domingo, 28 de novembro de 2010

BazanCuba II




BazanCuba é o resultado de 14 anos de fotografia em Cuba de Ernesto Bazan. O livro foi candidato ao prémio de Melhor Livro de Fotografia do Festival de Fotografia de Nova Iorque em 2009. Após a sua publicação com apenas imagens a preto e branco, o fotógrafo prepara para 2011, o lançamento do livro Al Campo. Bazan prevê completar a trilogia sobre Cuba com um livro que contará com imagens a cores do seu último período no país caribenho.

A limpeza

Uma criança limpa uma agência funerária no México.
Fotografia de Julio Mitchel

sábado, 27 de novembro de 2010

Mineiros

Um mineiro faz uma pausa para mascar algumas folhas de coca em La Solución, uma mina de cobre e zinco nos arredores de La Paz, capital da Bolívia. Mineiros e equipas de salvamento, tentam resgatar o corpo de um mineiro vítima de um desabamento ocorrido na semana passada. Fotografia de David Mercado/Reuters.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Europa, secuestrada por el mercado

La producción progresivamente deslocalizada hacia el Este, hasta llegar a China, la “fábrica del mundo”, ha desembocado en la formidable paradoja del mayor país comunista del mundo, el gran país capitalista. Por otra parte, el talento se ha estado deslocalizando hacia el Oeste durante décadas. Europa ha realizado considerables esfuerzos en fomentar becas y ayudas (pre-doctorales, post-doctorales…) pero, luego, debido en buena medida a procedimientos menos flexibles que los norteamericanos, son muchos miles los científicos, especialistas en las más diversas materias, que han aceptado ofertas de Estados Unidos, sobre todo. También en defensa estamos “parcialmente deslocalizados” al otro lado del Atlántico (Norte). Y en Europa nos hemos quedado con los servicios y con las “burbujas”, padeciendo de forma particular los “efectos colaterales” de la globalización plutocrática. Los financieros nos dominan y los representantes del gran capital, bien aposentados y guarecidos de la tormenta, se limitan a repetir, con desesperante monotonía, que tienen soluciones mientras miran hacia otra parte. Ya lo advirtió el Presidente Bush en noviembre de 2008: “la solución a la crisis es economía de mercado, libre mercado, libre comercio”. ¡Qué error -lo he subrayado en diversas ocasiones- cometió la Europa sometida y timorata cuando acudió presurosa en la fecha mencionada a Camp David, ya elegido Obama, para que fuera el Presidente norteamericano en funciones quien “liderara” la recuperación de la quiebra financiera (y democrática, y política, y medioambiental, y ética…). Y así, el G-20, en lugar de las Naciones Unidas, ordenó el “rescate” con fondos públicos de las instituciones financieras, la mayoría privadas. Ahora el sector público tiene un déficit enorme. Y recortar sus presupuestos, incluidos los relativos a políticas sociales. El mercado acorrala a la política, uniformizando las distintas opciones ideológicas. Europa, como el mundo entero, se halla secuestrada por el mercado. Se anunciaron medidas de regulación e inmediata eliminación de los paraísos fiscales. Pues bien: sigue la desregulación; siguen los paraísos fiscales; siguen las “evaluaciones” o “clasificaciones” sesgadas, interesadas, parciales, oportunistas. Europa, a los pies de los caballos. En lugar de dominar, como buenos jinetes, el poder desbocado del mercado, estamos a sus pies. Occidente ha aceptado la progresiva marginación de las Naciones Unidas. Ha olvidado los principios democráticos, los Derechos Humanos y la grandeza de su mestizaje. Ha abrazo el mercado y se está dejando influir en exceso por el colosal poder mediático. Y -ver el caso de Suecia- son los ultras los que, contra todo pronóstico, se están beneficiando de la crisis. Brotes de xenofobia, de intemperancia, están erosionando los pilares socialdemocráticos que durante tantos años fueron referencia. Pero están germinado -el ciberespacio es especialmente relevante a este fin- semillas de movilización plantadas desde hace años, en tiempos de resistencia y prospectiva. Y cada vez se sembrará más y más hasta completar los surcos, que pondrán al alcance del poder ciudadano los medios para la acción. El cambio vendrá de la ciudadanía, cansada de sometimiento y postergación. No pasarán muchos años que pretenden prolongar quienes, azorados, intentan eliminar la educación ciudadana de todos. Llegará el momento de “los pueblos”, tan lúcidamente previsto en La Carta de las Naciones Unidas. Se exigirá la regulación de los mercados; que se procuren fuentes alternativas de ingresos (tasas sobre las transacciones electrónicas, por ejemplo; el cierre de los paraísos fiscales; medidas urgentes sobre el medioambiente, para protegerlo especialmente de procesos potencialmente irreversibles; reducir el gasto militar y en armamento, elaborando nuevas estrategias y máquinas apropiadas para la nueva naturaleza de los conflictos. Sólo de este modo, terminará el secuestro y emergerá la Europa como referencia de la gobernación democrática a escala mundial. En lugar de desprestigiarlo, procuremos fortalecer el liderazgo político en la Unión Europea. Para que resista y supere el acoso intolerable de los mercados, en manos de muy pocas manos, del “gran dominio”. Para que “relocalice” los tipos de producción que estime más adecuados. Y promueva la I+D+i en la Unión Europea, “relocalizando”, también los “cerebros” en sus territorios. Que diseñe y ponga en práctica su propio sistema defensivo. Alianzas, sí. Dependencias, no

Texto de Federico Mayor Zaragoza, via periodismohumano

The Call Up


The Clash

Which side are you on


Pete Seeger

All You Fascists Bound To Lose


Woody Guthrie

There Is Power In A Union


Billy Bragg

Greve Geral pela justiça social !

Acordai !

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Cólera

Uma mãe chora a morte de um filho causada pela epidemia de cólera que assola o Haiti.
Fotografia da Agência EFE

A mão de uma vítima da epidemia de cólera, jaz no chão do hospital em Port-au-Prince, Haiti.
Fotografia da agência GETTY.

Detalhe de um cadáver de um homem nú, fotografado no dia 17 de Novembro de 2010, em
La Saline Boulevard, no centro de Port-au-Prince, capital do Haiti. Fotografia da Agência EFE.

Depois do terramoto de 12 de Janeiro que destruiu a capital do país, seguido do furacão Thomas, a cólera, com mais de mil mortos até ao momento, aparece como o último drama do calvário que está ser o ano de 2010 no Haiti. O país mais pobre da América Latina.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

BazanCuba I




BazanCuba é um livro da autoria do fotógrafo italiano Ernesto Bazan (Palermo, 1959) que chegou a Havana em 1991 após o colapso da URSS, no início do denominado Período Especial (1991-1994), que foi para os cubanos uma era de grandes dificuldades económicas. Retratou a ilha até 2006. Formado pela School of Visual Arts de Nova Iorque, vencedor do World Press Photo Award e um ex-membro da Agência Magnum, Ernesto Bazan publicou as suas fotografias na Life, Time, Newsweek, História Natural, Cigar Aficionado, Max Sette e Io Donna.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Waterboarding


Waterboarding é uma forma de tortura que consiste em imobilizar uma pessoa deitada de costas com a cabeça inclinada para baixo. A água é depois despejada sobre a face, nas vias respiratórias, desencadeando o reflexo de mergulho dos mamíferos provocando a sensação de afogamento (Wikipedia).

Amnistia Internacional pede julgamento de Bush por ter admitido prática de tortura por Waterbording. Em causa está a afirmação de Bush na sua autobiografia “Decisions Points”, publicada na terça-feira, de ter autorizado o recurso à técnica de waterboarding (afogamento simulado) – prática considerada como tortura pela Amnistia, mas que Bush diz tratar-se de uma “técnica melhorada” para os interrogatórios, que “salvou vidas”. “Segundo o direito internacional, qualquer [pessoa] que esteja envolvido em actos de tortura deve ser apresentado à justiça, e que não se exclua George W. Bush”, disse através de comunicado citado pela Reuters o director-adjunto da ONG, Cláudio Cordone. A prática, segundo escreve o antigo Presidente republicano no livro, foi aplicada a três militantes da Al-Qaeda detidos em Guantánamo para evitar novos ataques terroristas e salvar vidas. Entre eles encontrava-se Abu Zubaydah, membro da organização detido no Paquistão em 2002, a quem o director da CIA, George Tenet, ordenou a aplicação do afogamento simulado para tentar obter mais informações sobre o seu envolvimento numa tentativa suspeita de ataque ao aeroporto internacional de Los Angeles (Público).

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Breve retrato da Colômbia

Eis um breve retrato da Colômbia de Uribe & Santos Associados (USA) patrocinados por Obama:

Em 2010, até agora, foram assassinados 37 sindicalistas - o que quer dizer que 67% dos sindicalistas assassinados no mundo são colombianos.

O número de presos políticos ultrapassa os 7 500.

Nos últimos três anos, o total de desaparecidos em resultado do terrorismo de Estado, ultrapassa os 38 mil.

Nos últimos quinze anos, os paramilitares executaram mais de 30 mil pessoas.

O uso de fornos crematórios tornou-se prática corrente.

A maior vala comum da América Latina foi encontrada na Colômbia: muitos dos 2 mil cadáveres ali depositados são de jovens, aliciados e depois executados pelo exército e apresentados à comunicação social como guerrilheiros das FARC.

Há notícia de mais 4 000 valas comuns.

28 milhões de colombianos - 68% da população do país - vivem na pobreza.

Todos os anos morrem, de desnutrição, mais de 20 mil crianças menores de cinco anos.

Sete bases militares dos EUA instaladas na Colômbia asseguram a paz, a ordem, a democracia, a liberdade - e, obviamente, o respeito pelos direitos humanos...

Replicado do blog Cravo de Abril

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Assalto à sede dos "Tories"



Jovens assaltaram hoje a sede do partido conservador em Londres, em protesto contra aumento brutal do preço das propinas nas universidades públicas Inglesas. O que à 10 anos era gratuito poderá passar em breve a custar cerca de 10.500 euros anuais, de acordo com a proposta da coligação conservadora/liberal-democrata que governa o Reino Unido.

Fonte: El Pais

terça-feira, 9 de novembro de 2010

AfroCubism



Quando em 1996 o  produtor Nick Gold da editora inglesa World Circuit se deslocou a Havana para gravar um encontro entre músicos cubanos e do Mali, nunca imaginaria que o fracasso desse projecto daria origem ao famoso Buena Vista Social Club. O disco de world music mais vendido de todos os tempos. AfroCubism, é a concretização em 2010 do projecto de 1996. Neste album participam alguns dos melhores músicos de África e Cuba como Toumani Diabaté, Eliades Ochoa, Bassekou Kouyate, Djelimady Tounkara, Kasse Mady Diabaté e Grupo Pátria.

Chomsky e as 10 Estratégias de Manipulação Mediática

O linguista Noam Chomsky elaborou a lista das "10 estratégias de manipulação" através dos media:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRACÇÃO.
O elemento primordial do controlo social é a estratégia da distracção, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir o público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais nas áreas da ciência, da economia, da psicologia, da neurologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem tempo para pensar; de volta à quinta como os outros animais" (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranquilas').

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado "problema-reacção-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reacção no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, durante anos consecutivos. É dessa maneira que certas condições socioeconómicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DIFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para se acostumar com a ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegar o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO A CRIANÇAS DE POUCA IDADE.
A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos da debilidade, como se o espectador fosse um menino de pouca idade ou um deficiente mental. Quanto mais se procura enganar o espectador, mais se tende a adoptar um tom infantil. Porquê? "Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reacção também desprovida de um sentido crítico, como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas").

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto-circuito na análise racional, e, por fim, ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, impulsos irracionais, ou induzir comportamentos...

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e a sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma a que a distância da ignorância entre as classes inferiores e as classes sociais superiores seja e permaneça impossível de transpor e permaneça fora do alcance das classes inferiores (ver 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')".

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Levar o público a achar que é moda o facto de se ser estúpido, vulgar e inculto...

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTO-CULPABILIDADE.
Fazer o indivíduo acreditar que é ele o único culpado da sua própria desgraça, por causa da insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades, ou dos seus esforços. Assim, em vez de se revoltar contra o sistema económico, o indivíduo desvaloriza-se e culpa-se, o que gera um estado depressivo que conduz, entre outros efeitos, à inibição da acção. E, sem acção, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No decurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado um fosso crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicológica. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que este se conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um grande poder e grande controlo sobre os indivíduos, sem que estes disso tenham consciência.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Die Antwoord


Die Antwoord – Zef Side, 2009
Sean Metelerkamp (b. 1984, Knysna, South Africa; lives in Cape Town, South Africa)