quinta-feira, 29 de março de 2012

sexta-feira, 23 de março de 2012

Ler



Aos 25 anos perguntamos: o que é ler? . A Revista LER  convidou os autores que passaram pelas Correntes d'Escritas, realizado entre 23 e 25 de fevereiro deste ano na Póvoa do Varzim, para um desafio.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Lisboa brutal


Patrícia Melo, fotojornalista portuguesa da AFP, agredida hoje por um agente policial durante a greve geral, em Lisboa. (Fotografia de Hugo Correia/Reuters). Também o jornalista da agência Lusa José Sena Goulão, que se encontrava no local a fazer a cobertura do acontecimento, foi agredido por um elemento da PSP. Já no chão o repórter fotográfico identificou-se como jornalista e continuou a ser agredido, necessitando de assistência hospitalar.

As razões de uma Greve Geral !

Greve Geral # 09

Van Gogh Interativo

Greve Geral # 08

Greve Geral # 07

sexta-feira, 16 de março de 2012

Bandex - A Visita

De novo nos "tops"

Como no anúncio televisivo, "ainda sou do tempo em que" um bilhete de autocarro custava oito tostões (menos de meio cêntimo) e que Portugal era campeão europeu de hóquei de patins e de mortalidade infantil. Uma das muitas malfeitorias do 25 de Abril foi tirar-nos, em poucos anos de SNS, o honroso título de mais crianças mortas no primeiro ano de vida, relegando o país para o fim dos "rankings" mundiais.

38 anos depois do 25 de Abril, graças aos esforçados mandatários dos "mercados" que nos governam, chegámos de novo aos "tops" da Europa: segundo o Eurostat, Portugal foi, no último trimestre de 2011, o segundo país mais rápido da UE (logo a seguir à Grécia) a destruir empregos, com a notável marca de mais 3,1% de empregos eliminados do que em igual período do ano anterior; ao mesmo tempo, somos agora, "ex-aequo" com a Irlanda, campeões europeus da redução de salários nos empregos (ainda) não eliminados.

Quanto à mortalidade infantil não há, para já, dados recentes. Em contrapartida, só em duas semanas morreram em Portugal, segundo o Instituto de Saúde Ricardo Jorge, 6 100 pessoas de frio e gripe, a maior parte idosos com mais de 75 anos. Os aumentos das taxas moderadoras, juntamente com a redução das prestações sociais, mais os aumentos da electricidade e gás, que levam muitos reformados pobres a não poder ligar os aquecedores, estarão, segundo especialistas, na origem da assinalável "perfomance".


Artigo de Manuel António Pina, no JN.

terça-feira, 13 de março de 2012

Porto no início do Séc. XX

Enquanto os "holofotes mediáticos" nos dirigem o olhar para a Síria, Israel mantêm a sua rotina criminosa de bombardear Gaza...

Uma criança ferida num bombardeamento israelita recebe cuidados médicos num  hospital de Beit Lahia, a norte de Gaza. Fotografia de MOHAMMED ABED (AFP)

Médicos palestinianos prestam cuidados médicos a um jovem palestiniano ferido num bombardeamento israelita sobre Gaza. Fotografia de YASSER QUDIH (AP)

 Familiares de Nayef Qarmut, adolescente morto durante um bombardeamento israelita, quando se dirigia para a escola, choram na morgue de Beit Lahiya. Fotografia de MARCO LONGARI (AFP)

Crianças feridas por um bombardeamento israelita, num hospital a norte de Gaza.
Fotografia de ALI HASSAN (REUTERS)

Mais fotografias aqui.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Aeroporto Internacional Cesária Évora


Hoje, dia Internacional da Mulher, as autoridades caboverdianas, inauguram na Ilha de São Vicente o Aeroporto Internacional Cesária Évora. Uma  merecida homenagem à "cantora dos pés descalços". Post e fotografia roubados ao blog Cafe Margoso.

quarta-feira, 7 de março de 2012

The City of Samba



O Massacre Colombiano

Julgava-se que a Guatemala detinha o primeiro lugar no continente americano no que diz respeito a massacres de massas. Mas o regime colombiano pulverizou este record e os EUA estão perfeitamente informados sobre a situação. Mais, são colaboradores, apoiantes e cúmplices activos dos fascistas colombianos que estão a levar a cabo o genocídio de populações indígenas.

 
Há muito que se julgava que a Guatemala detinha o primeiro lugar no continente americano no que diz respeito a massacres de massas na nossa época moderna – 200 000 vítimas nos anos 1980, em 94% dos casos assassinadas pelo Estado com o apoio de Washington e em aliança com os esquadrões da morte. Mas, infelizmente, constata-se agora que a Colômbia pulverizou este record e, conforme Wikileaks revela, os EUA estão perfeitamente informados sobre a situação.

Num telegrama de 19 de Novembro de 2009 intitulado “2009-2010 International Narcotics Control Strategy Report” (Relatório estratégico sobre o controlo internacional de narcóticos 2009-2010), a embaixada dos EUA em Bogotá reconhece, como dado acessório, a horrível verdade: foram registadas 257 089 vítimas dos paramilitares de extrema-direita. E, tal como Human Rights Watch assinalou no seu relatório anual de 2012 sobre a Colômbia, esses paramilitares continuam a actuar de braço dado com os militares apoiados pelos EUA.

Mesmo para aqueles que conhecem a Colômbia este número é arrasador. A primeira vez que deparei com este número foi no livro Cocaïne, Death Squads, and the War on Terror (Cocaína, esquadrões da morte e a guerra contra o terrorismo), do qual falei neste sítio há algum tempo, e que cita um jornalista independente que afirma que cerca de 250 000 vítimas foram mortas pelo para-Estado colombiano. Nesse sublinha-se que este número foi ocultado porque as vítimas foram enviadas para salgadeiras ou para fornos crematórios de tipo nazi.

Fica agora a saber-se que há pelo menos dois anos os EUA têm conhecimento de tudo acerca destes crimes. O que não provocou qualquer mudança na política estado-unidense relativamente à Colômbia – o país receberá durante os próximos dois anos 500 milhões de dólares de ajuda destinada ao seu exército e à sua polícia – e não impediu Obama de defender, e de concretizar no ano passado, o Tratado de comércio livre com a Colômbia.

Tal como sucedeu na Guatemala nos anos 1980, a violência atingiu em particular as populações indígenas – facto reconhecido igualmente pela embaixada dos EUA nos telegramas revelados por Wikileaks. Esta violência dirigida contra indígenas continua aliás a aumentar. A embaixada estado-unidense reconhece-o num telegrama de 26 de Fevereiro de 2010 intitulado “Violence Against Indigenous Shows Upward Trend” (A violência contra indígenas manifesta tendência a crescer). Por causa desta violência há 34 grupos indígenas que se encontram á beira da extinção; portanto, esta violência pode ser classificada como genocida.

Este telegrama de 2010 explica que “os assassínios de indígenas aumentam pelo segundo ano consecutivo”, um aumento de 50% em 2009 relativamente a 2008. O telegrama explica ainda que “os indicadores de violência contra os indígenas agravaram-se novamente em 2009. Segundo a Organização nacional indígena de Colômbia (ONIC) as deslocalizações aumentaram 20% (de 3 212 para 3 649), os desaparecimentos forçados aumentaram mais de 100% (de 7 para 18), e as ameaças aumentaram mais de 3 000% (de 10 para 314). A ONIC regista igualmente um aumento no recrutamento forçado de menores por parte de todos os grupos armados ilegais, mas não fornece dados numéricos sobre este ponto.

A embaixada, baseando-se num estudo publicado pela antropóloga Esther Sánchez – estudo que o governo estado-unidense financiou -, assinala que os militares e paramilitares tomam os indígenas por alvo porque eles são “frequentemente vistos como colaboradores das FARC uma vez que coabitam nos mesmos territórios”; e é precisamente a presença de militares colombianos nos territórios indígenas que “transfere o conflito para o jardim dos indígenas”, o que constitui uma ameaça para a sua existência. Ora a embaixada recusa a ideia de uma retirada dos territórios indígenas por parte do exército colombiano, sublinhando que uma reivindicação nesse sentido apresentada pela tribo awa é “inaplicável”.

“Inaplicável”, explica a embaixada, porque este território necessita de estar sob controlo uma vez que contém numerosas riquezas. A embaixada estado-unidense reconhece explicitamente que “os investimentos de capital nos hidrocarbonetos”, bem como na borracha e na palmeira produtora de óleo – o que quer dizer exactamente os investimentos que explicam as decisões militares de Washington e o Tratado de comércio livre – conduzem directamente à violência contra os indígenas. E isto sucede, explica a embaixada, porque os povos indígenas “provavelmente não abandonariam terras tidas como sagradas nas suas identidades culturais”. Ou seja, que não franqueariam voluntariamente a porta à exploração capitalista.

Tudo isto mostra que os EUA e a Colômbia continuam a defender opções militares e a conduzir políticas económicas que, segundo a própria opinião dos EUA, conduzem a um genocídio. Na realidade é a própria embaixada estado-unidense que reconhece que o genocídio é absolutamente necessário para alcançar os seus objectivos.

Isto significa que os EUA mentem quando fingem interessar-se pelos direitos humanos. Os EUA têm o atrevimento de excluir Cuba da Cimeira das Américas por causa do direitos humanos; mas é o país que acolhe esta Cimeira – a Colômbia – que por todas as razões deveria ser apontado a dedo pelo seus resultados excepcionalmente maus no que diz respeito a direitos humanos. Na verdade, são os próprios EUA quem deveria ser denunciado, porque apoiam o brutal regime colombiano. Mas como são os EUA que domina o mundo, isso também pareceria “inaplicável”.

Artigo de Dan Kovalik (advogado norte-americano e activista dos Direitos Humanos )
Versão em português em Odiario.info

sábado, 3 de março de 2012

Almodovar x Garzón


Vídeo produzido por Pedro Almodovar em defesa do Juiz Baltazar Garzón, perseguido implacavelmente pela direita espanhola. Entre outros processos que lhe foram movidos, foi acusado, julgado e absolvido esta semana por tentar investigar os crimes cometidos durante a ditadura de Franco.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Esperanza Aguirre e os seus “COLEGAS” atacam Cuba

Mariela Castro, diretora do Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex), depois de participar numa
marcha contra a homofobia por uma avenida central de Havana. Fotografia: EPA / Alejandro Ernesto

O cúmulo da obsessão anticubana, promovida pelo actual governo espanhol tornou-se evidente quando a reaccionária e intolerante Presidente da Comunidade de Madrid, Esperanza Aguirre, aproveitou um momento de um encontro sobre a Homofobia para lançar duros e infundados ataques contra Cuba. Durante a sua intervenção, nas jornadas “Direitos Humanos, a sociedade civil e a homossexualidade em Cuba”, que se realizaram na Casa da América, manifestou o seu “apoio e solidariedade” incondicional, tanto para com os mercenários que continuam a subverter a ordem constitucional em Cuba, como para com aqueles que promovem, a partir do exterior, a mais detestável guerra ideológica contra a Ilha, baseada na mentira e na distorção da nossa realidade. Argumentando uma inexistente e mediaticamente sobredimensionada perseguição aos homossexuais em Cuba, a representante do reaccionário Partido Popular que está no governo, utilizou um discurso político imoral e oportunista, cujo único propósito era questionar a nossa sociedade cubana. Acompanhada pelo terrorista Carlos Alberto Montaner, Calixto Navarro e Rafael Salazar, presidente da Confederação Espanhola das Associações de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (COLEGAS), pareceu esquecer-se, não só da triste história de perseguição aos homossexuais na Espanha franquista como dos entraves e obstáculos discriminatórios que ainda existem na Espanha actual.

Quis ainda ignorar, como a partir de 15 de Julho de 1954, através da Lei dos Vadios e Meleantes, um dos seus ícones políticos, o General Francisco Franco, iniciou a mais repugnante perseguição contra os homossexuais no seu país. Ignorou também, como em décadas posteriores se manteve esta mesma perseguição desenfreada e que a febre homofóbica levou à prisão de centenas de gays em Espanha. Basta recordar que nos anos 70, através da Lei da Perigosidade e Reabilitação Social, foram encarcerados em Badajoz e Huelva centenas de homossexuais, que foram torturados, inclusive com choques eléctricos, com o objectivo de tentar de mudar a sua orientação sexual. Esqueceu deliberadamente que o indulto de 25 de Novembro de 1975, bem como a amnistia de 31 de Julho de 1976, excluíram estes presos. Apesar das mudanças subsequentes que deram inicio à “movida madrileña” e de, em 1986 a homossexualidade ter deixado de constituir crime dentro das forças armada, foi o próprio Partido Popular que, durante o governo de José María Aznar (1996-2004), boicotou uma legislação para aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Após isto, apesar de este se ter legalizado a 02 de Julho de 2005, o Partido Popular tem mantido inalterada a sua posição. Espanha, apesar de ser um dos países com a legislação mais progressista do mundo, tem mantido a violência homofóbica em grande escala, ao ponto de, apenas entre 2005 e 2006, se terem feito quase 300 denúncias de ataques homofóbicos, incluindo o assassinato de jovens devido à sua orientação sexual.

Que direito, questiono, tem Esperanza Aguirre para falar sobre Cuba, no tema da discriminação aos homossexuais, se Madrid é hoje uma das cidades com mais alto índice deste tipo de marginalização, segundo informa e atesta o próprio Colectivo Gay de Madrid (COGAM)? Por seu lado Montaner, tristemente recordado da sua participação como terrorista pago pela CIA em vários atentados realizados em Cuba, tal como no assassinato de religiosos na América Central, teve o pudor de não atacar Cuba em relação a esta questão. Teve, sem embargo, de reconhecer que a nossa sociedade avançou paulatinamente sobre este delicado assunto, impulsionado pelo incansável trabalho de Mariela Castro e o CENESEX. O objectivo deste evento era atacar Cuba por qualquer motivo, assim a Senhora Aguirre, rodeada de gays e lésbicas, que o seu partido sempre desprezou, aproveitou a reunião com estes para lançar calúnias e mentiras para agradar aos seus parceiros norte-americanos.

Artigo de Percy Francisco Alvarado Godoy, para a Rebelión (tradução para português da AAPC)