quinta-feira, 23 de abril de 2015

O Agente Laranja continua a fazer guerra

Os médicos do Hospital de Ho Chi Minh atribuem a alta incidência de deformidades na população ao uso do Agente Laranja durante a Guerra do Vietname. Fotografia de Damir Sagolj/Reuters
 
Do Duc Diu construiu este cemitério onde estão enterrados 12 dos seus filhos que, de acordo com os médicos, morreram por doenças causadas pela exposição do pai ao Agente Laranja. Fotografia de Damir Sagolj/Reuters
 
O pai de Nguyen Van Tuan Tu (com 7 anos) começou a trabalhar no Aeroporto de Danang em 1997 sem conhecer os riscos associados ao Agente Laranja. Os dois filhos que teve após esse período nasceram com deficiências. O casal tem uma filha saudável, nascida em 1995. Fotografia de Damir Sagolj/Reuters 
 
Retratos e diplomas pertencentes a Doan Ngoc Uyen e Le Thi Teo decoram a casa da família. A filha de ambos nasceu com problemas mentais e físicos. Fotografia de Damir Sagolj/Reuters
 
A Guerra do Vietname terminou há 40 anos - a 30 de Abril de 1975 - mas há um conflito que não cessou: o das famílias que enfrentam os efeitos trágicos do Agente Laranja - uma mistura de herbicidas que foi pulverizada sobre o país pelos EUA. Deficiências físicas e mentais graves marcam gerações e algumas regiões do país revelam níveis altos de contaminação causado pelo uso de uma dioxina tóxica (TCDD) durante vários anos. O fotojornalista da agência Reuters Damir Sagolj quis fugir aos trabalhos formatados que habitualmente marcam estas efemérides. Nada de “antes e depois”. Lembrou-se do legado do Agente Laranja no Vietname mas sentiu-se cercado pela desconfiança: como é que iria encontrar uma forma diferente de contar esta história? Decidiu seguir um conselho que já ouviu muito. “Não interessa quantas vezes uma história foi contada e quantas pessoas já o fizeram; fá-lo como se fosses o primeiro e único a testemunhá-la.” E assim percorreu o Vietname em busca destas histórias. “Não há muito que possa fazer com as minhas fotografias excepto voltar a contar a história. As fotografias que tirei não são sobre o antes e o depois, são sobre o agora. E tendo em conta a forma como lemos as histórias do passado, temo que seja sobre o nosso futuro também", afirma.
 
Fonte: Público

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