segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O PREÇO DE VENDA SEM IMPOSTOS DA GASOLINA SUBIU 39% E O DO GASÓLEO 17,4%, QUE FEZ AUMENTAR OS LUCROS DA GALP EM 169,6% NO 1º SEMESTRE DE 2015



«Não se pode dizer que todos estejam a perder com crise. Alguns estão a ganhar e mesmo muito dinheiro com crise. Que o digam os acionistas da GALP (Américo Amorim, Sonangol e Isabel dos Santos, a ENI e fundos americanos que controlam esta empresa). E isto porque a GALP viu os seus lucros aumentar no 1º semestre de 2015 em 169,9%. De acordo com o relatório e contas que o seu conselho de administração divulgou recentemente, e que está disponível no seu “site”, no 1º semestre de 2014 o resultado líquido da GALP foi de 115 milhões €, mas no 1º semestre de 2015 subiu para 310 milhões €, um aumento de 195 milhões €, que é superior (só o aumento) aos lucros do 1º semestre de 2014. Naturalmente o aumento dos lucros das restantes petrolíferas que vendem combustíveis em Portugal devem ser muito semelhantes, até porque os preços, pelo efeito simpatia, são muito semelhantes e a supervisão é praticamente nula.»
 

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

"Dismaland" by Bansky



Um anti-parque de diversões criado por Banksy

Durante meses, sob a camulflagem da suposta rodagem de um filme, Banksy transformou um antigo complexo recreativo perto de Bristol num assustador parque de diversões com obras suas e de artistas convidados, como Damien Hirst ou a portuguesa Wasted Rita. Chama-se Dismaland e pode visitá-lo a partir de sábado, a menos que seja advogado e trabalhe para a Disney.

Chama-se Dismaland, um jogo de palavras que envolve a Disney e o adjectivo dismal (sombrio), apresenta-se como um “parque de estupefacções” (bemusement), vai estar a funcionar até 27 de Setembro num abandonado complexo recreativo em Weston-super-Mare, junto ao Canal de Bristol, e é talvez o mais ambicioso projecto até hoje desenvolvido pelo célebre e enigmático artista britânico que usa o pseudónimo Banksy.

Este anti-parque de diversões, onde a morte, figurada na grande ceifeira, dança ao som de Staying Alive dos Bee Gees num castelo ao estilo Disneyland, e cujas atracções incluem um barco a abarrotar de refugiados, uma carruagem da Cinderella envolvida num acidente de viação, ou uma mulher a ser atacada por gaivotas, foi hoje revelado aos meios de comunicação social e abre oficialmente no sábado, após uma pré-inauguração, na sexta-feira, exclusivamente dedicada à população local.
 
Uma dezena de atracções foi providenciada pelo próprio Banksy, mas a maioria foi realizada pelos mais de cinquenta artistas que aceitaram o seu desafio para colaborar no projecto, de Damien Hirst, Bill Barminski, Caitlin Cherry, Polly Morgan, Josh Keyes, Mike Ross ou David Shrigley à portuguesa Wasted Rita, que já colocou uma mensagem na sua página de Facebook a manifestar o seu entusiasmo e orgulho por participar no projecto.

A prenunciar o que espera o visitante, a entrada faz-se através da reconstituição da zona de segurança de um aeroporto, onde agentes fardados e mal-encarados desenganam os que pensavam que era só comprar bilhete e entrar. O regulamento do parque mostra bem, de resto, que os seus promotores têm experiência em lidar com grafitters e vândalos afins: é estritamente proibido entrar com latas de spray. Numa alínea de legalidade um pouco mais controversa, é igualmente vedado o acesso a quaisquer advogados que representem o grupo empresarial Walt Disney.

O local onde o parque foi montado, conhecido como Tropicana, estava abandonado há década e meia, mas chegou a ser uma das grandes atracções turísticas da frente marítima de Weston-super-Mare, com o seu edifício Art Deco, erguido em 1937, e a sua piscina ao ar livre, que chegou a ser a maior da Europa. “Adorava a Tropicana quando era miúdo, de modo que abrir outra vez aquelas portas é mesmo uma grande honra”, disse Banksy à imprensa inglesa.

A transformação de um terreno ao abandono num parque recheado com obras de meia centena de artistas dos mais diversos países não se faz de um dia para o outro, e é notável que tenha sido possível manter o segredo eficazmente guardado durante tanto tempo. Uma discrição que só foi possível com a cumplicidade das autoridades municipais, que alinharam no plano de Banksy e criaram uma manobra de diversão, convencendo a população de que o local estava a ser usado para rodar um filme.

    
Banksy descreve esta obra colectiva como “um parque de diversões inadequado para crianças”. Além de uma Pequena Sereia desfigurada, de um muito útil poço de fogo para queimar romances de Jeffrey Archer, ou de uma versão de Punch and Judy – um tradicional (e deveras violento) espectáculo de marionetas britânico – com alusões a Jimmy Saville (famoso apresentador de televisão acusado, após a sua morte, de ter sido um abusador sexual em série) e ao best-seller de temática sado-masoquista As Cinquenta Sombras de Grey, o Dismaland oferece-lhe, por exemplo, uma curiosa variante do minigolfe assumidamente inspirada no gosto do auto-intitulado Estado Islâmico pelas decapitações.
 
A atracção principal, o castelo de fadas, foi idealizado pelo próprio Banksy e inclui um sangrento acidente de carruagem, abrilhantado com o cadáver de Cinderella no chão, junto aos cavalos mortos. E como em qualquer parque de diversões que se preze, os visitantes podem levar para casa uma recordação, deixando-se fotografar no meio da carnificina.

Fonte: Público

sábado, 8 de agosto de 2015

A Sister's Care


Photograph by Ali Al-Zaidi
Losing a mother is especially painful for young children, and older children may take on the bulk of the responsibility afterward, writes photographer Ali Al-Zaidi. Here, a young woman cares for an infant sibling in Ethiopia. "But still the sadness shows on the little kid's face, because something is missing, which is the mother," Al-Zaidi writes.

sábado, 1 de agosto de 2015

White Hot


 
“On a sun-bleached afternoon cresting 100ºF at White Sands National Monument [in New Mexico], I was making my way to the only shade visible,” writes Your Shot member Elliot Ross. “As I approached, out of nowhere these travelers rounded a dune and beat me to it. My frustration melted when I saw how perfectly symmetrical their vehicles made my frame. I took a dozen steps back to highlight the immensity of this surreal landscape. After a few frames, I was on my way to find new shelter.”. Photograph by Elliot Ross.