sábado, 28 de julho de 2012

quinta-feira, 26 de julho de 2012

En Cuba los ciegos también van al cine.



El Instituto de Cine cubano ha creado sesiones de cine para los ciegos. Las películas son presentadas con el sonido original y una descripción de las imágenes. Un reportaje de la agencia Reuters presentada por el diario Guardian.

sábado, 21 de julho de 2012

Dez factos chocantes nos EUA



1. A maior população prisional do mundo. O País tem a maior população prisional do mundo. Em cada 100 norte-americanos, um está preso. Elevando-se desde os anos 80, a taxa de encarceramento surreal dos EUA é um negócio e um instrumento de controle social: à medida que o negócio das prisões privadas alastra como uma gangrena, uma nova categoria de milionários consolida o seu poder político. Os donos destas prisões são também, na prática, donos de escravos, que trabalham nas fábricas do interior das prisões por salários inferiores a 50 centimos por hora. Este trabalho escravo é tão competitivo, que muitos municípios hoje sobrevivem financeiramente graças às suas próprias prisões, aprovando simultaneamente leis que vulgarizam sentenças de até 15 anos de prisão por crimes menores como roubar pastilhas elásticas. O alvo destas leis draconianas são os mais pobres, mas, sobretudo, os negros, que representando apenas 13% da população norte-americana, são 40% da população prisional do país.

2. 22% das crianças americanas vive abaixo do limiar da pobreza. Calcula-se que cerca de 16 milhões de crianças norte-americanas vivam sem“segurança alimentar”, ou seja, em famílias sem capacidade económica para satisfazer os requisitos nutricionais mínimos de uma dieta saudável. As estatísticas provam que estas crianças têm piores resultados escolares, aceitam os piores empregos, não vão para a universidade e têm uma maior probabilidade de, quando adultos, serem presos.

3. Entre 1890 e 2012, os EUA invadiram ou bombardearam 149 países. O número de países nos quais os EUA intervieram militarmente é maior do que aqueles em que ainda não o fizeram. Números que pçecam por defeito apontam para mais de oito milhões de mortes causadas pelo país só no século XX. Por detrás desta lista, escondem-se centenas de outras operações secretas, golpes de Estado e financiamento de ditadores e grupos terroristas. Segundo Obama, a quem foi atribuído o Nobel da Paz, os EUA conduzem neste momento mais de 70 operações militares secretas em vários países do mundo. O mesmo presidente criou o maior orçamento militar norte-americano desde a Segunda Guerra Mundial, superando de longe os de George W. Bush.

4. Os EUA são o único país da OCDE que não oferece qualquer tipo de subsídio de maternidade. Embora estes números variem de acordo com o Estado e dependam dos contratos redigidos por cada empresa, é prática corrente que as mulheres norte-americanas não tenham direito a nenhum dia pago antes ou depois de dar à luz. Em muitos casos, não existe sequer a possibilidade de tirar baixa sem vencimento. Quase todos os países do mundo oferecem entre 12 e 50 semanas pagas na licença de maternidade. Neste aspecto, os Estados Unidos fazem companhia à Papua Nova Guiné e à Suazilândia.

5. 125 norte-americanos morrem todos os dias por não poderem pagar qualquer tipo de plano de saúde. Se não tiver seguro de saúde (como 50 milhões de norte-americanos não têm), então há boas razões para temer ainda mais a ambulância e os cuidados de saúde que o governo presta. As viagens de ambulância custam em média o equivalente a 490 euros e a estadia num hospital público mais de 200 euros por noite. Para a maioria das operações cirúrgicas (que chegam à casa das dezenas de milhar), é bom que possa pagar um seguro de saúde privado. Caso contrário, a América é a terra das oportunidades e, como o nome indica, terá a oportunidade de se endividar e também a oportunidade de ficar em casa, rezando para não morrer.

6. Os EUA foram fundados sobre o genocídio de 10 milhões de nativos. Só entre 1940 e 1980, 40% das mulheres em reservas índias foram esterilizadas contra sua vontade pelo governo norte-americano. Esqueçam a história do Dia de Acção de Graças com índios e colonos partilhando placidamente o mesmo peru em torno da mesma mesa. A História dos Estados Unidos começa no programa de erradicação dos índios. Tendo em conta as restrições actuais à imigração ilegal, ninguém diria que os fundadores deste país foram eles mesmos imigrantes ilegais, que vieram sem o consentimento dos que já viviam na América. Durante dois séculos, os índios foram perseguidos e assassinados, despojados de tudo e empurrados para minúsculas reservas de terras inférteis, para lixeiras nucleares e para solos contaminados. Em pleno século XX, os EUA iniciaram um plano de esterilização forçada de mulheres índias, pedindo-lhes para colocar uma cruz num formulário escrito em idioma que não compreendiam, ameaçando-as com o corte de subsídios caso não consentissem na esterilização ou, simplesmente, recusando-lhes acesso a maternidades e hospitais. Mas que ninguém se espante, os EUA foram o primeiro país do mundo a oficializar esterilizações forçadas como parte de um programa de eugenia, inicialmente contra pessoas portadoras de deficiência e, mais tarde, contra negros e índios.

7. Todos os imigrantes são obrigados a jurar não ser comunistas para poderem viver nos EUA. Além de ter que jurar não ser um agente secreto nem um criminoso de guerra nazi, vão lhe perguntar se é, ou alguma vez foi membro do Partido Comunista, se tem simpatias anarquistas ou se defende intelectualmente alguma organização considerada terrorista. Se responder que sim a qualquer destas perguntas, ser-lhe-á automaticamente negado o direito de viver e trabalhar nos EUA por“prova de fraco carácter moral”.

8. O preço médio de uma licenciatura numa universidade pública é 80 mil dólares. O ensino superior é uma autêntica mina de ouro para os banqueiros. Todos os estudantes têm dívidas astronómicas, que, acrescidas de juros, levarão, em média, 15 anos para pagar. Durante esse período, os alunos tornam-se servos dos bancos e das suas dívidas, sendo muitas vezes forçados a contrair novos empréstimos para pagar os antigos e assim sobreviver. O sistema de servidão completa-se com a liberdade dos bancos de vender e comprar as dívidas dos alunos a seu bel prazer, sem o consentimento ou sequer o conhecimento do devedor. Num dia, deve-se dinheiro a um banco com uma taxa de juros e, no dia seguinte, pode-se dever dinheiro a um banco diferente com nova e mais elevada taxa de juro. Entre 1999 e 2012, a dívida total dos estudantes norte-americanos cresceu ao ritmo dos 1,5 trilhões de dólares/ano, crescendo assustadoramente 500%...

9. Os EUA são o país do mundo com mais armas: por cada dez norte-americanos, há nove armas de fogo. Não é de espantar que os EUA detenham o primeiro lugar na lista dos países com a maior colecção de armas. O que surpreende é a comparação com outras partes do mundo. No resto do mundo há uma arma para cada dez pessoas. Nos Estados Unidos, nove para cada dez. Nos EUA podemos encontrar 5% da população mundial e 30% de todas as armas, algo da ordem dos 275 milhões. Esta dado estatístico tende a aumentar, já que os norte-americanos compram mais de metade de todas as armas fabricadas no mundo.

10. Há mais norte-americanos que acreditam no Diabo do que os que acreditam em Darwin. A maioria dos norte-americanos são cépticos. Pelo menos no que toca à teoria da evolução, já que apenas 40% dos norte-americanos acreditam nela. Já a existência de Satanás e do Inferno soa perfeitamente plausível para mais de 60% dos norte-americanos. Esta radicalidade religiosa explica as “conversas diárias” do ex-presidente Bush com Deus e mesmo os comentários do ex-pré-candidato republicano Rick Santorum, que acusou académicos norte-americanos de serem controlados pelo Diabo.

Replicado do artreus
Fonte: Operamundi

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Espanha protestou hoje na rua contra as medidas de austeridade



Pessoas de todas as idades  manifestaram-se hoje em Madrid. Centenas de milhares de pessoas gritaram contra os cortes impostos pelo governo de direita do PP. Fotografia de Fernardo Pérez (EL PAÍS)

Mais fotografias aqui.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Esclavos Invisibles



Ducumental de MTV Latinoamerica en conjunto con Calle 13 y UNICEF que muestra la dura vida que muchos jovenes de latinoamerica soportan a diario, siendo explotados laboralmente como sexualmente.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Manifestação de médicos em Lisboa


 


Manifestação de médicos em Lisboa. Fotografia de Mário Cruz (LUSA)

Carga policial sobre os manifestantes em Madrid

GIF's




GIFs are one of the oldest image formats used on the web. Throughout their history, they have served a huge variety of purposes, from functional to entertainment. Now, 25 years after the first GIF was created, they are experiencing an explosion of interest and innovation that is pushing them into the terrain of art. In this episode of Off Book, we chart their history, explore the hotbed of GIF creativity on Tumblr, and talk to two teams of GIF artists who are evolving the form into powerful new visual experiences.Featuring:
Patrick Davison, MemeFactory
TopherChris, Tumblr
Pamela Reed and Matthew Rader, Reed+Rader
Jamie Beck and Kevin Burg, Cinemagraphs

Story Development: Mike Rugnetta, Internet Culture Researcher, MemeFactory

segunda-feira, 9 de julho de 2012

domingo, 8 de julho de 2012

Bye, Bye Miss American pie



Um piloto de um helicóptero militar norte americano lança um projéctil contra algumas pessoas que circulam numa rua na província de Wardack no leste do Afeganistão, enquanto canta "Bye Bye Ms. American Pie". Este vídeo foi divulgado na página web LiveLeak.com. A gravação foi feita desde um helicóptero AH-64 Apache da 101 ª Divisão Aerotransportada do exército dos EUA.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

A história da dívida pública europeia: Como os bancos privados enriqueceram às custas da população !

Todos os países europeus enfrentam o problema da dívida que afeta severamente as contas públicas. A França, quinta potência mundial, também não escapa da crise que faz a felicidade dos bancos privados. Nenhuma nação europeia escapa do problema da dívida pública, apesar da gravidade da crise diferir de um país para outro. De um lado, encontram-se os "bons alunos", como Bulgária, Roménia, República Checa, Polónia, Eslováquia, seguidos pelos países bálticos e escandinavos, com um endividamento inferior a 60% do PIB. De outro lado, estão os quatro "maus alunos", cuja dívida pública ultrapassa os 100% do PIB: Irlanda (108%), Portugal (108%), Itália (120%) e Grécia (180%). Entre esses dois extremos, residem os outros países da União Europeia, tais como França (86%), cuja dívida oscila entre 60% e 100% do PIB.  Os governos europeus de filosofia liberal, simbolizados pela Alemanha de Ângela Merkel, são unânimes quanto à importância que se deve dedicar ao "desendividamento" público, aplicando políticas de austeridade. Desta forma, Pierre Moscovici, embora seja ministro da Economia do governo socialista francês de François Hollande, estabeleceu como prioridade a "redução do défice", comprometendo-se a limitá-lo a 3% do PIB ao ano, entre outras coisas, por meio da redução das despesas públicas. No entanto, é de conhecimento público que as políticas de austeridade promovidas pela União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, aplicadas no Velho Continente, são economicamente ineficazes. Causam inclusive um efeito contrário, já que, longe de estimular o crescimento, a redução de gastos, a diminuição dos salários e das aposentadorias – além das catastróficas consequências sociais e humanas que provocam – levam inevitavelmente a uma retracção do consumo. Com isso, as empresas são forçadas a reduzir a produção e os salários, e até demitir seus funcionários. Como consequência, as receitas fiscais do Estado diminuem, enquanto seus gastos – para atenuar os efeitos do desemprego – explodem, criando assim um interminável círculo vicioso, cujo símbolo é a crise grega. Assim, vários países europeus estão em recessão.

Como nasceu a dívida pública da França

 Em 1973, a França não tinha problema de dívida e o orçamento nacional estava equilibrado. O Tesouro podia ser financiado directamente pelo Banco da França para construir escolas, infraestrutura viária, portuária e aérea, hospitais e centros culturais, sem ter de pagar uma taxa de juros exorbitante, então tinha apenas défice. No entanto, em 3 de janeiro de 1973, o governo do presidente Georges Pompidou, antigo director-geral do Banco Rothschild, influenciado pelo mundo financeiro, adoptou a Lei n°73/7 sobre o Banco da França, apelidada de "Lei Rothschild" pela ala do sector bancário favorável a sua adopção. Elaborada por Olivier Wormser, presidente do Banco da França, e Valéry Giscard d'Estaing, então ministro da Economia e das Finanças, a lei estipula em seu artigo 25 que "o Tesouro não pode ser recebedor de créditos de seus próprios títulos sacados junto ao Banco da França".  Por outras palavras, o Estado francês já não poderia financiar o Tesouro contratando empréstimos sem juros com o Banco da França, mas teria de recorrer aos mercados financeiros. Dessa forma, o Estado torna-se obrigado a pedir empréstimos e pagar juros às instituições financeiras privadas, enquanto até 1973 podia criar moeda para equilibrar o orçamento pelo Banco Central. Os bancos comerciais dispõem agora do poder de criação monetária mediante crédito, enquanto antes era uma prerrogativa exclusiva do Banco Central, ou seja, do Estado, e enriquecem às custas dos contribuintes, em uma situação de quase monopólio.  Assim, os bancos privados podem emprestar, graças ao sistema de reserva fraccionária [NR] , mais de seis vezes a quantia que têm em moeda central. Por outras palavras, por cada euro que têm, podem emprestar até seis euros, graças à criação monetária mediante crédito. Como se não bastasse, podem contratar junto ao Banco Central todos os fundos necessários, muitas vezes com uma taxa de 0%, com o objectivo de emprestá-los em seguida aos Estados, com uma taxa de 3% a 18%, como é o caso da Grécia. Com isso, a criação monetária mediante crédito representa 90% da massa monetária em circulação na zona do euro.

Maurice Allais, Prémio Nobel de Economia francês, denunciou esta situação e afirmou que a criação monetária deveria ser uma prerrogativa do Estado e do Banco Central. Segundo ele, "toda a criação monetária deve ser do Estado e somente do Estado: toda criação monetária diferente da moeda da base do Banco Central deve ser impossibilitada, de modo que desapareçam os 'falsos direitos', que resultam actualmente da criação monetária pelos bancos […]. Por essência, a criação monetária ex nihilo que praticam os bancos se assimila – não hesito em dizê-lo para que as pessoas entendam bem o que está em jogo – à fabricação de dinheiro por falsificadores, acertadamente punidos pela lei. Concretamente, leva aos mesmos resultados. A única diferença é que aqueles que dela se beneficiam são diferentes".  Actualmente, a dívida da França equivale a mais de 1,7 milhão de milhões de euros. No entanto, entre 1980 e 2010, o contribuinte francês pagou mais de 1,4 milhão de milhões de euros aos bancos privados apenas pelos juros da dívida. Dessa forma, sem a lei de 1973, o Tratado de Maastricht e o Tratado de Lisboa, a dívida francesa seria de apenas 0,3 milhão de milhões de euros.

A França paga por ano 50 mil milhões de euros de juros, o que coloca este pagamento em primeiro lugar no orçamento, antes da Educação. Com a mesma quantia, o governo poderia construir 500 mil casas de 100 mil euros ou criar 1,5 milhões de postos de trabalho no serviço público (educação, saúde, cultura, lazer) com um salário líquido mensal de 1.500 euros. O contribuinte é despojado de 1 mil milhões de euros por semana em proveito dos bancos privados. Portanto, a categoria mais rica da população recebeu do Estado o grande privilégio de enriquecer às custas do contribuinte sem nenhuma contrapartida e sem o menor esforço. Além disso, este sistema permite ao mundo financeiro submeter a classe política aos seus interesses e ditar a política económica através das agências de qualificação, elas próprias financiadas pelos bancos privados. Ou seja, se um governo adopta uma política contrária aos interesses do mercado financeiro, essas agências baixam a nota do Estado, tendo como efeito imediato o aumento das taxas de juros.  Ao mesmo tempo, quando o Estado e o Banco Central Europeu resgatam os bancos privados em dificuldade – isto é, procedem à sua estatização de fato, sem o benefício de qualquer vantagem, como por exemplo o poder decisório no Conselho de Administração –, fazem-no com taxas de juros menores do que essas mesmas instituições financeiras cobravam do Estado. O sistema de crédito que se estabeleceu na França desde 1973 e que foi sancionado nos tratados de Maastricht e de Lisboa tem apenas um objectivo: enriquecer os bancos privados às custas dos contribuintes. É lastimável que não se abra um debate sobre as origens da dívida pública da França nos media ou no Parlamento. No entanto, bastaria devolver ao Banco Central a exclusividade da criação monetária para resolver o problema da dívida.

Artigo de Salim Lamrani *

Referências bibliográficas:
[1] Eurostat, " La dette publique des Etats membres ", dezembro de 2011. (consultado em 12/junho/2012).
[2] Le Point, "Moscovici: l'Europe, dossier prioritaire, la dette publique est un 'ennemi'", 17/maio/2012.
[3] Loi du 3 janvier 1973 sur la Banque de France. (site consultado em 13/junho/2012)
[4] Maurice Allais, La crise mondiale d'aujourd'hui, Editions Clément Juglar, 1999.
[5] Une histoire de la dette, "Comprendre la dette publique", 7/outubro/2011. (acessado em 13/junho/2012); Sociétal, "L'arnaque de la dette publique" (site acessado em 13/junho/2012).


[NR] Acerca da criação monetária e do sistema de reserva fraccionária, ver Ascensão e queda do euro , Chiado, Lisboa, 2012, 351 pgs., ISBN: 978-989-697-548-7
[*] Doutorado em Estudos Ibéricos e Latinoamericanos pela Univerdade Paris Sorbonne-Paris IV; professor encarregado de cursos na Universidade Paris-Sorbonne-Paris IV e na Universidade Paris-Est Marne-la-Vallée e jornalista, especialista nas relações entre Cuba e Estados Unidos. Seu livro mais recente é "Etat de siège. Les sanctions économiques des Etats-Unis contre Cuba", Paris, Edições Estrella, 2011.

Contacto: Salim.Lamrani@univ-mlv.fr

Fonte: http://resistir.info/

terça-feira, 3 de julho de 2012

"Custe o que custar"

Revela o DN que os enfermeiros contratados a partir de ontem para os centros de saúde de Lisboa e Vale do Tejo irão ganhar 3,96 euros à hora, isto é, 555 euros por mês (250 a 300 líquidos). São, diz uma das empresas contratantes, as novas regras de pagamento aos "colaboradores" do SNS: a qualidade não conta, é escolhido quem cobrar menos.
Paulo Macedo chegou ao Governo com a incumbência de "poupar na saúde" e, para isso, terá adoptado como estratégia o abandalhamento do SNS, empurrando quem não for totalmente indigente para as clínicas privadas de bancos e seguradoras. Ficam os pobres, e na saúde dos pobres pode poupar-se à vontade.
Pelo menos assim parecem pensar os "boys" de algumas ARS e administrações hospitalares. E, se em Lisboa poupam prescindindo da qualidade da enfermagem, no Hospital Central Tondela-Viseu poupam, como noticiou o JN, no copo de leite e nas bolachas de água e sal com que, durante a noite, se estabilizavam antes os níveis de glicémia dos diabéticos, deixando estes 12 horas sem comer e em risco de morte por hipoglicemia, do mesmo modo que, em outros hospitais públicos, a lei, em relação aos doentes oncológicos, parece ser agora a de "poupar nos medicamentos caros e deixar morrer".
Porque é preciso poupar em algum lado o que não se poupa nas PPPs e nas rendas pagas às grandes empresas do sector energético.

Texto de Manuel António Pina no JN de hoje.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Suspeitas de fraude nas eleições mexicanas


Um homem tapa a sua boca com um papel no qual se pode ler a palavra “fraude” e empunha um cartaz onde diz que “o Governo mente, não me deixaram votar”, num protesto que decorreu no Instituto Eleitoral Federal, na Cidade do México, a propósito das eleições no país. Os primeiros resultados, cm base em projeções, indicam que o candidato da direita apoiado pelo Partido Revolucionário Institucional (PRI), que governou o México durante 71 anos, deverá regressar ao poder apesar dos protestos por suspeita de fraude eleitoral. Fotografia: Bernardo Montoya/Reuters