quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Fossil Fuel Galore


Fossil Fuel Galore
by Jassen Todorov, San Francisco, California , United States

"A quarter century ago, scientists warned that if we kept burning fossil fuel at current rates we’d melt the Arctic. The fossil fuel industry (and most everyone else in power) ignored those warnings, and what do you know: The Arctic is melting, to the extent that people now are planning to race yachts through the Northwest Passage, which until very recently required an icebreaker to navigate." New York Times, May 12, 2015. Midway-Sunset is currently the largest oil field in California. Aerial Image.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Não, isto não é a revolução de Outubro. Tenham calma...

A metáfora até dava jeito porque a revolução de Outubro foi a 7 de Novembro, pelo calendário gregoriano, e foi no sábado, 7 de Novembro, o dia em que António Costa obteve apoio generalizado do PS para o programa de um governo socialista com o apoio parlamentar do PCP e do Bloco de Esquerda.
 Mas basta olhar para as medidas acordadas entre PS, Bloco e PCP para perceber o longe que estamos do assalto ao Palácio de Inverno por forças bolcheviques – por muito que os partidos da direita e alguns militantes do PS passem as noites a sonhar com o Gulag e se sintam, de repente, vítimas de um Estaline reencarnado em Jerónimo de Sousa. Oh, como era simpático Jerónimo quando não contava para os programas de governo!
O comité central do PCP tomou ontem uma decisão histórica. Pela primeira vez em 40 anos de democracia, aceitou fazer parte do “arco da governação” e negociar um programa mínimo para apoiar um governo PS durante quatro anos. O país ganhou: deixou de estar condicionado ao rotativismo PSD/CDS ou PS/PSD. Agora há uma alternativa que não passa pelo assalto ao Palácio de Inverno e é conforme a Constituição da República.
O programa do governo de esquerda é um conjunto de medidas sociais-democratas. Noutros tempos, muitos militantes do PSD até poderiam rever-se nelas. Aliás, o PCP e o BE conseguiram retirar do programa socialista algumas medidas liberais, como o despedimento conciliatório ou a redução da TSU dos patrões e trabalhadores à conta dos cofres da Segurança Social. Curiosamente, eram as medidas que mais polémica tinham criado dentro do próprio PS.
Se isto vai ser fácil? Não vai. Nada é fácil numa Europa capturada pelo “there is no alternative”, um refrão comungado por socialistas e liberais europeus. Mas a perestroika de Jerónimo de Sousa, a mudança de paradigma no Bloco e a ousadia de António Costa vão permitir mudar qualquer coisa em Portugal. E esse qualquer coisa é, só por si, histórico.

Editorial do i, de Ana Sá Lopes