sábado, 27 de fevereiro de 2016

Hastings Park, 16 July 1955


Hastings Park, 16 July 1955 (2008)
Fotografia de Stan Douglas

“Hastings Park, 16 July 1955 (2008)” is from Stan Douglas’s project “Humor, Irony, and the Law,” in which the artist re-stages historic moments of unrest in his native Vancouver. This particular image recreates a scene at a Vancouver horse track in 1955 using models dressed in period clothing selected to match the look of color film at that time. The models were photographed between takes while they were off guard. This image is composed of 30 separate shots.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Obama em Cuba

A notícia está a fazer correr muita tinta. O presidente do EUA, Barack Obama, visitará Cuba nos dias 21 e 22 de Março. A notícia foi confirmada no dia 19 de Fevereiro pelo Ministério das Relações Exteriores de Cuba (Minrex) e pela Casa Branca. Num comunicado escrito, o Gabinete do Secretário de Imprensa do presidente dos EUA afirma que a visita servirá para «assegurar o progresso que temos realizado rumo à normalização das relações com Cuba». A nota insiste em alguma da retórica dos EUA, nomeadamente quando refere o «apoio aos direitos humanos» e sublinha que Barack Obama se reunirá, para lá dos encontros oficiais, – «com membros da sociedade civil, empresários e cubanos de todos os âmbitos da sociedade».

Em Cuba a notícia foi dada em conferência de imprensa, com direito a perguntas, por Josefina Vidal Ferreiro, Directora-geral para os Estados Unidos do Minrex. A afirmação inicial foi peremptória e inequívoca: «O mandatário estadunidense será bem-vindo pelo governo de Cuba e pelo seu povo, com a hospitalidade que o caracteriza» e «será tratado com todo o respeito e consideração». Palavras com um enorme significado histórico e político. Desde logo porque há quase um século que um presidente dos EUA não pisava solo cubano. O último a fazê-lo foi Calvin Coolidge, corria então o ano de 1928. A Emenda Platt estava vigente e o povo cubano vivia na miséria e oprimido pela ditadura de Gerardo Machado ao serviço dos EUA. Mas o peso político e histórico destas declarações vai muito mais longe se pensarmos que se referem à visita do mais alto representante de uma nação cujos sucessivos governos são responsáveis por infindáveis pressões e ingerências, inenarráveis campanhas de difamação, inúmeros planos de conspiração e centenas de crimes contra Cuba, o seu povo, os seus dirigentes e a sua Revolução.

É notável a dignidade e segurança com que Cuba anuncia a visita do presidente dos EUA. Bem como a objectividade e clareza com que define os seus limites, afirmando que «constituirá mais um passo rumo à melhoria das relações entre Cuba e os Estados Unidos»; que «para chegar à normalização dessas relações bilaterais teriam que ser resolvidos assuntos chave pendentes, incluindo o levantamento do bloqueio e a devolução a Cuba do território ilegalmente ocupado pela base naval em Guantánamo»; e que a vontade do governo cubano de construir essa nova relação é «baseada nos princípios e propósitos da Carta das Nações Unidas e dos princípios da Proclamação da América Latina e o Caribe como Zona de Paz» e é «alicerçada no respeito das diferenças e nos benefícios mútuos».

A visita de Obama realiza-se num período especialmente importante da vida política cubana e é ela própria uma vitória de Cuba. Uma vitória que acaba com inúmeros mitos e factos, desde logo o de, pela sua presença, o presidente dos EUA furar o bloqueio que o seu Governo impõe contra Cuba, ou ainda o mito da «ditadura comunista» isolada diplomaticamente do resto do Mundo onde o seu povo vive na pobreza e oprimido. O momento não poderia ser mais simbólico. Realiza-se a apenas três semanas da abertura dos trabalhos do VII Congresso do Partido Comunista de Cuba (16 a 19 de Abril), data em que se comemorarão os 55 anos da proclamação do carácter socialista da Revolução Cubana, e poucas semanas após o Papa Francisco e Cirilo I terem escolhido Havana para realizar o primeiro encontro em quase mil anos entre os líderes da igreja católica e ortodoxa.


Quando o Mundo corre, por acção de potências como os EUA, para um precipício de crise, guerra e derivas fascistas, a visita de Obama a Cuba é uma boa notícia. Não temos ilusões quanto aos objectivos dos EUA face a Cuba, que se mantêm no essencial e não mudarão com esta visita, mas este facto histórico não deixa de ser positivo e constitui já uma vitória dos que resistem há mais de meio século e insistem no caminho do socialismo, da paz e da amizade entre os povos.

Artigo de Ângelo Alves no
Avante

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Early to Rise


“The place has its unique appeal,” Your Shot member Hardik Desai writes of Iceland’s Jökulsárlón glacier lagoon. “Dawn happens two hours before sunrise, and the sunrise colors usually last almost 90 minutes if there are no clouds.” A day after scouting out the location, Desai drove 30 minutes to arrive at the lagoon in time to capture the sunrise, hoping for exactly this result.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

World Press Photo 2016

Fotografia de Warren Richardson

A crise dos refugiados foi o tema que dominou a 59ª edição do World Press Photo. O júri premiou a reportagem fotográfica de Warren Richardson, feita em agosto de 2015, com refugiados na fronteira entre a Sérvia e a Hungria.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Tham Khoun Xe


 
Shot during a two day kayaking trip, this film takes you on a journey through Tham Khoun Xe on the Xe Bang Fai River. Tham Khoun Xe is a river cave carved by the mighty Xe Bang Fai River and is located in Hin Nam No National Protected Area in central Laos. At 7 km long and with an average width and height of 76m and 56m respectively, it is considered one of the largest active river caves in the world. Music by Josh Straub - Meditation #1 joshuastraub.weebly.com/