sexta-feira, 26 de março de 2010

Retratos de desigualdade: Ser diferente no Paquistão

Transexuais no Paquistão. Fotografia de Marta Ramoneda que fotografou o complexo quotidiano de uma comunidade de transexuais da república islâmica do Paquistão.

Retratos de desigualdade: Vítimas do quotidiano


Fotografias de Emilio Morenatti, que imortalizou mulheres paquistanesas numa reportagem sobre a violência de género em 2008. Várias mulheres posaram perante a câmara Morenatti mostrando o resultado dos maus tratos a que foram submetidas.

Retratos de desigualdade: Violência pós-eleitoral no Quénia em 2009

A perseguição de um jovem, retratado na imagem, em que se pode observar a bota utilizada na subjugação. Preso pelo medo, nos acontecimentos pós-eleitorais do Quénia em 2009.

quarta-feira, 24 de março de 2010

A porta da Beleza

Em Librino, Itália, um homem observa "A porta da Beleza", composta por 9000 figuras de terracota feitas por duas mil crianças para a Exposição "Rio da Arte" . Fotografia de MARIO LAPORTA/AFP.

terça-feira, 23 de março de 2010

Calle 13 em Cuba



Realizou-se hoje o concerto do grupo Calle 13, em Havana, uma das melhores e mais originais bandas de música urbana da actualidade latino-americana. O grupo Porto-Riquenho, que venceu recentemente 5 prémios grammy, rompe o bloqueio, com a sua energia em palco e as suas canções inteligentes. O concerto realizou-se no Malecón de Havana num palco já existente, que se encontra montado de costas para a Secção de Interesses Norte-Americana, denominado Tribuna Anti-Imperialista.

"El Internet en Cuba es tan difícil de conseguir como el conseguir medicinas gratuitas en Estados Unidos." Frase sábia do El Residente no seu Twitter , a explicação para este facto já foi dada neste blog aqui.

Más de 200 mil personas desbordaron la Tribuna Antimperialista con Calle 13

sábado, 20 de março de 2010

Imigrante Nigeriano em greve de fome morre no aeroporto de Zurique

Há mortes de presos em greve de fome que são distorcidas, descontextualizadas, empoladas e amplificadas até à exaustão. Há outras mortes de presos em greve de fome, ocorridas na Europa asséptica, com imigrantes ilegais e pobres, que são mais frequentes, mas menos mediatizadas, quando não são ocultadas.

A morte súbita de um nigeriano no aeroporto de Zurique, quando era expulso pelas autoridades, está a gerar grande polémica na Suíça.

A morte ocorreu pouco depois das forças de segurança terem atado as mãos e pés do homem de 29 anos para o transportarem para o avião que o deveria conduzir à Nigéria com outros quinze compatriotas, também repatriados.

¿Aplicamos la legislación de otros países a los "disidentes" cubanos?

Como tratar a doença que se apanha a trabalhar?

Parece haver em Portugal um sistema que deixa o trabalho criar doentes profissionais, mas que vê com maus olhos que esses doentes trabalhem. Entre o receio do desemprego e as dores, os trabalhadores preferem cobri-las com medicamentos. Quando atingem o limite, a lei permite às empresas dispensar a mão-de-obra doente, pagando-lhe o dobro da indemnização por despedimento ilícito.

As mãos agarram peças que não se vêem. Os pulsos rodam simétricos, rápidos. Abrem um molde. Fazem pressão, empurram um espigão invisível, encaixam a peça, fecham o molde. Agarram nova peça. Gestos precisos, tensos, na cadência mecânica da linha de montagem fabril.

"Assim, assim, assim..." A voz ajuda os relatos misturados de três trabalhadoras de três fábricas da indústria eléctrica na península de Setúbal, reunidas à mesma mesa do sindicato. Às três foi-lhes diagnosticado uma doença profissional músculo-esquelética, uma delas com um grau de incapacidade de 15 por cento. Duas estão de baixa há meses. À outra arranjaram-lhe um outro trabalho na mesma empresa.

"Ao princípio não associei. Fiquei com o braço preso. Mas o meu problema não começou nos pulsos, mas nos ombros. Doía-me muitos os ombros. Os dois, mais o direito que o esquerdo", conta Antónia (nome fictício, como os das trabalhadoras citadas na reportagem). Cecília, operária de uma conhecida firma multinacional, estava mais consciente. "Sabia o que tinha, mas não participei. O meu problema é nos trapézios dos ombros, tem alturas em que não posso movimentar os braços. De vez em quando lá me adormecem os dedos. Contraí a doença na linha de montagem." "Eu pensei que fosse uma dorzita que passasse com uma pomada", diz Daniela, trabalhadora numa empresa fornecedora da indústria automóvel, com mais de cem empregados. "Cheguei mesmo a ir aos endireitas, mas não passou. É uma dor no ombro esquerdo, na omoplata. O que é engraçado é que nas minhas colegas é no direito que lhes dói."

Para continuar a ler o artigo no Público, sobre as Doenças Profissionais em Portugal.

Maricotinha


"Maricotinha" - Dorival Caymmi e Chico Buarque

sexta-feira, 19 de março de 2010

O crime compensa

Os Estados salvaram os bancos e não exigiram contrapartidas. Os bancos recuperam uma renovada força contra os Estados. Saqueiam-nos beneficiando da revelação das torpezas que lhes recomendaram. Porque, quando o crédito público diminui, as taxas de juro dos empréstimos aumentam…

Assim, a Goldman Sachs ajudou a Grécia, em segredo, a obter crédito no valor de milhares de milhões de euros. Depois, para contornar as regras europeias que limitavam o nível da dívida pública, a firma de Wall Street aconselhou Atenas a recorrer a engenhosos artifícios contabilísticos e financeiros. A factura destas inovações veio em seguida adensar a volumosa dívida grega [1]. Quem ganha, quem paga? Lloyd Craig Blankfein, presidente do conselho de administração da Goldman Sachs, acaba de receber um bónus de 9 milhões de dólares; os funcionários públicos helénicos vão perder o equivalente anual a um mês de salário.
Um pouco à semelhança da banca, um país é «demasiado grande para abrir falência» (ler o artigo de Laurent Cordonnier). Por isso também é salvo, mas ao país far-se-a pagar caro essa sobrevivência. O governador do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, mostra-se já tanto mais intratável em relação ao governo de Atenas quanto mais a sua instituição finge desvendar as patifarias de Wall Street. A Grécia, preveniu Trichet, vai ter que corrigir com o «maior vigor» a sua «trajectória aberrante». Sob«vigilância intensa e quase permanente» da União Europeia, isto é, renunciando à sua soberania económica, vai ter de diminuir o défice de 12,7 por cento do produto interno bruto (PIB) em 2009, para 3 por cento em 2012. Recuperar perto de dez pontos de PIB num saldo orçamental é um desafio, sobretudo numa zona de crescimento anémico. Não vai por isso tratar-se de «rigor», mas de cirurgia pesada. O paradoxo é que esta operação tem como objecto garantir a firmeza do euro num momento em que os Estados Unidos e a China estão empenhados em subavaliar as suas moedas, de modo a consolidarem as respectivas retomas [2]…
Angela Merkel considerou que seria «vergonhoso» que «os bancos, que já nos levaram à beira do precipício, tivessem igualmente participado na falsificação das estatísticas orçamentais da Grécia». Para a Goldman Sachs, estas pressões verbais não aquecem nem arrefecem. Aliás, o presidente Barack Obama, questionado sobre os bónus de Lloyd Craig Blankfein, não se deixou impressionar: «Como a maioria dos americanos, eu não censuro o êxito nem a fortuna. Fazem parte da economia de mercado». Esse «êxito», como se sabe, está ao serviço de toda a comunidade: não pagou há pouco a Goldman Sachs 0,6 por cento de impostos sobre os seus lucros [3]?
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Notas
[1] O The New York Times de 13 de Fevereiro de 2010 evoca o número de 300 milhões de dólares entregues à Goldman Sachs a título de honorários. Tratar-se-ia de remunerar uma astúcia que permitiu que a Grécia secretamente fizesse um crédito de milhares de milhões de dólares, com o objectivo de não pôr em perigo a entrada do país, já muito endividado, na união monetária europeia.
[2] Ler Yves de Kerdrel, «Le Problème ce n’est pas la Grèce, c’est l’euro», Le Figaro, Paris, 15 de Fevereiro de 2010.
[3] Citado pela Harper’s, Nova Iorque, Fevereiro de 2010.



Texto de Serge Halimi para o Le Monde Diplomatique.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Cuba tem de aprender… (2ª parte)

PEC

«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo… e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»

José Saramago – Cadernos de Lanzarote - Diário III – pag. 148

Cuba tem de aprender… (1ª parte)



Via blog 5 dias.

terça-feira, 16 de março de 2010

Protesta a Greenpeace


Protesto organizado pela Greenpeace contra a construção de um reactor nuclear em Penly, França. Fotografia Robert François/AFP.

Protestam os Italianos

Protestos contra o presidente da câmara de Roma, Gianni Alemanno. Fotografia Alberto Pizzoli/AFP.

José Trocas-Te

El poder que nadie ha elegido

Los desplazamientos -actuales o potenciales- del poder en el mundo constituyen un animado asunto entre los estrategas de la política y los observadores. Una de las preguntas es si China desplazará (o cuándo) a Estados Unidos como protagonista dominante global, tal vez junto a India. Este cambio provocaría que el sistema mundial volviera a ser algo parecido a como era antes de las conquistas europeas. China e India han experimentado un rápido crecimiento económico y, gracias a que rechazaron las políticas occidentales de desregulación financiera, han sobrevivido a la recesión mejor que la mayoría de países. Sin embargo, surgen interrogantes. Uno es el referido a la situación de la población. Una medición estándar de bienestar social es el Índice de Desarrollo Humano de la ONU, cuyos datos más recientes corresponden a 2008. India ocupa el puesto 134 -ligeramente por encima de Camboya, y debajo de Laos y Tayikistán-, aproximadamente el mismo sitio que ha ocupado durante años. China se ubica en el lugar 92, empatado con Belice, un poco por encima de Jordania y por detrás de la República Dominicana e Irán. India y China tienen mucha desigualdad, así que más de mil millones de sus habitantes caen todavía más en la escala.
Otra preocupación es la deuda de EEUU que, se teme, coloque al país bajo el yugo de China. Aparte de un breve interludio, desde hace mucho Japón ha sido el principal poseedor internacional de deuda del Gobierno estadounidense. Además, el estancamiento de los prestamistas está sobrevalorado.
En una dimensión, la del poder militar, EEUU se yergue completamente solo. Y Obama está imponiendo niveles históricos con su presupuesto militar. Casi la mitad del déficit estadounidense se debe al gasto militar, intocable en el sistema político.
Al considerar los otros sectores de la economía estadounidense, el premio Nobel Joseph Stiglitz y otros economistas advierten de que debemos cuidarnos del "fetichismo deficitario". El déficit estimula la recuperación y puede superarse con una economía al alza, como sucedió después de la II Guerra Mundial, cuando el déficit era mucho peor. Respecto a la deuda, se espera que crezca, debido principalmente al ineficiente sistema privatizado de cuidado de la salud -también virtualmente intocable, gracias a la habilidad de las empresas de superar la voluntad pública-.
Sin embargo, el marco de estas discusiones es engañoso. El sistema global no sólo es una interacción entre estados donde cada uno busca cierto "interés nacional" ajeno a la distribución del poder en el interior del país.
Esto se ha entendido desde hace mucho tiempo. Adam Smith concluyó que los "principales arquitectos" de la política en Inglaterra eran los "comerciantes y manufactureros", quienes se aseguraban de que sus propios intereses fueran "atendidos de la forma más peculiar", sin importar sus "penosos" efectos sobre los demás, incluyendo el pueblo inglés. La máxima de Smith sigue siendo cierta, aunque actualmente los "principales arquitectos" son las corporaciones multinacionales y, particularmente, las instituciones financieras, cuya participación en la economía se ha disparado desde los años setenta.

En Estados Unidos hemos visto un ejemplo espectacular del poder de las instituciones financieras. Durante la última elección presidencial, aportaron el núcleo de la financiación del presidente Obama. Naturalmente, esperaban ser recompensados, y así fue, con los Programas de Alivio de Activos en Problemas (TARP) y con mucho más. Por ejemplo, Goldman Sachs, la firma más dominante en la economía y el sistema político, hizo una fortuna vendiendo títulos respaldados por hipotecas e instrumentos financieros más complejos. Conocedora de la fragilidad de los paquetes que ofrecía, la compañía aceptó apuestas con la gigantesca aseguradora American International Group de que las ofertas iban a desplomarse. Cuando el sistema financiero colapsó, AIG también se vino abajo.
Los arquitectos de la política, gente de Goldman, no sólo negociaron un paquete de rescate para Goldman, sino que también lograron que los contribuyentes salvaran a AIG de la bancarrota, rescatando también por esa vía a Goldman. Ahora Goldman está registrando ganancias históricas y pagando voluminosos bonos. Junto con algunos otros bancos importantes, es más grande y fuerte que nunca.
Los 'arquitectos de la política' están operando un cambio: el de la fuerza mundial de trabajo al capital transnacional El pueblo está furioso. La gente puede ver que los bancos que fueron agentes principales de la crisis están prosperando enormemente, mientras que la población que los rescató se enfrenta a un desempleo de casi el 10%. El descontento popular finalmente evocó un cambio de retórica de la Administración, que respondió acusando de codiciosos a los banqueros y formulando algunas sugerencias políticas que a la industria financiera no le agradan (la Regla Volcker y otras propuestas).
Dado que se suponía que Obama iba a ser su hombre en Washington, los principales arquitectos del poder perdieron poco tiempo antes de lanzar sus instrucciones: a menos que Obama se alineara nuevamente, enviarían sus fondos a la oposición política. En pocos días, Obama informó a la prensa de que los banqueros eran buenos tíos, singularizando a los dos principales, JP Morgan Chase y Goldman Sachs: "Al igual que la mayoría de los estadounidenses, no tomo a mal la riqueza o el éxito de la gente. Es parte del sistema de libre mercado" -del modo en que se interpretan los "mercados libres" en la doctrina del capitalismo de Estado-. Ese cambio radical de Obama es una fotografía reveladora de la máxima de Smith en acción.
Los arquitectos de la política también están operando un verdadero cambio de poder: el de la fuerza mundial de trabajo al capital transnacional. Martin Hart-Landsberg, economista y especialista en China, explora la dinámica. China se ha convertido en la planta ensambladora de un sistema de producción regional. Japón, Taiwán y otras economías asiáticas desarrolladas exportan a China partes y componentes de alta tecnología, donde se ensamblan y exportan los productos terminados.
El creciente déficit comercial de EEUU con China ha generado preocupación. Se ha hablado menos de que este se ha reducido marcadamente con Japón y el resto de Asia conforme toma cuerpo el nuevo sistema de producción regional. Las manufactureras estadounidenses están siguiendo el mismo camino, enviando partes y componentes a China para que esta ensamble y exporte, en su mayoría de regreso a EEUU. Para las instituciones financieras, comercializadoras gigantes de venta minorista y los dueños y gerentes de industrias manufactureras, estos desarrollos son celestiales.
Y bien entendidos. En 2007, Ralph Gomory, director de la Fundación Alfred P. Sloan, declaró ante el Congreso que "en esta nueva era de globalización, los intereses de las empresas y los países han divergido. En contraste con el pasado, lo que es bueno para las empresas globales estadounidenses ya no es necesariamente bueno para los estadounidenses".
La riqueza fluye hacia pocos bolsillos, llevando probablemente a la mayor desigualdad de la historia de EEUU
Examinemos a IBM. A finales de 2008, más del 70% de los 400.000 trabajadores de la empresa estaba en el extranjero, según la revista Business Week. En 2009, IBM redujo su nivel de empleo en EEUU otro 8%. Para la fuerza de trabajo, el resultado podría ser "penoso", según la máxima de Smith, pero es bueno para los principales arquitectos de la política.
Las investigaciones actuales indican que aproximadamente una cuarta parte de los empleos estadounidenses será extranjerizado en dos décadas, y los que queden se enfrentarán a beneficios y sueldos menores debido a la mayor competencia de los trabajadores reemplazados. Este patrón sigue a 30 años de estancamiento o desplome para la mayoría, mientras la riqueza fluye hacia pocos bolsillos, llevando probablemente a la mayor desigualdad de la historia estadounidense.
Pese a que China se está convirtiendo en la ensambladora y plataforma de exportaciones del mundo, los trabajadores del país están sufriendo junto al resto de la fuerza laboral mundial, como sería de prever en un sistema diseñado para concentrar riqueza y poder y para que los trabajadores compitan entre ellos globalmente. En el mundo, la participación de los trabajadores en el ingreso nacional se ha reducido en muchos países -de manera radical en China-, generando una inestabilidad creciente en esta sociedad altamente desigual.
Así que tenemos otro cambio importante en el poder mundial, de la población general a los principales arquitectos del sistema global, proceso asistido por el socavamiento de la democracia funcional en los países más poderosos. El futuro depende de cuánto esté dispuesta a soportar la gran mayoría, y si se puede desarrollar una respuesta constructiva que confronte los problemas en el centro del sistema capitalista de estado de dominación y control. De lo contrario, los resultados podrían ser tétricos, como lo revela más que abundantemente la historia.

Texto de Noam Chomsky no Publico.es.

segunda-feira, 15 de março de 2010

A água potável e o saneamento básico como direitos humanos essênciais.

Segundo o último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 900 milhões de pessoas vivem sem acesso a água potável. A África subsariana é a zona mais castigada do planeta no acesso a água potável, onde cerca de 40% da população não dispõe de água potável

A ausência de saneamento básico atinge cerca de 2600 milhões de pessoas (prevendo-se que este número suba para os 2700 milhões em 2015). A maior parte destas pessoas vivem no norte de África e em países do sudeste da asiático. Fonte Publico.es

América Latina por “prepotencia de trabajo”

Es cierto, Piñera llegó a la presidencia. Pero “el Pepe” en Uruguay, el avance del PT en Brasil, el “no” a Uribe, la persistencia del gobierno argentino, la solidaridad por Malvinas y la Comunidad de Estados Latinoamericanos son buenas señales.

Uno de los más grandes escritores argentinos, Roberto Arlt, sostuvo que el trabajo creativo se impone por “prepotencia de trabajo”. La frase bien puede ser aplicada a los esfuerzos del conglomerado de sujetos sociales y políticos de nuestra región que están empeñados en cortarle el paso a la estrategia de restauración neoliberal, muy cara a las corporaciones, al sistema de poder de Estados Unidos y a las variopintas derechas vernáculas.

Es cierto que en Chile – país con el que nos solidarizamos ante la terrible tragedia del terremoto- un empresario pinochetista como lo es Sebastian Piñera llegó a la presidencia, con los peligros que ello implica tanto para el pueblo chileno como para la región en su conjunto.

Sin embargo, una mirada más aquietada sobre el tablero político latinoamericano y del Caribe arroja justas expectativas de optimismo, y decimos optimismo no certezas, porque las fuerzas de la derecha son muchas y poderosas.

Como apuntamos por separado en esta misma edición, la compleja coalición restauradora en Brasil no las tiene todas consigo. La candidatura presidencial de Dilma Rousseff se está consolidando y si esa tendencia se confirma a lo largo de los próximos meses es altamente probable que la estrategia restauradora no haga pie uno de los países claves para el futuro democrático del área. Y que la derecha no pase en Brasil no es poca cosa.

El arribo del “Pepe” Mujica a la primera magistratura de Uruguay se desliza en idéntica sintonía esperanzadora. Su frase, “sólo muertos nos vamos del MERCOSUR” habla a las claras: el sistema de poder de Estados Unidos verá mermadas sus posibilidades de aprovechar diferendos y rencillas propias de la actual etapa histórica latinoamericana para llevar agua a su molino hegemónico.

El “virtual” Obama cada día tiene menos espacio para tanta habladuría de cambios. Acaba de prorrogar la “Patriot Act”, emblema de su predecesor George W. Bush. En nuestra región, recibió un golpe digno de destacar: la puesta en marcha de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y del Caribe, que bien podría iniciar un proceso de sustitución de ese mamotreto insufrible que se llama OEA.

Obama tuvo que enviar a su secretaria de Estado, Hillary Clinton, a decir por estas tierras que Estados Unidos quiere ver a Argentina y al Reino Unido sentados a una mesa de negociaciones sobre las Islas Malvinas. Crasa mentira: esa fue la respuesta diplomática de Washington al respaldo unánime de la comunidad latinoamericana y caribeña a la brega argentina por recuperar la soberanía sobre el archipiélago austral; los entramados corporativos estadounidenses y británicos, muy difíciles de distinguir por cierto, son socios en las aventuras de explotación de recursos naturales que no les pertenecen.

Fuera de la agenda inicial, la mandamás de la diplomacia estadounidense pasó por Buenos Aires y se entrevistó con la presidenta Fernández de Kirchner, quien realizó dos movimientos diplomáticos de relevancia.

Por una parte le solicitó a Hillary una mediación “amigable” entre Londres y Buenos Aires, que ella aceptó y el gobierno británico rechazó, lo que a todas luces al Reino Unido le significa un mal posicionamiento, sin perjuicio de la necesidad de estar alertas: no sea cosa que detrás de la “amistad” de Hillary con la causa Malvinas se escondan las pretensiones de las corporaciones petroleras estadounidenses de “asociarse” con Argentina para la exploración en el mismo Atlántico Sur; sabemos como terminan esas “asociaciones”.

Por la otra, y a pocos días de haber criticado a Obama ante las cámaras de CNN, la jefa de Estado argentina definió con “habilidad profesional” los carriles de la relación bilateral entre su país y Estados Unidos. La reunión fue “muy fructífera (…). Parece que nos debemos amar y estar de acuerdo en todo o si no tenemos que ser enemigos declarados y no estar de acuerdo en nada”, sostuvo la presidenta.

El veto legal a la pretensiones de eternidad de Alvaro Uribe de ninguna manera aseguran que la derecha no vaya a imponerse en las próximas elecciones pero conforma un antecedente favorable: todo lo que desgaste o lo comprometa en energías al polo derechista-belicista-terrorista del “uribismo” (máximo aliado de Estados Unidos en la región) también junta agua a favor de la “prepotencia de trabajo”.

En Argentina no está nada fácil para las fuerzas que con inteligencia ven en la continuidad del actual proceso encabezado por la presidenta Cristina Fernández de Kirchner como el más apropiado espacio de la dimensión política concreta, para avanzar en con un programa de transformaciones. La derecha en sus amplias expresiones políticas y empresarias, y sus aliados de la corporación mediática están todos embarcados desde hace casi dos años, desde los inicios de la actual gestión, en un programa destituyente. Esa es la versión argentina de la estrategia restauradora.

Sin embargo, y como lo dejó asentado la presidenta en su reciente discurso inaugural de las sesiones parlamentarias, el heterogéneo espacio político que apoya al gobierno persiste con decisiones sociales, económicas y políticas que dejan a los restauradores casi al borde de conductas conspirativas.

La ferocidad restauradora es tal que los columnistas de los principales diarios hegemónicos argentinos “analizaron” la última disposición gubernamental en torno al pago de la deuda externa casi tan sólo con insultos: la “gran prensa” trato a la primera mandataria de "escandalosa", "inescrupulosa", "fraudulenta", "saqueadora", y "autoritaria".

En nuestra región suelen escucharse voces discursivamente progresistas y a favor de justas transformaciones sociales, económicas y políticas –muchas de ellas sinceras-, que critican con dureza aquellos hechos que desde este análisis se caracterizan como signos positivos.

Lo preocupante no es la diversidad de opiniones sino el olvido de la ya mencionada dimensión de lo político. Las almas puras y de sueño tranquilo y sin culpas olvidan que si bien el deseo se encuentra en el nudo de las transformaciones, ese deseo debe contar con densidad histórica, transformarse en voluntad política organizada. De lo contrario sólo es eso, algo así como efluvios de las almas puras.

domingo, 14 de março de 2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mumia Abu-Jamal


Mumia Abu-jamal está há quase 30 anos no corredor da morte de uma prisão dos Estados Unidos e enfrenta a pena capital por um crime que não cometeu e graças a um processo carregado de irregularidades. Antigo militante dos “Panteras Negras”, a sua condenação como bode expiatório de um assassínio em que não participou é uma vingança do Estado contra a sua rebeldia e contra as causas igualitárias e não-segregacionistas. Mumia Abu-Jamal é um preso político num país que tece juízos sobre os presos políticos de outros países.
Entrevista com Robert Bryan, o advogado de Abu-Jamal.

Petição on-line: http://www.petitiononline.com/Mumialaw/petition.html

Via Blog 5 dias

A fotografia de Che por Korda e o atentado ao navio La Coubre

No dia 5 de Março de 1960 Alberto Diaz Gutiérrez, mais conhecido por Korda (1928-2001), tirou a fotografia mais famosa do Che Guevara. No dia anterior a CIA fez explodir o cargueiro francês La Coubre no porto de Havana. O atentado terrorista, perpetrado 15 meses após o triunfo da Revolução Cubana vitimou cerca de 100 pessoas e feriu outras 200.
A fotografia foi feita no funeral das vítimas realizado em Havana no dia seguinte e Korda que trabalhava para o jornal Revolución, estava a cerca de 10 metros da tribuna. Che que se encontava em segundo plano da tribuna, chegou-se momentaneamnte à frente para ver a multidão de gente que compareceu à cerimónia. Korda com a sua Leica com uma objectiva de 90 mm só teve tempo para fazer 2 fotografias, uma horizontal e outra vertical. "Tudo se passou num espaço de meio minuto" diria mais tarde. Só 7 anos mais tarde é que a imagem seria tornada pública e ganharia a dimensão que tem hoje, como a fotografia mais reproduzida de todos os tempos.
Passados 50 anos sobre o atentado terrorista, os documentos relativos ao sucedido com o navio La Coubre e o envolvimento por parte da CIA, continuam classificados e não foram tornados públicos pelos EUA.

domingo, 7 de março de 2010

sexta-feira, 5 de março de 2010

quarta-feira, 3 de março de 2010

Paciência revolucionária contra a guerra mediática...

Xenofobia alastra na Europa

Patrões austríacos podem despedir estrangeiros primeiro.

Na Áustria, os empregadores podem despedir em primeiro lugar os estrangeiros e os anúncios imobiliários discriminatórios são tolerados.
No Reino Unido, as infracções e violências racistas aumentaram nos últimos cinco anos.