terça-feira, 7 de novembro de 2017

1917-2017: Cem anos de uma Revolução que muitos desejam efémera


A 7 de Novembro de 1917 (25 de Outubro no antigo calendário russo) apontou-se pela primeira vez na história uma sociedade de seres humanos livres e iguais. O projecto foi interrompido, mas o que o justificou não.

A partir do século XIX, com o ascenso do proletariado como nova força social, o sonho e a utopia deram lugar a um projecto político e de transformação social, no sentido da eliminação de todas as formas de exploração e opressão.


Nascia assim a resposta à primeira grande crise gerada pelo imperialismo, materializada nos milhões de mortos e na destruição provocados pela I Guerra Mundial. Por muitos artigos que se escrevam a desmerecer a sua importância e a asfixiá-la num período da história, a actualidade demonstra que nela reside o futuro e a esperança dos homens e mulheres que não aceitam a exploração como sistema. 

Foi na Rússia semi-feudal, dominada pelo poder autocrático e repressivo dos czares e da mais alta nobreza, com mais de cem nacionalidades oprimidas, conhecida como «prisão dos povos», destruída pela I Guerra Mundial, com um povo fustigado pela exploração, a repressão, a pobreza, a fome e o analfabetismo, que surgiu a 7 de Novembro de 1917 (25 de Outubro no antigo calendário russo) a Revolução de Outubro.

O proletariado russo, liderado pelo Partido Bolchevique, tomava nas mãos o seu destino, conquistando o poder e levando por diante o projecto de uma nova sociedade, com o objectivo de pôr fim à exploração do homem pelo homem.

Iniciava-se a construção de uma nova sociedade de seres humanos livres e iguais, que havia de marcar profundamente a vida mundial pelos êxitos, conquistas, realizações, exemplo e experiências deste empreendimento revolucionário.

Os grandes progressos verificados – direitos dos trabalhadores e dos povos em geral, políticas sociais, derrota do nazi-fascismo e libertação de países do jugo colonial – são inseparáveis da Revolução de Outubro, dos seus ideais e valores, da solidariedade política, diplomática, económica e militar da União Soviética para com a luta dos trabalhadores e dos povos de todo o mundo.

O século XX fica marcado pela Revolução de Outubro, pelo poder político dos trabalhadores e pela construção duradoura, pela primeira vez na história, de uma sociedade sem exploradores nem explorados. A Revolução de Outubro é a concretização prática da aspiração secular do homem – a sua libertação social e humana.

Durante mais de meio século, o socialismo ganhou terreno como alternativa ao sistema capitalista. A edificação do novo Estado significou a instauração de um verdadeiro e genuíno poder popular, uma nova forma de democracia participativa – os sovietes, um fulgurante desenvolvimento económico (na indústria e na agricultura), desenvolvimento social e grandes descobertas e avanços na ciência e nas novas e revolucionárias tecnologias.


A construção da nova sociedade defrontou, porém, dificuldades e obstáculos superiores aos que previram os seus pioneiros. Com o desaparecimento da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) e do socialismo como sistema mundial, o capitalismo tornou mais evidente a sua natureza com os brutais retrocessos na vida de milhões de seres humanos e o mundo mais exposto às tentativas de imposição de uma nova ordem ao serviço das potências imperialistas não olhando a meios para atingir os seus objectivos.


Fonte: Abril Abril

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