quinta-feira, 31 de março de 2016

CUBA | paredão & depois



Relatos detrás de um muro abstrato com consequências sobre o povo cubano. Esse micro documentário com câmara na mão narra os efeitos do bloqueio econômico dos Estados Unidos e as expectativas com o novo paradigma que constitui a retomada das relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos. Julia Nassif / Nacho Lemus:2016

quarta-feira, 30 de março de 2016

O irmão Obama

Os reis da Espanha trouxeram-nos os conquistadores e donos, cujas pegadas ficaram gravadas nos terrenos circulares atribuídos aos buscadores de ouro na areia dos rios, uma forma abusiva e vergonhosa de exploração cujos sinais ainda hoje podem ser advertidos, do ar, em muitos lugares do país.

O turismo hoje, em boa parte, consiste em mostrar as delícias das paisagens e degustar os alimentos requintados de nossos mares, e sempre que sejam compartilhadom com o capital privado das megacorporações estrangeiras, cujos ganhos se não atingem os bilhões de dólares per capita não são dignos de atenção alguma.

Já que fui obrigado a mencionar o tema devo acrescentar, principalmente para os jovens, que poucas pessoas percebem a importância de tal condição neste momento singular da história humana. Não direi que o tempo tenha sido perdido, mas não vacilo ao afirmar que não estamos suficientemente informados, nem vocês nem nós, dos conhecimentos e da consciência que deveríamos ter para enfrentar as realidades que nos desafiam. O primeiro a ser levado em conta é que nossas vidas são uma fração histórica de segundos, a qual é preciso compartilhar, ainda, com as necessidades vitais de todo ser humano. Uma das características deste é a tendência à sobrevalorização do seu papel, questão que contrasta, por outro lado, com o número extraordinário de pessoas que encarnam os sonhos mais elevados.

Ninguém, contudo, é bom ou é mau por si próprio. Nenhum de nós está desenhado para o papel que deve assumir na sociedade revolucionária. Em parte, nós os cubanos tivemos o privilégio de contar com o exemplo de José Martí. Pergunto, inclusive, se ele devia ter morrido ou não em Dos Rios, quando disse “para mim está na hora”, e avançou contra as forças espanholas entrincheiradas em uma sólida linha de defesa. Não queria retornar para os Estados Unidos e não haveria quem o fizesse retornar. Alguém tirou algumas folhas do seu diário. Quem arcou com essa pérfida culpa, que foi, sem dúvida, obra de algum intrigante inescrupuloso? Soube-se que existiam diferenças entre os chefes, porém jamais houve indisciplinas. “Quem tente apropriar-se de Cuba colherá o pó do seu solo alagado em sangue, se antes não perece na luta”, declarou o glorioso líder negro Antonio Maceo. Reconhece-se, igualmente, que Máximo Gómez foi o chefe militar mais disciplinado e discreto de nossa história.

Olhando de outro ângulo, como a gente não vai ficar admirada da indignação de Bonifacio Byrne quando, da distante embarcação que o trazia de retorno a Cuba, ao divisar outra bandeira junto da da estrela solitária, declarou: “Minha bandeira é aquela que jamais tem sido mercenária...” para acrescentar imediatamente uma das frases mais belas que jamais escutei: “Se desfeita em miúdos pedaços chega a estar minha bandeira algum dia... nosso mortos, erguendo os braços, ainda saberão defendê-la...” Tampouco esquecerei as palavras ardentes de Camilo Cienfuegos naquela noite, quando a várias dezenas de metros de nós, bazucas e metralhadoras de origem norte-americana nas mãos de agentes contrarrevolucionários apontavam para nós. Obama tinha nascido em 1961, como ele próprio explicou. Mais de meio século decorreria desde aquele momento.

Contudo, vejamos como pensa nosso ilustre visitante:

“Vim aqui para deixar atrás os últimos sinais da guerra fria nas Américas. Vim aqui estendendo a mão de amizade ao povo cubano”. E imediatamente um dilúvio de conceitos, inteiramente novos para a maioria de nós:

“Ambos vivemos em um novo mundo que foi colonizado pelos europeus”. Prosseguiu o presidente norte-americano. “Cuba, tal como os Estados Unidos, foi constituída por escravos trazidos da África; tal como os Estados Unidos, o povo cubano tem herança de escravos e de donos de escravos”.

As populações nativas não existem para nada na mente de Obama. Tampouco disse que a discriminação racial foi varrida pela Revolução; que a aposentadoria e o salário de todos os cubanos foram decretados por esta antes que o senhor Obama completasse dez anos. O odioso costume burguês de contratar esbirros para que os cidadãos negros fossem expulsos de centros de lazer foi varrido pela Revolução Cubana. Esta ficaria gravada na história pela batalha que travou em Angola contra o apartheid, pondo fim à presença de armas nucleares em um continente de mais de um bilhão de habitantes. Esse não era o objetivo de nossa solidariedade mas sim o de ajudar aos povos de angola, Moçambique, Guiné-Bissau e outros da dominação colonial fascista de Portugal.

Em 1961, apenas um ano e três meses depois do triunfo da Revolução, uma força mercenária com canhões e infantaria blindada e com aviões foi treinada e acompanhada de navios de guerra e porta-aviões dos Estados Unidos e atacou de surpresa nosso país. Nada poderá justificar aquele aleivoso ataque que custou ao nosso país centenas de vidas, entre mortos e feridos. Da brigada de assalto pró-ianque, em nenhuma parte consta que tivesse podido ser evacuado nenhum mercenário. Aviões ianques de combate foram apresentados nas Nações Unidas como aparelhos cubanos revoltados.

É bem conhecida a experiência militar e o poderio desse país. Na África pensaram igualmente que a Cuba revolucionária seria igualmente posta fora de combate. O ataque pelo Sul de Angola por parte das brigadas motorizadas da África do Sul racista levou-as até as proximidades de Luanda, a capital desse país. Aí se iniciou a luta que se prolongaria não menos de 15 anos. Nem sequer falaria disto a menos que tivesse o dever elementar de contestar o discurso de Obama no Grande Teatro de Havana Alicia Alonso.

Tampouco tentarei dar detalhes, a não ser que ali foi escrita uma página de honra na luta pela libertação do ser humano. De certa forma eu desejava que a conduta de Obama fosse correta. Sua origem humilde e sua inteligência natural eram evidentes. Mandela ficou preso a vida toda e se tinha convertido em um gigante da luta pela dignidade humana. Um dia chegou às minhas mãos uma cópia do livro no qual se conta uma parte da vida de Mandela e, surpresa!, o prólogo tinha sido escrito por Barack Obama. Folhei-o rapidamente. Era incrível o tamanho da minúscula letra de Mandela precisando dados. Vale a pena ter conhecido homens como aquele.

Acerca do episódio da África do Sul devo assinalar outra experiência. Eu estava realmente interessado em conhecer mais detalhes sobre a forma em que os sul-africanos tinham adquirido as armas nucleares. Somente tinha a informação muito precisa de que não eram mais de 10 ou 12 bombas. Uma fonte certa seria o professor e pesquisador Pero Gleijeses, quem tinha redigido o texto de “Missões em conflito: Havana, Washington e África 1959-1976”; um trabalho excelente. Eu sabia que ele era a fonte mais segura do que tinha acontecido e assim o comuniquei a ele: respondeu-me que ele não tinha falado mais do assunto, porque no texto tinha respondido as perguntas do companheiro Jorge Risquet, quem tinha sido embaixador ou colaborador cubano em Angola, muito amigo dele. Localizei Risquet que, entre outras ocupações, estava acabando um curso ao que faltavam ainda várias semanas. Essa tarefa coincidiu com uma viagem bastante recente de Piero ao nosso país; eu tinha advertido a Piero que Risquet já tinha uma idade avançada e que sua saúde não era ótima. Poucos dias depois ocorreu o que eu estava temendo: Risquet piorou e faleceu. Quando Piero chegou não havia nada a fazer exceto promessas, mas eu já tinha conseguido informação acerca do relativo a essa arma e a ajuda que a África do Sul racista tinha recebido de Reagan e de Israel.

Não sei o que terá de dizer Obama sobre esta história. Desconheço o que ele sabia ou não, embora seja muito duvidoso que não soubesse absolutamente nada. Minha modesta sugestão é que reflita e não tente agora elaborar teorias sobre a política cubana.

Há uma questão importante:

Obama proferiu um discurso no qual lança mão das palavras mais adocicadas para expressar: “Já é hora de esquecer-nos do passado, deixemos o passado, olhemos para o futuro, olhemos juntos o futuro, um futuro de esperança. E não vai ser fácil, vai haver desafios e a esses vamos dar tempo; mas minha estadia aqui me dá mais esperanças acerca do que podemos fazer juntos como amigos, como família, como vizinhos, juntos”.

Supõe-se que cada um de nós corria o perigo de sofrer um infarto após escutar essas palavras do presidente dos Estados Unidos. Após um bloqueio desapiedado que já durou quase 60 anos, e aqueles que morreram nos ataques mercenários a navios e portos cubanos, um avião regular cheio de passageiros feito explodir em pleno vôo, invasões mercenárias, múltiplos atos e violência e de força?

Ninguém acalente a ilusão de que o povo deste nobre e abnegado país renunciará à glória e os direitos e à riqueza espiritual que ganhou com o desenvolvimento da educação, a ciência e a cultura.

Advirto, ademais, que somos capazes de produzir os alimentos e as riquezas espirituais de que precisamos com o esforço e a inteligência de nosso povo. Não necessitamos que o império nos entregue de presente nada. Nossos esforços serão legais e pacíficos, porque é nosso compromisso com a paz e a fraternidade de todos os seres humanos que vivemos neste planeta.

Fidel Castro Ruz

27 de março de 2016
 
 

terça-feira, 29 de março de 2016

In the Clear

 
Photograph by Mohnish Bisht

From his vantage point, Mohnish Bisht was able to capture the stunning clarity of the Umngot River in Meghalaya, a state in India. Meghalaya’s capital city, Shillong—with its temperate climate and hilly, pine-covered landscape—has earned the European nickname “Scotland of the East.”

 

quarta-feira, 23 de março de 2016

Lo que dice y no dice Obama

El Presidente Obama es un buen comunicador. Significa que sabe colocar las palabras, los gestos, la mirada. Parece como si improvisara, pero tiene frente a sí un “teleprompter” que el público no percibe. Su lógica discursiva va de­jando espacios de aire que eluden, minimizan o manipulan los hechos. El pueblo cubano no alberga sentimientos de odio hacia el pueblo estadounidense, y escucha al Presidente que propició el reinicio de relaciones diplomáticas con disposición amistosa. Ello no significa que no perciba los saltos. Quizá, en una de esas frases dichas sin demasiado énfasis, radica la primera confusión: si bien es cierto que el go­bierno estadounidense y el cubano fueron ad­versarios y no sus pueblos, este último y su pue­blo compartieron durante estas décadas de confrontación similares ideales y propósitos. No podría entenderse la sostenibilidad de esa Revolución y la ineficacia de un bloqueo que ocasiona enormes dificultades en la vida cotidiana de sus ciudadanos, si no se parte de esa premisa. No podría entenderse la legitimidad de cada conquista revolucionaria, si no se co­no­ce además la historia de las relaciones entre los dos países.

El Presidente Obama introduce esa historia con una alusión simbólica a las aguas del Estre­cho de la Florida, a los que van y vienen de un lado al otro. Habla de los sufrimientos del “exiliado” cubano —término que obvia el hecho de que este suele pasar sus vacaciones, sin peligro alguno, en Cuba, o incluso, como se ha puesto de moda, sus años finales de vida al am­paro del sistema estatal cubano de salud—, que se­gún el discurso oficial de su gobierno, va en busca de “libertad y oportunidades”, pe­ro no aclara si se refiere a los torturadores, asesinos y ladrones del ejército batistiano que hu­yeron a los Estados Unidos en los primeros me­ses de la Revolución, a los niños que fueron separados de sus padres en virtud de una propaganda mentirosa y un criminal Programa de­nominado Peter Pan, a los médicos o deportistas incitados a desertar de sus misiones de solidaridad o de eventos internacionales, con la promesa de una vida material más holgada o jugosos contratos, o a los que, cansados del blo­queo, o de vivir en un país digno pero pobre, saltan en balsas hacia el llamado Primer Mundo, al amparo de la política de pies secos-pies mojados y de la Ley de Ajuste Cubano, que politiza la decisión de todo inmigrante.

Cuando expresaba sus sentidas condolencias y su solidaridad hacia el pueblo belga por los atentados terroristas que acaban de producirse en Bruselas, con el lamentable saldo de más de 30 muertos, los cubanos sentimos esa he­rida como propia: en estas décadas de aco­so, el terrorismo con base en territorio norteamericano ocasionó 3 478 muertos y 2 099 in­capacitados. Algunos de esos “exiliados”, cu­yos sufrimientos dice comprender, han ejercido o ejercen el terrorismo, en Cuba y en los Es­tados Unidos. Posada Carriles, coautor intelectual de la voladura de un avión civil cubano en pleno vuelo y responsable de la muerte de to­dos sus pasajeros y tripulantes, vive tranquilamente en Miami. Por eso nos pareció un acto de justicia imprescindible que liberara a los tres cubanos que aún permanecían presos en aquel país por combatir el terrorismo, el mis­mo día que ambos presidentes anunciaban la intención de reanudar relaciones.

Sin embargo, reconozco que avanza un po­co más cuando reconoce que “antes de 1959 al­gunos estadounidenses consideraban que Cu­ba era algo a ser explotado, no prestaban atención a la pobreza, permitían la corrupción”, y agrega, “yo sé la historia, pero no voy a estar atrapado por la misma”. Entonces, recita el ver­so de José Martí, “cultivo una rosa blanca” y declara: “como Presidente de los Estados Uni­dos de América, yo le ofrezco al pueblo cu­bano el saludo de paz”.

Eso, lo apreciamos. No citaré a José Martí, aunque podría traer a colación sus muchas observaciones críticas y ad­verten­cias sobre la “democracia” estadounidense. Solo diré que el camino que quería para Cuba no era ese.

¿Por qué ahora?”, pregunta Obama, y se res­ponde con naturalidad: “Lo que estaba ha­ciendo Estados Unidos no funcionaba”. Pero, ¿no funcionaba?, ¿no sería mejor decir que era inmoral?, ¿que causaba sufrimientos, e incluso muertes? “El embargo hería a los cubanos en vez de ayudarlos”. Nos hería en nuestros sentimientos de pueblo digno, sí, pero también afectaba nuestras vidas. El bloqueo es criminal. ¿No debía acaso pedir perdón, en nombre del Estado que representa, a todos los cubanos? La expresión “no funcionaba”, alu­de, aunque no lo exprese de manera directa, a la heroica resistencia del pueblo cubano, a su decisión de preservar su independencia y su soberanía, y también a la perversa razón del cambio: si no funcionaba, hay que hacer algo que funcione (algo que los obligue o los conduzca a hacer lo que queremos que hagan). Me parece que el sentido del cambio se esconde en esa expresión.

Hay un problema adicional con ese efectista ofrecimiento del saludo de paz: la Ley de Ajuste Cubano, la política de pies secos-pies mojados, la política de estímulo a la deserción de médicos y deportistas, y el bloqueo económico, comercial y financiero, siguen vigentes. Del territorio ocupado en Guantánamo durante una centuria contra nuestra voluntad, ni una sola palabra. Entonces, ¿cuál es la rama de oli­vo?, ¿dónde está la rosa blanca? Obama ha abierto un camino que se inicia con el restablecimiento de relaciones, y que pasa por muchas disposiciones ejecutivas antes de que el Con­greso se disponga a cancelar las leyes del bloqueo. En ese camino, todavía puede hacer mucho más.

“Vine aquí para dejar atrás los últimos vestigios de la guerra fría en las Américas”, declara de manera solemne.
Entonces, ¿acepta la con­vivencia civilizada que Cuba propone, con un Estado socialista a 90 millas de sus costas?, ¿dejará que Venezuela, Ecuador, Bolivia, Bra­sil, y todos los pueblos latinoamericanos decidan sin injerencia alguna sus destinos? “He­mos desempeñado diferentes papeles en el mundo”, dice con honestidad, aunque no creo que comprenda o acepte el papel asumido por el imperialismo, que pese a todo representa. “Hemos estado en diferentes lados en diferentes conflictos en el hemisferio”, agrega. Es un tema delicado, porque los sucesivos gobiernos estadounidenses apoyaron a Batista, a los So­moza, a Trujillo, a Pérez Jiménez, a Stroessner, a Hugo Bánzer, a Pinochet, a Videla, etc. Y com­batieron a  Cárdenas, a Arbenz, a Torrijos, a Velazco Alvarado, a Salvador Allende, a Chá­vez, a Evo… “Tomamos diferentes caminos para apoyar al pueblo de Sudáfrica para que erradicara el apartheid, pero el presidente Cas­tro y yo, ambos, estuvimos en Johannesburgo pagándole un tributo al legado de Nelson Man­dela”, afirma y no sé a qué apoyo se refiere, porque el gobierno que encarceló a Man­dela fue un aliado estratégico de Washington, aunque él era apenas un niño en aquellos años. Cuba pagó su tributo a Mandela con la sangre derramada por sus hombres y mujeres en la selva africana, mientras rechazaba junto a los combatientes angolanos la invasión de la Sudáfrica racista.

El Presidente Obama sabe que el pueblo cubano aprecia y defiende la independencia conquistada, por eso reitera que “Estados Uni­dos no tiene ni la capacidad ni la intención de imponer cambios en Cuba, los cambios de­penden del pueblo cubano (…) conocemos que cada país, cada pueblo debe forjar su propio destino, su propio modelo”. Sin embargo, la “nueva era” presupone “sus” cambios… en Cuba. Primero enumera los “valores” que todo país debe compartir, y algunas medidas que Cuba en particular debe aplicar. Luego, no tan veladamente, establece condiciones: “aunque levantemos el embargo mañana —dice— los cubanos no van a alcanzar su potencial sin ha­cer cambios aquí en Cuba”. Cree que puede ga­narse la voluntad de los jóvenes: “estoy apelando a los jóvenes de Cuba que tienen que construir algo nuevo, elevarse.

¡El futuro de Cuba tiene que estar en las manos del pueblo cubano!”, como si no lo estuviera desde 1959. Y afirma: “yo sé que el pueblo cubano va a tomar las decisiones correctas”. También yo lo sé. La diferencia estará sin dudas en el criterio de corrección o de conveniencia que establezcamos. El modelo de sociedad al que aspiramos, no es la corrupta Miami, como propone Obama con insólita candidez.

“El pueblo no tiene que ser definido como opositor a los Estados Unidos, o viceversa”, di­ce, y utiliza un vocabulario ajeno a nuestra edu­cación política. No somos opositores a los Estados Unidos, somos hermanos de su gente de bien, sencilla y creadora, y le tendemos la mano a su gobierno, siempre que esté dispuesto a respetar el camino elegido por Cuba, que tanta sangre y sacrificios costara. “Amamos a la patria de Lincoln, tanto como tememos a la patria de Cutting”, sentenciaba José Martí. Ese es el enigma: ¿quién de los dos nos tiende la mano?
 
 
Enrique Ubieta Gómez Publicado en Granma
23 de marzo de 2016

O valor de Lula

É preciso alguém ser muito alienado pela mídia e não fazer uso da sensibilidade humana e social, para deixar de reconhecer o valor de Lula na história do Brasil.

Como se o facto de superar a fome de 50 milhões de pessoas fosse fácil para qualquer governante, assim como reduzir a distância social entre pobres e ricos, e transformar milhões de pessoas abandonadas em cidadãos sem discriminação, e investir na infra-estrutura de regiões marginalizadas durante séculos, e criar condições do ensino básico ao universitário para receber qualquer brasileiro a ser formado, e abrir a consciência popular para participar no desenvolvimento nacional ultrapassando todo o atraso do subdesenvolvimento imposto por colonizadores e imperialistas por mais de 500 anos, e afastar a pressão do FMI e criar 22 milhões de novos empregos, e criar o programa da Luz para Todos, e levar água canalizada para populações que morriam na seca.

Lula reúne as condições pessoais para simbolizar o Brasil pobre, consciente da necessidade de mudança para tornar efetiva a democracia no país, e tem a coragem de enfrentar a luta pelo controle dos programas governamentais. E foi eleito Presidente da República com amplo apoio de setores da produção e de intelectuais defensores da liberdade para propiciar o desenvolvimento social e econômico livre dos constrangimentos impostos pelo imperialismo. Ao terminar o segundo mandato ainda contava com um apoio de 80% dos eleitores. A sua figura de herói popular, que encarna a consciência da realidade dos oprimidos no sistema capitalista dominante, marca a história do Brasil para sempre.

Que os Tios Patinhas do sistema financeiro não queiram que os pobres tenham os mesmos direitos dos ricos, entende-se, pois os seus lucros terão de ser divididos com a sociedade brasileira e eles são o símbolo do egoísmo. Mas que os seus empregados, que têm familia para formar como gente honesta integrada na vida democrática de um país desenvolvido e com esperança de um futuro bom para todos, só sendo humilhados como subordinados ao dinheiro sujo é que poderão preferir o golpe contra a democracia. Acorda pessoal! A crise do sistema capitalista está aí para ser paga por banqueiros que nada produzem e vivem como agiotas, e não pelos trabalhadores! O único produto do setor financeiro no sistema capitalista é a corrupção !

A maioria dos brasileiros é pobre, porque até agora foi sempre afastada dos seus direitos de cidadania, e classificada como classe média porque é explorada como os "escravos de ganho" do período colonial. É com eles que o Brasil conta para desenvolver a produção e elevar o nível de vida nacional. É com eles que teremos um aprofundamento do conhecimento científico para criar soluções para os problemas de saúde e fertilização do solo para não usarmos os remédios-envenenados que os laboratórios da indústria multinacional que nos vendem caríssimo. É com eles, os pobres, que o Brasil conquistará um lugar de destaque nas organizações internacionais que lutam pela Paz mundial. É com eles que será implantada a justiça no sistema judicial para afastar os privilégios de alguns que impedem a vigência da democracia.

Lula nasceu pobre e fez um curso de "realidade social" a partir da fome que sofreu em criança e da vida de metalúrgico que lhe deu mais luzes que a muitos professores promovidos como gênios. Com esta formação tornou-se líder sindicalista e elegeu-se Presidente da República para dar o maior passo histórico no Brasil, estendendo à maioria a condição de cidadania e de vida. Nem tudo conseguiu fazer devido aos boicotes de uma camada social interessada apenas em "ter poder para enriquecer". Hoje temos de impedir que destruam o muito que já se fez e criar condições para afastar os obstáculos que ainda estão agarrados ao Estado como carrapatos.

O seu exemplo de lutador incansável inspira e recebe o apoio de outros que seguem igual caminho revolucionário nos demais países latino-americanos despertados por Fidel Castro em 1958. Mas também em outras regiões mais desenvolvidas, da Europa por exemplo, também deram o seu apoio a Lula que rompeu o domínio estrito da política financeira imposta em todo o mundo e afirmou a noção de dignidade nacional.

As lutas políticas não se definem exclusivamente pela existência da miséria crescente em contraposição ao poder de uma elite milionária. São múltiplas as questões derivadas de tal condição sistêmica, tanto políticas, econômicas como sociais, e afetam o comportamento das instituições governamentais, sobretudo no que se refere às leis que são aplicadas por setores com alguma autonomia dentro do Estado de Direito, e à dinâmica das ações financeiras que são conduzidas pelo poder das instituições financeiras subordinados a um comando supra-nacional definido pela moeda norte-americana, o dollar.

Este super poder estabeleceu constrangimentos ao desenvolvimento dos programas democráticos no Brasil, assim como na maioria dos países, cerceando a autonomia necessária para que o governo, sucessor ao de Lula, pudesse estabelecer a prioridade na efetiva instauração da democracia. Uma das armas desse poder estrangeiro é a corrupção de altos funcionários que hoje é endêmica no mundo. Outra arma é a comunicação social que divulga informações falsas em mistura com fatos reais de modo a quebrar a confiança nos que lutam em defesa dos pobres e da democracia.

A Frente Brasil pela Democracia, que congrega sindicatos e associações de massa, ou de estudantes e intelectuais, tem mantido uma crescente adesão ao apoio vindo das ruas, com uma variedade de tendências que têm em comum o patriotismo e a solidariedade com os que ainda são privados dos benefícios sociais devidos a todo o povo. É um exemplo de consciência de luta para todo o mundo que se reflete em toda a Amèrica Latina ameaçada pelo imperialismo e atrai a atenção de todos os povos que têm problemas semelhantes nos seus países.
 
 
 
 

segunda-feira, 21 de março de 2016

#ObamaenCuba

  

En estos días han abundado las entrevistas. Como se repiten las preguntas y más o menos las respuestas oscilan sobre las mismas ideas, he decidido hacer una síntesis de lo que he dicho a medios como el diario chileno La Tercera, el periódico español La Razón, las agencias de prensa china Xinhua y cubana Prensa Latina, las televisoras Russia Today y TeleSUR y la revista cubana Bohemia alrededor de la visita oficial a Cuba del Presidente estadounidense Barack Obama.  
 
La Cuba actual habla sobre la visita de Obama. Creo que la mayoría percibe que es un paso positivo en el camino de normalización de las relaciones entre ambos países del que cada parte busca resultados diferentes: Cuba, mover la opinión pública de EEUU y sus sectores más influyentes a favor de objetivos históricos como la entrega del territorio que Estados Unidos ocupa ilegalmente en Guantánamo, el fin del bloqueo y el respeto hacia su sistema económico, político y social. Washington, por su parte, desea aumentar su influencia en la sociedad cubana en su objetivo declarado de empujarla hacia el capitalismo, a la vez que en particular el Presidente Obama persigue fortalecer su legado.
 
Como dice el historiador Fernando Martínez Heredia, supone una tremendísima confusión, pero pudiera existir una parte de las personas que piense que porque Obama viene a Cuba, la situación material de una parte grande de los cubanos va a mejorar.
 
Ningún país del entorno de Cuba, desde México a República Dominicana está mejor socialmente que Cuba a pesar de no tener bloqueo económico, lejos de eso sufren problemas como la violencia estructural, el trabajo infantil y el narcotráfico que aquí ni existen. Cuando EEUU habla de “empoderar al pueblo cubano” a lo que se refiere realmente es a la construcción de una minoría que como en esos países le administre el país de acuerdo a sus intereses.
 
La visita de  Obama a Cuba es un paso positivo en el camino hacia la normalización de las relaciones que implica el reconocimiento tácito a un país al que EEUU trató de arrodillar por todas las las vías posibles: bloqueo económico, terrorismo, guerra biológica, planes de asesinato de sus líderes… Y es una victoria de la resistencia del pueblo cubano sobre más de cincuenta años de hostilidad que  también implica la aceptación de la exigencia del gobierno cubano de conversar sin condicionamientos y en pie de igualdad pero no supone la normalidad en la relación porque el mismo Obama no ha dejado de afirmar que para Washington se trata de un cambio de métodos pero no de objetivos.
 
obama-cuba
A lo que aspiran los cubanos es que todo este proceso repercuta positivamente en sus vidas cotidianas, permita eliminar las restricciones que deforman el funcionamiento de la economía y cese la pretensión de restringir al estado que es el que le ha garantizado el verdadero empoderamiento al pueblo.
 
Habrá un aluvión simbólico en estos días. Sin embargo, nada podrá superar la imagen del jefe del país más poderoso del mundo, entrando respetuosamente en la Plaza de la Revolución, donde tiene centro la institucionalidad que once presidentes estadounidenses no pudieron derrotar. Allí le esperan en pie el José Martí monumental cuyas últimas palabras fueron para decir que cuanto hizo era para “impedir a tiempo con la independencia de Cuba que se extiendan por las Antillas los Estados Unidos y caigan, con esa fuerza más, sobre nuestras tierras de América”, frente a los rostros gigantescos de los comandantes Che Guevara -enviado a la inmortalidad por la CIA- y Camilo Cienfuegos, cuya frase más recordada es “vas bien Fidel.
 
Por Iroel Sánchez, La Pupila Insomne
 
 
 

Quinta do Mocho


Quinta do Mocho
Galeria de Arte Pública
Sacavém, Loures, Portugal

(Galeria de fotografias no photoblog)

terça-feira, 1 de março de 2016

Será que os americanos vivem numa realidade falsa criada por orquestração?

 
A maior parte das pessoas conscientes e capazes de pensar abandonaram os chamados "media de referência". Os presstitutos destruíram a sua própria credibilidade ao ajudarem Washington a mentir — "armas de destruição em massa de Saddam Hussein", "ogivas iranianas", "utilização de armas químicas por Assad", "invasão russa da Ucrânia" e assim por diante. Os media "de referência" também destruíram a sua credibilidade pela sua aceitação completa do que quer que seja que as autoridades digam acerca de alegados "eventos terroristas", tais como o 11/Set e o Boston Marathon Bombing, ou de alegados tiroteios em massa tais como Sandy Hook e San Bernardino. Apesar de gritantes inconsistências, contradições e falhas de segurança que parecem demasiado improváveis para acreditar, os media "de referência" nunca questionam ou investigam. Eles simplesmente relatam como facto tudo o que dizem as autoridades .

Sinal de um estado totalitário ou autoritário é a existência de órgãos de comunicação que não sentem a responsabilidade de investigar e descobrir a verdade, que em vez disso aceitam o papel de propagandistas. Todos os media de Washington desde há muito estão em modo propaganda . Nos EUA a transformação de jornalistas em propagandistas foi completada com a concentração de meios de comunicação diversificados e independentes em seis mega-corporações que já não são dirigidas por jornalistas.

Em consequência, pessoas judiciosas e conscientes confiam cada vez mais nos media alternativos que questionam, organizam factos e apresentam análises ao invés de uma narrativa oficial inacreditável.

O primeiro exemplo é o 11/Set. Grande número de peritos destruíram a narrativa oficial que não tem evidências factuais que a suportem. Contudo, mesmo sem a evidência real apresentada por aqueles que dizem a verdade sobre o 11/Set, a narrativa oficial abandona-as. Querem que acreditemos que uns poucos árabes sauditas sem tecnologia além de canivetes e sem apoio do serviço de inteligência de qualquer governo foram capazes de iludir a maciça tecnologia de vigilância criada pela DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency) e pela NSA (National Security Agency) e efectuar o mais humilhante golpe a uma super-potência alguma vez dado na história humana. Além disso, eles foram capazes de fazer isto sem o presidente dos Estados Unidos, o Congresso dos EUA e os media "de referência" exigirem responsabilização por um fracasso tão total da alta tecnologia do estado para a segurança nacional. Ao invés de uma Casa Branca conduzir a investigação desta falha de segurança tão maciça, a Casa Branca resistiu durante mais de um ano a qualquer investigação que fosse até que finalmente cedeu aos pedidos das famílias do 11/Set que não podiam ser subornadas e concordou com uma Comissão do 11/Set.

A Comissão não investigou mas simplesmente sentou e escreveu a narrativa contada pelo governo. Posteriormente, o presidente da Comissão, o vice-presidente e a assessoria jurídica escreveram livros nos quais dizem que foi recusada informação à Comissão, que responsáveis do governo mentiram à Comissão e que a Comissão "foi estabelecida para falhar". Apesar de tudo isto, os presstitutos ainda repetem a propaganda oficial e por isso permanecem bastantes americanos crédulos para impedir a responsabilização.

Historiadores competentes sabem que acontecimentos forjados (false flag) são utilizados para fazerem frutificar agendas que não podem ser conseguidas de outro modo. O 11/Set deu aos neoconservadores que controlavam a administração George W. Bush o novo Pearl Harbor que consideravam necessário a fim de lançar suas invasões militares hegemónicas a países muçulmanos. O Boston Marathon Bombing permitiu um experimento do Estado Policial Americano, completado com o encerramento de uma grande cidade americana, colocando 10 mil tropas armadas e equipes
SWAT nas ruas onde estas efectuaram buscas domiciliares casa a casa forçando os moradores a saírem dos seus lares a ponta de bala. Esta operação sem precedentes foi justificada como sendo necessária a fim de localizar um jovem ferido de 19 anos, o qual era claramente um bode expiatório.

Há tantas coisas estranhas na narrativa de
Sandy Hook que provocaram uma série de cépticos. Concordo em que há anomalias, mas não tenho tempo para estudar a questão e chegar à minha própria conclusão. O que tenho percebido é que não nos são dadas explicações muito boas quanto às anomalias. Por exemplo, neste vídeo feito a partir de noticiários da TV , o seu criador pretende que a pessoa do pai choroso que perdeu o seu filho é a mesma que está fardada como SWAT a seguir ao tiroteio em Sandy Hook. A pessoa é identificada como um actor conhecido. Agora, parece-me que isto é fácil testar. O pai choroso é conhecido, o actor é conhecido e as autoridades têm de saber quem é membro da equipe SWAT. Se estas três pessoas, que podem passar uma pela outra, puderem ser reunidas numa sala ao mesmo tempo podemos afastar a revelação afirmada neste vídeo. Entretanto, se as três pessoas separadas não puderem ser reunidas, então devemos perguntar porque este engano, o qual levanta questões sobre toda a narrativa. Pode assistir todo o vídeo ou apenas saltar para a marca dos 9:30 e observar o que parece ser a mesma pessoa em dois papeis diferentes.

Os media "de referência" têm as capacidade para fazerem estas investigações simples, mas não as fazem. Ao invés disso, os media ditos "de referência" chamam os cépticos de "teóricos da conspiração".

Há um livro do professor Jim Fetzer e Mike Paleck a dizer que Sandy Hook foi um ensaio do
FEMA para promover o controle de armas e que ninguém teria morrido em Sandy Hook. O livro estava disponível na amazon.com mas subitamente foi proibido. Por que proibir um livro?

Aqui está um sítio para efectuar o descarregamento gratuito do livro:
rense.com/general96/nobodydied.html . Não li o livro e não tenho opinião. Sei, entretanto, que o estado policial em que a América se está a tornar tem um interesse poderoso em desarmar o público. Hoje também ouvi uma notícia de que pessoas que dizem ser pais das crianças mortas estão a promover um processo contra o fabricante da arma, o que é coerente com a afirmação de Fetzer.

Aqui está uma
entrevista com Jim Fetzer . Se a informação que Fetzer apresenta é correcta, é evidente que o governo dos EUA tem uma agenda autoritária e está a utilizar eventos orquestrados destinada a criar uma falsa realidade para os americanos a fim de alcançar esta agenda.

Parece-me que os factos de Fetzer podem ser facilmente verificados. Se os seus factos se mostrarem correctos, então exige-se uma investigação real. Se os seus factos não forem correctos, a narrativa oficial ganha credibilidade pois Fetzer é um dos cépticos mais acérrimos.

Fetzer não pode ser afastado como um tolo. Ele tem uma licenciatura magna cum laude da Universidade de Princeton, tem um Ph.D. da Universidade de Indiana e foi um eminente professor da Universidade de Minnesota até a sua aposentação em 2006. Ele teve bolsa da National Science Foundation e publicou mais de 100 artigos e 20 livros sobre filosofia da ciência e filosofia da ciência cognitiva. É um perito em inteligência artificial e ciência computacional e fundou a publicação internacional Minds and Machines. No fim da década de 1990, foi solicitado a organizar um simpósio sobre a filosofia da mente.

Para uma pessoa inteligente, as narrativas oficiais do assassínio do presidente Kennedy e do 11/Set são simplesmente não críveis, porque as narrativas oficiais não são coerentes com as evidências e com o que sabemos. A frustração de Fetzer com pessoas menos capazes e menos observadoras mostra-se progressivamente e isto funciona em seu desfavor.

Parece-me que se as autoridades por trás da narrativa oficial de Sandy Hook estão seguras da mesma, elas deveriam saltar diante da oportunidade de confrontar e desmentir os factos de Fetzer. Além disso, em algum lugar deve haver fotografias das crianças mortas mas, tal como o alegado grande número de gravações por câmaras de segurança de um avião a chocar-se com o Pentágono, ninguém as viu. Pelo menos ninguém que eu conheça.

O que me perturba é que ninguém entre as autoridades ou os media "de referência" tem qualquer interesse em verificar os factos. Ao invés disso, aqueles que levantam assuntos incómodos são descartados como teóricos da conspiração.

Esta incriminação é enigmática. A narrativa do governo do 11/Set é a de uma conspiração, tal como a narrativa do governo quanto ao Boston Marathon Bombing. Estas coisas acontecem por causa de conspirações. O que está em causa é: conspiração de quem? Sabemos, da
Operação Gladio e da Operação Northwoods , que governos se empenharam em conspirações assassinas contra seus próprios cidadãos. Portanto, é um erro concluir que governos não se empenham em conspirações.

Ouve-se frequentemente a objecção de que se o 11/Set fosse um ataque forjado (false flag), alguém teria falado.

Por que teriam eles falado? Só aqueles que organizaram a conspiração saberiam. Por que iriam eles minar a sua própria conspiração?

Recordem
William Binney . Ele desenvolveu o sistema de vigilância utilizado pela NSA. Quando verificou que este estava a ser utilizado contra o povo americano, ele falou. Mas não levou documentos com os quais provasse suas afirmações, o que o salvou de um processo mas não lhe deu provas para confirmar o afirmado. Eis porque Edward Snowden levou os documentos consigo e divulgou-os. No entanto, muitos vêem Snowden como um espião que roubou segredos da segurança nacional, não como um denunciante a advertir-nos de que a Constituição que nos protege está a ser demolida.

Responsáveis de alto nível do governo contradisseram partes da narrativa oficial do 11/Set e a versão oficial que liga a invasão do Iraque ao 11/Set e a armas de destruição em massa. O secretário dos Transportes, Norman Mineta, contradisse o vice-presidente Cheney e a narrativa oficial da cronologia do 11/Set. O secretário do Tesouro Paul O'Neill disse que o derrube de Saddam Hussein foi o assunto da primeira reunião do gabinete na administração George W. Bush muito antes do 11/Set. Ele escreveu isso num livro e disse-o no programa 60 Minutes da CBS. A CNN e outras estações noticiosas relataram-no. Mas não houve efeito.

Os denunciantes pagam um alto preço. Muitos deles estão na prisão. Obama processou e aprisionou um número recorde deles. Uma vez que lançados à prisão, a questão passa a ser: "Quem acreditaria num criminoso?"

Em relação ao 11/Set, toda espécie de gente falou. Mais de 100 polícias, bombeiros e primeiros socorristas relataram ouvir e sentir um grande número de explosões na Torres Gémeas. O pessoal de manutenção informou ter sentido explosões maciças na sub-cave antes de o edifício ser atingido por um avião. Nenhum destes testemunhos teve qualquer efeito sobre as autoridades por trás da narrativa oficial ou sobre os presstitutos.

Há 2300 arquitectos e engenheiros que escreveram ao Congresso requerendo uma investigação real. Ao invés de serem tratados com o respeito que 2300 profissionais merecem, foram descartados como "teóricos da conspiração".

Um painel internacional de cientistas relatou a presença de
nanotermita reagida e reagida incompletamente na poeira dos World Trade Centers. Eles ofereceram suas amostras a agências do governo e a cientistas para confirmação. Ninguém as tocou. A razão é clara. Hoje o financiamento da ciência está fortemente dependente do governo federal e de companhias privadas que têm contratos federais. Os cientistas entendem que falar acerca do 11/Set significa o término das suas carreiras.

O governo nos tem onde nos quer ter — impotentes e desinformados. A maior parte dos americanos é demasiado inculta para ser capaz de diferenciar entre um edifício ruir de um dano assimétrico e um que cai por explosão. Jornalistas "de referência" não podem questionar e investigar e manter seus empregos. Cientistas não podem falar e continuarem a ser financiados.

Contar a verdade foi relegado aos media alternativos da Internet onde eu apostaria que o governo activa sítios a proclamarem conspirações selvagens, cujo propósito é desacreditar todos os cépticos.  

     
Por Paul Craig Roberts
O original encontra-se em www.paulcraigroberts.org/...                
Versão em portugês do artigo via http://resistir.info/