sábado, 30 de abril de 2011

terça-feira, 26 de abril de 2011

Presos com perturbações psiquiátricas foram mantidos durante anos em Guantánamo.

Dezenas de presos com perturbações psiquiátricas, foram mantidos presos no campo de concentração de Guantánamo durante vários anos pelos EUA. Vários tentaram suicidar-se e pelo menos três consumaram o acto em 2006. De acordo com a informação filtrada pelo Wikileaks e divulgada hoje através do jornal El Pais, é demonstrada a obsessão dos interrogadores em encontrar o paradeiro de Osama Bin Laden a todo o custo e reflectem a extrema violência que marcam as relações entre guardas e prisioneiros no campo de concentração.



"Um homem de 89 anos com sinais evidentes de demência esteve preso durante quatro meses"


"A procura obstinada de informações teve sempre prioridade relativamente à saúde dos prisioneiros"


"O saudita Alhabiri sofreu graves danos cerebrais depois de tentar enforcar-se"


"Alguns relatórios recomendando a transferência de presos foram ignorados"


"Vários pacientes foram presa fácil para o recrutamento, de acordo com os relatórios de psiquiatras"

Quem é Ricardo ?



«Quem é Ricardo» (Portugal, 2004)
Realizador: José Barahona
Argumento: Mário de Carvalho

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O Voo do Moscardo




O Voo do Moscardo é um interlúdio musical composto pelo compositor russo Nicolai Rimsky - Korsakov para sua ópera O Tzar Saltan, entre 1899 e 1900. É um verdadeiro "tour de force" musical inicialmente escrito para um solo de violino. Algum tempo depois o próprio Korsakov reescreveu a peça para o piano. Contudo, é uma tecnica tão difícil que o famoso pianista Vladimir von Pachmann (1848/1933) ao ler a partitura julgou-a "impossível de ser tocada". Anos depois Serguei Prokofiev (1891/1953) aceitou o desfio e abriu a porta para que pouquíssimos colegas realizassem essa proeza...

A chinesa Yuja Wang é considerada actualmente uma das melhores pianistas do mundo.

As Portas que Abril abriu


25 de Abril de 1974 num poema de Ary dos Santos

domingo, 24 de abril de 2011

Tarrafal, o campo da morte lenta

O campo de concentração do Tarrafal, lugar de degredo que entrou para o imaginário da resistência ao salazarismo e ao colonialismo, nasceu há 75 anos, com a publicação do decreto-lei que o criou. Os primeiros 152 tarrafalistas chegaram à ilha de Santiago a 26 de Outubro do mesmo ano, dando início a uma história que se prolongou para além do 25 de Abril de 1974. Até 1954, quando foi pela primeira vez encerrado, por pressão internacional, o “campo da morte lenta” de Cabo Verde recebeu mais de 340 detidos, principalmente presos políticos portugueses. Morreram no Tarrafal mais de três dezenas de detidos — os restos de 32 seriam, décadas depois, exumados e levados para Lisboa. Mas, num livro editado no ano passado, o jornalista cabo-verdiano José Vicente Lopes refere 34 mortos. Bento Gonçalves, líder do PCP, e o anarco-sindicalista Mário Castelhano foram duas das vítimas mortais. Durante a guerra colonial, reabriu com o nome de Campo de Trabalho de Chão Bom, e foi prisão para cerca de 230 nacionalistas africanos. Três deles, dois guineenses e um angolano, morreram. Encerrado em 1974, serviria ainda como prisão para cerca de 70 opositores do PAIGC, o partido da independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde. A 5 de Julho de 1975,  foram postos em liberdade os últimos desse grupo.

Fonte: Público


sexta-feira, 22 de abril de 2011

48


                                      48 (Portugal, 2009). Realizado por Susana de Sousa Dias

segunda-feira, 18 de abril de 2011

50 años de la invasión de Bahía de Cochinos



La Batalla de Girón



"Companheiros, todas as unidades devem dirigir-se até à sede de seus respectivos batalhões, tendo em vista a mobilização ordenada para manter o país em estado de alerta ante a iminência que se deduz de todos os factos das últimas semanas e do cobarde atentado de ontem , a agressão por mercenários. Marchemos até às Casas dos Milicianos, formemos os batalhões e dispunhamo-nos a fazer frente ao inimigo, com o Hino Nacional, com as estrofes do hino patriótico, com o grito de 'ao combate', com a convicção de que "morrer pela pátria é viver" e que "viver na cadeia é viver na desonra e ignomínia."

Fidel Castro há 50 anos

Replicado do blog Salvo-Conduto

domingo, 17 de abril de 2011

17 Abril de 1961 - A Invasão da Baía dos Porcos


Fidel na batalha de Playa Girón

A Invasão da Baía dos Porcos (conhecida como Batalla de Playa Girón, em Cuba), foi uma tentativa frustrada de invadir o sul de Cuba por forças de exilados cubanos anticastristas formados pelos Estados Unidos. Com o apoio das forças armadas dos Estados Unidos, treinados e dirigidos pela CIA, tentaram invadir Cuba no dia 17 Abril de 1961 para derrubar o governo socialista e assassinar o seu líder cubano Fidel Castro. O plano foi lançado em Abril de 1961, menos de três meses depois de John F. Kennedy ter assumido a presidência dos Estados Unidos. A arriscada ação terminou em fracasso. As forças armadas cubanas, treinadas e equipadas pelas nações do Bloco do Leste, derrotaram os combatentes do exílio em três dias e a maior parte dos agressores foi capturada pelo exército cubano. As relações entre Cuba e EUA deterioraram-se ainda mais no ano seguinte com a Crise dos Mísseis. Sob o nome de código "Ooperação Magusto", a operação tinha como objetivo derrubar o recém-formado governo socialista e assassinar o líder da Revolução Cubana, Fidel Castro. Depois de três dias de combates, os mercenários foram vencidos e Fidel declarou vitória sobre o imperialismo americano. Fidel Castro já esperava um ataque direto à ilha, tendo sido alertado previamente por Che Guevara, que presenciara um ataque semelhante à revolução ocorrida na Guatemala. Com a invasão iminente, Fidel anunciou em discurso no dia 16 de abril de 1961, pela primeira vez, o caráter socialista da revolução e, no dia seguinte, teve início o ataque à ilha, na Praia de Girón, localizada na Baía dos Porcos. Através da CIA, o governo dos EUA treinou 1.297 exilados cubanos, ligados à ditadura de Fulgêncio Batista e com base em Miami, para destruir o governo de Fidel Castro. Como o planeado apoio pela força aérea americana foi vetado por Kennedy, temendo envolver o governo dos EUA de forma institucional e aberta, a Operação Magusto da CIA acabou sofrendo uma derrota arrasadora e, em 72 horas, foi sufocada por forças governamentais cubanas.


Fonte: Wikipedia

 
Mais o assunto:
No Cubadebate: "Playa Girón"

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Prémio Ortega y Gasset de Fotografia 2011

Um jovem transtornado caminha nu numa rua da Port-au-Prínce, no Haiti, dias depois do terramoto que destruiu o país em Fevereiro de 2010. Fotografia de CRISTÓBAL MANUEL.

Mark Laita

Polygamists / Pimp, 2004 / 2003


Baptist Churchgoer / White Supremacist, 2004 / 2003

Gang Member / Mafioso, 2006 / 2006


Marine / War Veteran, 2002 / 2004
 
Beauty Salon Customer / Man with Curlers, 2005 / 2004


 
O fotografo Mark Laita explora no seu trabalho a polarização entre os grupos humanos.  Como conservadores e liberais, pobres e ricos, os “bons” e os “maus” apesar de nascerem todos iguais.

domingo, 10 de abril de 2011

Mouseland



Fábula política contada por Tommy Douglas, político canadiano, que chefiou o primeiro governo socialista da América do Norte e introduziu o modelo de saúde pública universal no Canadá

sábado, 9 de abril de 2011

FMI

A intervenção do FMI começará com declarações solenes de que a situação do país é muito mais grave do que se tem dito (o ventríloquo pode ser o líder do PSD, se ganhar as eleições). As medidas impostas serão a privatização do que resta do sector empresarial e financeiro do Estado, a máxima precarização do trabalho, o corte nos serviços e subsídios públicos, o que pode levar, por exemplo, a que o preço dos transportes ou do pão suba de um dia para o outro para o triplo, despedimentos na função pública, cortes nas pensões e nos salários (a começar pelos subsídios de férias e de Natal, um “privilégio” que os jovens do FMI não entendem) e a transformação do SNS num serviço residual.

Excerto do artigo de Boaventura de Sousa Santos ontem no Público

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Orquestra Jovem da Bahia



A Orquestra Juvenil da Bahia - YOBA executa o Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu, no concerto de encerramento da sua Turnê Europa - Sudeste brasileiro. O concerto foi realizado a 18 de julho de 2010, no Auditório Claudio Santoro, em Campos do Jordão - SP.

Juventud Sin Futuro



Protestos em Madrid hoje. Fotografias de GORKA LEJARCEGI

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Estado do Conselho

Um conselheiro de Estado declarou publicamente que determinado assunto (que, no caso, é o que menos interessa) não fora falado na última reunião do Conselho. Saltou logo para jornais e TV outro conselheiro acusando-o de mentir, pois o assunto teria, sim, sido falado na tal reunião.

Um terceiro conselheiro pulou então as cordas e, como nos espectáculos de "wrestling", atirou-se ao segundo em defesa do primeiro. Seguiu-se-lhe um quarto (conselheiro de Estado, repita-se) que, "entrando com tudo", como se diz no futebol, designadamente com as chancas, se foi sem piedade ao segundo dirigindo-lhe simpatias como "delator" e "desonra do Conselho".

E a coisa só não acabou em KO técnico porque, em socorro do segundo, um quinto conselheiro entrou por sua vez no ringue a garantir que o primeiro, o terceiro e o quarto mentiam e o segundo é que falava verdade.

A assistência ululava de entusiasmo, pois, como o outro dizia, "é disto que o meu povo gosta": insultos, murros, pontapés, golpes baixos (enfim,e de golos na baliza adversária também).

Ora não é preciso ser muito perspicaz para concluir que pelo menos dois conselheiros de Estado, ou então três (mas o espectáculo ainda vai no primeiro "round"...), mentem. Em público, e descaradamente.

O Conselho de Estado é o órgão de consulta do presidente da República. É suposto os seus membros manterem sigilo sobre o que lá se passa. E serem pessoas respeitáveis.

Texto de Manuel António Pina, hoje no JN

segunda-feira, 4 de abril de 2011

No aniversário do assassinato de Martin Luther King Jr.



A 4 de Abril 1968, à 43 anos atrás, o activista
 dos direitos civis, Martin Luther King Jr, era
assassinado em Memphis, Tennessee. Tinha 39
 anos. O video é do seu célebre último discurso.

Porque silenciam a Islândia ?


Estamos neste estado lamentável por causa da corrupção interna - pública e privada com incidência no sector bancário - e pelos juros usurários que a Banca Europeia nos cobra.

Sócrates foi dizer à Sra. Merkle - a chanceler do Euro - que já tínhamos tapado os buracos das fraudes e que, se fosse preciso, nos punha a pão e água para pagar os juros ao valor que ela quisesse. Por isso, acho que era altura de falar na Islândia, na forma como este país deu a volta à bancarrota, e porque não interessa a certa gente que se fale dele). Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, deu a volta à crise. Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar. Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado. Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal. A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas "macaquices" bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar). País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no Poder até levar o país à miséria.
Fotografias de banqueiros qua fugiram da Islândia após o ínicio
 da crise econnómica numa case de banho de um bar em Reykjavik. 

Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de correr ao FMI em busca de ajuda. Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal "ajuda" ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros / mês ao FMI. Parte desta ajuda seria para "tapar" o buraco do principal Banco islandês. Perante tal situação, o país mexeu-se, apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos. O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI. Num instante, os movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de novas eleições.

Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia). O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha. Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental. Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não "estragar" os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado. As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos. O FMI não tugiu nem mugiu. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional. Um exemplo perigoso demais. Graças a esta política de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na Banca, e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios, mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios, sair da recessão já no 3º Trimestre de 2010.
O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores. Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado. Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos. Não tardarão meia dúzia de anos, que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo. O actual Governo Islandês, não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos. Está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez. Se isto servir para esclarecer uma única pessoa que seja deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá anda sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os seus governantes acertam com o capital internacional, e onde os seus cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos se encham até abarrotar, já posso dar por bem empregue o tempo que levei a escrever este artigo.

Texto de Francisco Gouveia (a circular na net).

E a festa na luz foi às escuras !