terça-feira, 28 de agosto de 2012

"Um Canhão no Cu"

 
Este artigo incendiou a Espanha. Publicado a 14 de Agosto na secção de cultura de El Pais, em poucos dias tornou-se a peça mais lida de sempre naquele jornal e além disso teve milhares de acessos no Facebook.  
 
Se percebemos bem – e não é fácil, porque somos um bocado tontos –, a economia financeira está para a economia real assim como o senhor feudal está para o servo, como o amo está para o escravo, como a metrópole está para a colónia, como capitalista manchesteriano está para o operário superexplorado. A economia financeira é o inimigo de classe da economia real, com a qual brinca como um porco ocidental com corpo de uma criança num bordel asiático. Esse porco filho da puta pode, por exemplo, fazer com que a tua produção de trigo se valorize ou desvalorize dois anos antes de a teres semeado. Na verdade, pode comprar-te, sem que tu saibas da operação, uma colheita inexistente e vendê-la a um terceiro, que a venderá a um quarto e este a um quinto, e pode conseguir, de acordo com os seus interesses, que durante esse processo delirante o preço desse trigo quimérico dispare ou se afunde sem que tu ganhes mais caso suba, ainda que vás à merda se baixar. Se o baixar demasiado, talvez não te compense semear, mas ficarás endividado sem ter o que comer ou beber para o resto da tua vida e podes até ser preso ou condenado à forca por isso, dependendo da região geográfica em que tenhas caído, ainda que não haja nenhuma segura. É disso que trata a economia financeira.

Para exemplificar, estamos a falar da colheita de um indivíduo, mas o que o porco filho da puta geralmente compra é um país inteiro e ao preço da chuva, um país com todos os cidadãos dentro, digamos que com gente real que se levanta realmente às seis da manhã e se deita à meia-noite. Um país que, da perspectiva do terrorista financeiro, não é mais do que um tabuleiro de jogos no qual um conjunto de bonecos Playmobil andam de um lado para o outro como se movem os peões no Jogo da Glória.

A primeira operação do terrorista financeiro sobre a sua vítima é a do terrorista convencional: o tiro na nuca. Ou seja, retira-lhe todo o carácter de pessoa, coisifica-a. Uma vez convertida em coisa, pouco importa se tem filhos ou pais, se acordou com febre, se está a divorciar-se ou se não dormiu porque está a preparar-se para uma competição. Nada disso conta para a economia financeira ou para o terrorista económico que acaba de pôr o dedo sobre o mapa, sobre um país, este no caso, pouco importa, e diz "compro" ou diz "vendo" com a impunidade com que aquele que joga Monopólio compra ou vende propriedades imobiliárias a fingir.

Quando o terrorista financeiro compra ou vende, converte em irreal o trabalho genuíno de milhares ou milhões de pessoas que antes de irem para a labuta deixaram no infantário público, onde ainda existem, os seus filhos, também eles produto de consumo desse exército de cabrões protegidos pelos governos de meio mundo mas superprotegidos, é claro, por essa coisa a que temos chamado de Europa ou União Europeia ou, mais simplesmente, Alemanha, para cujos cofres são desviados neste preciso momento, enquanto lê estas linhas, milhares de milhões de euros que estavam nos nossos cofres.

E não são desviados num movimento racional, justo ou legítimo, desviam-se num movimento especulativo promovido por Merkel com a cumplicidade de todos os governos da chamada zona euro. Tu e eu, com a nossa febre, os nossos filhos sem infantário ou sem trabalho, o nosso pai doente e sem ajudas, com os nossos sofrimentos morais ou as nossas alegrias sentimentais, tu e eu já fomos coisificados por Draghi, por Lagarde, por Merkel, já não temos as qualidades humanas que nos tornam dignos da empatia dos nossos semelhantes. Somos agora mera mercadoria que pode ser expulsa do lar de idosos, do hospital, da escola pública, tornámo-nos algo desprezível, como esse pobre tipo a quem o terrorista, por antonomásia, está prestes a dar um tiro na nuca em nome de Deus ou da pátria.

A ti e a mim, estão a pôr nos carris do comboio uma bomba diária chamada prémio de risco, por exemplo, ou juros a sete anos, em nome da economia financeira. Avançamos com rupturas diárias, massacres diários, e há autores materiais desses atentados e responsáveis intelectuais dessas acções terroristas que passam impunes entre outras razões porque os terroristas vão a eleições e até ganham, e porque há atrás deles importantes grupos mediáticos que legitimam os movimentos especulativos de que somos vítimas.

A economia financeira, se começamos a perceber, significa que quem te comprou aquela colheita inexistente era um cabrão com os documentos certos. Terias tu liberdade para não vender? De forma alguma. Tê-la-ia comprado ao teu vizinho ou ao vizinho deste. A actividade principal da economia financeira consiste em alterar o preço das coisas, crime proibido quando acontece em pequena escala, mas encorajado pelas autoridades quando os valores são tamanhos que transbordam dos gráficos.

Aqui alteram o preço das nossas vidas a cada dia sem que ninguém resolva o problema, pior, enviando as forças da ordem contra quem tenta fazê-lo. E, por Deus, as forças da ordem empenham-se a fundo na protecção desse filho da puta que te vendeu, por meio de um roubo autorizado, um produto financeiro, ou seja, um objecto irreal no qual tu investiste as poupanças reais de toda a tua vida. O grande porco vendeu-lhe fumaça com o amparo das leis do Estado que são as leis da economia financeira, já que estão ao seu serviço.

Na economia real, para que uma alface nasça, há que semeá-la e cuidar dela e dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Depois, há que a colher, claro, e embalar e distribuir e facturar a 30, 60 ou 90 dias. Uma quantidade imensa de tempo e de energia para obter uns cêntimos que terás de dividir com o Estado, através dos impostos, para pagar os serviços comuns que agora nos são retirados porque a economia financeira tropeçou e há que tirá-la do buraco. A economia financeira não se contenta com a mais-valia do capitalismo clássico, precisa também do nosso sangue e está nele, por isso brinca com a nossa saúde pública e com a nossa educação e com a nossa justiça da mesma forma que um terrorista doentio, passe a redundância, brinca enfiando o cano da sua pistola no rabo do seu sequestrado.

Há já quatro anos que nos metem esse cano pelo rabo. E com a cumplicidade dos nossos.
 
Juan José Millás
 
O original encontra-se no suplmento cultua de El Pais de 14/08/2012
A versão portuguesa encontra-se em http://resistir.info/

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O ministro da sopa dos pobres leva uma lição !

Equador concede asilo político a Julian Assange.


Um manifestante, apoiante da organização Wikileaks, fotografado em frente à embaixada do Equador em Knightsbridge em Londres hoje, momentos antes de se conhecer a noticia de que o governo de Rafael Correa concederia asilo político a Julian Assange. Fotografia de Dominic Lipinski/PA.

domingo, 12 de agosto de 2012

La Ópera que nunca cerró



Una vez más la noticia se expande como pólvora en Internet, los titulares varían, pero, en esencia, todos dicen lo mismo: “Cuba cierra Ópera de la Calle”. Y, a pesar de que poco después el Consejo Nacional de Artes Escénicas (CNAE) lo desmiente, nadie, o casi nadie, se toma el trabajo de verificarlo. Ópera de la Calle es un proyecto comunitario creado por el barítono Ulises Aquino hace aproximadamente siete años. En aquel momento, su misión principal parecía casi imposible: acercar el canto lírico a la gente común. La estrategia de Aquino y su grupo fue brillante, pues trascendieron aquellos espacios donde tradicionalmente se interpreta este género y se fueron a cantar a las calles, sin tanta etiqueta, protocolo o formalismo; solo la ciudad y sus voces. Gisela González, presidenta del Consejo Nacional de Artes Escénicas (CNAE), asegura que tal propósito siempre les pareció sumamente valioso: “Desde el principio nos interesó la idea de llevar por los barrios el canto lírico en las voces hermosísimas de nuestros jóvenes y hacer de eso un espectáculo. Se trataba de buscar nuevos públicos, de acortar la distancia entre la gente y un género que se considera bastante elitista”.


Compañía Ópera de la Calle en la inauguración del XIII Festival de Teatro de La Habana
De ahí que el CNAE apoyara el proyecto cuando no era más que eso, un proyecto artístico, cuya subvención, en un primer momento, se aprobó durante seis meses: “Luego, como vimos que tenía resultados cuando se presentaba en los parques y las esquinas, pues lo seguimos ampliando y a medida que ellos nos iban planteando nuevas necesidades nosotros tratábamos de apoyarlos”. Fue así, poco a poco, que se le incorporó una orquesta de acompañamiento, un cuerpo de baile y nuevos cantantes, hasta alcanzar el número de integrantes que tiene hoy día: cerca de 80, entre artistas y técnicos. Pero un poco antes, en el 2007, y atendiendo a su éxito en el trabajo comunitario, el proyecto se convierte en una compañía, con Ulises Aquino como director general. “El nombramiento de director general —explica González— implica que a partir de ese momento no es solo director artístico, sino que también desempeña una gestión cultural. Por otra parte, Aquino asume una responsabilidad legal sin llegar a ser una figura jurídica, pues la figura jurídica es el Centro de Teatro de La Habana, que se subordina al CNAE y es la institución que lo representa y le permite hacer sus representaciones con un respaldo legal. Esto, además del subsidio de los salarios, también posibilita otras formas de pago, como trabajar con otras agencias de la cultura como Clave Cubana o RTV Comercial, mediante las cuales se gestionan contratos tanto en divisas como en moneda nacional” El Centro de Teatro llegó además a un acuerdo con el Centro de Cine para que Ópera de la Calle pudiese ensayar en el cine Arenal y ofreciera sus conciertos en el portal del mismo. Más tarde, cuando este espacio entra en reparación, Ulises Aquino gestiona con el Gobierno Municipal de Playa un nuevo local de ensayos, que es lo que luego se conocería como El Cabildo. El espacio fue reparado, en su mayor parte, con los recursos de los propios artistas buscando mejores condiciones de presentación y se abre al público el 28 de abril de 2011. Meses después, Aquino obtendría una autorización para abrir, en el mismo lugar, un restaurante por cuenta propia, o sea, una “paladar”. Sin embargo, el CNAE nunca dejó de subvencionar el proyecto. De hecho, solo en gastos de salario, de 233 mil pesos en moneda nacional que había destinado en el 2005, el monto ascendió hasta unos 411 mil en el 2011 y unos 224 mil hasta junio del presente año. Por eso, cuando se le retiró la licencia a dicha paladar a finales del mes de julio, por varias irregularidades en su gestión, a Gisela González le sorprendió bastante leer en muchos titulares que el proyecto cultural Ópera de la Calle había sido clausurado: “Nosotros en ningún momento hemos cerrado Ópera de la Calle, es un error de la prensa extranjera. El proyecto cultural no ha sido cerrado, ni se ha tocado, ni se va a dañar, porque nosotros lo protegemos, pues tiene un objeto social que cumple adecuadamente. Ulises siempre ha sabido que nosotros no lo vamos a abandonar”. El propio Aquino reconoce que el CNAE siempre ha actuado en defensa de su proyecto, pues se trata de un hecho cultural inmenso en el que ambos han participado juntos, y el Consejo siempre ha sido muy receptivo con todas sus necesidades: “A pesar de que el nacimiento de la Compañía ocurre en los peores momentos económicos del país, nunca nos dieron la espalda ni el Consejo ni el Centro de Teatro, por lo cual les estaremos agradecidos siempre todos los integrantes de la Compañía. Aunque es importante reconocer que El Cabildo, es también la Ópera de la Calle, se construyó con esos resultados, se buscó una opción para mejorar nuestros ingresos …”


Por su parte, Gisela González asegura que en Cuba ningún proyecto cultural con un valor artístico como el de Ópera de la Calle se cierra, sin siquiera consultarlo con el artista. Si bien muchos proyectos desaparecen por causas naturales —ya sea porque la calidad no es la misma o porque ya no se sostiene—, este evidentemente no es el caso. “Titulares como: “Cuba cierra Ópera de la Calle por ‘enriquecimiento’, son una barbaridad, porque lo que se cerró fue la paladar, no el proyecto comunitario. El lugar no ha cerrado, los ensayos de Ópera de la Calle se mantienen, la programación sigue funcionando, así como otros proyectos culturales que trabajan los fines de semana para los niños, otros coros, artistas y cantantes”, explica. Algo que también le llamó la atención fue que, en esa misma nota, se hablaba de 130 familias cubanas que se quedaban sin sustento: “A los cerca de 80 trabajadores que pertenecen a la cultura, mientras sea válido el proyecto artístico, no les va a faltar el subsidio estatal porque nosotros no los vamos a cerrar. Ninguno ha perdido el salario”. “Tenemos muchos proyectos que no tienen subsidio estatal —agrega—, como los que están representados por la Agencia ACTUAR, la Agencia CARICATO, por el Centro Promotor del Humor y existen por formas comerciales legales a través de las instituciones. Este particularmente, tiene subsidios, por el interés cultural que le vimos al proyecto. Quizá en algún momento se pueda evaluar que debido al gran mercado que tiene, ya no necesite subsidio estatal; pero aún no estamos en ese punto, porque desarrollar un proyecto de esta naturaleza es bastante costoso. Por eso nos parece bien que tenga diversas formas de ingresos, pero siempre que sean legales. En Cuba se están haciendo muchas transformaciones, todas dentro de la ley”. Ulises Aquino, en cambio, prefiere ignorar la infinidad de hipótesis y especulaciones —muchas veces contradictorias— que se han tejido en torno a este asunto: “Con respecto a los medios de prensa, me han contado lo que dicen pero yo no puedo leerlos, algunos me traen copias. A mí no me importa tanto lo que digan allá, porque yo ni vivo allá, a mí lo que más me importa es cómo se escucha o se interpreta aquí, a pesar de que por mi carrera personal como artista internacional no puedo evadir la prensa porque es parte de mi deber profesional. Algunos comentarios dicen que soy millonario y que tengo casa en Cancún, otros me dicen comunista, oportunista, otros me invitan a invertir allá, como si yo pudiera, sin darse cuenta de que El Cabildo lo construimos para que nuestro grupo pudiera vivir mejor aquí, y no tuvieran que pensar que el único camino para cubrir sus necesidades tendría que ser allá, también ha tenido un gran saldo positivo, y ha sido el respaldo de infinidad de artistas e intelectuales a nuestra obra y a la Opera de la Calle, con los que siempre estaremos en deuda, ya que la Compañía se ha convertido en un hecho que forma parte de la vida espiritual de los cubanos de hoy”. Para la Presidenta del CNAE, el razonamiento es bastante sencillo: la Ópera de la Calle seguirá funcionando porque cuenta con subsidios y otras formas de ingreso, que existían incluso antes de que se creara la paladar. A fin de cuentas, la política de flexibilizar el trabajo por cuenta propia comenzó recientemente y el proyecto ya tiene más de seis años. O sea, aunque se trató de mezclar ambas esferas, en realidad, no son lo mismo. Una cosa es el trabajo por cuenta propia en el restaurante y otra, muy distinta, la labor artística de la Compañía, cuyos resultados se defienden por sí mismos. La segunda responde al CNAE; la primera, en cambio, es regulada por las Direcciones Municipales de Trabajo. Allí se otorga las autorizaciones para ejercer el trabajo por cuenta propia a las personas que lo soliciten y, de ser necesario, estas mismas Direcciones tienen la facultad para retirarlas, en caso de irregularidades.


En la inauguración del XIII Festival de Teatro de La Habana

Isabel Hamze, directora Provincial de Trabajo y Seguridad Social en La Habana, explica que se retiró la licencia de elaborador-vendedor de alimentos con servicios gastronómicos porque la Directora Municipal de Trabajo y Seguridad Social del Municipio Playa, Julia Argüelles, fue informada por la Dirección de Integral de Supervisión de que existían varias irregularidades en El Cabildo. “Por ejemplo —asegura—, había trabajadores ejerciendo en la paladar sin estar contratados por el titular ni tener licencia de trabajo por cuenta propia. Todos los trabajadores por cuenta propia pueden contratar a los trabajadores que quieran, pero estos tienen que obtener una licencia de trabajador contratado. En el caso de los trabajadores que estaban allí, los inspectores comprobaron que solo uno de ellos tenía autorización, en un restaurante donde trabajaban cocineros, ayudantes de cocina, gastronómicos, cantineros, todos sin autorización. Además, cuando los trabajadores contratados son más de cinco, hay que contribuir al fisco, de lo contrario se está evadiendo el impuesto que corresponde.“También hubo irregularidades con el contrato de arrendamiento de un local estatal, que es el espacio que se utiliza; ese contrato no está firmado. Los trabajadores por cuenta propia pueden ejercer en su casa, en un espacio arrendado por una persona natural o en uno arrendado por una entidad estatal. Supuestamente ese local está arrendado, pero no existe un contrato de arrendamiento. Cuando el estado arrenda un espacio, cobra por ese arrendamiento; en este caso, ese contrato no está formalmente hecho” Hamze asegura que en La Habana actualmente laboran 106 mil trabajadores por cuenta propia, y más de cinco mil lo hacen en espacios arrendados por el Estado. Existen, además, 382 paladares y desde octubre de 2010 solo se les ha retirado la licencia a cuatro. Incluso existen restaurantes donde se hacen reservaciones desde el extranjero. Uno puede encontrar desde sitios muy elegantes y caros, hasta modestas fondas. O sea, la flexibilización ha permitido muchas iniciativas, pero siempre siguiendo las regulaciones.


Ópera de la Calle es un proyecto que, igual que hizo con los teatros tradicionales, trasciende cualquier situación coyuntural. Porque, en palabras del propio Aquino, “brinda a todo el mundo, incluidas las comunidades, el resultado de un análisis inteligente y de lo que debe ser el género lírico de hoy, a partir, claro está, de nuestras condiciones y particulares circunstancias que no se limitan a la grandiosidad de los recursos y medios, y si a lo grandioso que puede surgir de un nuevo artista, de un creador en su medio, el que le tocó vivir. Su fundamento principal es demostrar que sobrevive el buen quehacer artístico aun en las peores situaciones materiales, y que se constituye en parte de una cultura abierta a todas las demás, y marca una forma de hacer heterodoxa sobre la base de un artista más completo, mejor formado y apto para actuar en todos los escenarios. Sin obviar nunca que la cultura es un quehacer que se sustenta a la par de la imaginación y la creatividad del espíritu, con la rentabilidad de sus resultados. La cultura tiene un valor intangible, espiritual, pero a la vez tiene enormes retornos indirectos, y a la vez también tiene un valor contable”. Precisamente por esto, por sus resultados, por el prestigio de esta institución de la cultura que ha logrado acercar el canto lírico a la gente común, es que la presidenta del CNAE, Gisela González, está segura de que el proyecto seguirá existiendo: “Sobre todo con los artistas que tenemos, que son tenaces, tienen valores y creen en lo que hacen, eso es lo más importante”.

Fonte: La Jiribilla

Atahualpa Yupanqui



“Los Ejes de Mi Carreta”, do Atahualpa Yupanquipayador, compositor, violonista, cantor e escritor argentino de pai índio, mãe basca, dedos tortos e cara de mau.

Via: blog Papo de Homem

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Renato Carosone





Renato Carosone (Nápoles, 3 de janeiro de 1920 — Roma, 20 de maio de 2001) foi um cantor, pianista e compositor italiano. Foi também um intérprete moderno de canções tradicionais de Nápoles.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Cuba denuncia planes para sabotear la visita del Papa



Cubadebate publica el video transmitido esta noche por la Televisión cubana con un programa especial donde cuatro testigos, ciudadanos mexicanos, revelan las orientaciones y el financiamiento recibido por el Directorio Democrático Cubano, organización pantalla de la CIA, para efectuar una operación de suministros de recursos a grupos de la llamada disidencia local, además de tener instrucciones para distribuir propaganda enemiga y realizar otras acciones provocativas en la vía pública.

El propósito de esta operación era apoyar planes subversivos en la Isla durante la visita de Su Santidad Benedicto XVI. Los mexicanos reclutados por la organización en Miami y que ofrecieron su testimonio a la TV Cubana se nombran César Pérez Zúñiga, Francisco Rojas, Luis Alcocer Pantoja y Marco Dorantes Rojas.

El programa también revela las órdenes emitadas en Miami para ocupar las iglesias. Cada participante recibiría un pago en dólares, lo que prueba una llamada telefónica divulgada, donde se escucha a Ibrahím Bosch, del Partido Republicano Cubano, quien hace la promesa de enviar el dinero.

De acuerdo con las declaraciones de los mexicanos, entre los destinatarios de los medios y el financiamientos para estas acciones en el contexto de la visita del Papa a la Isla se encuentran miembros de las Damas de Blanco, la bloguera favorita de Washington Yoani Sánchez y el provocador Jorge Luis García Pérez, conocido como Antúnez.