quarta-feira, 30 de novembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
"O senhor ministro informa-se com quem ?"
Durante uma audição da Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas, no final do mês passado, o deputado comunista Bruno Dias deixou o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Pereira, sem respostas. Veja o vídeo que não passou nas televisões.
"Como pode vir para aqui apresentar uma estratégia se nem nos 'fait-divers' acerta?", perguntou o deputado, na comissão sobre o Plano Estratégico de Transportes, durante a parte do debate sobre regalias de trabalhadores e tarifas na área dos transportes.
"O senhor informa-se com quem antes de vir para aqui?", insistiu o deputado, deixando o ministro Álvaro Pereira pouco confortável.
Fonte Jornal de Noticias
domingo, 27 de novembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
Occupy Bat Signal for the 99%
Acção de protesto realizada pelo movimento OWS na baixa de Manhattan a 17 de Novembro de 2011.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Greve Geral (VII) - Mais depressa se apanha um mentiroso...
Hoje de manhã, na Antena 1, Miguel Macedo, Ministro da Administração Interna, garantiu que não havia polícias inflitrados na manifestação de ontem. Mentiu. Para além dos relatos de pessoas que lá estiveram e viram elementos à paisana a proibir fotografias, há outros que afirmam haver elementos que estavam na manifestação apenas para provocar distúrbios. Há fortes suspeitas de que o incidente que se tornou a notícia principal dos telejornais tenha sido instigado por um infiltrado, alguém que, assim que foram derrubadas as barreiras, passou do lado dos manifestantes para o dos polícias fardados. E depois há este vídeo, de um outro infiltrado a sacar de um cassetete e a espancar brutalmente um manifestante que entretanto tinha sido preso por outros polícias à paisana. O polícia que acabou por ir parar ao hospital estava neste último grupo e tudo indica que terá sido ferido pelo seu próprio colega - vê-se isso no vídeo.
Os sinais são evidentes: o único ministério que viu o seu orçamento reforçado foi o da Administração Interna; regularmente, saem notícias para os jornais referindo "grupos anarquistas" que ninguém sabe quem são e que acabam, estranhamente, por nunca aparecer nestas manifestações; e começam a tornar-se regra hábitos de vigilância que Portugal não via desde o tempo da PIDE e dos seus bufos. Pior do que a mentira descarada do Governo, é o destino da nossa democracia. Os seis meses de suspensão pedidos por Manuela Ferreira Leite podem vir a tornar-se reais. E mais prolongados. Quem se preocupa?
Post replicado do Arrastão
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Va Pensiero
O coro do Metropolitan Opera House de Nova Iorque, interpreta Va Pensiero da ópera Nabucco de Verdi, em 2002. Nesta cena, talvez a mais bela desta ópera: os hebreus escravizados estão de joelhos na margem do rio Eufrates, na Babilónia, como diz o salmo; a sua oração fervorosa, o seu anseio de liberdade, a saudade da sua pátria longínqua condensam-se na cena coral inesquecível do «Va pensiero».
domingo, 20 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
Greve Geral (II)
Greve geral necessária. Quando a dignidade, a justiça, a democracia e a soberania estão em causa, toda a luta de um povo, todos os sacrifícios se justificam. A situação financeira e económica dos trabalhadores e das suas famílias é dura, as pressões do desemprego, da precariedade e de alguns autoritarismos patronais são violentas. Mas são também muito fortes a necessidade e a oportunidade da greve geral do próximo dia 24. Como já aqui escrevi, a proposta de Orçamento do Estado para 2012 perspectiva um ciclo de austeridade, de recessão económica e deterioração orçamental que não sabemos até onde se prolongará e quais os seus efeitos totais. As políticas que o Governo se propõe adoptar assentam na recessão económica e tornam o agravamento do desemprego, a facilidade de despedir, o aumento dos horários de trabalho, a redução da retribuição do trabalho e os cortes com as prestações sociais, como factores estruturantes do empobrecimento dos portugueses. Por aqui não podemos pagar dívidas. E o prestígio de Portugal não aumentará se empobrecermos. Ninguém fica em melhores condições para vencer desafios futuros se empobrecer! Os trabalhadores da Administração Pública perdem, em média, em dois anos, cerca de 30% da sua retribuição. A proposta de aumento dos horários de trabalho em 2,5 horas semanais é ignóbil que resultaria, inevitavelmente, em mais desemprego e numa grande perda salarial. Espera-se que Portugal registe, em 2012, a maior recessão económica do conjunto dos países da OCDE. Entretanto, tenhamos presente que as políticas implementadas são as mesmas que foram seguidas na Grécia e que o "The Economist", em 29.10.11 chamava a atenção para o facto de, na Grécia, a recessão verificada se ter situado a níveis bem piores do que era esperado. Aplaudir as orientações da troika é puro acto de masoquismo! Aceitar que estes tecnocratas ao serviço dos nossos credores e agiotas se dêem ao desplante de virem ao nosso país afirmar na Comunicação Social as políticas que devemos seguir significa abdicarmos da nossa soberania. As suas sugestões de mais cortes na saúde, nas condições das autarquias e nos subsídios de férias e de Natal constituem autênticas provocações e permitem mais chantagens sobre os trabalhadores. É evidente que a crise da União Europeia (UE) "é sistémica" (Durão Barroso no Parlamento Europeu), que o descalabro das políticas seguidas pela UE vão afectando cada vez mais países e provocam uma estagnação económica generalizada, que a mudança de rumo é imprescindível, que vamos ter de encarar o projecto de desenvolvimento do país em contexto de múltiplas novas condições. Para travar os perigos, para resistir com êxito e para ganhar os desafios do futuro é preciso que os trabalhadores e o povo não se conformem e intervenham com a sua luta e as suas propostas. À troika temos de dizer que a situação exige uma renegociação profunda do "Memorando" em que o alargamento do prazo para a redução do défice público e a redução da taxa de juro cobrada são elementos centrais, visando permitir o crescimento da economia e do emprego, condições essenciais para o país diminuir o peso da dívida, pública e privada. A taxa de juro tem de baixar, sem qualquer taxa adicional para além do custo de obtenção do empréstimo pelas entidades financiadoras. A dimensão da dívida pública exige uma reestruturação para que se prolonguem os prazos de vencimento dos empréstimos e se reduza o montante da dívida. Na preparação desta greve é preciso relembrar: nunca os trabalhadores e a sua luta foram obstáculo à economia, antes pelo contrário! Quando os sindicatos e os trabalhadores lutavam contra a destruição do aparelho produtivo eram alcunhados de retrógrados. Não foi a luta do povo português e dos trabalhadores que levou aos descalabros das parcerias público-privadas ou do BPN que consumiram dezenas de milhares de milhões de euros que agora o povo tem de pagar. A greve geral é por direitos e condições de trabalho e por direitos sociais fundamentais mas, acima de tudo, por Portugal, contra o retrocesso social e civilizacional em curso e pelo futuro das jovens gerações.
Manuel Carvalho da Silva no Jornal de Noticias
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Paris Photo 2011
Dakar - fotografia de JIM GOLDBERG (MAGNUM PHOTOS/2008)
Cicatriz - fotografia de IRVING PENN (BERNHEIMER FINE ART PHOTOGRAPHY/1967)
Criança - fotografia de DENIS DAILLEUX (CAMERA OBSCURA/2010)
David Akore. Mercado Agbogbloshie, em Accra, Gana - fotografia de PIETER HUGO (STEVENSON/2010)
Green sisters. Mangete, Kwazulu Natal - fotografia de CEDRIC NUNN (BAILEY SEIPPEL/1982)
terça-feira, 15 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Quem deve o quê a quem
Há algum tempo, foi publicada, na revista, uma
“carta aberta” de um cidadão alemão,
WalterWuelleenweber, dirigida a “caros gregos”, com um
título e sub-título:
Depois da Alemanha ter
tido de salvar os bancos,
agora tem de salvar
também a Grécia
Os gregos, que
primeiros fizeram alquimias com o euro,
agora, em vez de
fazerem economias, fazem greves
Caros
gregos,
Desde 1981 pertencemos à
mesma família.
Nós, os alemães,
contribuímos como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões
de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou
seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.
Nunca nenhum povo até
agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo.
Vocês são, sinceramente,
os amigos mais caros que nós temos.
O caso é que não só se
enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós.
No essencial, vocês nunca
mostraram ser merecedores do nosso Euro. Desde a sua incorporação como moeda da
Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade.
Dentro da U.E., são o povo que mais gasta em bens de consumo
Vocês descobriram a
democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que
é, no fundo, quem tem a responsabilidade. Não digam, por isso, que só os
políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos
fugir aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os
gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm tido e
têm.
Os gregos são quem nos
mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da
Economia Nacional.
Mas, agora, mostram-nos
um caminho errado. E chegaram onde chegaram, não vão mais
adiante!!!
Na semana
seguinte, Stern publicou uma carta aberta de um grego,
dirigida a Wuelleenweber:
Caro Walter,
Chamo-me Georgios Psomás.
Sou funcionário público e não “empregado público” como, depreciativamente, como
insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus
compatriotas.
O meu salário é de 1.000
euros. Por mês, hem!... não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no
teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao
teu, que é de vários milhares.
Desde 1981, tens razão,
estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão
de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de
tecnologia, armas, infraestruturas (duas autoestradas e dois aeroportos
internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me
esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos,
dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são
fabricados nas fábricas alemãs.
A verdade é que não
responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele
contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes
“comissões” aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de
tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam
tombados de costas para o ar.
Sei que ainda não dás
crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não
conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona,
esse lugar de VERDADE, de PROSPERIDADE, da JUSTIÇA e do
CORRECTO.
Estimado
Walter,
Passou mais de meio
século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou. QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde
a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a
Grécia.
Estas dívidas, QUE SÓ A
ALEMANHA até agora resiste a saldar com a Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram,
ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:
1. Uma dívida de 80
milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra
Mundial;
2. Dívidas por diferenças
de clearing, no período entre-guerras, que ascendem hoje a 593.873.000
dólares EUA.
3. Os empréstimos em
obrigações que contraíu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que
ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de
ocupação.
4. As reparações que deve
a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições
de povoados inteiros, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III
Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil
milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.
5. As imensuráveis
reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil
mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos
de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., et.).
6. A tremenda e
imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da
cultura grega.
Amigo Walter, sei que não
te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o.
Mas mais me magoa o que a
Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.
Amigo Walter: na Grécia
laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da
indústria do teu País, as que têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros.
Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais
produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas
crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos
viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos
do Lidl, do Praktiker, da IKEA.
Mas vocês, Walter, como
se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por ai os vai
obrigar a baixar o seu nível de vida, Perder os seus carros de luxo, as suas
férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia?
Vocês (alemães, suecos,
holandeses, e restantes “compatriotas” da Eurozona) pretendem que saíamos da
Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.
Creio firmemente que
devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores
financeiros, uma equipa em que jogamos se consumirmos os produtos que vocês
oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas,
etc.
E, finalmente, Walter,
devemos “acertar” um outro ponto importante, já que vocês também disso são
devedores da Grécia:
EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM
A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM!!!
Queremos de volta à
Grécia as imortais obras dos nosos antepassados, que estão guardadas nos museus
de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.
E EXIJO QUE SEJA AGORA!!
Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus
antepassados.
Cordialmente,
Georgios Psomás
'Germany Was Biggest Debt Transgressor of 20th Century'
Former German Chancellor Konrad Adenauer (left) during a meeting with the High
Commission of the Allies in 1951: Eschewing of reparations demands "a life-saving gesture"
Think Greece's current economic malaise is the worst ever experienced in Europe? Think again. Germany, economic historian Albrecht Ritschl argues in a SPIEGEL ONLINE interview, has been the worst debtor nation of the past century. He warns the country should take a more chaste approach in the euro crisis or it could face renewed demands for World War II reparations.
domingo, 6 de novembro de 2011
sábado, 5 de novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
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