quinta-feira, 26 de setembro de 2013

50 verdades sobre a Revolução Cubana

1.      O triunfo da Revolução Cubana, no dia 1 de janeiro de 1959, é o acontecimento mais relevante da história da América Latina no século XX.
2.      As raízes da Revolução Cubana remontam ao século XIX e às guerras de independência.
3.      Durante a primeira guerra de independência, de 1868 a 1878, o exército espanhol derrotou os insurgentes cubanos atolados em profundas divisões internas. Os Estados Unidos apoiaram a Espanha, vendendo ao país armas mais modernas e se opôs aos independentistas perseguindo os exilados cubanos que tentavam dar sua contribuição à luta armada. No dia 29 de outubro de 1872, o secretário de Estado Hamilton Fish compartilhou com Daniel Sickles, então embaixador estadunidense em Madrid, seus “desejos de êxito para a Espanha na supressão da rebelião”. Washington, contrário à independência de Cuba, desejava tomar posse da ilha.
4.      Cuba é efetivamente uma das mais antigas inquietudes da política exterior dos Estados Unidos. Em 1805, Thomas Jefferson observou a importância da ilha, salientando que sua “posse [era] necessária para assegurar a defesa de Luisiana e da Flórida porque [era] a chave do Golfo do México. Para os Estados Unidos, a conquista seria fácil”. Em 1823, John Quincy Adams, então Secretário de Estado e futuro presidente dos Estados Unidos fez alusão ao tema da anexação de Cuba e elaborou a teoria da “fruta madura”: “Cuba, separada pela força de sua própria conexão desnaturalizada com a Espanha, e incapaz de sobreviver por si própria, terá necessariamente que gravitar ao redor de união norte-americana, e unicamente ao redor dela”. Assim, durante o século XIX, os Estados Unidos tentaram 6 vezes comprar Cuba da Espanha.
5.      Durante a segunda guerra de independência, entre 1885 e 1898, os revolucionários cubanos, unidos em volta de seu líder José Martí, tiveram de enfrentar outra vez a hostilidade dos Estados Unidos, que deu sua ajuda à Espanha vendendo-lhe armas e prendendo os exilados cubanos que tentavam apoiar os independentistas.
6.      José Martí, em uma carta profética ao seu amigo Gonzalo de Quesada, escrita no dia 14 de dezembro de 1889, advertiu sobre a possibilidade de uma intervenção estadunidense. “Sobre a nossa terra, Gonzalo, há outro plano mais tenebroso [....]: a iníqua de forçar a Ilha, de precipitá-la à guerra, para ter o pretexto de intervir nela, e com o crédito de mediador e  garantidor, ficar com ela”.
7.      Em 1898, apesar de sua superioridade material, a Espanha estava à beira do abismo, vencida no campo de batalha pelos independentistas cubanos. Em uma carta ao presidente estadunidense William McKinley, datada de 9 de março de 1898, o embaixador Woodford, de Madrid, disse que “a derrota” da Espanha era “segura”. “[Os espanhóis] sabem que perderam Cuba”. Segundo ele, “se os Estados Unidos desejam Cuba, devem consegui-la mediante a conquista”.
8.      Em abril de 1898, depois da explosão misteriosa do navio de guerra estadunidense The Maine na baía de Havana, o presidente McKinley solicitou autorização do Congresso para intervir militarmente em Cuba e impedir que a ilha conseguisse sua independência.
9.      Vários congressistas denunciaram uma guerra de conquista. John W. Daniel, senador democrata do estado da Virginia, acusou o governo de intervir para evitar uma derrota dos espanhóis: “Quando chegou a hora mais favorável para um êxito revolucionário e a mais desvantajosa para a Espanha, [...] se exige ao congresso dos Estados Unidos entregar o exército dos Estados Unidos ao Presidente para impor um armistício pela força às duas partes, enquanto uma delas já entregou as armas”
10.  Em três meses, os Estados Unidos tomaram controle do país. Em dezembro de 1898, os Estados Unidos e a Espanha assinaram um tratado de paz em Paris sem a presença dos cubanos, destroçando assim seu sonho de independência.
11.  De 1898 a 1902, os Estados Unidos ocuparam Cuba e obrigaram a Assembleia Constituinte a adotar a emenda Platt na nova Constituição, sob pena de prorrogar a ocupação militar.
12.  A emenda Platt proibia Cuba de assinar qualquer acordo com um terceiro país ou contrair dívida com outra nação. Também dava direito aos Estados Unidos de intervir em qualquer momento nos assuntos internos de Cuba e obrigava a ilha a conceder indefinidamente a Washington a base naval de Guantánamo.
13.  Em uma carta de 1901, o general Edward Wood, então governador militar de Cuba, parabenizou o presidente McKinley. “Desde então há pouca ou nenhuma independência para Cuba sob a emenda Platt e a única coisa importante agora é buscar a anexação”.
14.  De 1902 a 1958, Cuba tinha o status de república neocolonial, política e economicamente dependente, apesar da revogação da emenda Platt em 1934, então obsoleta.
15.  Os Estados Unidos interviram militarmente em Cuba em 1906, 1912, 1917 e 1933, depois da queda do ditador Gerardo Machado, e cada vez que um movimento revolucionário ameaçava o status quo.
16.  A Revolução de 1933, liderada por Antonio Guiteras, foi frustrada pela traição de um sargento chamado Fulgencio Batista, que se tornou general e colaborou com a embaixada dos Estados Unidos para manter a ordem estabelecida. Dirigiu o país nos bastidores até sua eleição como presidente em 1940.
 
17.  Depois das presidências de Ramón Grau San Martín (1944-1948), e Carlos Prío Socarrás (1948-1952), gangrenadas pela violência e pela corrupção, Fulgencio Batista pôs fim à ordem constitucional no dia 10 de março de 1952, orquestrando um golpe de Estado militar.
18.  No dia 26 de junho de 1953, um jovem advogado chamado Fidel Castro, membro do Partido Ortodoxo fundado por Chibás, se pôs à frente de uma expedição de 131 homens e atacou o quartel Moncada na cidade de Santiago, a segunda fortaleza militar do país, assim como o quartel Carlos Manuel de Céspedes, na cidade de Bayamo. O objetivo era tomar o controle da cidade — berço histórico de todas as revoluções — e lançar um chamado à rebelião em todo o país para derrubar o ditador Batista.
19.  A operação foi um fracasso e numerosos combatentes — 55 no total — foram assassinados depois de serem brutalmente torturados pelo exército. De fato, apenas 6 deles morreram em combate. Alguns conseguiram escapar graças ao apoio da população.
20.  Fidel Castro, capturado alguns dias depois, deveu a vida ao sargento Pedro Sarría, que se negou a seguir as ordens de seus superiores e executar o líder de Moncada. “Não disparem! Não disparem! As ideias não se matam!”, exclamou frente a seus soldados.
21.  Durante sua histórica alegação intitulada “A História me Absolverá”, Fidel Castro, que se encarregou de sua própria defesa, denunciou os crimes de Batista e a miséria em que se encontrava o povo cubano e apresentou seu programa para uma Cuba livre.
22.  Condenado a 15 anos de prisão, Fidel Castro foi liberado em 1955 depois da anistia que lhe concedeu o regime de Batista e se exilou no México, onde organizou a expedição de Granma, com um médico argentino chamado Ernesto Guevara.
23.  No dia 2 de dezembro de 1956, Fidel Castro desembarcou na província oriental de Cuba comandando 81 revolucionários com o objetivo de desatar uma guerra de guerrilhas nas montanhas de Sierra Maestra.
24.  Ao contrário do que se diz, os Estados Unidos jamais deram apoio ao Movimento 26 de Julho, organização político-militar dirigida por Fidel Castro, durante toda a guerra insurrecional, de 2 de dezembro de 1956 a 1 de janeiro de 1959.
25.  Ao contrário, Washington perseguiu cruelmente todos os simpatizantes do Movimento 26 de Julho exilados nos Estados Unidos, que tentavam fornecer armas aos rebeldes.
26.  Ao mesmo tempo, o Presidente Dwight D. Eisenhower seguiu fornecendo armas ao exército de Batista, inclusive depois da instauração do embargo de fachada, em março de 1958.
27.  No dia 23 de dezembro de 1958, a uma semana do triunfo da Revolução, enquanto o exército de Fulgencio Batista estava em plena debandada apesar de sua superioridade em armas e homens, aconteceu a 392ª reunião do Conselho de Segurança Nacional, com a presença do presidente Eisenhower. Allen Dulles, então diretor da CIA, expressou claramente a posição dos Estados Unidos: “Temos de impedir a vitória de Castro”.
28.  Assim como aconteceu em 1898, o Presidente Eisenhower estava a favor de uma intervenção armada para impedir o triunfo de Fidel Castro. Perguntou se o Departamento de Defesa tinha pensado em uma “ação militar que poderia ser necessária em Cuba”. Seus assessores tiveram êxito em dissuadi-lo.
29.  Assim, a hostilidade dos Estados Unidos para com a Revolução Cubana não tem nada a ver com o contexto da Guerra Fria. Começou antes de Fidel Castro chegar ao poder, antes da aliança com Moscou, em maio de 1960, e continuou depois de desaparição do bloco soviético em 1991.
30.  No dia primeiro de janeiro de 1959, cinco anos, cinco meses e cinco dias depois do ataque ao quartel Moncada no dia 26 de julho de 1953, a Revolução Cubana triunfou.
31.  Em janeiro de 1959, os Estados Unidos acolheram com os braços abertos os partidários do antigo regime, incluindo os criminosos de guerra, que haviam roubado 424 milhões de dólares do Tesouro cubano.
32.  Desde o começo, a Revolução Cubana teve de edificar seu projeto de sociedade em um contexto de estado de sítio permanente, frente à crescente hostilidade dos Estados Unidos. Desde 1959, Cuba nunca desfrutou de um clima de paz para construir seu futuro. Em abril de 1961, Cuba teve de enfrentar a invasão armada da Baía dos Porcos organizada pela CIA, e em outubro de 1962, a ilha foi ameaçada de desintegração nucelar durante a crise dos mísseis.
33.  Desde 1959, os Estados Unidos, decididos a derrotar Fidel Castro, deram início a uma campanha de terrorismo contra Cuba com mais de 6 mil atentados, que custaram a vida de 3478  civis e incapacitaram 2099 pessoas. Os danos materiais são avaliados em vários bilhões de dólares e Cuba teve de gastar somas astronômicas em sua segurança nacional, o que limitou o desenvolvimento dos programas sociais. O próprio líder da Revolução foi vítima de 637 tentativas de assassinato.
34.  Desde 1960, Washington impõe sanções econômicas sumariamente severas, ilegais de acordo com o Direito Internacional, que afetam as categorias mais vulneráveis da população, ou seja, as mulheres, as crianças e os idosos. Este estado de sítio, condenado pela imensa maioria da comunidade internacional (188 países de 192), constitui o principal obstáculo ao desenvolvimento da ilha, que a Cuba custou mais de um bilhão de dólares.
35.  Apesar de todos esses obstáculos, a Revolução Cubana é um inegável êxito social. Ao dar prioridade aos mais desfavorecidos com a reforma agrária e com a reforma urbana, ao erradicar o analfabetismo, ao desenvolver a educação, a saúde, a cultura e o esporte, Cuba criou a sociedade mais igualitária do continente e do Terceiro Mundo.
36.  De acordo com a UNESCO, Cuba tem a mais baixa taxa de analfabetismo e a mais alta taxa de escolarização da América Latina. A organização das Nações Unidas nota que “a educação tem sido prioridade em Cuba há [mais de] 40 anos. É uma verdadeira sociedade de educação”. Seu relatório sobre a educação em 13 países da América Latina classifica Cuba como primeira em todas as disciplinas. De acordo com a UNESCO, Cuba é a nação do mundo que usa a maior parte de seu orçamento em educação, cerca de 13% do PIB.
37.  Cuba tem uma taxa de mortalidade infantil de 4,6 por mil, ou seja, a mais baixa do continente americano, mais baixa que a do Canadá ou a dos Estados Unidos.
38.  Cuba é a nação que tem o maior número de médicos per capita do mundo. Segundo o New England Journal of Medicine, a revista médica mais prestigiada do planeta, “o sistema de saúde [de Cuba] resolveu problemas que o nosso [o dos Estados Unidos] não conseguiu resolver”. A revista destaca que “Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante que os Estados Unidos”.
39.  Segundo a UNICEF, “Cuba é um exemplo na proteção da infância” e um “paraíso para a infância na América Latina”, e enfatiza que Cuba é o único país da América Latina e do Terceiro Mundo que erradicou a desnutrição infantil.
40.  De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Cuba é o único país da América Latina e do Terceiro Mundo que se encontra entre as dez nações do mundo com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano sobre os três critérios: expectativa de vida, educação e nível de vida, durante a última década.
41.  A Revolução Cubana fez da solidariedade internacional um pilar essencial de sua política exterior. Cuba acolhe dezenas de milhares de estudantes procedentes de países pobres, lhes oferece formação universitária gratuita de alto nível e se encarrega de todos os gastos. A Escola Latino-americana de Medicina de Havana é uma das mais famosas do continente americano e formou vários milhares de profissionais de saúde procedentes de mais de 123 países.
42.  Desde 1963 e da primeira missão internacionalista na Argélia, cerca de 132 mil médicos  cubanos e outros funcionários de saúde trabalharam voluntariamente em 102 países. Atualmente, 38.868 médicos colaboradores, entre eles 15.407 médicos, oferecem seus serviços em 66 nações do Terceiro Mundo.
43.  Graças à Operação Milagre lançada por Cuba em 2004, que consiste em operar gratuitamente populações pobres vítimas de doenças oculares, cerca de 2,5 milhões de pessoas de 28 países recuperaram a visão.
44.  O programa de alfabetização cubano “Sim, eu posso” (“Yo, sí puedo”), lançado em 2003, permitiu que 7 milhões de pessoas dos cinco continentes aprendessem a ler, escrever e somar.
45.  De acordo com a World Wild Fund for Nature (WWF), organização mais importante de defesa da natureza, Cuba é o único país do mundo que alcançou um desenvolvimento sustentável.
46.  Cuba desempenhou um papel chave na luta contra o apartheid, com a participação de 300 mil soldados em Angola entre 1975 e 1988 para enfrentar a agressão do exército suprematista sul-africano.  O elemento decisivo que pôs fim ao apartheid foi a abrupta derrota militar que as tropas cubanas infringiram ao exército sul-africano em Cuito Cuanavale, no sudeste de Angola, em janeiro de 1988. Em um discurso, Nelson Mandela rendeu homenagem a Cuba: “Sem a derrota infringida em Cuito Cuanavale, nossas organizações não teriam sido legalizadas! A derrota do exército racista em Cuito Canavale tornou possível que hoje eu possa estar aqui com vocês! Cuito Cuanavale é um marco na história da luta pela libertação da África Austral!”.
47.  Ao contrário do que se diz, a Revolução Cubana teve quatro presidentes diferentes: Manuel Urrutia, de janeiro de 1959 a julho de 1959, e Osvaldo Dorticós, de julho de 1959 a janeiro de 1976, sob o antigo regime da Constituição de 1940, e Fidel Castro, de fevereiro de 1976 a julho de 2006, e Raúl Castro, desde 2006, depois da adoção da Constituição de 1976.
48.  A imprensa ocidental, propriedade de conglomerados econômicos e financeiros, vilipendia a Revolução Cubana por uma razão muito precisa que não tem nada a ver com a democracia ou os direitos humanos: o processo de transformação social iniciado em 1959 sacudiu a ordem das estruturas estabelecidas, levou a juízo o poder dos dominantes e propõe uma alternativa social onde os recursos são destinados à maioria e não à minoria.
49.  A principal conquista da Revolução é ter feito de Cuba uma nação soberana e independente.
50.  A Revolução Cubana, edificada por várias gerações de cubanos, possui todas as virtudes e defeitos da condição humana e nunca teve a pretensão de ser um modelo. Segue sendo, apesar das dificuldades, um símbolo de dignidade e resistência no mundo
 
Texto de Salim Lamrani, via OperaMundi

Blade Runner in 60 seconds

sábado, 21 de setembro de 2013

La mano negra de Chevron

 El Presidente Rafael Correa enseñando su mano manchada de petróleo. / Rodrigo Buendía
 

La mano negra de Chevron

Rafael Correa también iniciado este martes una campaña para dar a conocer al mundo el daño ambiental que provocó Texaco-Chevron en Ecuador. El presidente visitó uno de los pozos que fue explotado por la petrolera estadounidense y hundió su mano en la piscina de desechos tóxicos, que sigue abierta a pesar de que la empresa salió del país en 1992.
 
Fonte: El Pais

Indie Cindy



Pixies - Indie Cindy (2013)

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Conheça 10 fatos chocantes sobre os EUA:

Maior população prisional do mundo, pobreza infantil acima dos 22%, nenhum subsídio de maternidade, graves carências no acesso à saúde… bem-vindos ao “paraíso americano”

Os EUA costumam se revelar ao mundo como os grandes defensores das liberdades, como a nação com a melhor qualidade de vida do planeta e que nada é melhor do que o “american way of life” (o modo de vida americano). A realidade, no entanto, é outra. Os EUA também têm telhado de vidro como a maioria dos países, a diferença é que as informações são constantemente camufladas. Confira abaixo 10 fatos pouco abordados pela mídia ocidental.

1. Maior população prisional do mundo

Elevando-se desde os anos 80, a surreal taxa de encarceramento dos EUA é um negócio e um instrumento de controle social: à medida que o negócio das prisões privadas alastra-se como uma gangrena, uma nova categoria de milionários consolida seu poder político. Os donos destas carcerárias são também, na prática, donos de escravos, que trabalham nas fábricas do interior das prisões por salários inferiores a 50 cents por hora. Este trabalho escravo é tão competitivo, que muitos municípios hoje sobrevivem financeiramente graças às suas próprias prisões, aprovando simultaneamente leis que vulgarizam sentenças de até 15 anos de prisão por crimes menores como roubar chicletes. O alvo destas leis draconianas são os mais pobres, mas, sobretudo, os negros, que representando apenas 13% da população norte-americana, compõem 40% da população prisional do país.

2. 22% das crianças americanas vive abaixo do limiar da pobreza.

Calcula-se que cerca de 16 milhões de crianças norte-americanas vivam sem “segurança alimentar”, ou seja, em famílias sem capacidade econômica para satisfazer os requisitos nutricionais mínimos de uma dieta saudável. As estatísticas provam que estas crianças têm piores resultados escolares, aceitam piores empregos, não vão à universidade e têm uma maior probabilidade de, quando adultos, serem presos.

3. Entre 1890 e 2012, os EUA invadiram ou bombardearam 149 países.

O número de países nos quais os EUA intervieram militarmente é maior do que aqueles em que ainda não o fizeram. Números conservadores apontam para mais de oito milhões de mortes causadas pelo país só no século XX. Por trás desta lista, escondem-se centenas de outras operações secretas, golpes de Estado e patrocínio de ditadores e grupos terroristas. Segundo Obama, recipiente do Nobel da Paz, os EUA conduzem neste momente mais de 70 operações militares secretas em vários países do mundo. O mesmo presidente criou o maior orçamento militar norte-americano desde a Segunda Guerra Mundial, superando de longe George W. Bush.

4. Os EUA são o único país da OCDE que não oferece qualquer tipo de subsídio de maternidade.

Embora estes números variem de acordo com o Estado e dependam dos contratos redigidos por cada empresa, é prática corrente que as mulheres norte-americanas não tenham direito a nenhum dia pago antes ou depois de dar à luz. Em muitos casos, não existe sequer a possibilidade de tirar baixa sem vencimento. Quase todos os países do mundo oferecem entre 12 e 50 semanas pagas em licença maternidade. Neste aspecto, os Estados Unidos fazem companhia à Papua Nova Guiné e à Suazilândia.

5. 125 norte-americanos morrem todos os dias por não poderem pagar qualquer tipo de plano de saúde.

Se não tiver seguro de saúde (como 50 milhões de norte-americanos não têm), então há boas razões para temes ainda mais a ambulância e os cuidados de saúde que o governo presta. Viagens de ambulância custam em média o equivalente a 1300 reais e a estadia num hospital público mais de 500 reais por noite. Para a maioria das operações cirúrgicas (que chegam à casa das dezenas de milhar), é bom que possa pagar um seguro de saúde privado. Caso contrário, a América é a terra das oportunidades e, como o nome indica, terá a oportunidade de se endividar e também a oportunidade de ficar em casa, torcendo para não morrer.

6. Os EUA foram fundados sobre o genocídio de 10 milhões de nativos. Só entre 1940 e 1980, 40% de todas as mulheres em reservas índias foram esterilizadas contra sua vontade pelo governo norte-americano.

Esqueçam a história do Dia de Ação de Graças com índios e colonos partilhando placidamente o mesmo peru em torno da mesma mesa. A História dos Estados Unidos começa no programa de erradicação dos índios. Tendo em conta as restrições atuais à imigração ilegal, ninguém diria que os fundadores deste país foram eles mesmos imigrantes ilegais, que vieram sem o consentimento dos que já viviam na América. Durante dois séculos, os índios foram perseguidos e assassinados, despojados de tudo e empurrados para minúsculas reservas de terras inférteis, em lixeiras nucleares e sobre solos contaminados. Em pleno século XX, os EUA iniciaram um plano de esterilização forçada de mulheres índias, pedindo-lhes para colocar uma cruz num formulário escrito em idioma que não compreendiam, ameaçando-as com o corte de subsídios caso não consentissem ou, simplesmente, recusando-lhes acesso a maternidades e hospitais. Mas que ninguém se espante, os EUA foram o primeiro país do mundo oficializar esterilizações forçadas como parte de um programa de eugenia, inicialmente contra pessoas portadoras de deficiência e, mais tarde, contra negros e índios.

7. Todos os imigrantes são obrigados a jurarem não ser comunistas para poder viver nos EUA.

Além de ter que jurar não ser um agente secreto nem um criminoso de guerra nazi, vão lhe perguntar se é, ou alguma vez foi membro do Partido Comunista, se tem simpatias anarquista ou se defende intelectualmente alguma organização considerada terrorista. Se responder que sim a qualquer destas perguntas, será automaticamente negado o direito de viver e trabalhar nos EUA por “prova de fraco carácter moral”.

8. O preço médio de uma licenciatura numa universidade pública é 80 mil dólares.

O ensino superior é uma autêntica mina de ouro para os banqueiros. Virtualmente, todos os estudantes têm dívidas astronômicas, que, acrescidas de juros, levarão, em média, 15 anos para pagar. Durante esse período, os alunos tornam-se servos dos bancos e das suas dívidas, sendo muitas vezes forçados a contrair novos empréstimos para pagar os antigos e assim sobreviver. O sistema de servidão completa-se com a liberdade dos bancos de vender e comprar as dívidas dos alunos a seu bel prazer, sem o consentimento ou sequer o conhecimento do devedor. Num dia, deve-se dinheiro a um banco com uma taxa de juros e, no dia seguinte, pode-se dever dinheiro a um banco diferente com nova e mais elevada taxa de juro. Entre 1999 e 2012, a dívida total dos estudantes norte-americanos cresceu à marca dos 1,5 trilhões de dólares, elevando-se assustadores 500%.

9. Os EUA são o país do mundo com mais armas: para cada dez norte-americanos, há nove armas de fogo.

Não é de se espantar que os EUA levem o primeiro lugar na lista dos países com a maior coleção de armas. O que surpreende é a comparação com outras partes do mundo: no restante do planeta, há uma arma para cada dez pessoas. Nos Estados Unidos, nove para cada dez. Nos EUA podemos encontrar 5% de todas as pessoas do mundo e 30% de todas as armas, algo em torno de 275 milhões. Esta estatística tende a se elevar, já que os norte-americanos compram mais de metade de todas as armas fabricadas no mundo.

10. Há mais norte-americanos que acreditam no Diabo do que os que acreditam em Darwin.

A maioria dos norte-americanos são céticos. Pelo menos no que toca à teoria da evolução, já que apenas 40% dos norte-americanos acreditam nela. Já a existência de Satanás e do inferno soa perfeitamente plausível a mais de 60% dos norte-americanos. Esta radicalidade religiosa explica as “conversas diárias” do ex-presidente Bush com Deus e mesmo os comentários do ex-pré-candidato republicano Rick Santorum, que acusou acadêmicos norte-americanos de serem controlados por Satã.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

As premonições de Natália Correia



 Natália Correia (São Miguel, 13 de Setembro de 1923 — Lisboa, 16 de Março de 1993)

"A nossa entrada (na CEE) vai provocar gravíssimos retrocessos no país, a Europa não é solidária com ninguém, explorar-nos-á miseravelmente como grande agiota que nunca deixou de ser. A sua vocação é ser colonialista".

"A sua influência (dos retornados) na sociedade portuguesa não vai sentir-se apenas agora, embora seja imensa. Vai dar-se sobretudo quando os seus filhos, hoje crianças, crescerem e tomarem o poder. Essa será uma geração bem preparada e determinada, sobretudo muito realista devido ao trauma da descolonização, que não compreendeu nem aceitou, nem esqueceu. Os genes de África estão nela para sempre, dando-lhe visões do país diferentes das nossas. Mais largas mas menos profundas. Isso levará os que desempenharem cargos de responsabilidade a cair na tentação de querer modificar-nos, por pulsões inconscientes de, sei lá, talvez vingança!"

"Portugal vai entrar num tempo de subcultura, de retrocesso cultural, como toda a Europa, todo o Ocidente".

"Mais de oitenta por cento do que fazemos não serve para nada. E ainda querem que trabalhemos mais. Para quê? Além disso, a produtividade hoje não depende já do esforço humano, mas da sofisticação tecnológica".

"Os neoliberais vão tentar destruir os sistemas sociais existentes, sobretudo os dirigidos aos idosos. Só me espanta que perante esta realidade ainda haja pessoas a pôr gente neste desgraçado mundo e votos neste reaccionário centrão".

"Há a cultura, a fé, o amor, a solidariedade. Que será, porém, de Portugal quando deixar de ter dirigentes que acreditem nestes valores?"

"As primeiras décadas do próximo milénio serão terríveis. Miséria, fome, corrupção, desemprego, violência, abater-se-ão aqui por muito tempo. A Comunidade Europeia vai ser um logro. O Serviço Nacional de Saúde, a maior conquista do 25 de Abril, e Estado Social e a independência nacional sofrerão gravíssimas rupturas. Abandonados, os idosos vão definhar, morrer, por falta de assistência e de comida. Espoliada, a classe média declinará, só haverá muito ricos e muito pobres. A indiferença que se observa ante, por exemplo, o desmoronar das cidades e o incêndio das florestas é uma antecipação disso, de outras derrocadas a vir".

Natália Correia

Todas as citações foram retiradas do livro "O Botequim da Liberdade", de Fernando Dacosta.
 

domingo, 1 de setembro de 2013

El silencio políticamente correcto

Mientras Detroit de cae a pedazos y la ciudad símbolo de la industria norteamericana vende sus museos para evitar la bancarrota, porque el sistema falló, el capitalismo falló y se vio víctima de su propia voracidad, Barak Obama anuncia que atacará Siria y, en una demostración del talante pacífico que le hizo obtener el Premio Nobel de la Paz, declara que esperará hasta el día 9 de septiembre para obtener la aprobación del congreso, de vacaciones hasta esa fecha. Sin embargo, y para evidenciar que un afroamericano en la presidencia de los Estados Unidos no significa ni un solo cambio en la política imperialista, de agresores auto designados policías planetarios, asegura que el ataque se producirá de todas maneras, que contar o no contar con el apoyo de sus “aliados” carece de importancia, y que considera irrelevante el informe de los inspectores de Naciones Unidas que viajaron a Siria para determinar si los ataques con gases tóxicos a la población civil provenían de las tropas gubernamentales o de una oposición armada por occidente.
 
Y frente a los tambores de guerra que redoblan al compás marcado por Washington, en el mundo se escucha un silencio muy similar en su “corrección política” al que se oyó cuando se decidieron los “bombardeos humanitarios” sobre Belgrado en 1999. En esa ocasión los Estados Unidos y la OTAN impusieron un clamoroso silencio políticamente correcto, que acalló las voces que desde el inicio de la crisis balcánica y desaparición de Yugoslavia, apuntaban a los socios de la OTAN como grandes responsables del desmembramiento yugoslavo.
 
Luego del ataque terrorista al World Trade Center nada, ningún indicio señalaba a Irak como responsable de la atrocidad, Al Quaeda operaba desde un Afganistán social, económica, cultural y políticamente destruido por el fanatismo de los talibanes, de un integrismo religioso capaz de atacar objetivos occidentales más allá de sus fronteras, y el silencio de lo políticamente correcto una vez más acalló las voces que acusaban a occidente, especialmente a los Estados Unidos, de ser los grandes responsables del poderío militar de los integristas, pues fue occidente quien armó y preparó a los muyahidín para que, tras derrotar a las entonces tropas soviéticas, se apropiaron y destrozaron un Estado aconfesional, laico, y lo hicieron retroceder hasta la edad de piedra. A sabiendas de que Al Quaeda, Osama Bin Laden incluido, mantenían fuertes vínculos con la satrapía saudí y otros emiratos ricos en petróleo en los que los intereses del capitalismo estaban fuertemente representados, permitieron que Afganistán en manos de los talibanes se convirtiera en la amenaza que los golpeó de manera brutal. Pero el capitalismo y su brazo armado, la OTAN debía reaccionar, y decidieron atacar Irak.
 
Es cierto que cuando se anunció la agresión a Irak el silencio de lo políticamente correcto no pudo imponerse fácilmente a las voces que dijeron No a la guerra, no obstante, las falsedades de un Collin Powell en Naciones Unidas mostrando un salero que según él contenía un poderosos agente bacteriológico, y la declaración de Las Azores protagonizada por Bush, Blair, un ambicioso sin medida llamado Aznar y un portugués que servía café, decretaron que Irak poseía armas de destrucción masiva y que, con el consejo de seguridad de Naciones Unidas en contra, más la protesta de millones de personas a lo largo y ancho del planeta, le declaraban la guerra Irak.
Las armas de destrucción masiva nunca fueron encontradas, la guerra costó a los iraquíes un millón de muertos y cientos de miles de desplazados, pero los beneficios de las empresas petroleras con participación directa de Donald Rumsfeld o Dick Cheney, secretario de defensa y vicepresidente de los Estados Unidos respectivamente, aumentaron de manera más que considerable. Se destruyó un país entregándolo a las bandas armadas que día a día aumentan el número de víctimas y, aunque Sadam Hussein era un miserable dictador, bajo su régimen la vida de los iraquíes sometida a los designios de una dictadura, era por lo menos una vida con perspectivas, con esperanza y por muy dura que fuera, el régimen de Sadam Hussein los mantenía salvo del integrismo islámico. Hasta la aniquilación de Irak como Estado, sin embargo de ser de mayoría creyente musulmana, la ley no la marcaba la sharia sino un código de derecho inspirado en moldes occidentales, como en Afganistán.
Para los Estados Unidos, para la OTAN, para el capitalismo, el régimen de Sadam Hussein fue tolerable, era un “amigo” que apaleaba a su pueblo y masacraba a los kurdos. Esto último era fácilmente silenciable por la poderosa voz de lo políticamente correcto, hasta que los tres cerdos de las Azores decidieron que el petróleo de Irak era un buen argumento para hacerlo desaparecer como Estado.
 
Hace apenas un par de años la voracidad del capitalismo decidió prescindir de otro “amigo” y esta vez le tocó el turno a Muhammar El Gadafi. Libia era un país “tolerable”. Occidente, la OTAN consintió que un atentado terrorista ordenado por Gadafi se olvidara luego de una negociación, pago en petróleo y arrepentimiento público del general que se autoproclamó sucesor del panarabismo de Nasser. Pocos días antes de la navidad de 1988 un avión de Pan American estalló sobre la ciudad escocesa de Lockerbie, murieron las 259 personas que viajaban en él más otras 11 que recibieron los restos de la nave, pero no hubo una acción de castigo como el inflingido a Irak, no hubo invasión, el régimen de Gadafi siguió siendo tolerado como una excentricidad árabe, hasta que las crecientes necesidades de petróleo aconsejaron a Occidente, al capitalismo, impulsar “una primavera árabe” en Libia, financiada y armada por Occidente y protagonizada, más que por Libios ávidos de democracia, por muyahidines llegados desde todo el espectro integrista islámico. Libia también desapareció como Estado. Otro país que, con todos los efectos perversos que una dictadura mesiánica tiene, era un freno efectivo al integrismo islámico, una garantía de estabilidad en la región y, además, Gadafi hacía estupendos regalos a los gobernantes occidentales. Incluso al pequeño mequetrefe de Aznar le obsequió un caballo, un pura sangre árabe llamado “Rayo Líder” que hoy languidece su vejez a cargo del erario público español. Y en Libia la ley tampoco la dictaba la sharia sino un sistema que oscilaba entre el sistema de justicia socialista basado en tribunales populares y el código romano. Libia era el único Estado árabe en donde los derechos de la mujer estaban consagrados en su constitución.
La poderosa voz de lo políticamente correcto grita que citar estos detalles de la Libia bajo Gadafi es justificar una dictadura, y acalla las voces de los nos opusimos a los ataques aéreos, a los “ bombardeos selectivos” que evitarían “daños colaterales”. Así el capitalismo se apropio hace menos de dos años de la riqueza petrolera libia, y el Estado asesinado se debate entre las bandas armadas de muyahidines. Cuánta razón tenía Lawrence al decir que el único interés occidental en los países árabes era devolverlos al atroz primitivismo.
 
Tampoco estuvo muy clara la intención de occidente al incentivar “la primavera árabe” que termino con el régimen de Mubarak en Egipto, el posterior gobierno de los Hermanos Musulmanes, el golpe de Estado del un ejército que, tal como ocurre con el ejército turco, garantiza la sobrevivencia de un estado aconfesional, esa base imprescindible para que se puedan desarrollar las iniciativas democráticas. Y una vez más la estentórea voz del silencio de lo políticamente correcto, nos quiere convencer que se trata de “cosas de árabes, esa gente que nunca aprende”.
 
Y ahora le toca el turno a Siria, geográficamente muy sensible por sus fronteras con Turquía e Israel. Nadie puede sino condenar el uso de armas químicas, de gas sarín contra una población indefensa. Pero tampoco nadie puede ignorar que de todos los Estados Árabes de la región, sin embargo de ser una dictadura muy peculiar, era hasta hace un año uno de los factores de seguridad en la región. Desde que occidente empezó a organizar, apoyar y armar “la primavera siria” violó las reglas elementales de la seguridad regional al armar, con medios cada vez más sofisticados, no tanto a opositores a Bashar Al-Assad, como a, una vez más, muyahidines llegados desde todos los lugares en los que el integrismo islámico aplasta cualquier intento de sociedad civilizada. La naturaleza de los combates emprendidos desde las ciudades como Alepo, conquistadas por esa “oposición” alimentada, financiada y armada por Occidente tiene muy poco de insurrección popular contra un dictador, y mucho de agresión mercenaria contra un Estado soberano.
 
Pero la poderosa voz del silencio de lo políticamente correcto impide hacer públicas estas y otras consideraciones, como que el Estado Sirio es aconfesional y que su estructura jurídica es la más occidentalizada de todas las naciones árabes. Tampoco es posible citar que Naciones Unidas han condenado sin paliativos los asesinatos y ejecuciones sumarias de soldados sirios y de funcionarios estatales cometidas por las bandas armadas de “opositores” apoyados por occidente. La Alta Comisionada de Naciones Unidas para los Derechos Humanos, Navi Pillay mostró las imágenes y videos de la masacre de Khan Al-Assal ocurrida entre el 22 y el 26 de julio de este año, hace poco más de un mes, en las que se ve a muyahidines golpeando y asesinando a varias docenas de soldados y funcionarios con las manos atadas a la espalda. Pero la implacable voz del silencio de lo políticamente correcto impuso una censura informativa seguida por casi todos los medios occidentales sin excepción.
 
Al parecer la suerte está echada. Barak Obama anuncia, como culminación de las celebraciones del aniversario del I Have a Dream pronunciada por Martín Luther King hace cincuenta años, que el ataque a Siria ocurrirá aún con la oposición de Naciones Unidas. Cuesta entender la posición francesa apoyando la agresión, o tal vez no cueste hacerlo, después de todo François Hollande es un socialdemócrata del siglo XXI, es decir uno de esos socialdemócratas que nada tienen en común con Olaf Palme y Willi Brandt, mucho menos con Rosa Luxemburgo, y sólo entienden las relaciones internacionales basadas en demostraciones de vasallaje ante las órdenes del imperialismo norteamericano y del capitalismo agresor.
 
Y después, ¿qué? Con Siria en manos de bandas de muyahidines la seguridad de Israel estallará como una bengala y el conflicto en el medio oriente alcanzará una gravedad muy previsible. Y después, ¿qué? ¿una “solución final”al problema palestino? Y después, ¿qué? Argelia es también un país de ricos yacimientos petroleros. ¿Promoverán los Estados Unidos y sus cómplices de la OTAN una “primavera salafista”? Es hora de gritar muy fuerte y de actuar, para evitar que la omnipresente voz del silencio de lo políticamente correcto nos enmudezca para siempre.