quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O PEC III e os recibos verdes no país do faz de conta

Eis que, tal como se esperava, surgiram as medidas do PEC III. Depois de dois planos de contenção e de sacrifício, de promessas infundadas, de previsões incorrectas, de mentiras contínuas, voltamos ao mesmo: mais contenção, mais sacrifício, mais mentira. Subida do IVA para um valor histórico, descidas nos salários na função pública (vá lá que de forma progressiva e só acima dos 1500€), cortes nos benefícios fiscais, agravamento do desconto para a A.D.S.E, o uso do fundo de pensões da PT para mascarar a realidade, etc, etc. E tudo isto com aquele ar de pseudo-responsabilidade, de pseudo-estadista, de pseudo-competência, de pseudo-preocupação, próprio dos mais descarados aldrabões. Enquanto isso, cresce o desemprego e a precariedade.

A propósito deste fenómeno, queria escrever umas palavras sobre uma verdadeira instituição nacional: o RECIBO VERDE. Não falo dos recibos verdes utilizados conforme manda a lei, para trabalhadores independentes, para um biscate, para uma prestação de serviços ocasional, numa lógica de opção própria, de complemento do emprego principal ou de evitar simplesmente o desemprego total. Falo dos funcionários CONTRATADOS por uma empresa para um trabalho com horário fixo, em part-time ou full-time, e que estão ILEGALMENTE a trabalhar por recibos verdes, sem quaisquer subsídios ou protecção e frequentemente com salários insultuosos. Um fenómeno mediático claro e despudorado, transversal a empregos com maior ou menor qualificação e a diversas áreas laborais (não serão quase todas?) e que incluirá naturalmente o sector da comunicação social. Aliás, essa será a razão porque não me lembro de nunca ter visto uma reportagem de fundo sobre esta matéria. Seria estúpido um media se denunciar a si próprio…


Perante isto, o que faz o Estado para punir as inúmeras empresas que agem à margem da lei. Simples: rigorosamente nada. Porque as coisas são assim, em Portugal a lei é feita para não ser cumprida. A não ser que se faça alarido, que não se tenha poder ou que se coloque em causa as instituições ou o sistema. Aí sim, vem a referência ao “Estado de Direito” (designação um tanto ou quanto irónica, quando é mantido impunemente um trapaceiro como primeiro-ministro), que a brincadeira tem limites. O verdadeiro país do faz-de-conta…


Post de João Torgal replicado do Cinco Dias

Curto & Grosso



...só num país de despudorados costumes é que ministros responsáveis, ao longo de décadas, pela engorda do Monstro, em vez de serem levados a tribunal como os seus colegas islandeses, aparecem a dar conselhos sobre a redução do défice...

Frase retirada da crónica de Manuel António Pina do hoje no JN

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Comandante Jorge Briceño - Um Revolucionário assassinado

«Obama e Santos podem insultar o comandante Briceño chamar-lhe bandido, assassino e narcotraficante, mas as suas calúnias não têm o poder de apagar a grandeza do guerrilheiro caído em combte. Os nomes de Uribe, de Santos e dos generais que o assassinaram serão em breve esquecidos. Não o de Mono Jojoy, revolucionário e soldado da tempera de Bolívar, Sucre e Artigas. Com o tempo subirão da terra pelas Américas estátuas do heróico comandante das FARC. Será recordado com admiração e orgulho pelas futuras gerações,tal como o de Manuel Marulanda, fundador das FARC.»
A morte do comandante Jorge Briceño, das FARC, foi apresentada pelo sistema mediático controlado pelo imperialismo como «grande vitória da democracia sobre o terrorismo» e festejada pelo presidente dos EUA e pela maioria dos governantes da União Europeia. A mentira e a calúnia podem manipular a informação e enganar centenas de milhões de pessoas, mas não fazem História. O comandante Jorge Briceño, nome de guerra de Victor Suarez, conhecido na Colômbia como Mono Jojoy – «homem branco», no dialecto das tribos amazónicas da Região – foi um estratego militar de prestígio continental e um revolucionário exemplar que dedicou a vida ao combate pela libertação do seu povo, oprimido pela oligarquia mais corrupta e sanguinária da América Latina. A sua morte culminou uma operação de custo milionário em que participaram a Força Aérea, a Polícia, os serviços de inteligência, o Exército e a Marinha da Colômbia com a colaboração de Israel, da CIA e do Pentágono. Segundo El País, de Espanha, e alguns jornais Colombianos, o crime começou a ser preparado cientificamente há quatro anos quando, numa bota de Mono Jojoy teria sido colocado um chip que permitia via satélite acompanhar por GPS a sua movimentação nas densas florestas dos Departamento do Meta e do Caquetá, praticamente controladas pelo Bloco Oriental das Forças Armadas Revolucionárias–FARC, por ele comandado. O cerco dos acampamentos do comandante Briceño, nas Serranias de La Macarena, principiou no dia 21 de Setembro. Segundo fontes oficiais, o bombardeamento das instalações, que abrangiam numerosas e profundas cavernas naturais nas escarpas da montanha, foi devastador. 20 Aviões e 37 helicópteros lançaram, no dia 22, sobre uma área reduzida, 100 bombas num total de 50 toneladas. No ataque foram utilizadas armas e tecnologia que os EUA somente fornecem a Israel e à Colômbia. A intervenção posterior de forças terrestres da VII Brigada do Exército encontrou, segundo o governo de Juan Manuel Santos, forte resistência das FARC. Nos combates que ainda prosseguem na Região, o Exército reconheceu ter sofrido numerosas baixas, entre feridos e mortos.

A TRAIÇÃO
Tal como ocorreu com a operação encenada cujo desfecho foi a mal chamada «libertação» de Ingrid Bettencourt, a traição de alguns guerrilheiros está na origem do assassínio do Jorge Briceño. Sem ela, a localização do acampamento e do lugar exacto onde se encontrava o comandante na hora do ataque, não teriam sido viáveis. Aliás, somente o segundo bombardeamento, realizado com bombas «inteligentes» de grande precisão, atingiu o objectivo: matar Jorge Briceño. Mono Jojoy sofria de uma diabetes avançada. Por suportar mal as botas da guerrilha, usava umas ortopédicas, especiais. Segundo informações divulgadas em Bogotá, o responsável pela Intendência das FARC incumbido de comprar esse calçado teria entrado em contacto com os serviços de inteligência que introduziram o minúsculo chip numa dessas botas. Cabe esclarecer que o Governo de Uribe – o anterior presidente – tinha criado um prémio equivalente a dois milhões de euros para quem contribuísse para a «captura ou morte» do chefe guerrilheiro. A fixação da data para a operação – intitulada pelo governo «Boas Vindas às FARC» e «Sodoma» pelas Forças Armadas – foi antecipada porque nas últimas semanas a organização guerrilheira, desmentindo a propaganda oficial que a apresentava como moribunda, retomara a iniciativa em múltiplas frentes, numa demonstração da sua vitalidade. Em Agosto e Setembro, em ataques de surpresa e embocadas, nos Departamentos do Caquetá e do Meta, foram abatidos em combate 90 elementos do Exercito e da Polícia. Simultaneamente, o Secretariado do Estado Maior Central das FARC reafirmava a sua disponibilidade para negociar com o novo governo uma solução para o conflito que levasse à paz desejada pelo povo colombiano e dirigia-se à UNASUL, solicitando uma reunião em que pudesse expor e defender o seu projecto de uma verdadeira paz social para o Pais. O presidente títere José Manuel Santos, com o aval de Washington, tomou então a decisão de montar o ataque à Serra de La Macarena cujo desfecho foi o assassínio do comandante Jorge Briceño e de um punhado dos seus camaradas. Segundo “El Tiempo”, 4 traidores serão recompensados com dois milhões.

OS PARABENS DE OBAMA
Jorge Briceño é qualificado pelos media de Bogotá e dos EUA de assassino, terrorista feroz e narcotraficante. A linguagem costumeira para designar os dirigentes das FARC. Essas calúnias e insultos estão desacreditados na América Latina. As forças progressistas do Continente e milhões de trabalhadores identificavam em Briceño um revolucionário de fibra, sabem que ele foi desde a juventude um comunista coerente. Ao oferecer um prémio gigantesco pela sua cabeça, o governo de Uribe demonstrou o respeito que lhe inspirava a capacidade de Mono Jojoy como estratego. Nas cordilheiras e nas selvas colombianas ele, combatendo, adquirira um prestígio quase lendário, emergindo como um símbolo da invencibilidade das FARC. Muitas vezes lhe anunciaram a morte para depois a desmentirem. O general Padilla, quando comandante-chefe do Exército, dirigiu-lhe um apelo para que se rendesse, oferecendo-lhe garantias se o atendesse. Briceño, em resposta irónica, disse-lhe que uma organização revolucionária que lutava há quase quatro décadas somente deporia as armas quando o povo da Colômbia fosse libertado. Em 2001, quando as FARC, na cidade de La Macarena, não longe da Serra do mesmo nome – libertaram unilateralmente cerca de 300 soldados e polícias capturados em combate, tive a oportunidade de conhecer e saudar Mono Jojoy. A troca de palavras foi breve porque ele era assediado por embaixadores ocidentais da Comissão Facilitadora da Paz então existente que admiravam o seu talento de estratego. Recordo que nessa jornada o interrogaram sobre a proeza militar que fora a tomada da cidade de Mitú na fronteira da Venezuela numa ofensiva fulminante de Briceño que humilhou os generais colombianos. As FARC combatiam então em 60 Frentes. Vi um vídeo do acontecimento. O discurso que na época dirigiu à população, concentrada na praça principal da cidade, foi uma peça de oratória revolucionária divulgada inclusive por grandes jornais da América Latina. Compreende-se o ódio da oligarquia colombiana ao estratego das FARC. Para o matar tiveram de mobilizar milhares de homens e dezenas de aeronaves e de gastar milhões para comprar a consciência de traidores. Agora exibem-lhe o cadáver como troféu. O presidente dos EUA, numa atitude abjecta, saudou o seu colega colombiano pelo crime. Abraçou-o na Assembleia-geral da ONU, anunciou um aprofundamento da aliança com o regime fascista de Bogotá, e declarou, eufórico: «sublinho a liderança do presidente Santos e felicito-o porque ontem foi um grande dia para a Colômbia, em que as suas forças armadas realizaram um extraordinário trabalho (…) O presidente da Colômbia pode contar com todo o nosso apoio». Essa a noção que o imperialismo tem da ética. Mas Obama e Santos podem insultar o comandante Briceño, chamar-lhe bandido, assassino e terrorista que as suas calúnias não têm o poder de apagar a grandeza do guerrilheiro caído em combate. Os nomes de Uribe, de Santos e dos generais que o assassinaram serão em breve esquecidos. Não o de Mono Jojoy, revolucionário e soldado da têmpera de Bolívar, Sucre, Artigas. Com o tempo subirão da terra pelas Américas estátuas do heróico comandante das FARC. Será recordado com admiração e orgulho pelas futuras gerações.

Nota: *O comandante das Forças Armadas da Colômbia, general Edgar Cely, desmentiu as noticias segundo as quais os movimentos de Jorge Briceño eram há tempos acompanhados por GPS. As suas declarações devem porem ser recebidas com reservas, porque não coincidem em muitos pontos com a versão dos acontecimentos publicada por “El Tiempo”,propriedade da família do actual presidente da Republica,Juan Manuel Santos.

Texto de Miguel Urbano Rodrigues, publicado no ODiário.info

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

El Partido Socialista Unido de Venezuela gana las elecciones legislativas

Con una histórica participación del 66,45%, el Partido Socialista Unido de Venezuela, en alianza con el Partido Comunista de Venezuela, PCV, vence en las elecciones legislativas venezolanas.

PSUV-PCV consigue 95 diputados, de los 165 que estaban en juego. La oposición, agrupada en la Mesa de la Unidad Democrática, MUD, obtiene 59 diputados, Patria Para Todos, PPT, 2 diputados y 3 diputados para los movimientos indígenas . Faltarían, 7 diputados por adjudicar, después del primer boletín del Consejo Nacional Electoral, CNE.  La oposición venezolana, con la llamada Mesa de la Unidad Democrática, MUD, consolida su crecida de votos, evita que el PSUV-PCV consiga los dos tercios que necesitaba para gobernar con comodidad, evita así la mayoría calificada y se posiciona políticamente con vistas a las elecciones presidenciales del 2012. Su mayor número de votos los consigue en las grandes ciudades y gana con claridad en 4 de los 24 estados nacionales, aunque pierde el Distrito Capital.
El PPT esperaba conformarse como un nuevo actor político con el objetivo de desmarcarse de la polarización ideológica, recogiendo los votos de los llamados “ni-ni”. Sin embargo, sólo obtiene 2 diputados. Ni siquiera logró un diputado, de los 9 en disputa, en el estado Lara, donde el gobernador electo por el PSUV, Henry Falcón, abandonó el partido para integrar las filas del PPT.  ¿Y el chavismo? algunos analistas pronosticaban un resultado ajustado que pudiera poner en aprietos el proyecto bolivariano. Después de 11 años de gobierno, el desgaste propio de años en el poder, la presión mediática, graves errores de gestión, ineficiencia, falta de planificación, improvisación, corrupción, graves problemas de inseguridad, cortes de luz por crisis eléctrica, las divisiones internas (entre ellas, la salida del PPT del bloque de chavista), en medio de la mayor crisis económica internacional de las últimas décadas, recesión económica, devaluación de la moneda y una alta inflación, la alianza chavista ha conseguido sobrevivir y volver a derrotar a la oposición.

Es difícil que la oposición encuentre una coyuntura tan favorable, habiendo gozado de todo el apoyo de los medios de comunicación privados comerciales, más de 600 emisoras de radios, más de 40 cadenas de televisión, con alrededor del 75% de la propaganda electoral y con financiación internacional a través de organizaciones como la norteamericana USAID.  Esta derrota, les obliga a replantear la estrategia para el 2012 y hace temer que tomen caminos no “democráticos” en un contexto internacional donde las reservas mundiales de petróleo empiezan a escasear.

Venezuela posee una de los mayores reservas mundiales de petróleo y de gas natural. Está previsto que para este año se eleven las reservas de crudo hasta los 314 mil millones de barriles, superando a Arabia Saudí y convirtiendo a Venezuela en el país con mayores reservas de crudo del mundo. Además, envía a China alrededor de 500.000 barriles diarios de petróleo y en los próximos años está previsto que superare el millón de barriles diarios, la cantidad que actualmente Venezuela exporta a Estados Unidos.

Por tanto, Como afirma Aram Aharonian “La Revolución Bolivariana es hoy el obstáculo real para los planes expansionistas e injerencistas de Washington, que incluyen transformar el Golfo de México, América Central y el norte de América del Sur en el nuevo Medio Oriente.”

Y los grandes derrotados de estas decisivas elecciones legislativas son los medios de comunicación. A pesar de la inmensa campaña internacional en contra del presidente Chávez, el apoyo al proceso bolivariano permanece intacto. En 11 años como Presidente, el “dictador” venezolano ha superado la presión mediática, la presión económica, la presión política, un golpe de estado, ha dado salud y educación para todos, ha disminuido la pobreza a la mitad y ha ganado 14 elecciones de 15 convocatorias.

Fonte: Rebelion

Robert Frank


Charleston, South Carolina

Funeral, South Carolina

Trolley, New Orleans

 Parade, New Jersey

Political Rally, Chicago 1

Political Rally, Chicago 2

London, 1953


domingo, 26 de setembro de 2010

Venezuela, 26 Setembro


Venezuela, 26 Setembro, dia de eleições parlamentares.
Hugo Chavez e o PSUV tentam manter a maioria absoluta no parlamento venezuelano.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

America a cores 1939-1943 (VI)




Arquivo fotografico de uma colecção rara que capta a cores a América na época compreendida entre 1939 a 1943.

Mulher doente mental executada esta noite nos EUA

Teresa Lewis, uma americana de 41 anos, deficiente mental e condenada à morte por duplo homicídio, foi executada na quinta-feira, com uma injecção letal, informou fonte prisional.

A morte de Lewis, que se tornou a primeira mulher a ser executada desde 1912 na Virgínia (leste dos Estados Unidos), foi declara às 21:13 locais (02:13 em Lisboa) na prisão de Greensville, em Jarratt. Lewis foi também a 12.ª mulher executada nos Estados Unidos desde 1976. Desde então, foram também executados 1215 homens no país, dos quais 107 na Virgínia, o estado com maior número de execuções a seguir ao Texas.

Tinha 41 anos e um QI de 72 – 70 é o limite da deficiência mental. Foi executada na Virgínia quando passavam poucos minutos das duas da manhã em Lisboa. Os jornalistas que assistiram à injecção letal descreveram que Teresa Lewis parecia
nervosa” e “assustada”.


Fontes: Jornal de Noticias e Público

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Pobreza na Colômbia atinge 45 % da população


Os restos alimentares do Mercado de Bogotá são para muitos colombianos os únicos alimentos ao seu alcance. Cerca de 45% da população da Colômbia vive na pobreza. Os economistas garantem que o país não conseguirá cumprir as Metas do Milénio até 2015, porque seu modelo económico é baseado na especulação e da desigualdade.

The Mirror

I look in the mirror
And what do I see ?
A strange looking person
That cannot be me.

For I am much younger
And not nearly so fat
As that face in the mirror
I am looking at.

Oh, where are the mirrors
That I used to know
Like the ones which were
Made thirty years ago ?

Now all things have changed
And I’m sure you’ll agree
Mirrors are not as good
As they used to be.

 
So never be concerned,
If wrinkles appear
For one thing I’ve learned
Which is very clear,

Should your complexion
Be less than perfection,
It is really the mirror
That needs correction !!

 

Edmund Burke  (1729 – 1797)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Nazaré fotografada por Stanley Kubrick em 1948


Em 1948, um fotógrafo americano de 20 anos chamado Stanley Kubrick chegou a Portugal para fazer uma reportagem para a revista Look, então a grande rival da Life. Algumas dessas fotografias de Stanley Kubrick na Nazaré, há precisamente 62 anos, fazem parte da grande exposição Stanley Kubrick Fotógrafo: 1945-1950, patente no Instituto Veneto di Scienze, Lettere ed Arti, em Veneza, até 14 de Novembro.

sábado, 18 de setembro de 2010

Las 25 noticias más censuradas en 2009/2010


El Proyecto Censurado ahora tiene más de 30 universidades afiliadas que investigan y validan noticias ocultadas. En su mayoría, están vinculadas con crímenes llevados a cabo por diferentes Estados. Cómo las noticias mueren prematuramente cuando afectan a intereses creados. Ahora, pasan a un limbo gracias a la investigación de un grupo de universidades que las saca del ostracismo.
Nº 1: El dólar tiene sus días contados. En septiembre de 2009, la conferencia de la ONU sobre Comercio y Desarrollo propuso una nueva moneda artificial que substituya al dólar como reserva.

Nº 2: EEUU, primer contaminador del planeta. El militarismo de EEUU es responsable de la contaminación más notoria y extensa del planeta, pero esta información ha sido enteramente ocultada.

Nº 3: Amenazas a la privacidad y acceso a Internet. Siguiendo los pasos de su predecesora, la administración Obama amplía la vigilancia masiva del gobierno sobre las comunicaciones electrónicas personales.

Nº 4: EEUU: cárceles y juzgados secretos para inmigrantes. Agentes del Servicio de Inmigración y Aduanas (ICE, sigla en inglés) están deteniendo a miles de residentes (legales) de EEUU en lugares secretos.

Nº 5: Blackwater (Xe) libra la guerra secreta de EEUU en Paquistán.

Nº 6: EEUU: La no cobertura de salud mata más que la guerra en Afganistán.

Nº 7: Compras de tierras llevan segunda colonización al África. La explotación de recursos naturales en África es antigua, pero ahora hay usurpación a gran escala de tierras agrícolas.

Nº8: Voracidad petrolera gatilla masacre indígena en Perú. En el Día Mundial del Ambiente 2009 indios peruanos de la Amazonía fueron masacrados por el gobierno de Alan García.

Nº 9: Continúan abusos de DDHH en Palestina. El Consejo de Investigación de las Ciencias Humanas de Suráfrica (HSRC) alegó que Israel practica colonialismo y apartheid en los territorios palestinos ocupados.

Nº 10: EEUU financia y apoya al Talibán. Dólares de los contribuyentes norteamericanos terminan llegando a manos del Talibán, en un flujo continuo de dinero en el volátil ambiente de Afganistán.

Nº 11: Exageración con gripe H1N1 benefició industria farmacéutica.

Nº 12: Medios ignoraron ayuda médica de Cuba en terremoto de Haití.

Nº 13: Obama reduce el gasto social y aumenta el militar.

Nº 14: El miedo impide dilucidar aspectos oscuros del 11/9 de NY. Varios problemas dignos de discutirse todavía plagan la versión oficial de EEUU sobre los acontecimientos del 11 de septiembre de 2001.

Nº 15: Agua de Bhopal aún es tóxica, a 25 años de escape mortal de gas.

Nº 16: En España murió la jurisdicción universal por crímenes contra la humanidad.

Nº 17: Alertan riesgos por nanopartículas en ropa deportiva y cosméticos.

Nº 18: El verdadero costo de Chevron.

Nº 19: Obama aseguró el futuro abusivo del Banco Mundial y el FMI.

Nº 20: Obama privatiza la educación, segrega escuelas y socava sindicatos.

Nº 21: El modo de vida capitalista mata la vida en el planeta. Rajendra Pachauri, principal científico del clima de la ONU, advirtió en la Cumbre de Copenhague que la sociedad occidental debe adoptar cambios radicales en su manera de consumir si queremos evitar los peores efectos del cambio de clima.

Nº 22: Cédula biométrica para 1.200 millones de ciudadanos de la India poseerán tarjetas biométricas de identificación, con el nombre, edad, fecha de nacimiento, así como exploraciones de la huella dactilar o del iris, aunque no indicarán casta ni identificación religiosa.

Nº 23: OTAN, “fuerza de paz” que hace la guerra. En la guerra de Afganistán, la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN) se ha convertido en el primer ejército global de la historia.

Nº 24: Crímenes de guerra del general Stanley McChrystal.

Nº 25: Todavía brutalizan a los presos en Guantánamo. Obama no cumplió su promesa de campaña de cerrar la prisión de Guantánamo.

Artigo completo aqui.

Falluja

Mulher iraquiana visita cemitério na cidade de Falluja, a 50 quilómetros de Bagdade.
Fotografia de MOHAMMED JALIL/LUSA

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Castro's "Confession" - Is There a Cuban Model ?

"I asked him [Fidel Castro] if he believed the Cuban model was still something worth exporting."
-- Jeffrey Goldberg, The Atlantic Blog, September 8, 2010

"In their ravings they pretend that Cuba is an exporter of revolutions. In their sleepless business and usurers' minds they believe that revolutions can be sold and bought, rent or lent, export or import as one more merchandise.
-- Fidel Castro, February 4, 1962

"We maintain that a revolution cannot be imported or exported. A socialist state cannot be established through artificial insemination or by the transplant of embryos. Revolution required the proper conditions developed within the very society, and only the people of the country can be its own creator."
-- Fidel Castro, December 7, 1989


Is there a "Cuban model" of socialism? Apparently the rightwing thinks so; the left disagrees. The phrase "Cuban model" is not a common occurrence in Cuban government circles. What exactly is a "model"? The Collins Dictionary of Sociology defines "model" as a "simplification of complex reality" that avoids "complicating factors." As a rule of thumb I would claim that those who know little history [or sociology] tend to grasp for the term model when they are merely generalizing because they do not have much more to go on. This vague term leaves readers with no other choice but to reinforce their preconceptions about "the Cuban model". A model can also imply something that others ought to follow or copy. Nevertheless, it is possible to discern a number of features that have been fairly consistent and characteristic of the Cuban revolutionary experience.

First, the Cuban revolution has stressed and continues to stress that national sovereignty is paramount and will be defended to the death and that no concessions will ever be made. That is certainly a central feature. Moreover, they have managed to survive US government dictates and pressures.

Second, the Cuban revolution has created a political and social system that depends on mass mobilization. The extent and degree that mass mobilization has been used has changed over time. All the mass organizations in the island have been structured on the basis that people are organized to implement policy. In certain periods mass mobilization have been more used than at other times - for example, in sugar harvest time, census taking, health campaigns, or nomination of candidates for political office. There are other examples that one could provide. But, should such features constitute a "model"?
Third, the Cuban revolution has followed a fairly practical, pragmatic and result-oriented approach in the organization of the economy. That has led a number of scholars to point out that Cuban revolutionary economic history could be organized in fairly distinct "periods." Usually the outsiders, particularly journalists and visitors who happen to have little knowledge of economics in general assume that in the island there has been just one economic arrangement in which everything flows from the top down and that output, prices, etc are simply part of a so-called command economy. Such characterization would be consistent with the movie Bananas, but it is hardly a description of the historical process. Consequently, people are shocked when they are informed that in Cuba hotel chains compete with one another on the prices offered to tourists. Outsiders do not realize that there is a budgetary system of finance and another financial system called cálculo económico, or a sistema empresarial. In fact, it is assumed that "capitalist methods" are not used or that the opposite is true - when outsiders assume that any item that is sold for a profit is an example of capitalism!. Such economic ignorance is certainly quaint but leads to simplistic views and assumptions.. The reality of the Cuban economic system is that there are over 100 flowers blooming at the same time - to use a Chinese metaphor. One example should suffice: there are three types of cooperatives in the country's agriculture; and there are also different types of state agricultural properties.

Fourth, the Cuban revolutionary regime has developed a "modelo medico;" that is, a medical approach that stresses the decentralization of medicinal services [the family doctor] as well as paying much more attention to prevention in order to avoid expensive medical treatment. THAT model, which also happens to be free of direct charge to the consumer, is indeed, a model that has been emulated and copied by countries throughout the world. But the model is not exported by the island; rather third countries import the personnel to have it in their own nation states.
Fifth, there is a Cuban model as well in the use of highly educated professionals who generate money for the country by providing services as educators, technical personnel and other skilled labor abroad. The Cuban educational methods of teaching the illiterate and achieving very high positive results in elementary and secondary education constitute models that UNICEF and UNESCO have considered worthy of emulation. Sixth, the Cuban revolution certainly committed itself to as much social equality as possible - thus a free health care, free education and free [or fairly cheap] child care. Since 1964,, Cuba also has had a subsidized food distribution system. But that has changed over time as well. These programs have changed over time. Note: a portion of the Cuban military budget is self financed; is that a model to be emulated?

There is no such a thing as a Cuban revolutionary model. The revolutionary regime has been pragmatic and changed over time, whenever circumstance required it, which is why it is possible to speak of different periods since 1959. Only those who are ill acquainted with the Cuban reality could come up with the assertion that there is an all encompassing, never changing Cuban model. Last, but not least: The Cuban process takes inspiration from over a century of self-definition and historical developments. The influence of José Martí in particular is essential for an understanding of contemporary Cuba. [This is a point provided to me by Professor John Kirk of Dalhousie University]. Needless to say, the United States government and its mass media and academic institutions do preach and compel the export of a neoliberal "model" to the rest of the world. That model, of course, has not taken into account the unique histories and cultures of other societies. In the neoliberal paradigm the model fits all nations states, all cultures and all needs. The neoliberal model in its claim to be global and universalistic dismisses the right of self determination and sovereignty. That is, in the final analysis, the the core assumption of the questions made by Jeffrey Goldberg. Fidel Castro, on the other hand, has consistently supported the right of self determination - including the right of each country to find its own path and way.

This article was written for CounterPunch and Cuba-L Direct by Nelson P Valdés, Emeritus Professor of Sociology and director of the Cuba-L Direct Project at the University of New Mexico.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Good Hat, Bad Man

Protestos em Glasgow contra o Papa Bento XVI. que iniciou hoje uma visita ao Reino Unido.
Fotografia de Jon Super/AP Photo

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Os despedidos de Cuba não vão ficar sem emprego - vão trabalhar de forma diferente

A saída de 500 mil funcionários dos quadros do Estado é mais um passo no sentido da abertura da economia à iniciativa privada. Não é uma mudança radical do regime vigente em Cuba, mas é uma das reformas mais abrangentes do sistema laboral e que confirma a paulatina abertura da economia à iniciativa privada. Um em cada cinco trabalhadores de Cuba vai deixar de ser pago pelo Governo nos próximos seis meses, e poderá estabelecer o seu próprio negócio, determinar um preço para os seus serviços e até contratar pessoal. Para José Raúl Perales, do Programa Latino-Americano do Woodrow Wilson Center de Washington, "é importante perceber que o plano de despedimentos anunciado pelo Governo não significa que 500 mil cubanos vão ficar sem emprego". Em entrevista telefónica ao PÚBLICO, explicou que, "na sua maioria, eles vão continuar a fazer o mesmo que faziam, só o tipo de organização em que o fazem é que vai ser diferente". A Central de Trabalhadores de Cuba (CTC), estrutura sindical oficial, confirmou em comunicado que "pelo menos" 500 mil trabalhadores (ou seja, um quinto da força laboral da ilha das Caraíbas) vai perder o seu vínculo ao Estado nos próximos seis meses. O processo de despedimentos vai começar no mês de Outubro e prolongar-se até ao fim do primeiro trimestre de 2011. De acordo com a BBC Mundo, que teve acesso ao cronograma do Governo, os despedimentos vão começar no dia 4 de Outubro e afectar os ministérios do Açúcar, Saúde, Alimentação, Turismo e Agricultura. A maioria dos postos de trabalho a eliminar pertence à área administrativa (burocracia). O objectivo é que 80 por cento do quadro de cada ministério, instituto ou companhia estatal sejam compostos por pessoal do "sector produtivo". O sistema de remunerações também será revisto: um novo método em que os trabalhadores são pagos em função dos resultados alcançados vai ser posto em prática, de forma a "promover a produtividade". O comunicado da CTC antecipa nova ronda de despedimentos no futuro. Em Abril, o Governo estimara que o número de funcionários públicos "supérfluos" chegava a um milhão. "O Estado não pode nem deve continuar a manter meios de produção e companhias da área dos serviços com quadros inflacionados e prejuízos na sua actividade. É uma situação contra-produtiva que causa danos à economia, cria maus hábitos e distorce a conduta dos trabalhadores", referiu a central sindical. Cerca de 85 por cento da população activa em Cuba (5,1 milhões de pessoas) é paga pelo Estado, que domina os meios de produção e controla toda a actividade económica. Segundo os números do Gabinete Nacional de Estatísticas, só 591 mil pessoas trabalham no sector privado. O Governo apresentou o seu Plano de Reorganização Laboral como uma "oportunidade" para os funcionários públicos, que poderão estabelecer-se por conta própria. Actualmente, só existem 143 mil autorizações de trabalho para cuentapropistas - no âmbito da reforma, serão emitidas mais 460 mil licenças e abertas mais cem actividades à iniciativa privada. Os novos empresários poderão abrir contas bancárias, contrair empréstimos para os seus negócios e fornecer serviços ao Estado (por exemplo, limpezas ou refeições). E, pela primeira vez, serão autorizados a contratar trabalhadores que não sejam os membros da sua família. Depois terão de fazer descontos em nome dos seus funcionários e de pagar impostos sobre os lucros - o Governo calcula quadruplicar as receitas. Para José Raúl Perales, esta decisão não implica uma transformação profunda da matriz socialista da economia. Aliás, nota "é consistente com outras medidas do Governo", como o alargamento da gestão das cooperativas agrícolas. Mas o especialista não desvaloriza a decisão de Raúl Castro, porventura a mais importante desde que assumiu a presidência, em 2008. Num discurso perante a Assembleia Nacional, no mês passado, Raúl sublinhou que era preciso "erradicar de vez a ideia de que Cuba é o único país do mundo em que as pessoas podem viver sem trabalhar", numa referência à máxima popular famosa na ilha: "Pagam-nos para não trabalhar". Contudo, a preponderância do Estado na economia não está em causa. "É interessante que o Governo se esteja a focar no aspecto produtivo e regulatório e a tentar alocar recursos racionalmente. Mas a vida destes trabalhadores vai continuar a ser fortemente subsidiada pelo Estado, que paga a habitação, a educação, os transportes", recorda Perales. O analista acredita que a transição dos trabalhadores do sector público para o privado será "pacífica", mas duvida que seja "ordeira". "Não será o business as usual, isso é garantido. O plano introduz incerteza, mas, neste caso, essa é uma consequência positiva", considera.

Artigo da jornalista Rita Siza, no Público.

Nota: reproduzo este artigo na integra, dado que considero ser um caso raro na imprensa convencional portuguesa em que evitando os soundbytes idiotas do costume, se explica e contextualiza com seriedade as mudanças que se estão a passar em Cuba neste momento. Mudanças que quem acompanha com atenção o percurso da Revolução Cubana, sabe que são medidas  preparadas e anunciadas à já algum tempo e que traduzem a evolução de um modelo que se adapta às dificuladades da crise económica mundial e evolui sem colocar em causa os seus príncípios básicos de soberania nacional e justiça social.

domingo, 12 de setembro de 2010

O outro 11 de Setembro (2ª parte)

Arquivo digital das Violações dos Direitos Humanos da Ditadura Militar Chilena (1973-1990).

Relatório (pdf) sobre os crimes da Ditadura Militar Chilena "Nosotros,los sobrevivientes acusamos"

sábado, 11 de setembro de 2010

O rigor do jornalismo de referência

9 Setembro - As repercussões de uma frase proferida durante uma interessante entrevista de Fidel Castro, concedida recentemente ao jornalista norte-americano Jeffrey Goldberg, da revista The Atlantic, tornou-se no último soundbyte para  atacar a revolução Cubana.  A 2ª parte (de 5 a serem publicadas) da entrevista no original em inglês que aqui se disponibiliza, é um excelente exercício de boa disposição, descontracção e lucidez para o qual recomendo a sua leitura. Quando uma frase descontextualizada é repetida,  comentada e interpretada como se viu por estes dias, estamos elucidados sobre o rigor do jornalismo de referência que por cá se faz e do sentido de criatividade dos tradutore da SIC.


Seguramente depois de se ter rido um pouco com o assunto, o velho guerrilheiro, publicou hoje um texto em que esclarece o episódio, que aqui reproduzo em excerto, pois estou certo que não terá o mesma divulgação da famosa frase, que como a maior parte dos soundbytes perdurará na memoria de muitos.

"Em outro ponto da conversa Goldberg diz: "Eu perguntei se ele acreditava que o modelo cubano foi algo que ainda valia a pena exportar." É evidente que a pergunta reproduzia implicitamente a teoria de que Cuba estava exportando a revolução. Eu respondi: "O modelo cubano não funciona mais, mesmo para nós." Não expressei nenhuma preocupação ou amargura. Eu me divirto agora ao ver como ele interpretou ao pé da letra, e consultou, pelo que disse, Julia Sweig, analista do CFR que o acompanhava, e desenvolveu a teoria que expus.

Mas o fato é que a minha resposta significava exactamente o oposto do que os dois jornalistas americanos interpretaram sobre o modelo cubano. Minha ideia, como todos sabem, é que o sistema capitalista hoje já não serve nem para os Estados Unidos nem para o mundo, pois conduz de crises a crises, que são cada vez mais graves, globais e reiteradas, das quais não se pode escapar. Como tal sistema poderia servir para um país socialista como Cuba?"

Texto na integra, retirado do Vermelho e disponível aqui.

O outro 11 de Setembro


O outro 11 de Setembro, foi em 1973. Este 11 de Setembro apesar de não ser mediatizado até à exaustão, como o outro, causou sem dúvida muito mais sofrimento e muitas mais vítimas inocentes.

Depois do ataque às torres gémeas de Nova Iorque, 11 realizadores foram convidados para fazer um filme sobre o 11 de Setembro. Esta é a brilhante contribuição de Ken Loach que traça um paralelo com um outro 11 de Setembro.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sobreviventes

Os sobreviventes das cheias no Paquistão tentam sobreviver à escassez de alimentos e à fome.
Fotografia AARON FAVILA/AP

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Jornalismo de "serviço"

A entrevista "non stop" que, desde que foi condenado, Sua Inocência tem estado ininterruptamente a dar às TVs teve o mais respeitoso e obrigado dos episódios na RTP1, canal que é suposto fazer "serviço público".

Desta vez, o "serviço" foi feito a um antigo colega, facultando-lhe a exposição sem contraditório das partes que lhe convêm (acha ele) do processo Casa Pia e promovendo o grotesco julgamento na praça pública dos juízes que, após 461 sessões, a audição de 920 testemunhas e 32 vítimas e a análise de milhares de documentos e perícias, consideraram provado que ele praticou crimes abjectos, condenando-o à cadeia sem se impressionarem com a gritaria mediática de Suas Barulhências os seus advogados, o constituído e o bastonário.

Tudo embrulhado no jornalismo de regime, inculto e superficial, de Fátima C. Ferreira, agora em versão tu-cá-tu-lá ("Queres fazer-lhe [a uma das vítimas] alguma pergunta, Carlos?"). O "Prós & Contras" só não ficará na História Universal da Infâmia do jornalismo português porque é improvável que alguém, a não ser os responsáveis da RTP, possa chamar jornalismo àquilo.

Texto de Manuel António Pina, no Jornal de Noticias

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Josefa a Bombeira

Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos.

Afinal, um jovem daqueles que não vemos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatário de juventude. Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão. Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela: "Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas." Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar...

Aconteceu: Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos.

Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das "Josefas que são o sal da nossa terra ?"

Por FERREIRA FERNANDES,  Diário de Notícias

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Festa do Avante 2010



É preciso avisar toda a gente...


Nome: Israel Zelaya.
Idade: 62 anos.
Profissão: jornalista da Rádio Internacional de São Pedro Sula.
País: Honduras.

Nos últimos meses, à semelhança do que acontece com milhares de compatriotas seus, Israel Zelaya foi várias vezes ameaçado de morte. Em Maio, a sua casa foi incendiada por «desconhecidos».

No dia 24 de Agosto foi assassinado com três tiros na cabeça.

É, tanto quanto se sabe, o 10º jornalista assassinado após o golpe fascista nas Honduras. Sobre estes crimes, os média dominantes internacionais, os portugueses incluídos - sempre tão zelosos da defesa daquilo a que chamam «liberdade de informação», da qual se proclamam eméritos praticantes... - continuam a nada dizer: nem uma nota crítica, nem um apontamento solidário, nem, sequer, a simples notícia dos factos: nada.
No mundo, Portugal incluído, haverá certamente jornalistas que condenam esses crimes e , como cidadãos e como profissionais, desejariam denunciá-los e apelar à solidariedade para com as vítimas.

Por que não o fazem, então?
Voltamos à questão da «liberdade de informação» em vigor nos média propriedade do grande capital - uma «liberdade de informação» superiormente definida por aquele proprietário de um grande jornal britânico, que dizia: «No meu jornal, os jornalistas têm toda a liberdade de escrever o que eu penso»...
O povo hondurenho continua, heroicamente, a resistir, a lutar: contra o fascismo, pela democracia, pela liberdade.

Pela liberdade de informação.

E essa resistência e essa luta serão tanto mais fortes quanto maior e mais ampla for a nossa solidariedade - designadamente denunciando os crimes praticados pelos fascistas e fazendo chegar essa denúncia ao maior número possível de pessoas.

É preciso avisar toda a gente...


Replicado do blog: Cravo de Abril