fresco vivo de lo que habíamos soportado durante las tres décadas que van de la dictadura de Videla a la rebelión popular del 19 y 20 de diciembre de 2001, que terminó con el gobierno de la Alianza. "Memoria del Saqueo" es mi manera de contribuir al debate que en Argentina y el mundo se está desarrollando con la certeza que frente a la globalización deshumanizada, "otro mundo es posible".
Fernando E. Solanas

CARTA A LOS ESPECTADORES:
Cientos de veces me he preguntado cómo es posible que en un país tan rico la pobreza y el hambre alcanzara tal magnitud? ¿Qué sucedió con las promesas de modernidad, trabajo y bienestar que pregonaran políticos, empresarios, economistas iluminados y sus comunicadores mediáticos, si jamás el país conoció estos aberrantes niveles de desocupación e indigencia? ¿Cómo puede entenderse la enajenación del patrimonio público para pagar la deuda, si el endeudamiento se multiplicó varias veces comprometiendo el futuro por varias generaciones? ¿Cómo fue posible en democracia tanta burla al mandato del voto , tanta degradación de las instituciones republicanas, tanta sumisión a los poderes externos, tanta impunidad, corrupción y pérdida de derechos sociales?
Responder a los interrogantes que dejó la catástrofe social o repasar los capítulos bochornosos de la historia reciente, sería imposible en los limitados márgenes de una película: hacen falta muchas más, junto a investigaciones, debates y estudios para dar cuenta de la magnitud de esa catástrofe. Esta película nació para aportar a la memoria contra el olvido, reconstruir la historia de una de las etapas más graves de la Argentina para incitar a denunciar las causas que provocaron el vaciamiento económico y el genocidio social. "Memoria del saqueo" es también un cine libre y creativo realizado en los inciertos meses de 2002 , cuando no existían certezas sobre el futuro político del país. A treinta y cinco años de "La Hora de los Hornos", he querido retomar la historia desde las palabras y gestos de sus protagonistas y recuperar las imágenes en su contexto. Procesos e imágenes que con sus rasgos propios también han golpeado a otros países hermanos. Es una manera de contribuir a la tarea plural de una refundación democrática de la Argentina y al debate que en el mundo se desarrolla frente a la globalización deshumanizada con la certeza de que "otro mundo es posible".
Fernando Solanas / Marzo 2004

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Ninguém pode dizer que estamos a retirar-lhes algo que era deles...

 

"O Vice-Ministro da Economia Axel Kicillof, comunicou que o grupo Repsol "teve lucros anormalmente grandes" nos últimos anos e considerou que "ninguém pode dizer que estamos a retirar-lhes algo que era deles", referindo-se ao projeto de lei argentino para reassumir o controlo da petrolífera YPF".

Mais sobre este assunto:
Cinco postales de Repsol-YPF en Argentina (Rebelión)
YPF no es nuestra, pero tanta bandera envenena el aire (Rebelión)
 “Nuestras empresas” y la “seguridad jurídica” (Rebelión)

terça-feira, 17 de abril de 2012

A imprensa "livre" ao serviço do capital...petrolífero

Capas dos principais jornais espanhóis de 17 de abril de 2012.

Perante a nacionalização decretada ontem pela presidente Cristina Kirchner da empresa petrolífera argentina YPF, a imprensa "livre" espanhola defende em bloco a posição da Repsol e o "seu suposto direito adquirido" a explorar eternamente os recursos naturais argentinos em beneficio privado.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Argentina x Inglaterra

Uma das entradas do porto argentino de Ushuaia, onde um cartaz proíbe a entrada a “barcos piratas ingleses”. Fotografía de José Romero (REUTERS).


terça-feira, 31 de maio de 2011

Los militares argentinos robaban a los bebés por el color de piel o de ojos de sus madres


La vicepresidenta de las Abuelas de Plaza de Mayo, Rosa Roisinblit, reveló en Argentina que las embarazadas secuestradas en la ESMA eran obligadas a formar en fila para que las futuras apropiadoras de sus bebés pudieran “elegir el tipo de criatura” que iban a adoptar de manera ilegal una vez que nacieran.
 
“Las esposas de los milicos iban a ver esas formaciones para ver a las madres y poder elegir el tipo de criatura que se iban a llevar, según el color de los ojos o de la piel de las madres”, contó Roisinblit al declarar en una nueva audiencia del juicio oral y público por el Plan Sistemático de Robo de Bebés durante la última dictadura. A los 90 años, con un relato ordenado y vivaz, la vicepresidenta de Abuelas acusó al médico Jorge Luis Magnacco, por haber asistido al parto de su hija detenida-desaparecida Patricia, en noviembre del ‘78, cuando nació su nieto Guillermo, a quien pudo recuperar recién en el año 2000. “Todo lo que cuento acá lo sé porque hay sobrevivientes que lo vieron, como Sara Osatinsky, que estaba en la cabecera del parto, y Ana María Larralde, que le aplicó el goteo para acelerar el trabajo previo”, abundó Roisinblit, quien dijo el sótano de la ESMA era conocida como “la pequeña Sardá”.

Patricia Roisinblit y su marido Rodolfo Pérez Rojo fueron secuestrados el 6 de octubre de 1978 y llevados presuntamente a la Mansión Seré, el centro de detención ilegal que manejaba la Fuerza Aérea en Castelar, pero la mujer fue trasladada a la ESMA pocos días antes del parto, contó su madre ante el Tribunal Oral Federal 6, que preside María del Carmen Roqueta, y que juzga, entre otros, a los dictadores Jorge Rafael Videla y Reynaldo Bignone; al jefe operativo de la ESMA, Jorge “el Tigreö Acosta, y al mencionado Magnacco, quien asistió los partos y firmó los certificados de nacimiento falsos. Tras el parto de Patricia, el pequeño fue entregado al matrimonio integrado por Francisco Gómez, personal civil de la Fuerza Aérea, y su mujer, Teodora Yofre, entonces empleada doméstica de un alto oficial de esa fuerza, hecho por el que fueron juzgados y sentenciados. En casi dos horas de exposición, la vicepresidente las Abuelas contó los orígenes de la querella por la apropiación sistemática de hijos de desaparecidos, los respaldos que recibió la organización de diferentes países, en especial de Canadá y Alemania, y los viajes que realizó denunciando lo ocurrido en la ESMA. “Al Papa Juan Pablo II nosotras le entregamos en mano la tercera carpeta acerca de nuestras denuncias. La primera se la habia entregado el Premio Nobel, Adolfo Pérez Esquivel, y él sabía de qué se trataba porque nos dijo ‘oramos por ellos’”.

 
Fonte: Página 12

sábado, 30 de outubro de 2010

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Tango

Dançarino actua na inauguração do campeonato mundial de Tango, em Buenos Aires. fotografia NATACHA PISARENKO/AP