sábado, 30 de outubro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

"Obrigando-os a despir-se"

"Militantes da JCP viram, mais uma vez, ser impedida a pintura de um mural junto à Rotunda das Olaias, em Lisboa, tendo sido identificadas duas pessoas e apreendido o material usado (...).  A pintura mural (...) já tinha sido impedida dois dias antes chegando os agentes da PSP a deterem e insultarem os jovens comunistas, obrigando-os a despir-se e retendo-os durante várias horas na esquadra".  A notícia vem no "Avante!" e em numerosos blogues (alguns particularizam que eram quatro raparigas e um rapaz) e, a confirmar-se, não é surpreendente para quem conheça o que se passa hoje em certas esquadras da PSP e relatórios internacionais regularmente vêm denunciando.

Como não surpreende que a notícia tenha singularmente "escapado" à generalidade da imprensa e das TV, mesmo àquelas que fazem dos "faits-divers" o pão nosso noticioso de cada dia e que nem aquele afrontoso "obrigando-os a despir-se" parece ter sido capaz de interessar. Gostaria de estar certo, eu que sou um ingénuo, que o comportamento a vários títulos abusivo da PSP (a pintura de murais em locais públicos é um direito reconhecido por lei e um parecer do Tribunal Constitucional condena impedimentos ao seu exercício) e o silêncio dos media não se deve ao facto de os cinco jovens serem militantes de uma organização comunista.

Mas temo, sobretudo, o que pode significar o facto de um caso destes já não ser hoje notícia entre nós.

Texto de Manuel António Piina, no Jornal de Noticias

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

João Silva, repórter fotográfico de guerra (I)



"O fotógrafo português João Silva, detentor de passaporte sul-africano, poderá ter perdido aparentemente parte das pernas e sofreu hemorragias internas devido à explosão da mina que pisou sábado no Afeganistão; mas, mesmo assim, continuou a tirar fotografias enquanto o tratavam, contou o jornal para o qual trabalha, o The New York Times."

Fonte: Público

João Silva - Site Oficial do fotógrafo

O golpe equatoriano, o seu significado mais vasto

Neste texto, James Petras fala-nos do golpe de estado falhado no Equador, do papel de Washington, dos apoios ao golpe e dos apoios que falharam a Rafael Correa na derrota do golpe...

O falhado golpe militar-policial no Equador, que ocorreu em 30 de Setembro, tem levantado muitas questões sobre o papel dos Estados Unidos e seus aliados entre a oligarquia tradicional e os movimentos sociais de esquerda, as organizações indígenas e os seus partidos políticos. Ao mesmo tempo que o Presidente Correa e todos os governos da América Latina, com significativos sectores do público equatoriano, descreveram as acções violentas como um golpe, o principal órgão da Wall Street - The Wall Street Journal - descrevia-o como um «protesto policial». Porta-vozes da Goldman Sachs e do Council of Foreign Relations fizeram referência à conquista de poder policial e militar contra um governo democraticamente eleito, como uma auto-induzida «crise política» do Presidente. À medida que o golpe se desenvolvia, o movimento «indígena» CONAIE apresentava um manifesto condenando o governo, enquanto o partido «indígena» Pachakutik apoiava a destituição do Presidente, defendendo o golpe policial como um «justo acto de servidores públicos». Em resumo, os apoiantes imperiais do golpe, os sectores da elite equatoriana e os movimentos indígenas, minimizaram a violenta insurreição policial como golpe, para assim justificarem o seu apoio ao mesmo como um outro «protesto económico legítimo». Por outras palavras, a vítima do golpe elitista era convertida em repressor da vontade dos povos. A questão factual, se houve ou não um golpe, é central na decisão de o governo ter justificação em reprimir a sublevação policial e se, de facto, o sistema democrático estava em perigo.
Os Factos Relativos ao Golpe
A polícia não «protestou» simplesmente contra as políticas económicas, ocupou a Assembleia Nacional e tentou ocupar edifícios públicos e empresas de comunicação social. A força aérea – ou, pelo menos, aqueles sectores que colaboravam com a polícia – o ocuparam a aeroporto em Quito, acordaram acções para tomarem e bloquearem estratégicas redes de transporte. O Presidente Correa foi assaltado e capturado e conservado como refém sob guarda policial de muitos polícias fortemente armados, que resistiram violentamente às Forças Especiais que, eventualmente, libertaram o Presidente o que resultou em muitos feridos e dez mortos. Tornou-se claro que os chefes da insurreição policial tinham em mente mais do que um simples «protesto» pelo cancelamento de uns bónus – o que procuravam era derrubar o Presidente e estavam dispostos a utilizar armas para o conseguir. Os líderes do golpe utilizaram as exigências económicas iniciais dos empregados do sector público como um trampolim para derrubar o regime. O golpe fracassou, em parte, devido ao vigoroso e dramático apelo ao povo para que ocupasse as ruas em defesa da democracia – um apelo que ressoou aos ouvidos de milhares de apoiantes e negou apoio público nas ruas aos cabecilhas do golpe. No terreno, todos os apontam para uma tentativa violenta por parte da polícia e sectores militares para tomar o poder e depor o Presidente – sob qualquer ângulo, um golpe. E, portanto, foi assim que foi imediatamente entendido por todos os governos latino-americanos, da direita e da esquerda, e alguns deles até fecharam imediatamente as suas fronteiras e ameaçaram um corte de relações se os líderes do golpe tivessem êxito. A única excepção foi Washington – cuja primeira resposta foi não se juntar à condenação mas esperar para ver o que iria acontecer, ou como anunciou o porta-voz presidencial Philip Crowley, «estamos a analisar os acontecimentos», referindo-se à sublevação como um «protesto» de desafio ao governo. Quando Washington se apercebeu tinha a oposição activa do povo equatoriano, de todos os governos latino-americanos, do grosso das forças armadas e estava condenado ao fracasso, a Secretária de Estado Clinton telefonou a Correa anunciando-lhe a «ajuda» dos Estados Unidos ao seu governo, referindo-se ao golpe como uma mera «interrupção da ordem democrática». Na corrida para a restauração da democracia, os sindicatos foram, na sua grande maioria, observadores passivos, não discutiram greves gerais ou mesmo mobilizações activas. A resposta de oficiais militares superiores no exército foi, na sua maioria, contrária ao golpe, excepto talvez na força aérea que tomaram o aeroporto principal em Quito, antes de o entregarem a unidades anti-droga das forças policiais. A polícia anti-narcóticos estava na primeira linha do golpe e não é de surpreender que, nos últimos cinco anos, estivesse sob intenso treino e doutrinação americano.

Explicação para as várias Respostas sobre o Golpe
As respostas e interpretações sobre o golpe variaram de acordo com os diferentes conjuntos de interesses objectivos e percepções subjectivas. Os regimes latino-americanos rejeitaram o golpe, receando um efeito multiplicador golpista na região, onde outros bem-sucedidos golpes (o do ano passado nas Honduras) encorajariam os militares e a polícia a actuarem nos seus países. As recordações do passado recente, onde os militares desmantelaram todas as instituições representativas e prenderam, torturaram, mataram e exilaram chefes políticos, foi um factor determinante para dar forma à rejeição retumbante. Em segundo lugar, a ordem política existente beneficia a classe capitalista em quase todos os países da América Latina e providencia as bases da estabilidade política e da prosperidade da elite. Nenhum movimento de massas poderoso ameaça a hegemonia sócio-económica capitalista, condição para que a elite económica apoie um golpe. Os apoiantes de Correa foram para as ruas, embora não na quantidade das acções prévias para derrubar o ex-Presidente Lucio Gutierrez. Eram, principalmente, membros leais do partido. Outros, defendiam as suas medidas «anti-imperialistas» (expulsão da base americana de Manta) ou a defesa das instituições democráticas, mesmo depois de serem críticos das suas recentes políticas. A vacilação dos Estados Unidos, passando duma recusa inicial de condenação para a denúncia posterior do golpe fracassado, foi baseada nos laços de longa data aos militares, especialmente à polícia. Entre 2006-2011, a ajuda dos Estados Unidos aos militares e à polícia terá totalizado 94 milhões de dólares, dos quais 89 milhões são canalizados para a «guerra às drogas». Entre 2006-2008, os militares equatorianos e os estagiários da polícia chegavam a 931, onde 526 dos quais eram estavam em «programas contra-drogas». Foi precisamente o sector anti-droga da polícia que desempenhou um papel importante na ocupação do aeroporto em Quito durante o golpe abortado. Os Estados Unidos tinham certamente muitos motivos para o golpe. Correa chegou ao poder expulsando o cliente pró Estados Unidos, Lucio Gutierrez, e dizimando os partidos da oligarquia que tinham sido responsáveis pela dolarização da economia e por adoptarem a doutrina do mercado livre de Washington. Correa pôs em questão a dívida externa, declinando pagar dívidas contraídas em circunstâncias fraudulentas. Acima de tudo, Correa era um aliado do Presidente venezuelano Hugo Chávez, um membro da ALBA e um forte oponente de Colômbia, o principal aliado de Washington na região. A política do Equador enfraquece a estratégia de Washington de «cercar a Venezuela» com regimes hostis. Tendo já apoiado o golpe vitorioso contra o Presidente Zelaya das Honduras, um aliado de Chávez, Washington tinha tudo a ganhar com um golpe militar que expulsasse outro membro da ALBA. Washington persegue uma «estratégia tripla»: em 1ºlugar, de diplomacia, oferecendo melhoria de relações; em 2º lugar, pela subversão, construindo capacidade subversiva através do financiamento dos militares e da polícia; e em 3º lugar, financiando, através da AID, NED, World Bank e ONGs, sectores do movimento indígena, especialmente Pachacutik, e grupos dissidentes ligados a Lucio Gutierrez. A liderança do movimento indígena variou nas suas respostas ao golpe. A mais extrema posição adoptada, pelo quase moribundo partido eleitoral Pachacutik, (receptor de ajuda dos Estados Unidos) apoiou realmente o golpe militar e apelou às massas para a formação de uma «frente unida», um apelo que caiu que não encontrou eco. O grosso do movimento indígena (CONAIE) adoptou uma posição complexa, negando que tenha existido um golpe, rejeitando, contudo, a violência policial e avançando com uma série de exigências e críticas às políticas de Correa e aos métodos do governo. Não foi dado qualquer apoio nem houve uma rejeição do golpe. Por outras palavras, em contraste com o seu passado militante, a CONAIE era, virtualmente, um actor marginal. A passividade da CONAIE e da maioria dos sindicatos tem as suas raízes em profundas discordâncias com o regime de Correa.

A Vulnerabilidade Auto-Induzida de Correa: O seu Desvio para a Direita
Durante o emergente movimento de cidadãos ocorrido há cinco anos, Rafael Correa desempenhou um importante papel na deposição do regime autoritário, corrupto e pró imperialista de Lucio Gutierrez. Uma vez eleito Presidente, pôs em prática algumas das suas principais promessas eleitorais: desalojou os Estados Unidos da sua base militar de Manta; rejeitou os pagamentos da dívida externa baseados em contas ilícitas; aumentou os ordenados, o salário mínimo, concedeu empréstimos com um juro baixo e crédito a pequenas empresas. Também prometeu consultar e tomar conhecimento sobre os movimentos urbanos sociais e indígenas, na perspectiva da eleição duma Assembleia Constituinte para criar uma nova Constituição. Em 2007, a lista apresentada por Correa no seu novo partido Alianza País (a aliança do país) ganhou uma maioria de dois terços na legislatura. Contudo, confrontado com receitas em declínio devido à recessão mundial, Correa fez uma impetuosa guinada à direita. Assinou contratos lucrativos com multi-nacionais mineiras, concedendo-lhes direitos de exploração em terras reclamadas pelas comunidades indígenas sem as consultar, apesar de uma história de contaminação catastrófica em terras, águas e habitat indígenas. Quando as comunidades locais agiram para bloquear os acordos, Correa mandou-lhes a tropa que reprimiu duramente os protestos. Em subsequente esforços de negociações, Correa apenas ouviu a sua própria voz e despediu os líderes indígenas chamando-os de «ramalhete de bandidos» e «elementos atrasados», que bloqueavam a «modernização» do país! A seguir, Correa iniciou a ofensiva contra os funcionários públicos, fazendo leis para a redução de salários, bónus e promoções, repudiando contratos baseados em acordos entre sindicatos e legisladores. Do mesmo modo, Correa impôs novas leis na administração universitária, alienando professorado, administração e alunos. Igualmente prejudicial para a popularidade de Correa entre sectores organizados de assalariados e de classe média foi o seu estilo autoritário de impor a sua agenda, a linguagem pejorativa que utilizava para classificar os interlocutores e a insistência de que as negociações eram apenas um meio para desacreditar as suas contra-medidas. Correa, contrariamente à sua pretensão de ser um galvanizador do socialismo para o século XXI é, em vez disso, o organizador de uma estratégia altamente pessoal para o capitalismo do século XXI, um capitalismo baseado na dolarização da economia, investimentos estrangeiros em larga escala em serviços mineiros, petrolíferos e financeiros e austeridade social. A «guinada à direita» de Correa, contudo, também dependeu do apoio político e financeiro da Venezuela e dos seus aliados cubanos e bolivianos. Como resultado, Correa caiu no meio de duas situações: perdeu apoio da esquerda devido às políticas económicas estrangeiras «pro-extrativas» e programas nacionais austeros e não conseguiu apoio dos Estados Unidos devido às suas ligações a Chávez e a Cuba. Como resultado, Correa alienou os sindicatos e os movimentos indígenas e sociais pois só conseguia garantir uma quantidade muito limitada de «poder popular» ao encerrar a economia para impedir o golpe. Igualmente importante, os Estados Unidos e os seus colaboradores viram no seu apoio organizado em declínio e no crescimento de protesto social, uma oportunidade para testar as águas com vista a um possível golpe, através dos seus mais dependentes colaboradores na polícia e, em menor escala, na força aérea. A amotinação na polícia foi um teste, encorajado a continuar, sem qualquer notório compromisso, dependente do seu sucesso ou fracasso. Se o golpe da polícia assegurasse suficiente apoio militar, Washington e os seus oligarcas civis políticos podiam intervir, pedir um «resultado negociado», que ou tirava o poder a Correa ou o «transformava» num «pragmático» cliente. Por outras palavras, um golpe «vitorioso» eliminaria outro aliado de Chávez, e um golpe fracassado iria pôr Correa em destaque para o futuro.

Reflexões Finais à laia de Conclusão
Ao tornar-se explicito, o golpe da polícia transformou-se numa farsa: os mandantes do golpe falharam os seus cálculos quanto ao apoio que tinham no seio das forças armadas, assim como entre os indígenas desavindos e os sindicatos. Ficaram sós, sem glória ou sucesso. Sem líderes nacionais, ou mesmo sem uma estratégia coerente, foram batidos em poucas horas. Fizeram um mau juízo da vontade dos Estados Unidos se comprometer, uma vez que se tornou claro que os mandantes do golpe careciam de qualquer ressonância entre a elite militar e eram completamente incompetentes. O que podia ter começado como um golpe acabou como uma ópera bufa com um breve tiroteio com soldados num hospital da polícia. Por outro lado, o facto de Correa no fim só poder contar com as suas forças especiais de elite para o libertar de refém da polícia, revela a tragédia de um líder popular. Alguém que começara com imenso apoio popular, prometendo cumprir finalmente a reivindicação dos camponeses de uma reforma agrária, a reivindicação dos povos indígenas de soberania para negociar sobre bens minerais e de remunerações justas por serviços urbanos e acabou a recolher-se no Palácio Presidencial protegido por veículos militares. O golpe fracassado do Equador levanta uma importante questão política. A quase cedência de Correa significa o fim da experiência de “novos regimes de centro-esquerda” que tentam «equilibrar» crescimento vigoroso de exportações com regalias sociais moderadas? Todo o sucesso dos regimes de centro-esquerda foi baseado nas suas aptidões para subsidiar e promover capital nacional e estrangeiro agrícola e mineral, ao mesmo tempo que aumentava o emprego, os salários e os subsídios de subsistência (programas anti-pobreza). Esta “fórmula política” tem sido subscrita pelo crescimento da reivindicação da Ásia e de outros mercados mundiais e por preços historicamente altos de bens. Quando rebentou a crise de 2008, Equador era o elo mais fraco da América Latina, por estar amarrado ao dólar e ser incapaz de simular crescimento ou proteger a economia. Sob as condições de crise, Correa recorreu à repressão dos movimentos sociais e sindicatos e despendeu grandes esforços para garantir apoios das multinacionais petro-mineiras. Além disso, a polícia e os militares do Equador eram muito mais vulneráveis à infiltração das agências dos Estados Unidos, devido aos financiamentos em larga escala e a programas de treino, do que Bolívia e Venezuela que tinham expulso essas agências de subversão. Diferentemente da Argentina e do Brasil, Correa não tinha a capacidade para «conciliar» os diversos sectores dos movimentos sociais através de negociações e concessões. Claro está, que a penetração de financiamentos imperiais das ONGs nas comunidades indígenas promovendo o «separatismo» e políticas identitárias não tornaram fáceis a conciliação. Contudo, apesar das particularidades do Equador, o golpe fracassado sublinha a importância relativa da resolução de problemas sócio-económicos básicos, se os projectos macro-económicos de centro-esquerda tiverem sucesso. Aparte a Venezuela, nenhum dos regimes de centro-esquerda está a desenvolver reformas estruturais (reforma agrária), nacionalizações de sectores estratégicos, redistribuição de rendimentos. Mesmo o regime de Chávez na Venezuela, tem perdido muito apoio popular devido a negligência nos serviços públicos (segurança pública, recolha de lixo, distribuição de água, energia eléctrica e distribuição de alimentos) causados pela corrupção e pela incompetência. O centro-esquerda jamais poderá depender do líderes «carismáticos» para compensar a falta de mudanças estruturais. Os regimes devem suster a melhoria dos ordenados e salários e promover serviços básicos num ambiente de «diálogo social». A ausência de reformas sociais contínuas, ao mesmo tempo que as elites agro-mineiras prosperam, abre a porta ao regresso da direita e provoca divisões nas coligações sociais apoiantes dos regimes de centro-esquerda. Mais importante, a implosão do centro-esquerda dá a oportunidade a Washington para subverter e derrubar os regimes, reverter as relativamente independentes políticas externas e reafirmar a sua hegemonia. As bases institucionais do centro-esquerda são frágeis em toda a parte, especialmente na polícia e nas forças armadas, porque a classe dos oficiais continua envolvida em programas governamentais com militares dos Estados Unidos, tal como a narco-polícia e as agências de serviços secretos. Os regimes de centro-esquerda - excepto a Venezuela - têm continuado a participar em todos os programas militares conjuntos. O centro-esquerda não transformou o Estado. Igualmente importante, promoveu as bases económicas da via pró Estados Unidos, da sua estratégia agro-mineral de exportação. Ignorou o facto, da estabilidade política ser temporária e baseada no equilíbrio de poder social resultante de rebeliões populares no período de 2000-2005. O centro-esquerda ignora a realidade de que quando a classe capitalista prospera, em resultado das estratégias de centro-esquerda de exportação de agro-minerais, também a direita política prospera. E à medida que a riqueza e o poder político das elites exportadoras aumenta o centro-direita volta-se para a direita, como tem sido o caso de Correa, haverá maior conflito social e um novo ciclo de convulsões políticas, se não for por via de eleições poderá ser à bala - através de golpes ou de insurreições populares. O bem-sucedido golpe nas Honduras (2009) e o recente golpe fracassado no Equador são sintomáticos das profundas crises das políticas «pós neo-liberais». A ausência de uma alternativa socialista, a fragmentação dos movimentos sociais, a adesão a «políticas identitárias», têm enfraquecido severamente uma alternativa efectiva organizada quando e se os regimes de centro-esquerda entram em crise. De momento, a maioria dos «intelectuais críticos» agarram-se ao centro-esquerda, na esperança de uma «viragem à esquerda», de uma rectificação política, em vez de tomarem o caminho difícil, mas necessário, da construção de uma classe independente baseada no movimento socialista.

Texto de James Petras, Professor da Universidade de Nova Iorque.
Este texto foi publicado em português no odiario.info

domingo, 24 de outubro de 2010

Os crimes no Iraque que Washington não queria que se soubessem !

"Uma menina foi morta enquanto brincava nas ruas de Bassorá. Um preso algemado foi levado para a rua e executado a tiro. Dois suspeitos que se tinham entregue foram mortos a tiro, disparados de um helicóptero Apache, porque os militares "achavam que os presos ainda eram um alvo legítimo". São apenas alguns dos exemplos das histórias macabras da guerra no Iraque, que emergem a partir de registos feitos pelas próprias tropas dos EUA no terreno. Há milhares de cartas que relatam os abusos cometidos por tropas norte americanas e iraquianas. Washington não queria que se soubesse, mas Wikileaks tem denunciado os crimes de guerra no Iraque através da Internet."

Para ler o resto do artigo no El Pais aqui.

sábado, 23 de outubro de 2010

Billy Bragg -There Is Power In A Union

"Wikileaks" divulgou 400.000 documentos sobre os crimes de guerra no Iraque



O site "Wikileaks" revelou, através de diversos órgãos de informação como o "New York Times", o "Guardian", ou a "Al-Jazeera", cerca de 400 mil relatórios militares secretos relativos à condução americana da guerra do Iraque. Os documentos do WikiLeaks revelam que o exército norte-americano "ocultou casos de tortura de civis nas prisões iraquianas" e que existirão relatórios norte-americanos que implicam o primeiro ministro iraquiano em funções, Nuri al Maliki, na formação de "equipas encarregadas de realizar torturas e matanças". "Apesar de um dos objectivos da guerra do Iraque foi o encerrar dos centros de tortura de Saddam Hussein. Os documentos do Wikileaks mostram numerosos casos de tortura e abuso de prisioneiros iraquianos por polícias e soldados iraquianos. Mais, revelam que os EUA estavam ao corrente da tortura autorizada pelo Estado [iraquiano] mas ordenou às tropas para não intervir." Os ficheiros compreendem um período entre Janeiro de 2004 a 31 de Dezembro de 2009. A informação publicada pelo "Wikileaks" assegura também que "o número de mortos civis é muito maior ao que se estipula oficialmente". Segundo os documentos revelados, desde a invasão americana do Iraque, em Março de 2003 até ao final de 2009, morreram 109 mil iraquianos, 63% dos quais são civis. Um balanço norte-americano, publicado no fim de julho no site do Comando Central do Exército (Centcom), indica que entre janeiro de 2004 e agosto de 2008, o período mais sangrento em sete anos de guerra, foram mortos cerca de 77 mil iraquianos, dos quais 63 185 civis e 13 754 membros das forças de segurança. Foram ainda revelados novos casos de tiroteios contra civis americanos em que está envolvida a Blackwater, a empresa privada de segurança Blackwater.

Os documentos estão acessíveis no endereço http://warlogs.wikileaks.org/

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Premio a Fariñas: ¿Quiénes alientan las huelgas de hambre?

El Premio Sajarov que acaba de otorgársele al "disidente" Guillermo Fariñas, quien no cuenta con ningún respeto ni reconocimiento en la Isla y que ahora, después de concedérsele el galardón, paradójicamente a lo que se espera en el Parlamento Europeo contará con mucho menos, deja en claro quiénes son los que alientan las huelgas de hambre. El Partido Popular Europeo, el grupo de los tories y los conservadores checos y polacos y los liberales del Parlamento consiguieron imponer a su candidato frente a la reticencia de socialistas y otros partidos de la izquierda en la reunión de líderes de las facciones políticas del hemiciclo europeo. "Fariñas es un periodista independiente y disidente político que se ha mostrado dispuesto a sacrificarse y poner en riesgo su salud y su vida como una forma de presionar para conseguir el cambio en Cuba", declaró el presidente del Parlamento Europeo, Jerzy Buzek, al anunciar el galardón para 2010. Otro tanto declaró el expresidente español José maría Aznar, inspirador de la Posición Común europea contra Cuba, para quien Fariñas "encarna el sacrificio heroico de los que trabajan por la libertad de presos de conciencia cubanos".
Ambas declaracíones son sin dudas un aliento, está vez de 50 mil dólares, a todos aquellos que imiten el ejemplo del inmortal suicida. Pero por suerte, ni en propio Parlamento Europeo la manipulación pasó por alto y una parte de los eurodiputados se quejaron de la cantidad de "disidentes" cubanos que en los últimos años han ganado el Sajarov. El premio a Fariñas, por haber sobrevivido a 23 huelgas de hambre, demuestra también los límites irracionales hasta donde puede llegar el odio de algunos de los ex países socialistas de Europa oriental que no le perdonan a la Isla su contumaz resistencia. Los tontos de la Unión Europea ignoran que descabellados reconocimientos como este, forman parte, en buena medida, de las razones que han hecho posible que, 20 años después de la caìda del mundo de Berlín, el pueblo de Cuba se mantenga más unido y firme en la defensa de su independencia. Por su parte, el mercenario Fariñas, tras conocer la noticia, rápidamente sacó sus cuentas -el estímulo ahora más que mediático es monetario-, y ya ha anunciado una nueva huelga en caso de que el gobierno cubano no le permita viajar a Estrasburgo (Francia), el 15 de diciembre próximo, para recibir el galardón.

Replicado do blog CAMBIOS EN CUBA

EUA Vs. Cuba - O bloqueio económico explicado (4)

Cuba no puede utilizar software interbancario por bloqueo de EEUU


El acceso al sistema interbancario de SWIFT puede ser difícil o imposible para los bancos cubanos a partir del 31 de marzo de 2012, asegura Cuba en su informe anual ante las Naciones Unidas sobre el impacto económico de las sanciones de EE.UU. El sistema SWIFT de transmisión financiera desempeña un papel crucial en las transacciones bancarias internacionales. Según el informe de Cuba, la Sociedad para las Telecomunicaciones Financieras Interbancarias Mundiales SCRL (SWIFT), comunicó al Banco Central de Cuba (BCC) que una nueva versión del software que utilizan los bancos participantes no estará disponible para Cuba, debido a que incluye tecnología de EEUU y los propietarios están sujetos a sanciones de conformidad con las leyes de EE.UU.. La nueva versión del SWIFT Alliance Access (SAA), el Release 7.0 que se debe utilizar con carácter obligatorio para acceder a la red a partir del 31 de marzo de 2012, no estará disponible para Cuba.
 
Fonte: Cubadebate

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Protestos

Em França, reforma do sistema de pensões levou manifestantes para a rua.
Fotografia de KENZO TRIBOUILLARD/AFP

Em Gaza, palestinianos exibem fotografias de familiares presos em Israel.
Fotografia de MOHAMMED ABED/AFP

O nobel da guerra para os Senhores do “Nobel da Paz”

“No século XX, foram os Estados Unidos o país que teve o maior número (…) [de] “Prémio Nobel da Paz”: Teodoro Roosevelt (para quem o único índio “bom” era o que estava morto), Kissinger (o protagonista do golpe de estado no Chile e da guerra no Vietname), Carter (o promotor do boicote dos Jogos Olímpicos de Moscovo em 1980 e da proibição de exportação de trigo para a URSS, que tinha intervindo no Afeganistão contra os combatentes da liberdade muçulmanos), Obama (que, agora, recorreu a um monstruoso aparelho de guerra contra esses mesmos combatentes da liberdade, que entretanto passaram a terroristas).” A atribuição do Prémio Nobel da Paz em 2010 a um “dissidente” chinês de quem muito poucas pessoas tinha ouvido falar, vem na esteira dos atribuídos a 4 “senhores da guerra” norte-americanos, e insere-se na intensa campanha em curso de “guerra comercial contra a China, brandida desta vez aberta e solenemente pelo Congresso dos Estados Unidos”.

Nas últimas semanas semanas tem-se assistido na Austrália a um debate aceso. Num ensaio publicado no Quartely Essay e já revelado em parte no Australian, Hugh White alertou contra inquietantes processos em curso: à ascensão da China, Washington responde com a tradicional política de contenção, reforçando de forma ameaçadora o seu potencial e as suas alianças militares; Pequim, por sua vez, não se deixa intimidar e “conter” facilmente; tudo isto pode provocar uma polarização de alianças opostas na Ásia e fazer surgir “um perigo real e crescente de guerra de grandes proporções ou mesmo de guerra nuclear”. O autor deste alerta não é um ilustre desconhecido: tem por detrás dele uma longa carreira de analista dos problemas de defesa e de política estrangeira, e de certa forma faz parte do establishment intelectual. Não é por acaso que a sua intervenção provocou um debate nacional, no qual também participou a primeira-ministra, Júlia Gillard, que reafirmou a necessidade da relação privilegiada com os EUA. Mas os círculos radicais australianos foram muito mais longe: é necessário um empenho profundo numa Grande aliança dos democratas contra os déspotas de Pequim. Não há qualquer dúvida: a ideologia da guerra contra a China apoia-se numa ideologia já muito antiga que justifica e até festeja as agressões militares e as guerras do ocidente em nome da “democracia” e dos “direitos do homem”. E eis que, neste momento, o “Prémio Nobel da Paz” é atribuído ao “dissidente” chinês Liu Xiaobo: um sentido de oportunidade perfeita, tanto mais perfeita se se pensar na ameaça de guerra comercial contra a China, brandida desta vez aberta e solenemente pelo Congresso dos Estados Unidos.

A China, o Irão e a Palestina
Entre os primeiros a regozijar-se com a escolha dos senhores de Oslo encontra-se Shirin Ebadi, que de imediato reforçou: “A China é um país que não só viola os direitos do homem como é também um país que apoia e sustenta numerosos outros regimes que os violam, como os que estão no poder no Sudão, na Birmânia, na Coreia do Norte, no Irão…”; além disso, é um país que é responsável por uma “grande exploração dos trabalhadores”. Portanto, é preciso boicotar “os produtos chineses” e “reduzir ao máximo as trocas económicas e comerciais com a China”. (Corriere della Sera de 9 de Outubro). E mais uma vez: é clara a contribuição para a ideologia da guerra travada em nome da “democracia” e dos “direitos do homem” e está aberta a declaração de guerra comercial. Mas então, porque é que Shirin Ebadi recebeu em 2003 o “Prémio Nobel da Paz”? O prémio foi atribuído a uma mulher que tem uma visão maniqueísta das relações internacionais; na lista das violações dos direitos do homem não há lugar para Abou Ghraib e Guantánamo, para os complexos prisionais em que Israel encerra os palestinos em massa, para os bombardeamentos e guerras desencadeadas sob pretextos falsos e mentirosos, para o urânio empobrecido, para os embargos de tendência genocida impostos ao arrepio da esmagadora maioria dos membros da ONU e da comunidade internacional…  E no que se refere à “grande exploração dos trabalhadores” na China, Shirin Ebadi fala sem dúvida levianamente: no grande país asiático, centenas de milhões de homens e mulheres foram poupados à fome a que tinham sido condenados sobretudo pela agressão imperialista e pelo embargo decretado pelo ocidente; e ainda hoje podemos ler em todos os órgãos de imprensa que os salários dos trabalhadores estão a progredir a um ritmo bastante rápido. Em todo o caso, se o embargo contra Cuba prejudica exclusivamente os habitantes da ilha, um eventual embargo contra a China provocaria uma crise económica planetária, com consequências devastadoras até mesmo para as massas populares ocidentais, assim como o adeus aos direitos do homem (pelo menos os direitos económicos e sociais). Não há qualquer dúvida: em 2003, aquela que recebeu o “Prémio Nobel da Paz” é uma ideóloga da guerra, medíocre e provinciana. Será que se quis recompensar uma activista que pretende defender a causa dos direitos do homem, pelo menos no interior do Irão, já que o não faz a nível internacional? Se fosse essa a intenção dos senhores de Oslo, deviam ter premiado Mohammed Mossadegh que, no início dos anos 50, se empenhou em construir um Irão democrático mas que, por ter tido a ousadia de nacionalizar a indústria petrolífera, foi derrubado por um golpe de estado organizado pela Grã-Bretanha e pelos EUA, esses países que hoje se armam em paladinos da “democracia” e “dos direitos do homem”. Ou então os senhores de Oslo podiam ter premiado qualquer corajoso oponente da feroz ditadura do Xá, apoiada pelos improváveis paladinos habituais da causa da “democracia” e “dos direitos do homem”. Mas então, porque é que em 2003 o “Prémio Nobel da Paz” foi atribuído a Shirin Ebadi ? Nessa altura, enquanto que o interminável mártir povo palestino sofria mais um apertão, já se perfilava claramente a Cruzada contra o Irão. O reconhecimento atribuído a uma militante palestina teria sido um contributo real para a causa da tranquilidade e da paz no Próximo Oriente. Não há militantes palestinos “não violentos”? É difícil classificar Obama de “não violento”, o chefe de um país que se meteu em várias guerras e que, só por si, gasta em armamento tanto como o resto do mundo no seu conjunto. De resto, não faltam na Palestina os “não violentos”, e de resto são não violentos os militantes que chegam à Palestina vindos de todos os países para defender os seus habitantes duma violência avassaladora e que, por vezes, foram varridos pelos tanques ou pelos bulldozers do exército de ocupação. Mas os senhores de Oslo preferiram premiar uma militante que desde então não pára de atiçar o fogo da guerra, primeiro contra o Irão, e agora também contra a China. Depois da consagração e da transfiguração de Liu Xiaobo, o presidente americano interveio imediatamente: exigiu a libertação imediata do “dissidente”. Mas porque é que, enquanto espera, não liberta os detidos sem processo de Guantánamo, ou pelo menos faz pressão para a libertação dos numerosos palestinos (por vezes ainda adolescentes) aprisionados por Israel, como a própria imprensa ocidental reconhece, em complexos prisioneiros horríveis?

Os senhores de Oslo, os EUA e a China
Com Obama, deparamo-nos com outro “Prémio Novel da Paz” de características igualmente singulares. Quando o recebeu, no ano passado, tinha acabado de declarar que tinha a intenção de reforçar a presença militar dos EUA e da NATO no Afeganistão e de dar um novo impulso às operações de guerra. Reconfortado pelo reconhecimento prestigiante que recebera em Oslo, foi fiel à sua palavra: hoje são muito mais numerosos do que na época de Bush, esses esquadrões da morte que do alto dos céus “eliminam” os “terroristas”, os “terroristas” potenciais e os suspeitos de “terrorismo”; e esses helicópteros e aviões sem piloto, que fazem o papel de esquadrões da morte, também devastam o Paquistão (com as numerosas vítimas “colaterais” que se seguem); a indignação popular é tão forte e disseminada que até mesmo os governantes de Cabul e Islamabad se sentem obrigados a protestar contra Washington. Mas Obama não se deixa impressionar: pode sempre exibir o seu “Prémio Nobel da Paz”! Nos últimos dias, correu uma notícia que provoca calafrios: no Afeganistão, existem militares americanos que matam civis inocentes por divertimento, conservando depois partes dos corpos das vítimas como recordação de caça. A administração americana apressou-se a bloquear imediatamente a difusão de pormenores posteriores e principalmente de fotos: chocada, a opinião pública americana e internacional podia vir a fazer pressão para acabar com a guerra no Afeganistão; para poder continuar com ela, com essa guerra, e torná-la ainda mais dura, o “Prémio Nobel da Paz” preferiu assim infligir um golpe à liberdade da imprensa. Mas podemos fazer aqui uma consideração de carácter geral. No século XX, foram os Estados Unidos o país que teve o maior número de grandes homens de estado coroados com o “Prémio Nobel da Paz”: Teodoro Roosevelt (para quem o único índio “bom” era o que estava morto), Kissinger (o protagonista do golpe de estado no Chile e da guerra no Vietname), Carter (o promotor do boicote dos Jogos Olímpicos de Moscovo em 1980 e da proibição de exportação de trigo para a URSS, que tinha intervindo no Afeganistão contra os combatentes da liberdade muçulmanos), Obama (que, agora, recorreu a um monstruoso aparelho de guerra contra esses mesmos combatentes da liberdade, que entretanto passaram a terroristas). Vejamos, na vertente oposta, como é que se posicionam os senhores de Oslo no que se refere à China. Este país, que representa um quarto da humanidade, não se envolveu em nenhuma guerra nos últimos trinta anos e fomentou um desenvolvimento económico que, libertando da miséria e da fome centenas de milhões de homens e mulheres, lhes permitiu pelo menos aceder aos direitos económicos e sociais. Pois bem, os senhores de Oslo não se dignaram ter em consideração esse país senão para atribuir três prémios a três “dissidentes”: em 1989 o “Prémio Nobel da Paz” é atribuído ao 14º Dalai Lama, que tinha abandonado a China já há trinta anos; em 2000 o Nobel da literatura é atribuído a Gao Xingjan, um escritor que a partir daí passou a ser cidadão francês; em 2010, o “Prémio Nobel da Paz” coroa um outro dissidente que, depois de ter vivido nos Estados Unidos e de ter ensinado na Universidade de Columbia, regressa à China “a toda a velocidade” (Marco Del Corona, no Corriere della Sera de 9 de Outubro) para participar na revolta (nada pacífica) na Praça Tienanmen. Ainda hoje, é assim que ele fala do seu povo: “Nós os chineses, tão brutais” (Ilaria Maria Sala, La Stampa, 9 de Outubro). Assim, aos olhos dos senhores de Oslo, a causa da paz é representada por um país (EUA) que se considera investido da missão divina de guiar o mundo, que instalou e continua a instalar bases militares ameaçadoras em todos os cantos do planeta; quanto à China (que não possui nenhuma base militar no estrangeiro), uma civilização milenar que, depois do século de humilhações e de miséria impostas pelo imperialismo, está em vias de voltar ao seu antigo esplendor, quem representa a causa da paz (e da cultura) são apenas três “dissidentes” que aliás pouco têm a ver actualmente com o povo chinês e que vêem no ocidente o único farol que ilumina o mundo. Sem dúvida que vemos emergir aqui na política dos senhores de Oslo a antiga arrogância colonialista e imperialista. Enquanto que na Austrália ressoam vozes inquietas sobre os perigos de guerra, em Oslo puxa-se o lustro a uma ideologia da guerra de funesta memória: as guerras do ópio foram festejadas por J.S. Mill como uma contribuição para a causa da “liberdade” do “comprador” e do vendedor (de ópio) e por Tocqueville como uma contribuição para a causa da luta contra o “imobilismo” chinês. As palavras de ordem agitadas hoje pela imprensa ocidental não são muito diferentes, uma imprensa que não se cansa de denunciar o despotismo oriental imóvel. É preciso registar: pode ser que sejam inspirados também por nobres intenções, mas, neste momento, com o seu comportamento concreto os senhores do “Prémio Nobel da Paz” só merecem o Nobel da guerra.

Texto de Doménico Losurdo, filósofo e Professor da Universidade de Urbino, publicado a 9 de Outubro 2010 no blog do autor http://domenicolosurdo.blogspot.com/2010/10/il-nobel-della-guerra-ai-signori-del.html

Fonte: odiario.info

sábado, 16 de outubro de 2010

Los 33

Chile es una país que crece en las tragedias. El poeta Fernando Alegría escribió:” cuando nos azota un temporal o nos sacude un terremoto, cuando Chile ya no puede estar seguro de sus mapas, digo enfurecido ¡viva Chile, mierda!”. En el mes de Agosto y todavía con la mitad del sur de país derribado por el terremoto del 27 de febrero, la voz de alarma llegó del norte, del desierto de Atacama, y supimos que 33 mineros habían quedado atrapados tras el derrumbe de una mina propiedad de una empresa que violaba todas las reglas de seguridad laboral. 33 hombres, uno de ellos boliviano, permanecieron atrapados a 700 metros de profundidad durante 69 días hasta que, y pese al show mediático montado por el gobierno, empezaron a salir uno a uno de las profundidades de la tierra. Mientras escribo estas líneas ya han salido ocho, y lo han hecho de pie, recibiendo el saludo efusivo de sus compañeros que los buscaron, encontraron y cavaron la dura roca hasta que , con el lenguaje parco de los mineros, les dijeron que los sacarían de ahí. Cuando salió el primero, el presidente Piñera daba gracias a dios y a la nomenclatura en orden de importancia de cargos, pero olvidó agradecer a los mineros de Pensylvania que, por haber experimentado una tragedia similar, se solidarizaron con sus lejanos compañeros de Atacama y aportaron los conocimientos técnicos –cultura minera- y parte de la maquinaria que hizo posible el rescate. Tampoco mencionó a dos héroes silenciosos, dos internacionalistas del trabajo; James Stefanic y Matt Stafeard, los dos operadores que llegaron hasta los mineros atrapados y son los grandes responsables del rescate. Mientras sacaban al segundo minero, que salía del calor y la humedad del encierro a 700 metros bajo tierra para enfrentarse a la sequedad y 10 grados bajo cero del desierto, el presidente Piñera no resistió la tentación de otra conferencia de prensa “in situ” y en la que, lo único destacable, fue la vacilante declaración de intenciones para hacer algo por la seguridad laboral de los mineros. En su torpeza evidente, Piñera omite que ha sido justamente la derecha chilena la más feroz opositora a que se regule la seguridad laboral, indicando que los controles son sinónimo de burocracia y atentan contra la libertad de mercado. En medio de su show cargado de gestos religiosos, Piñera omitió cualquier referencia a la triste situación de los otros doscientos y tantos mineros de la misma empresa, que trabajaban en la misma mina, que desde el mes de agosto no reciben sus salarios. Esta empresa se atrevió a declarar que incluso los 33 atrapados no cobrarían por todos los días bajo tierra, porque sencillamente no habían trabajado. Y la respuesta del gobierno brilló por su ausencia. La tragedia, esos 33 hombres sepultados, ha sido utilizada para marcar de invisibilidad al otro Chile, al país que no sale en televisión, por ejemplo a los mapuche, cuya dramática huelga de hambre desapareció de la actualidad, ese sucedáneo del presente que se impone a la masa acrítica y dada al aplauso que los modernos comunicadores llaman “opinión pública”. Desde luego que es emocionante verlos salir, uno a uno, y más emocionante es ver que esos 33 mineros, pese a los regalos prometidos, un viaje a España para ver un partido del Real Madrid, un viaje a Inglaterra para ver un partido del Manchester United, un Iphon de última generación, un viaje a Grecia, y hasta diez mil dólares a cada uno donados por un empresario chileno que aspira a ser presidente del país, pese a todo eso siguen siendo mineros y por eso mismo anunciaron la creación de una fundación que se preocupe de la situación de todos los trabajadores de la minería afectados por la irresponsabilidad de las empresas. Sacarlos de ahí ha sido una proeza, pero una proeza de todos los que sudaron hasta conseguirlo y no de los encargados del Show del rescate. Y la mayor proeza será lograr que en Chile se respeten las normas de seguridad laboral para que nunca más 33 mineros desaparezcan en las entrañas de la tierra.

Luis Sepúlveda

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ameaças Terroristas Vs Eleições nos EUA

A administração Bush usou várias vezes as ameaças terroristas para elevar os níveis de segurança em períodos de campanha eleitoral. O blog information is beautiful representou graficamente a correlação entre o terrorismo e as eleições dos EUA.

A poluição luminosa das cidades

 Fonte: GIZMODO

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O resgate fotografado

Marcelo Vilquinina, sobrinho do mineiro boliviano Carlos Mamani Solis, e a tia Mery Canty
festejam o salvamento pela televisão. Fotografia de NATACHA PISARENKO/AP


Um mineiro mascarado de palhaço com a filha de um colega durante a operação
de resgate no Chile. Fotografia de NATACHA PISARENKO/AP.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A mala mexicana de Robert Capa (3)

Gerda Taro, [Training of the New People’s Army, Valencia], March 1937.
© International Center of Photography.

Gerda Taro, [Crowd at the gate of the morgue after the air raid, Valencia], May 1937.
© International Center of Photography.

Gerda Taro, [Young Republican soldier, Brunete, Spain], July 1937.
© International Center of Photography.

Gerda Taro, [Republican soldier on a motorcycle, Navacerrada Pass, Segovia front, Spain],
late May–early June 1937. © International Center of Photography.

Fred Stein, [Gerda Taro and Robert Capa on the terrace of Café du Dôme in Montparnasse, Paris],
early 1936. © Estate of Fred Stein. International Center of Photography

domingo, 10 de outubro de 2010

American kills


"American kills" do artista plástico chileno Sebastian Errazuriz em Brooklin, Nova Iorque. A instalação na parede exterior do seu estúdio, compara o número de suicídios de soldados norte-americanos em 2009  com o número de soldados mortos no Iraque no mesmo ano.




sexta-feira, 8 de outubro de 2010

PETIÇÃO: Fim da atribuição, antes dos 65 anos, das pensões de reforma aos detentores de cargos públicos e políticos, bem como da sua acumulação.

Porque é imoral acumular reformas milionárias num país em que as pensões médias de reforma são miseráveis !

Porque não devem ser atribuídas reformas a uma pseudo elite de privilegiados que se encontra ainda na idade activa para trabalhar !

Porque os detentores de cargos públicos e a classe politica do bloco central de interesses, responsável pelo estado em que se encontra o nosso país, não deve ser privilegiada relativamente aos restantes cidadãos !

Para: Presidente da República, Assembleia da República, Primeiro Ministro

Exmo. Senhor Presidente da República
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República
Exmo. Senhor Primeiro Ministro

Assunto: Fim da atribuição, antes dos 65 anos, das pensões de reforma aos detentores de cargos públicos e políticos, bem como da sua acumulação.

Face à crise que o nosso país atravessa, bem como ao facto de estarem a ser impostos aos portugueses medidas brutais, tais como aumento de impostos, redução nos salários e remunerações, cortes nas pensões de reforma, cortes nos apoios aos trabalhadores desempregados, corte em todos os apoios sociais, aumento do preço dos medicamentos para os que deles necessitam, etc., etc. Considerando que o Estado gasta anualmente milhões de Euros na atribuição de reformas e outras subvenções a actuais e ex-detentores de cargos públicos e políticos, num regime de privilégio inaceitável e moralmente condenável, tanto mais indecoroso face às restrições impostas aos trabalhadores e aos cidadãos portugueses mais carenciados e desprotegidos. Considerando que as mais severas restrições devem incidir em quem mais pode e que o exemplo deve ser dado por quem tem tido a responsabilidade de governar ao longo de todos estes anos; Considerando que a esmagadora maioria dos portugueses só adquire o direito à reforma ou aposentação aos 65 anos, de acordo com os salários que auferiram durante a sua vida activa e com os condicionalismos que a lei impõe;

Os cidadãos subscritores desta petição exigem:
1 – Que sejam cortadas, de imediato, todas as pensões de reforma atribuídas aos actuais e ex- detentores de cargos públicos e políticos que não tenham atingido ainda os 65 anos de idade.
2 – Que sejam cortadas, de imediato, todo o tipo de acumulações de pensões pelo exercício de cargos públicos e políticos e que estas também não possam ser acumuladas com remunerações auferidas no exercício das suas actividades profissionais.
3 – Que o calculo e o regime para a atribuição das suas pensões de reforma sejam, de imediato, iguais ás dos demais trabalhadores portugueses;

Setembro de 2010

Petição em: http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N3117

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A mala mexicana de Robert Capa (2)

Chim (David Seymour), [Mother nursing a baby while listening to political speech, near Badajoz, Extremadura, Spain],
late April–early May 1936. © Estate of David Seymour / Magnum. International Center of Photography

Chim (David Seymour), [Outdoor mass for Republican soldiers, near Lekeitio, Basque region, Spain],
January–February 1937. © Estate of David Seymour / Magnum. International Center of Photography

Chim (David Seymour), [Dolores Ibárruri (La Pasionaria), Madrid], late April–early July 1936.
© Estate of David Seymour / Magnum. International Center of Photography

Chim (David Seymour), [Two Republican soldiers carrying a crucifix, Madrid], October– November 1936.
© Estate of David Seymour / Magnum. International Center of Photography

Señor Matanza

Esta ciudad es la propriedad
Del Señor Matanza!!
El de la rebaja baja del taxi
Los tiros, la tira, el basuco y la mentira!
Esta ciudad es la propiedad
Del Señor Matanza
Esa olla, esa mina, y esa finca y ese mar
Ese paramilitar, son propriedad
Del Señor Matanza
Ese federal, ese chivato y ese sapo, el sindicato
Y el obispo, el general son propriedad
Del Señor Matanza
Buenas jineteras y alcohol, estan bajo control,
La escuela y el monte de piedad son propriedad
Del Señor Matanza
El decide lo que va, dice lo que no será
Decide quien la paga, dice quien vivirá
Esa y esa tierra y ese bar son propriedad
Del Señor Matanza
Y a mi ñero llevan pal monte
Y a mi ñero llevan pal monte
Y mi ñero que lo llevan y se van,
Los que matan, pam pam, son propriedad
Del Señor Matanza!!
El decide lo que va, dice lo que no será
Decide quien la paga, dice quien vivirá
No se pueda caminar sin colaborar con su santidad,
El Señor Matanza
Y a mi ñero llevan pal monte
Y a mi ñero pal monte
Escuchalo güey!
Su palabra es ley!
El decide lo que va, dice lo que no será
Decide quien la paga, dice quien sufrirá
Esa y esa tierra y ese bar Son propriedad
Del Señor Matanza
Cuando no manda, lo compra
Si no lo compra lo elimina!!
... Esa linea de autocar, el Hotel y el Billar,
Esa chica que se da, por el Bulevar, son propriedad
Del Señor Matanza


Señor Matanza, letra de Manu Chao e música Mano Negra (1994).
Um retrato ainda actual da Colômbia dos narcotraficantes, dos grupos
paramilitares de extrema direita e governada por Juan Manuel Santos

sábado, 2 de outubro de 2010

A mala mexicana de Robert Capa (1)

Sete décadas após a sua morte, os mistérios da mala mexicana de Robert Capa começam ser desvendados. Uma exposição no International Center of Photography (ICP) em Nova Iorque, revela alguns dos segredos da bagagem misteriosa: três pequenas caixas de cartão com negativos de Robert Capa, Gerda Taro e David Seymour tomadas durante a Guerra Civil Espanhola.


A exposição do ICP, The mexican suitcase (La maleta mexicana), é uma seleção dos cerca de 4.000 negativos originais recuperados  no final de 2007, muitos deles são inéditos dos três mestres da fotografia. Foram capturada em Espanha, entre Maio de 1936 e a primavera de 1939.

 Robert Capa, [Ernest Hemingway (third from the left), New York Times journalist Herbert Matthews
(second from the left) and two Republican soldiers, Teruel, Spain], late December 1937.
© Estate of Cornell Capa / ICP/ Magnum. International Center of Photography

Robert Capa, [Exiled Republicans being marched on the beach from one internment camp, Le Barcarès, France],
March 1939. © Estate of Cornell Capa / ICP / Magnum, International Center of Photography

Robert Capa, [Republican officer and Gerda Taro, University City, Madrid], February 1937.
© Estate of Cornell Capa / ICP/ Magnum. International Center of Photography


Robert Capa, [Man carrying a wounded boy, Teruel, Spain], late December 1937.
© Estate of Cornell Capa / ICP/ Magnum. International Center of Photography

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Como foi a tentativa de golpe de estado no Equador



Chávez responsabiliza Estados Unidos


El presidente de Venezuela, Hugo Chávez, rechazó este viernes las acciones subversivas en contra de su homólogo ecuatoriano, Rafael Correa, las cuales aseguró que fueron orquestadas por el Gobierno de Estados Unidos, que sólo "busca dominar el contiene por la vía de la violencia". Durante su salida de la reunión extraordinaria de la Unión de Naciones Suramericana (Unasur) efectuada en Buenos Aires, Argentina, el líder venezolano sostuvo que "ahora como perdió la manera de controlar este continente, el Gobierno de Estados Unidos mantiene una conspiración permanente contra los países que pertenecen a la Alianza Bolivariana, en contra países como Ecuador, Bolivia, Honduras y Venezuela". "Detrás de esos grupos está el imperio, al igual que detrás de las fuerzas políticas de derecha del Ecuador. Lo mismo pasó en Venezuela. Los manipulan para llevarlos a acciones como estas (intento de golpe de Estado)", añadió el jefe de Estado venezolano.

Fonte: Telesur

Rafael Correa: “Esto fue un intento de golpe de Estado fracasado”

El mandatario ecuatoriano ratificó sus señalamientos contra individuos afines al ex presidente Lucio Gutiérrez. Anunció que se realizará una depuración profunda de la policía. El presidente de Ecuador, Rafael Correa, quien este jueves fue víctima de una sublevación policial, señaló que esta acción fue un claro intento de conspiración en el que estarían involucrados individuos afines al destituido presidente Lucio Gutiérrez. En la cadena nacional, el mandatario relató que se dirigió al regimiento Quito Nº 1 inmediatamente conoció la rebelión de un grupo de policías que reclamaban la supuesta afectación a sus bonificaciones. “Esto no ha sido una reivindicación salarial sino un claro intento de conspiración”, indicó. Correa agradeció a su escolta personal que, a costa de su propia vida, precauteló su integridad física. Encapuchados civiles con metralletas reprimieron brutalmente a los ciudadanos, encabezados por el canciller, Ricardo Patiño, que avanzaron desde el Palacio de Gobierno en defensa del mandatario. Todos los elementos que participaron en la insurrección y que ha hecho quedar tan mal a la institución y al país, tendrán la sanción correspondiente, “aquí no habrá perdón ni olvido”, advirtió. Además de los conspiradores de siempre, Correa sospecha que tras el levantamiento se pueden esconder elementos uniformados que en el pasado recibían aportes económicos de potencias extranjeras. “Los irresponsables de siempre nos han hecho quedar mal presentándonos como quizá muchos nos quieran ver, como una república de opereta, donde supuestos policías, supuestamente buscando mejoras salariales secuestran al mismo presidente de la República”, dijo. “Pero que nadie se engañe, ese no fue el motivo, eso no es lo que ha pasado hoy, lo que pasó fue un intento de golpe de Estado, de conspiración, de desestabilización, que les falló a los conspiradores, gracias a la actuación del Gobierno Nacional, al pueblo ecuatoriano y a las fuerzas leales del orden”, subrayó el mandatario. En este sentido señaló que las acciones de insurrección fueron una serie de acciones coordinadas que querían crear el caos con el pretexto de que se habían quitado beneficios económicos a policías y militares, lo cual dijo además, es falso. Identificó a Gilmar Gutiérrez y Fausto Cobos, asambleístas del partido Sociedad Patriótica, del opositor Lucio Gutiérrez, de crear campañas de desinformación con características de guerra psicológica, con el propósito de levantar a la tropa armada contra el poder constituido. Por ello anunció que “no habrá perdón ni olvido” para los responsables de la revuelta y que se realizará una depuración profunda de la Policía. Correa confirmó la muerte del sargento Floilán Jiménez y la existencia de 27 heridos, luego del enfrentamiento registrado entre policías manifestantes y militares, reseñó Andes.  En el operativo de rescate del jefe de Estado, quien permaneció secuestrado en el Hospital de la Policía durante doce horas, participaron 35 oficiales y 500 hombres (300 de Fuerzas Especiales y 200 de otras unidades), según informó Luis Castro, comandante de las Fuerzas Especiales. Aunque no precisó el número de uniformados heridos o fallecidos, el oficial denunció que fueron repelidos por francotiradores de la policía sublevada, quienes abrieron fuego sin control.

Equador: tentativa de golpe de estado fracassa



Quito, 01 out (Lusa) - O presidente do Equador, Rafael Correa, assegurou que os polícias em conflito com o seu governo procuraram assassiná-lo no hospital onde esteve sequestrado na quinta feira durante 12 horas, sendo resgatado graças a eficácia do trabalho das forças leais. Correa agradeceu particularmente ao Grupo de operações especiais (GOE) da polícia "que foi muito leal e protegeu as instalações do hospital da polícia". "Sem isso, esta horda de selvagens que queria matar, que queria sangue, teria entrado no hospital para procurar o presidente e eu não estaria aqui para vos contar porque já teria passado para outro mundo", declarou o chefe do Estado, desde o palácio presidencial.

Fonte: LUSA