terça-feira, 31 de janeiro de 2012

E a dívida alemã?

Gostaria de ver os arautos dos "mercados" que moralizam que "as dívidas são para pagar" (no caso da Grécia, com a perda da própria soberania) moralizarem igualmente acerca do pagamento da dívida de 7,1 mil milhões de dólares que, a título de reparações de guerra, a Alemanha foi condenada a pagar à Grécia na Conferência de Paris de 1946.
Segundo cálculos divulgados pelo jornal económico francês "Les Echos", a Alemanha deverá à Grécia em resultado de obrigações decorrentes da brutal ocupação do país na II Guerra Mundial 575 mil milhões de euros a valores actuais (a dívida grega aos "mercados", entre os quais avultam gestoras de activos, fundos soberanos, banco central e bancos comerciais alemães, é de 350 mil milhões).
A Grécia tem inutilmente tentado cobrar essa dívida desde o fim da II Guerra. Fê-lo em 1945, 1946, 1947, 1964, 1965, 1966, 1974, 1987 e, após a reunificação, em 1995. Ao contrário de outros países do Eixo, a Alemanha nunca pagou. Estes dados e outros, amplamente documentados, constam de uma petição em curso na Net (http://aventar.eu/2011/12/08/peticao-sobre-a-divida-da-alemanha-a-grecia-em-reparacao-pela-invasao-na-ii-guerra-mundial) reclamando o pagamento da dívida alemã à Grécia.
Talvez seja a altura de a Grécia exigir que um comissário grego assuma a soberania orçamental alemã de modo a que a Alemanha dê, como a sra. Merkel exige à Grécia, "prioridade absoluta ao pagamento da dívida".

Texto de Manuel António Pina no JN de hoje.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Irão: O que está por detrás do embargo Europeu

Os caminhos da agressão à Síria passam através do Líbano. Os caminhos que estrategicamente agridem o Irão passam através da Síria. Os caminhos que agridem ou afectam estrategicamente a Rússia e a China passam através da Síria e do Irão.

Não são só as vastas reservas de energia e recursos naturais do Irão que atiçam a cobiça dos dirigentes dos países economicamente impotentes da União Europeia assim como do líder deles todos, os Estados Unidos. Sabemos que foi sempre essa cobiça, de mãos dadas com a debilidade económica, que esteve por detrás das guerras ilegais dos últimos vinte anos, a mais recente das quais a da Líbia.
Agora temos que os caminhos que levam a Moscovo e a Pequim passam por Teerão, capitais localizadas respectivamente na Rússia, China e Irão. O que se tem passado em relação às atitudes agressivas ocidentais dos últimos anos em relação à Síria e ao Irão insere-se também num quadro de considerações políticas geo-estratégicas mais amplas. [1]
No estudo apresentado em [1] considera-se que os caminhos que levam a Moscovo e a Pequim passam por Teerão do mesmo modo que os caminhos que levam à Teerão passam por Damasco na Síria, Bagdad no Iraque e Beirute no Líbano.
Destaca-se que os Estados Unidos querem controlar o Irão por razões políticas e económicas bem como para satisfazer as suas próprias necessidades de energia. E querem também poder controlar a forma de pagamento das exportações do petróleo do país. Querem que o pagamento das exportações de petróleo do Irão seja feito em dólares.
E isso para que o uso global e permanente do dólar nas transações internacionais seja mantido e não posto em causa, como tem sido nos últimos tempos. Deve lembrar-se que o uso do dólar como moeda de pagamento internacional é uma das duas pernas em que o controlo americano sobre o mundo se sustenta, apesar de tudo. Digo apesar de tudo porque o dólar não tem valor nenhum por si mesmo. Poderia e deveria ser trocado por sistemas de pagamento mais condizentes com a realidade de 2012 e não condizentes com a realidade de 1945, como é o caso. A outra perna em que se sustenta o poder americano sobre o mundo é a força militar.
Controlando o Irão através de um regime de fantoches posto no poder através de uma guerra dirigida pelos Estados Unidos e executada pelos seus aliados (como foi o caso na Líbia e como estão ameaçando fazer na Síria) Washington também estaria a pôr uma corda no pescoço da China.
Essa corda iria ser apertada ou afrouxada de acordo com os interesses norte americanos, dando-lhes o controle da segurança energética da China. Se a China não se comportasse de acordo com os interesses americanos lá estariam eles a asfixiá-la através do estrangulamento do fornecimento do petróleo. Estrangulamento esse que seria garantido pelos fantoches estabelecidos no Irão à custa do sangue de muitos milhares e milhares de inocentes no Irão e no Oriente Médio, assim como à custa de uma desestabilização económica no mundo inteiro, se não de uma catástrofe global.
É um facto do conhecimento geral que a ameaça de guerra aberta hoje visível é uma continuação dos acontecimentos desencadeados por acções encobertas há já uns anos. Essas acções encobertas incluem serviços de informação específica, ataques e vírus cibernéticos, grupos militares secretos, espiões, assassinos, agentes de provocação e sabotadores agindo contra o Irão em favor dos interesses ocidentais.
O sequestro e assassínio de cientistas iranianos e de comandantes militares é do conhecimento público. Sabe-se de diplomatas iranianos sequestrados no Iraque e de iranianos visitando a Arábia Saudita e a Turquia que foram detidos e sequestrados. Sabe-se de oficiais sírios, assim como de vários palestinos e representantes do Hezbollah que também foram assassinados. Destaque-se que foram assassinados e não detidos e colocados perante um tribunal de justiça.
Pressupõe-se que Israel tenha atacado o Líbano não só para exterminar ou pelo menos enfraquecer o Hezbollah, mas também para atingir estrategicamente a Síria. Como já foi dito anteriormente, os caminhos que agridem a Síria passam através do Líbano. Os caminhos que estrategicamente atingem o Irão passam através da Síria. Os caminhos que agridem ou afectam estrategicamente a Rússia e a China passam através da Síria e do Irão.
A Síria é o apoio e o eixo do bloco da resistência contra os abusos ocidentais na região. Essa resistência é apoiada pelo Irão. Há já cinco ou seis anos que os Estados Unidos, acompanhados pelos seus “irmãos de armas” locais tentam desligar a Síria do Irão. Essa tentativa vinha sido feita através de esforços para seduzir a Síria. Uma vez que a Síria não se deixou seduzir pelas ofertas ocidentais, as tentativas de sedução transformaram-se em ameaças e em preparativos para a guerra.
Combater a Síria é combater o Irão. Esse é um ponto central a ser tido em conta no contexto actual. A balança do poder e da influência política hoje na região pende a favor do Irão, mas nada enfraqueceria mais o Irão do que a perda da Síria.
Há aqui cenários potencialmente devastadores. Iria o Irã manter-se passivo frente a um ataque à Síria, ataque esse liderado pelos interesses ocidentais? Podemos pressupor que não. Os Estados Unidos não desejam que esse potencial cenário se concretize. O que eles querem é atacar a Síria e depois atacar o Irão, não atacar os dois juntos. Seria demasiado até mesmo para os EUA-UE-OTAN. Isto já para não se mencionar a cadeia de acontecimentos imprevisíveis que uma tal acção desencadearia.
A marcha para uma guerra total e devastadora prossegue enquanto os Estados Unidos intensificam a guerra política e económica, da qual a decisão de embargo da União Europeia é apenas um passo mais. É uma marcha fúnebre dirigida por loucos falidos e letalmente armados.

REFERÊNCIAS E NOTAS:

[1] Mahdi Darius Nazemroaya é sociólogo e autor consagrado especializado em questões do Oriente Médio e da Ásia Central. Tendo estudado e analisado extensamente a situação actual, argumentou no sentido núcleo das ideias que aqui retransmitimos. Originalmente o núcleo sequencial de ideias e conclusões aqui apresentadas foi publicado em “News”- “Obama´s Secret Letter to Tehran: Is the war against Iran on hold?”, em www.strategic-culture.org - Strategic Culture Foundation, Moscovo.

Artigo de Anna Malm, via o diario.info

Vidas #05


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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Vivemos numa democracia de fechada !

Esta democracia de fachada não gosta de opiniões diferentes, Só admite a corrente de opinião dominante.  Esta corrente de opinião dominante resume-se á "voz do dono". Por isso na democracia de fachada, onde as opiniões diferentes são incomodas,  não se lhes dá a tribuna, o microfone ou o ecrân da tv.


ESTE TEMPO

Esta foi a última crónica da Raquel Freire na antena 1.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Chico & Rita


Longa-metragem de animação de 2010 "Chico e Rita" passa-se em Cuba, no ano de 1948. Chico é um pianista e Rita é uma cantora. Unidos pela música e pelo amor, correm mundo com a sua música. A realização é de Fernando Trueba e Javier Mariscal. A banda sonora é excepcional e é da responsabilidade de Bebo Valdéz.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Islândia triplicará seu crescimento em 2012 após a prisão de políticos e banqueiros


Islândia conseguiu acabar com um governo corrupto e parasita. Prendeu os responsáveis pela crise financeira, mandando para a prisão. Começou a redigir uma nova Constituição feita por eles e para eles. E hoje, graças à mobilização, será o país mais próspero de um ocidente submetido a uma tenaz crise de dívida.

É a cidadania islandesa, cuja revolta em 2008 foi silenciada na Europa por temor a que muitos percebessem. Mas conseguiram, graças à força de toda uma nação, o que começou sendo crise se converteu em oportunidade. Uma oportunidade que os movimentos altermundistas observaram com atenção e o colocaram como modelo realista a seguir.

Consideramos que a história da Islândia é uma das melhores noticias dos tempos atuais. Sobretudo depois de saber que segundo as previsões da Comissão Europeia, este país do norte atlântico, fechará 2011 com um crescimento de 2,1% e que em 2012, este crescimento será de 1,5%, uma cifra que supera o triplo dos países da zona euro. A tendência ao crescimento aumentará inclusive em 2013, quando está previsto que alcance 2,7%. Os analistas asseveram que a economia islandesa segue mostrando sintomas de desequilíbrio. E que a incerteza segue presente nos mercados. Porém, voltou a gerar emprego e a dívida pública foi diminuindo de forma palpável.

Este pequeno país do periférico ártico recusou resgatar os bancos. Os deixou cair e aplicou a justiça sobre aqueles que tinham provocado certos descalabros e desmandes financeiros. Os matizes da história islandesa dos últimos anos são múltiplos. Apesar de transcender parte dos resultados que todo o movimento social conseguiu, pouco foi falado do esforço que este povo realizou. Do limite que alcançaram com a crise e das múltiplas batalhas que ainda estão por se resolver.

Porém, o que é digno de menção é a história que fala de um povo capaz de começar a escrever seu próprio futuro, sem ficar a mercê do que se decida em despachos distantes da realidade cidadã. E embora continuem existindo buracos para preencher e escuros por iluminar.

A revolta islandesa não causou outras vítimas que os políticos e os homens de finanças costumam divulgar. Não derramou nenhuma gota de sangue. Não houve a tão famosa "Primavera Árabe". Nem sequer teve rastro mediático, pois os meios passaram por cima na ponta dos pés. Mesmo assim, conseguiram seus objetivos de forma limpa e exemplar.

Hoje, seu caso bem pode ser o caminho ilustrativo dos indignados espanhóis, dos movimentos Occupy Wall Street e daqueles que exigirem justiça social e justiça econômica em todo o mundo.

Fonte: Maestroviejo's Blog

A proposito de mais um suposto dissidente morto.....

"Às 18:45 de 19 de janeiro, em Santiago de Cuba, faleceu o preso Wilman Villar Mendoza. Óbito ocorreu no Hospital Clínico-Cirúrgico "Dr. Juan de Bruno Zayas", devido à falência de múltiplos órgãos, o que levou o paciente a um choque devido a sépsis.

Esta pessoa tinha sido enviada com urgência a 13 de janeiro da penitenciaria "Aguadores", com sintomas de pneumonia grave do pulmão esquerdo, recebendo todos os tratamentos que geralmente se aplicam a estes casos: ventilação
e nutrição artificial, líquidos, produtos derivados do sangue, suporte com drogas vasoativas e antibióticos de largo espectro de última geração.

O Hospital Cirúrgico "Juan de Bruno Zayas", é um dos hospitais de nível superior nos cuidados intensivos no Oriente de Cuba e possui vasta experiência no atendimento a pacientes graves.

Villar Mendoza,  residia no município de Contramaestre, na província de Santiago de Cuba e estava a cumprir uma sentença de prisão desde 25 de Novembro de 2011, sob a acusação de delitos de desacato, violência e resistência à autoridade.

O detido, foi punido na sequência de um crime público em que atacou e provocou ferimentos no sua esposa, ao que sua mãe solicitou a intervenção das autoridades. Durante intervenção da Policia Nacional Revolucionária, Wilman Villar Mendoza terá resistido e agredido
os agentes da autoridade.

Os seus familiares mais próximos estavam ao corrente de todos os procedimentos médicos que foram utilizados no seu tratamento, e reconheceram os esforços da equipa de especialistas que o tratou.

Em relação a este fato, durante vários dias, as agências de notícias estrangeiras, particularmente as sediadas em Miami, têm vindo a promover uma campanha internacional difamatória, em conluio com elementos contra-revolucionários internos, os quais apresentam Villar Mendoza como um suposto "dissidente", que morreu depois de fazer uma greve de fome na prisão.
A este respeito, têm abundado as supostas provas e depoimentos para tentar demostrar que havia um "dissidente" e que estava em greve de fome.

Villar Wilman após cometer o crime, foi julgado e só depois na cadeia é que começou a ser associado a elementos contra-revolucionários em Santiago de Cuba, que o fez acreditar que a sua presumível pertença a grupos mercenários lhe permitiria escapar à justiça.

Cuba lamenta a morte de qualquer ser humano, mas condena firmemente a manipulação descarada dos nossos inimigos, e pretende desmontar esta nova agressão com a verdade e firmeza que caracteriza nosso povo."

Nota informativa do governo cubano, via cubadebate.

Mr. Chow

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Cavaco queixa-se por receber quase 12 mil euros de reforma por mês !


“Tudo somado, o que irei receber do fundo de pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações quase de certeza que não dá para pagar as minhas despesas”, lamentou-se o Presidente da República junto dos jornalistas que lhe perguntavam se não estava incomodado por receber os subsídios de Natal e férias deste ano, ao contrário da generalidade dos portugueses.

Segundo a declaração de rendimentos de 2009 entregue no Tribunal Constitucional, a soma das pensões recebidas por Cavaco Silva relativas ao trabalho universitário e ao Banco de Portugal somaram 140.601,81 euros, ou seja, 11.716 euros por cada um dos doze meses do ano. Aliás, Cavaco optou inclusivamente por se tornar no único Presidente da República que não é pago pelo Estado que representa, por preferir receber estas pensões e assim fugir aos cortes salariais dos últimos dois anos. Com a soma das reformas, Cavaco Silva ficou a ganhar mais 1100 euros do que se tivesse mantido o salário de Presidente.
Nas suas declarações aos jornalistas, o Chefe de Estado referiu-se apenas às pensões que vai receber pelo seu trabalho na Universidade Nova e no Instituto Gulbenkian, mas não disse quanto vale a pensão do Banco de Portugal. “Neste momento já sei quanto é que irei receber da Caixa Geral de Aposentações, descontei quase 40 anos uma parte do meu salários para a CGA como professor universitário e também descontei durante alguns anos como investigador da Fundação Calouste Gulbenkian e devo receber 1300 euros por mês", declarou Cavaco Silva. E acrescentou, para que os jornalistas fixassem este número, "não sei se ouviu bem: 1300 euros por mês".
“Tudo somado, o que irei receber do fundo de pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações quase de certeza que não dá para pagar as minhas despesas”, concluiu Cavaco, dizendo não saber quanto vale a sua pensão do Banco de Portugal (BP), que este ano já lhe pagou o subsídio de férias.
"Quanto ao fundo de pensões do BP, para o qual eu descontei quase trinta anos parte do meu salário, ainda não sei quanto irei receber", começou por dizer Cavaco, sugerindo aos jornalistas que o descubram. "Os senhores não terão dificuldade: eu fui um funcionário de nível 18 que exerceu funções de direção", adiantou o Presidente da República.

fonte: Esquerda.net

Vidas #03


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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

The Story of Citizens United v. FEC

15 factos sobre transportes públicos

Sabias que…


- 76% dos prejuízos das empresas de transportes públicos deve-se ao pagamento de juros aos bancos?

- Os preços aumentaram 4,5% em Janeiro/2011, 15% em Agosto/2011 e vão aumentar novamente em Fevereiro?

- Dois terços dos passageiros da Carris têm mais de 65 anos?

- O total de juros pagos pelas empresas é 153% o valor dos salários?

- A CP e o Metro pagam mais em juros do que em salários, incluindo encargos com a Segurança Social?

- Despediram-se 37% dos trabalhadores entre 2001 e 2011?

- O Metro Sul do Tejo (privado) recebe 4 vezes mais indemnizações por cada passageiro do que o Metro de Lisboa (público)?

- A Fertagus (comboios privados) recebe 1,5 vezes mais indemnizações do que a CP?

- Que não há nenhuma empresa de transportes públicos na Europa que dê lucro?

- Até nos EUA a empresas de transporte ferroviário é pública?

- Foram eliminados 900 km de linhas ferroviárias desde 1988 e estão em curso planos para acabar com mais 430 km?

- Em 1988 realizaram-se 231 milhões de viagens de comboio em Portugal e em 2011 apenas 128 milhões?

- Portugal vais gastar 42.395.604.000 euros (42,4 mil milhões de euros) em 16 PPP de estradas até 2050, 2,5 vezes o total da dívida das empresas de transportes públicos acumulada ao longo de décadas?

- O transporte público tem efeitos positivos no ambiente, na saúde, na mobilidade, na poluição sonora e no trânsito?

- O secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações foi assessor da Mota-Engil no polémico caso do Terminal de Contentores de Alcântara, contra o Estado?


Fonte: Attac Portugal       
Via: 5dias.net

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Tristes efemérides: 10 anos do campo de concentração de Guantánamo


Membros da Amnistia Internacional francesa colocaram hoje um pano laranja sobre a réplica da estátua da liberdade que está colocada junto ao rio Sena, em Paris, para exigir o encerramento do campo de concentração de Guantánamo, colocado em funcionamento há dez anos pelos Estados Unidos. JN

Vidas #01


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domingo, 8 de janeiro de 2012

Eve Arnold (1912 - 2012)


Rapariga num bordel, Havana, Cuba, 1954


A fotógrafa norte-americana Eve Arnold faleceu esta semana com 99 anos. Eve era membro de longa data da mítica agência Magnum. Galeria de fotografias aqui.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Pedro Osório (1939 - 2012)


"O Beijo do Sol" (2011)
Pedro Osório

Calle 13 com Orquestra Sinfónica Juvenil Simón Bolivar


Concerto de encerramento da primeira cimeira da recentemente formada Comunidade de Estados da América Latina e Caraíbas (CELAC), realizada em dezembro último em Caracas. Calle 13 acompanhados pela Orquestra Sinfónica Juvenil Simón Bolivar da Venezuela, tocaram a música "Latinoamerica". Esta canção, uma das últimas dos Calle 13 e vencedora do Latin Grammy de 2011, tornou-se recentemente um hino na América Latina. A sua letra, descreve a injustiça social histórica, a pobreza e o impacto das operações de ingerência dos Estados Unidos e dos seus aliados na América Latina, mas denúncia também o estado actual de colónia de Porto Rico, relativamente aos EUA (Cubadebate).

Vídeo original aqui.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Salim Lamrani: “hay un consenso entre la sociedad cubana para salvaguardar el sistema”

-EDMUNDO GARCÍA: Salim Lamrani, en la conferencia que diste aquí en la Alianza Martiana hace algunas semanas, fuiste bastante crítico del papel de los medios, y citaste el ejemplo en torno a cómo abordan la temática cubana y diste un grupo de informaciones, de detalles y de estadísticas de Amnistía Internacional y cómo eso se refleja en los medios. Creo que por ahí debería comenzar esta entrevista, esta conversación entre tú y yo.
-SALIM LAMRANI: Bueno yo creo que hay que empezar con el siguiente postulado: los grandes grupos económicos y financieros del mundo controlan el sector de la prensa; y el papel de la prensa ya no es proporcionar al lector, a la opinión pública una información veraz, averiguable, sino controlar el mercado de las ideas y defender el orden establecido. De ahí que la objetividad de los medios es un mito; ellos defienden intereses muy precisos. Tú evocas la cuestión de los derechos humanos, es la problemática por excelencia que se usa cuando se trata de Cuba… No cuenten conmigo para decirles que no existe ninguna violación de los derechos humanos en Cuba; pero si yo quiero formarme una opinión veraz, averiguable, sobre la situación de los derechos humanos en Cuba y ver si existe alguna especificidad en ese campo, respecto al resto del mundo, solo tengo que acudir a una fuente internacional que sería Amnistía Internacional, y que publica cada año un informe detallado sobre la situación de los derechos humanos en Cuba; ahora, el postulado de los medios es el siguiente: “Cuba es un país que viola los derechos humanos y que se desmarca del resto del continente americano, por ejemplo, por las violaciones de los derechos humanos.” Podemos comparar este postulado de base con la realidad de los hechos y acudir al Informe. Según el Informe de Amnistía Internacional de abril del 2011, en el continente americano, el país que menos viola los derechos humanos o que mejor los respeta es Cuba.


No crea lo que estoy diciendo, vayan al sitio en Internet de Amnistía Internacional que el Informe se publicó en tres idiomas: francés, inglés y español. Amnistía Internacional es una organización que no podemos calificar de pro cubana por la siguiente razón: es que rompió las relaciones diplomáticas con Cuba desde 1988. O sea, hay un abismo entre la retórica mediática de base y la realidad de los hechos. Usted podría decirme que Colombia y Honduras no son ejemplos en términos de derechos humanos; o sea que la comparación entre Cuba y Honduras no es muy explícita. Tomemos el siguiente ejemplo; comparemos la situación de los derechos humanos en Cuba y en la Unión Europea. ¿Por qué la Unión Europea? Porque desde 1996 la Unión Europea impone a Cuba una posición común por la situación de los derechos humanos. ¿Qué cosa es una posición común? Es el principal pilar de la política exterior de Bruselas hacia La Habana y que limita los intercambios diplomáticos, políticos y culturales. Es curioso, que el único país del continente americano víctima de una posición común sea Cuba; cuando según Amnistía Internacional el país que menos viola esos mismos derechos humanos es Cuba. Esa es la primera contradicción. Ahora hay que evaluar, desde luego, la legitimidad de la Unión Europea para erigirse en juez de esta cuestión de los derechos humanos; porque para poder estigmatizar a un país sobre esa cuestión hay que ser irreprochable.
¿Qué dice Amnistía Internacional? Según el informe de abril del 2011, en Internet, público, gratis, 23 de los 25 países que votaron después sanciones políticas, diplomáticas y culturales contra Cuba, en aquella época eran 27… 23 de esos países, presentan, según Amnistía Internacional, una situación en derechos humanos que es peor que la de Cuba. Tomemos por caso, que me concierne más, el caso de Francia, somos la patria de los derechos humanos; sin embargo, yo invito a todos los radio oyentes a ir al sitio de Amnistía Internacional, de tomar el informe sobre Cuba y el informe sobre Francia, y compararlos y sacar sus propias conclusiones; o sea que ese es un ejemplo de la manipulación mediática. Repito, Cuba no presenta una hoja blanca en cuestión de derechos humanos. Hay algunas críticas que Amnistía Internacional hace a Cuba como cuestión de la libertad de expresión, libertad de asociación, etc. Pero cuando comparamos eso con la realidad que existe en nuestros continentes, y en el propio continente americano, vemos que se trata de una manipulación enorme.
-EG: ¿Tú pudieras dar datos, ejemplos, de cosas que suceden en la Unión Europea, y sin embargo la Unión Europea mantiene a Cuba bajo una posición común?
-SL: Vamos a dar algunos ejemplos específicos. Para Cuba jamás Amnistía Internacional ha reportado casos de asesinato político por las fuerzas del orden. Reino Unido y varios otros países…esterilización forzosa de mujeres procedentes de minorías étnicas, torturas en las cárceles, represiones violentas y masivas de manifestaciones públicas, con gases lacrimógenos y etc., discriminación hacia niños en el sistema educativo, niños procedentes de minorías étnicas que es el caso de República Checa o de Eslovaquia. Podría multiplicar los ejemplos, graves.
-EG: ¿En Austria? Te oí decir en una conferencia que diste que había una situación en Austria con las minorías étnicas.
-SL: Hay en Austria gravísimas violaciones; pero además son violaciones legales, hay una ley que discrimina a ciertas minorías, hay declaraciones públicas y discriminantes de la más alta autoridad del estado, del Presidente, no solo en Austria sino también en Francia, cuando el Presidente Sarkozy hizo esa declaración contra las minorías de Romania. O sea vemos con esa realidad que hay una gran hipocresía de la posición común Europea. En realidad lo que le importa a la Unión Europea no es tanto la situación de los derechos humanos en Cuba sino el sistema político, económico y social que hay en Cuba.
-EG: Salim, me gustaría, tocando otro aspecto que muestra el análisis comparativo a partir de la propia Amnistía Internacional en el tema, en el asunto migratorio entre EEUU y Cuba, con otros países de América Latina; es decir, ¿emigran más los cubanos? ¿Emigran menos que los de otros países de esta misma región? ¿Cuáles serían las causas en uno y otro caso?
-SL: Efectivamente, la problemática migratoria es una problemática que se politiza cuando se trata de Cuba. Siempre yo leo en la prensa el postulado siguiente: “Los cubanos emigran masivamente a los EEUU, lo que ilustra el fracaso del sistema económico, político y social”; y sin embargo no veo después de ese postulado, de esa afirmación de base, datos, estadísticas, cuando sabemos que existen las estadísticas respecto a la emigración cubana hacia EEUU del 1820 hasta el 2010. Veamos un poco lo que era la realidad migratoria entre EEUU y Cuba en el año 1959. Cuba, un pequeño país de 6 millones de habitantes ocupaba el segundo rango en el continente americano en términos de emisión migratoria hacia EEUU. El primer país siempre fue México por razones demográficas, geográficas e históricas evidentes. Cuba, ese pequeño país de 6 millones de habitantes en el 1959, tenía una emisión migratoria más fuerte que todos los países de la América Central y todos los países de América del Sur, reunidos. O sea que un solo país de América Latina, Cuba, emitía más emigrantes hacia EEUU que el total, que la suma de veinte países de América Latina. Eso se encuentra, son fuentes del servicio de inmigración de EEUU que se pueden encontrar en Internet; de fácil acceso. Después, a partir de julio de 1960, EEUU y la administración Eisenhower más precisamente, emite, impone las primeras sanciones económicas contra Cuba; las que constituyen un factor objetivo de incitación a la emigración, legal e ilegal, porque la situación económica se vuelve más difícil y del otro lado EEUU acepta a los emigrantes. En 1966, en noviembre del 66, el Congreso Americano aprueba lo que se llama la Ley de Ajuste Cubano.
¿Qué cosa es la Ley de Ajuste Cubano? Es una pequeña ley de un par de páginas, página y medio como máximo, que estipula que todo cubano que emigra legal o ilegalmente, pacífica o violentamente, hacia EEUU, el primero de enero del 59 o después, consigue automáticamente, al cabo de un año, el estatus de residente permanente; es una ley única en el mundo y que constituye un factor formidable de incitación a la emigración legal e ilegal; ahora, es importante apuntar la fecha para ver el contenido político de esa ley: 1ro. De enero del 59 o después; o sea que el cubano que llegó el 31 de diciembre del 58 no puede acudir a la Ley de Ajuste Cubano. Vemos el contenido político; o sea que era un arma contra el proceso revolucionario cubano. Veamos ahora las últimas estadísticas; las que consulté fueron las del 2006. No quisiera referirme a las del 2010, no tengo las cifras exactas en mente. Podríamos imaginar o suponer que tomando en cuenta la realidad migratoria en 1959 (segundo rango en el continente Americano), agregando a esa realidad sanciones económicas (factores de incitación a la emigración), Ley de Ajuste Cubano (factor de incitación a la emigración), podríamos pensar que Cuba superó a México en el rango; pero vemos que no es el caso, México sigue ocupando el primer rango en términos de emisión migratoria hacia EEUU. Cuba ya no ocupa el segundo rango, Cuba no ocupa el quinto rango sino que ocupa el décimo rango.
Repito, se pueden encontrar en Internet, esas fuentes, esas cifras en sitios de los servicios de inmigración. O sea que en América Latina hay nueve países que tienen una emisión migratoria más fuerte que la de Cuba; sin embargo, jamás se ha usado esa problemática para denigrar al gobierno de El Salvador, de México, de Jamaica, de República Dominicana… Usted me podrá decir que no se puede comparar la realidad migratoria de un país como México con más de 100 millones de habitantes, con un pequeño país como Cuba de 11 millones de habitantes, y ese es un punto interesante. Comparemos la realidad migratoria de Cuba en el 2006, once millones habitantes, con la realidad de El Salvador, con 5.75 millones de habitantes; menos de 6 millones de habitantes. El Salvador en el año 2006 tuvo una emisión migratoria tres veces mayor a la de Cuba; sin embargo jamás se ha hablado, se ha usado esa problemática para denigrar el sistema político y económico neoliberal en El Salvador, o denigrar a su gobierno. O sea que vemos que se trata de una estigmatización discriminatoria. Si de verdad quisiéramos darle una explicación política y usar la emigración como un termómetro de legitimidad de un gobierno o un sistema, si vemos las cifras, solo podemos llegar a la siguiente conclusión: que el gobierno y el sistema cubanos son unos de los más legítimos que hay en el continente americano; repito, si partimos del postulado de que la emisión migratoria es ilustrativa del buen funcionamiento de un sistema, o no. Planteémonos la siguiente pregunta: ¿qué ocurriría mañana si el gobierno de los EEUU aprobara una Ley de Ajuste Mexicano? No durante 40 años y más; 1966 a 2011 son 45 años… 46 años. No durante 4 años ni durante 4 días. Imaginemos lo siguiente: que el gobierno de los EEUU imponga o adopte una Ley de Ajuste Mexicano durante 4 horas nada más. ¿Qué ocurriría en México según ustedes? Les dejo que hagan ustedes mismos la respuesta.
-EG: Salim Lamrani, me gustaría escuchar tu valoración sobre cómo has visto la relación Cuba-EEUU en materia comercial. Me gustaría saber tu opinión sobre el balance económico de las relaciones Cuba-EEUU en estos tres primeros años de la administración Obama.
-SL: Hay que reconocer que el gobierno de Obama difiere de la precedente administración Bush por el estilo, por la forma; es un hombre más culto, más inteligente y con un discurso nuevo, porque durante su campaña electoral hizo la constatación siguiente: la política de EEUU hacia Cuba había fracasado. Cincuenta años de sanciones económicas hacia Cuba, con el objetivo de derrocar al gobierno cubano, e implementar un cambio de régimen eran un fracaso total. Las sanciones económicas contra Cuba son el principal obstáculo al desarrollo de la isla, son anacrónicas porque se remontan a la Guerra Fría, son crueles porque afectan a las categorías más vulnerables de la sociedad cubana: las mujeres, los niños, los ancianos; y son ineficaces porque no han logrado el objetivo de poner término al proceso revolucionario. Obama hizo una constatación lúcida que demuestra su inteligencia; sin embargo no podemos juzgar a Obama por su retórica sino por sus hechos. Tenemos que reconocer que anuló las restricciones de los viajes de la comunidad cubana en EEUU; hay que recordar que entre el 2004 y el 2009 los cubanos de EEUU solo podían viajar a Cuba 14 días cada tres años; en el mejor de los casos si conseguían un permiso del Departamento del Tesoro; y para conseguir ese permiso había que justificar la presencia de un familiar directo en Cuba; para nosotros un primo, un tío, una tía, un sobrino es un familiar directo; pero no, la administración Bush dio una definición de la familia que solo se aplicaba a los cubanos; solo formaban parte de la familia los abuelos, los padres, los esposos, hijos y nietos. O sea una política cruel que dividía a las familias; Obama, como hombre lúcido, eliminó esas restricciones, pero lamentablemente tenemos que constatar que la administración Obama ha sido más constante en la aplicación estricta de las sanciones económicas y de la aplicación de multas a empresas extranjeras que violan las reglas del comercio; empresas europeas, por ejemplo. Yo mencionaba la posición común que se adoptó en el 96, la fecha no es una casualidad; ¿por qué se adoptó en el 96? ¿Qué ocurrió en EEUU en el 96? El Congreso de EEUU adoptó la Ley Helms-Burton que tiene un carácter extraterritorial porque afecta a las empresas europeas; entre otras. Carácter extraterritorial… porque una ley no puede aplicarse a otros países, la ley francesa no se puede aplicar a Italia; la ley inglesa no se puede aplicar en Alemania; sin embargo la ley sobre las sanciones económicas contra Cuba se aplica a Francia, a Suiza, etc. Recientemente el Banco UBS tuvo que pagar una multa de 100 millones por haber tenido una cuenta bancaria que pertenecía a Cuba, en dólares. Aplicación extraterritorial de las sanciones económicas bajo Obama; hay, repito, una contradicción entre su retórica, de “cambio”, y la realidad de los hechos que hace que cada año para prorrogar el estado de sitio económico contra Cuba recurra a una ley de 1917, la Ley de Comercio con el Enemigo.
-EG: Quisiera abordar con Salim una arista que él ha desarrollado en sus investigaciones y tiene que ver con el tratamiento de la política de bloqueo o de embargo en la prensa; es decir, ya no como un problema económico y político sino como un elemento de publicidad y de manipulación ideológica… cómo ves tú este tratamiento en la prensa internacional, en la prensa Occidental.
-SL: Hay un hecho muy revelador; en la historia de las votaciones de Naciones Unidas la resolución que haya conseguido más votos, cada año, es la resolución contra las sanciones económicas (contra Cuba). En octubre de 2011 por vigésima vez, una inmensa mayoría de la comunidad internacional, 185 países, votaron por el levantamiento de esas sanciones económicas; sin embargo este hecho, mediático, ha sido suprimido, censurado, ignorado en la prensa. La prensa Occidental habla mucho de los problemas económicos que hay en Cuba; y los hay, y serios. Y sin embargo nunca evoca, repito, el principal obstáculo al desarrollo económico de la nación; que es el embargo comercial o bloqueo, podemos llamarlo como queramos. Algunos datos: Cuba no le puede vender absolutamente nada a EEUU, solo le puede comprar, con restricciones, materias primas alimenticias desde el 2000. Hay que recordar que el mercado histórico y natural de Cuba siempre fue EEUU.
En el 59, el 73 por ciento de las exportaciones cubanas iban a los EEUU, y Cuba importaba el 63 por ciento de lo que consumía; o sea que esa ruptura unilateral del comercio entre Cuba y los EEUU constituye el principal obstáculo. Pero es más, las sanciones económicas tienen un carácter extra territorial; voy a dar un par de ejemplos precisos.
Si una empresa francesa que fabrica pasteles, ustedes saben que los pasteles franceses son muy buenos, quiere exportar sus pasteles a EEUU, porque es la primer economía del mundo, el principal mercado mundial y es una ambición económica exportar y vender esos pasteles, para que Francia, una empresa francesa pueda vender esos pasteles, tiene que demostrarle al Departamento del Tesoro que sus pasteles no contienen un gramo de azúcar cubana. Cuba no le puede vender absolutamente nada a EEUU, en este caso tampoco le podrá vender a Francia. Tomemos otro ejemplo, Mercedes Benz, la empresa alemana que fabrica quizás los mejores carros del mundo, para que esa empresa Mercedes Benz pueda exportar sus carros a EEUU tiene que demostrarle al Departamento del Tesoro que sus carros no tienen ni un solo gramo de níquel cubano; entonces Cuba no puede vender su níquel a EEUU, pero tampoco podrá venderle a Alemania. Esos son ejemplos claros del impacto de las sanciones económicas.
-EG: Pero en la prensa, ¿cómo se ve eso en la prensa, Salim?
-SL: Hay una censura total de esto. Los lectores lo saben, la opinión pública lo sabe, ¿cuál es el efecto de las sanciones económicas? ¿Por qué hay 185 países que votaron en contra de las sanciones económicas? No es porque hay 185 países amigos de Cuba. Cuba tiene muchos amigos en el mundo, pero no todos. Por ejemplo, toda la Comunidad Económica Europea votó contra esas sanciones, y la Comunidad Económica Europea tiene una política hostil hacia Cuba. Porque la comunidad internacional sabe cuál es el impacto dramático de las sanciones económicas en la población cubana. Las sanciones económicas no afectan a los dirigentes, afectan al pueblo. Entonces yo no entiendo esa lógica de apoyar esas sanciones incluso por sectores, que tienen una opinión divergente al gobierno de La Habana; yo puedo entender que alguien piense distinto al gobierno de La Habana, pero de verdad que si lo que le importa es el bienestar de su pueblo, no tiene más remedio que condenar incondicionalmente las sanciones económicas contra Cuba.
-EG: Salim Lamrani, en la retórica pública de la administración Obama ahora se trata de canalizar la idea de que EEUU no puede avanzar más, no puede normalizar las relaciones con Cuba porque el obstáculo que están planteando es el contratista preso en La Habana Alan Gros; y tal pareciera que si se libera a Gross todo se va a normalizar, ¿cómo tú ves este nuevo pretexto que pone la administración norteamericana para no avanzar más?
-SL: Primero, hay que poner en la mesa el postulado correcto, cuando la administración Obama dice: “Esperamos señales o reciprocidad para poder normalizar las relaciones”, es un postulado equivocado porque Cuba no impone sanciones económicas a EEUU; Cuba no ocupa una parte del territorio norteamericano por la fuerza, como es el caso de Guantánamo; Cuba no financia a la oposición interna con el objetivo de subvertir el orden; la agresión, la hostilidad, el estado de sitio, repito, es unilateral. Cuba no tiene que hacer concesiones a EEUU, porque podrá decir… vemos el caso más emblemático de los derechos humanos; yo repito, invito a todos los radio oyentes a tomar el Informe de Amnistía Internacional sobre los derechos humanos en EEUU y compararlo con el de Cuba. Yo repito que es una retórica, un argumento que carece de fundamento porque EEUU no tiene absolutamente ninguna autoridad moral para disertar sobre la cuestión de los derechos humanos. Evoquemos ahora el caso de Alan Gross. Alan Gross es un contratista que desarrollaba un programa de la USAID destinado a socavar el gobierno cubano, el sistema cubano, con el objetivo público de cambio de régimen, suministraba a sectores de la disidencia material altamente sofisticado como teléfonos satelitales; eso está controlado en Cuba. Uno no puede entrar con un teléfono satelital en Cuba, ¿por qué?, porque la realidad es que Cuba es un país que sufrió 50 años de terrorismo; con el teléfono satelital uno puede dar una indicación para alguien, y que ponga una bomba o no sé qué. Washington dijo que Alan Gross solo viajó a Cuba para ayudar a la pequeña comunidad judía de La Habana; bueno, escuchemos lo que dice la propia comunidad judía, ¿qué dice? Las principales organizaciones judías dijeron una y otra vez que no tenían ningún contacto con Alan Gross. Y que no necesitaban de su ayuda porque mantenían excelentes relaciones con el gobierno de La Habana, y muchísimas otras relaciones con comunidades judías de EEUU y del resto del mundo que les suministran todo lo que ellos necesitan. En realidad (Alan Gross) formaba parte de un programa, quizás no le hayan expresado cuáles eran los riesgos que corría; pero la realidad es que Alan Gross violó la ley, cometió un delito grave; delito que en Francia se castigaría con 30 años de cárcel. Yo creo que también en ese caso, que además de ser un caso político es un caso humanitario, la reciprocidad es importante, se puede resolver este tema de Alan Gross. Si EEUU libera a los cinco presos políticos, uno salió pero está en libertad condicional, me refiero a los que integraron (infiltraron) clandestinamente algunas entidades violentas del exilio cubano para impedir que realizaran atentados terroristas y que fueron condenados a penas que van desde 15 años hasta dos cadenas perpetuas. Yo creo que si la administración Obama, repito, que es una administración lúcida con respecto a la anterior, quiere resolver este problema, pueden hacer un intercambio de presos: sueltan a los cinco y yo estoy convencido que el gobierno de La Habana haría lo mismo y soltaría a Alan Gross. Yo creo que no hay que esperar ningún gesto unilateral de ninguna parte, el diálogo, la negociación, solo puede desembocar en algo positivo.
-EG: ¿Tú crees que la visita del Papa Benedicto XVI a Cuba puede ayudar en este tópico de Alan Gross-Los 5? Además del propio proceso electoral norteamericano, que no se puede dejar de tener en cuenta…¿eso puede ayudar a encontrar una solución?
-SL: Yo creo que la visita del Papa, de Su Santidad, será beneficiosa. No solo para Cuba sino también para las relaciones entre La Habana y Washington. Varios miembros de la Iglesia Católica norteamericana y cubana, eminentes miembros, publicaron hace poco, unas dos o tres semanas, una declaración que pedía que de un lado Cuba soltara a Alan Gross por razones humanitarias, y que EEUU soltara a Los 5. Yo creo que la voz del Vaticano es una voz importante en la escena internacional, y estoy seguro de que el gobierno de La Habana le prestará una atención importante, y espero que el gobierno de Obama haga lo mismo y que se puedan atenuar las tensiones que existen entre ambos países desde hace 50 años.
-EG: Profesor Salim Lamrani, usted entrevistó hace algún tiempo a la multipremiada, yo diría a la plusmarquista de los premios en Cuba que es Yoani Sánchez; usted publicó una entrevista que fue repicando en muchos medios de comunicación. Después Yoani trató de decir que la entrevista había sido manipulada por usted. Después supimos que supuestamente el Presidente Obama le había respondido unas preguntas, que finalmente fue el propio Jonathan Farrar, embajador, quien escribió las preguntas y las respuestas. Yoani nos decía que había enviado las preguntas al Presidente Raúl Castro; después supimos por Wikileaks que nunca había enviado el cuestionario. Y quedó en que ella iba a demostrar que Usted había manipulado aquella entrevista con ella. Me gustaría una visión suya a estas alturas del tiempo, sobre aquel momento con Yoani Sánchez
-SL: Bueno, Yoani Sánchez respecto a la entrevista que yo le hice tuvo tres versiones diferentes. Primera versión que publica en su blog, es que fue una charla amena, agradable. La segunda versión fue que la entrevista había sido mutilada. O sea que yo había censurado cosas que ella habría dicho. La tercera versión fue que yo hubiera inventado respuestas; entonces yo el reto que le hice a Yoani Sánchez y que le repito otra vez es que ella publique en su blog las respuestas que yo hubiera inventado. Si las publica y yo no publico las grabaciones, quedaré mal. Yo sigo de modo atento lo que publica Yoani Sánchez y me di cuenta de que había desmentido cosas sobre el embargo, sobre Batista, que están en la entrevista; y sobre Los 5. Lo que hice en un artículo que yo publiqué que se llama “La diplomacia norteamericana y la disidencia cubana”, fue publicar precisamente todo lo que ella había negado. Invito a que siga negando lo que yo hubiera inventado, y si yo no publico lo que ella niega, quedaré mal yo.
-EG: ¿Usted la está retando?
-SL: La estoy retando, por supuesto. A que haga eso en su blog, o en declaraciones en la prensa como lo hizo.
-EG: Lo cierto es que la prensa parece que ha tomado una posición común, de que además de todos esos premios que tiene, que nadie que critique a Yoani Sánchez se le publique esa crítica; es como si Yoani Sánchez fuera el hijo prodigio, la Santa Magdalena, no sé… La prensa censura las críticas a Yoani Sánchez.
-SL: En eso yo… Quizás haya sido yo el único periodista que le haya hecho una entrevista sin complacencia. Y yo le permití que expresara sus puntos de vista. Hay muchas contradicciones en la historia de Yoani Sánchez; que todo periodista honesto y profesional debería subrayar; por ejemplo, Yoani Sánchez describe la realidad cubana de modo apocalíptico, que es la antecámara del infierno; cuando uno lee su blog ve que es una visión tremenda de la realidad cubana y sin embargo tenemos que ella viajó a Suiza, la perla de Europa, uno de los países más ricos del mundo, se quedó dos años y decidió regresar. De dos cosas una: o Yoani Sánchez no dispone de todas sus capacidades mentales, lo que no creo; o la realidad que ella pinta es menos oscura de lo que pretende. También yo me pregunto cómo en tan poco tiempo, del 2007 hasta ahora, ella haya podido conseguir tantos premios; en total, desde un punto de vista económico, representan casi 300 mil euros; que son casi 22 años de salario mínimo en Francia; representan 1487 años de salario mínimo en Cuba. Yo no creo en las casualidades; yo creo que detrás de Yoani Sánchez hay poderosos intereses. Y por ejemplo, ella que es tan expresiva en su blog, que se presenta como la transparencia personificada, no publicó que se reunió con Bisa Williams, la más alta funcionaria del gobierno de Obama que ha visitado Cuba, secretamente en su apartamento. Tampoco, y eso arroja una sombra sobre su credibilidad, algo que tú mencionabas… dijo que le había hecho una entrevista a Obama que… bueno… en realidad no me sorprende mucho que haya sido Farrar el que haya respondido, eso es casi normal en casi todos los países del mundo, siempre son altos funcionarios quienes responden por el Presidente, el Presidente firma; lo que sí cuestiona su credibilidad y ella lo dice públicamente, y en la entrevista me lo afirmó a mí, es que le había mandado las preguntas a Raúl Castro y que él no le hubiera respondido. Pues le confesó a Jonathan Farrar, que lo dijo en el cable de Wikileaks, que en realidad nunca le había mandado las preguntas. Eso, y lamento decirlo, arroja una luz sobre su credibilidad.
-EG: Si hay un tema que Usted conoce por origen, Usted es un francés de origen argelino, y ha visto “las primaveras” que han ocurrido en el mundo árabe, en el norte de África; la pregunta, que le he ido haciendo a otras personas: ¿cuál es su interpretación de este hecho, y la sorpresa para algunos que esperaban que en Cuba también, y realmente, en Cuba no?
-SL: Yo creo que es difícil expresar, o explicar las grandes tendencias históricas del mundo árabe en tan poco tiempo, pero para resumir, en todos esos países, Egipto, Tunicia, Yemen, desde hace décadas hay gobiernos dictatoriales aliados del mundo Occidental, siempre protegidos, defensores de cierto modelo económico que oprimían a su pueblo. Llegó el momento en la situación económica y social que fue tan difícil que la desesperación de la gente se expresó mediante esa primavera árabe. La gente, como tú subrayabas, se pregunta por qué eso no ocurre en Cuba; por una razón sencilla: es que en Cuba la primavera cubana ocurrió en el 59. No estoy diciendo que no haya sectores insatisfechos en la población cubana; pero esos sectores insatisfechos saben que el cambio, que tiene que ocurrir, ocurrirá dentro de Cuba, sin intervención extranjera. Los cubanos también saben lo que pueden perder; viven en condiciones de vida, a pesar de ser modestas, a pesar de todas las vicisitudes cotidianas, que son excepcionales si tomamos en cuenta la problemática del Tercer Mundo.
Cuba tiene una esperanza de vida de 78 años; una de las más altas, quizás la más alta del Tercer Mundo; una tasa de mortalidad infantil de 1.8 por mil, la más baja del continente americano incluyendo Canadá y los EEUU; y la más baja del Tercer Mundo. Cuba tiene un índice de desarrollo humano nada comparable con lo que existe en el resto del planeta, del Tercer Mundo sobre todo. O sea que comparar, demuestra que los postulados mediáticos sobre la naturaleza del gobierno cubano son falsos. Si el gobierno cubano fuera un gobierno que impusiera su autoridad por la fuerza, el pueblo cubano se hubiera rebelado, rebelado desde hace tiempo; el cubano no es un pueblo cobarde, y hay que leer la historia de Cuba para darse cuenta de ello. El pueblo cubano se rebeló contra el imperio español, se reveló contra la dictadura de Machado, contra la dictadura de Batista, o sea que hay un consenso entre la sociedad cubana para salvaguardar el sistema que tienen, para eliminar las restricciones y prohibiciones excesivas; mejorar, pero dentro del sistema, no piden un cambio de sistema en Cuba, piden una mejora del sistema. Y esa es la gran diferencia entre un gobierno popular, como el de Cuba, y dictaduras militares como la de Egipto. Vimos hace un par de semanas la terrible represión que ocurrió en Egipto, ¿cuál fue la posición de EEUU? Fue expresar su preocupación, “preocupación”… imagínense ustedes que esas cosas ocurrieran en Cuba. Yo estoy absolutamente convencido que hasta Luxemburgo pediría una invasión militar de la isla.
-EG: Muchísimas gracias al Prof. Salim Lamrani por haber compartido con la tarde se mueve. Les deseo un próspero y feliz 2012.
-SL: Felicidades a ti y a todos los radio oyentes.
-EG: Yo regreso en vivo la semana que viene. Absolutamente: Feliz 2012 para todos ustedes.

Programa de Radio "La Tarde se Mueve" (Miami, 29 de diciembre 2011)

NOTA BIOGRÁFICA: Salim Lamrani es escritor y periodista francés. Profesor de la Universidad de París. Doctorado por el Centro de Investigaciones Multidisciplinarias del Mundo Ibérico en la Universidad de París-Sorbona IV. Especialista en medios de información y en las relaciones Cuba-EEUU. Conocedor de la realidad cubana de primera mano a través de estudios y visitas regulares. Recientemente ha disertado en Miami sobre el tema del papel de los medios en el tratamiento del tema de Cuba. Como periodista y estudioso ha entrevistad o a figuras del gobierno, de la cultura y de la llamada disidencia. En fin, un conocedor de nuestra realidad.


Fonte: Cambios en Cuba

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Rendimento Social de Inserção: Mitos e Realidades


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Do fogo e das cinzas

Nove paquetes de cruzeiro com cerca de 15 mil turistas terá sido o saldo do espectáculo de fogo de artifício de 736 mil euros organizado por Jardim no final do ano.

A factura do foguetório foi integralmente paga pelo Governo Regional, isto é, pelos contribuintes do Cont'nente. Dando de barato que todos esses turistas tenham chegado a desembarcar, terão deixado em restaurantes e lojas de bugigangas do Funchal algo como 750 mil euros, o que, em miúdos, significa que 736 mil euros dos contribuintes passaram (essa, sim, a "passagem do ano"!) para as mãos dos comerciantes do Funchal através das vastas mãos de Jardim, acrescidos de uns trocos de turistas. Juntem-se agora mais 2 milhões de euros na "iluminação" das ruas dos restaurantes e lojas de bugigangas (adjudicada sem concurso à empresa de um ex-deputado do PSD e também paga pelos contribuintes), e calcule-se - é só fazer as contas, como dizia o outro - quem ganhou o quê e quem ficou de novo a arder com uns milhões.

Não seria mais rentável a Madeira dedicar-se, por exemplo, ao turismo de congressos e partilha de experiências de sucesso? Eis temas (mas haverá muitos mais) capazes de atrair ao Funchal multidões de jovens políticos de elevado potencial de todo o Mundo: "Como passar o ano em folguedos por conta de 10 milhões de otários insultando-os todos os dias" ou "Como transformar sifões em cifrões escolhendo os amigos certos no partido certo".

Crónica de Manuel António Pina no JN de hoje.