domingo, 28 de fevereiro de 2010

Caso Zapata: a versão de Cuba


“A completa ausência de mártires da contra-revolução cubana, é proporcional à sua falta de escrúpulos. É difícil se morrer em Cuba, não porque as expectativas de vida sejam do primeiro mundo, mas ninguém morre de fome, apesar da falta de recursos, ou de doenças curáveis, mas por causa da lei e da honra. Mercenários cubanos podem ser presos e julgados nos termos da legislação em qualquer país. As leis não podem ser violadas: receber o dinheiro e trabalhar para uma embaixada de país considerado inimigo, como os Estados Unidos, por exemplo, pode levar a severas penas de prisão. Mas eles sabem que em lá ninguém desaparece, ou é morto pela polícia. Não há “pontos obscuros”, interrogatório “não convencionais”, presos e desaparecidos, como Guantánamo e Abu Ghraib. Para outros, um dá a sua vida por um ideal, que não prioriza a felicidade dos outros, mas sim prioriza a si próprio.
Nas últimas horas, entretanto, algumas agências de notícias e governos têm sido rápidos em condenar Cuba pela morte, sob custódia, em 23 de fevereiro, de Orlando Zapata Tamayo. Toda morte é dolorosa e lamentável. Mas a cobertura da mídia neste momento mancha com entusiasmo, finalmente, como se quizesse dizer, é um “herói”.
Assim, merece uma breve explicação breve sobre quem era Zapata Tamayo. Ele era um prisioneiro comum, que iniciou a sua atividade criminosa, em 1988. Acusado de crimes de “violação de domicílio” (1993), “menos feridos graves” (2000), “Fraude” (2000), “lesão corporal e posse de uma faca” (2000: ferimentos e fratura do crânio linear Leonardo Cidadão Simon, com o uso de um facão), “conduta desordeira” e “desordem pública” (2002), entre outras causas sem qualquer coisa relacionada à política. Foi libertado sob fiança em 9 de março de 2003, sendo reincidente no dia 20 do mesmo mês.
Considerando sua conduta e o estatuto penal, desta vez, foi condenado a 3 anos de prisão, mas a sentença foi alargada de forma significativa, no ano seguinte, por seu comportamento agressivo na prisão.
Na lista dos chamados presos políticos preparados para condenar Cuba, em 2003, e manipulada pela antiga Comissão de Direitos Humanos da ONU, não vê o seu nome, como afirmou, sem verificar, as fontes da agencia espanhola EFE, apesar de que sua última detenção tenha coincidido com os outros. Se tivesse havido uma intenção prévia política, não seria liberado 11 dias antes.
Ansioso para mobilizar o maior número possível de suspeitos ou reais-religiosos nas fileiras do balcão, por um lado, e convencidos pelas vantagens de outras matérias que envolveu uma militância “mamado pelas embaixadas estrangeiras”, Zapata Tamayo tomou o perfil” criminoso político “, quando sua biografia foi
extensa. No novo documento foi estimulada, uma e outra vez, pelos seus mentores políticos, para iniciar a greve de fome que finalmente minou seu corpo. A medicina cubana o acompanhou. Nos hospitais onde
foi tratado, há especialistas altamente qualificados, aos quais foram adicionados os consultores de diferentes centros, que não pouparam recursos para o seu tratamento. Ele recebeu alimentação intravenosa. A família foi informada de cada passo. Sua vida passou por dias de respiração artificial. Para tudo isso existe prova documental.
Mas há perguntas sem resposta que não são médicas. Quem e por que Zapata foi incentivado a manter uma atitude que era obviamente suicida? A quem serve a sua morte? O resultado fatal de perto alegra Whiners hipócritas. Zapata era o candidato perfeito: um homem “dispensável” para os inimigos da Revolução, e facilmente persuadido a persistir em um esforço absurdo, exigências impossíveis (televisão, cozinha e telefone celular pessoal) de que nenhum dos verdadeiros líderes teve a coragem de manter. Cada um dos instigadores da greve anterior anunciavam uma provável morte, mas os que atacam sempre desistem antes que ocorram incidentes de saúde irreversíveis. Instigado e encorajado a prosseguir até a morte, estes mercenários esfregavam as mãos com essa expectativa, apesar dos esforços dos médicos. Seu nome agora é exibido como um troféu cinismo coletivo.
Como abutres, estavam alguns meios de comunicação - mercenários da direita internacional - pendurados em torno do moribundo. Sua morte era uma festa. E seria um espetáculo. Os que escreveram não choraram a morte de um ser humano - em um país sem assassinatos extra-judiciais - já que conseguiram alegre e premeditamente a morte para fins políticos. Zapata Tamayo foi manipulado e, de alguma forma, conduzido à auto-destruição, para atender às necessidades políticas dos outros. Será que isso não é acusação contra aqueles que agora que se apropriaram de sua causa? Este caso é resultado direto da política assassina em relação a Cuba, que encoraja a emigração ilegal, o desprezo e a violação da lei e da ordem estabelecida. Esta é a única causa de uma morte indesejável.
Mas por que existem governos que aderem à campanha de difamação, se eles sabem - porque sabem - que em Cuba não se executa, nem se tortura ou nem se usa métodos extra judiciais? Em qualquer país europeu podem ser encontrados casos de violação flagrante, por vezes, de princípios éticos, não tão bem atendidos como no nosso. Alguns, como os irlandeses que lutaram por sua independência na década de 80, morreram em meio a total indiferença dos políticos. Por que governantes não condenam e denunciam explicitamente o confinamento injusto sofrido por cinco cubanos nos Estados Unidos por combater o terrorismo, e são rápidos para condenar Cuba, se a pressão da mídia ameaça sua imagem de político? Cuba já disse uma vez: podemos enviar todos os mercenários e suas famílias, mas devolvam os nossos heróis. Nunca se poderá usar a chantagem política contra a Revolução Cubana.
Esperamos que os adversários imperiais saibam que nossa Pátria nunca será intimidada, nunca se curvará, nem se dividirá, e se manterá de forma heróica e digna contra os ataques, as mentiras e as infâmias”.

Fonte: Cubadebate, versão em português via blog Alguém me disse.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Una oposición cubana desacreditada consigue su mártir


Pese a los esfuerzos de los médicos por evitarlo, la lamentable muerte de Orlando Zapata ha agitado a una oposición no acostumbrada a llevar hasta el final sus pulsos al gobierno pero sobre todo carente de mártires.
Atrás quedan en el recuerdo aquellas huelgas de hambre en las que se comía a escondidas, o incluso se pasaba por la batidora trozos de carne para hacerlos aparentar por zumo ante los medios de prensa, esos mismos que lo hacían son los que hoy le lloran, porque en un país sin torturas ni muertes extrajudiciales, necesitaban un mártir en el que arroparse y llevaron a Zapata hasta al desfiladero para mostrarlo como trofeo colectivo.

En huelga de hambre por un teléfono
En diciembre Zapata comenzó una huelga de hambre pidiendo unas mejoras carcelarias, como tener una cocina y un teléfono personal en su celda, cosas que no se tienen en ningún centro penitenciario del mundo y para ello hizo un pulso que no podía ganar.

Reacciones
Entre las reacciones al fallecimiento se han realizado denuncias de supuestas detenciones a lo largo del día, para evitar que los opositores puedan llegar a Banes, ciudad donde se realizará el entierro, entra en contradicción con que Martha Beatriz Roque, miembro del grupo de los 75 y con una licencia extrapenal por motivos de salud, partió desde La Habana hacia Banes en un microbús en compañía de una decena de Damas de Blanco y Vladimiro Roca. Roque incluso aseguró telefónicamente al diario El País que no habían tenido problemas de movilidad o que se les hubiese impedido viajar afirmando que se encontraban de camino al lugar.

Los grupos anticastristas reciben más de 40 millones de dólares de los presupuestos de Estados Unidos, pero luego sus reivindicaciones tienen nula repercusión social en Cuba y en el ámbito internacional son obviadas por los mandatarios, llegando incluso a no ser invitados desde hace tiempo a la propia Sina.

Prueba que la oposición clásica tiene cada vez menos credibilidad es que el apoyo cada vez es mayor a la llamada ciberdisidencia que tiene a la bloggera cubana Yoani Sánchez como máxima estrella, la cual no ha desaprovechado la ocasión para hacer una moviola del caso con declaraciones de la madre del fallecido en su blog.

Fonte: La Republica

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Zapata: ¿un muerto útil?


La absoluta carencia de mártires que padece la contrarrevolución cubana, es proporcional a su falta de escrúpulos. Es difícil morirse en Cuba, no ya porque las expectativas de vida sean las del Primer Mundo -nadie muere de hambre, pese a la carencia de recursos, ni de enfermedades curables–, sino porque impera la ley y el honor.

Las Damas de Blanco y Yoani pueden ser detenidas y juzgadas según leyes vigentes -en ningún país pueden violarse las leyes: recibir dinero y colaborar con la embajada de Irán (un país considerado como enemigo) en Estados Unidos, por ejemplo, puede acarrear la pérdida de todos los derechos ciudadanos en aquella nación–, pero ellas saben que en Cuba nadie desaparece, ni es asesinado.

Por demás, uno entrega su vida por un ideal que prioriza la felicidad de los demás, no por uno que prioriza la propia. Así que la lamentable muerte de Orlando Zapata, un preso común -de largo historial delictivo, en nada vinculado a la política–, regocija íntimamente a sus hipócritas “dolientes”. Transformado después de muchas idas y venidas a prisión en “activista político”, Zapata fue el candidato perfecto para la autoejecución.

Era un hombre “prescindible” para los grupúsculos, y fácil de convencer para que persistiera en una huelga de hambre absurda, de imposibles demandas (cocina y teléfono personales en la celda) que ninguno de los cabecillas reales tuvo la valentía de mantener.

Cada huelga anterior de los instigadores había sido anunciada como una probable muerte, pero los huelguistas siempre desistían en buen estado de salud. Instigado y alentado a proseguir hasta la muerte -esos mercenarios se frotaban las manos con la expectativa de que muriese, pese a los esfuerzos no escatimados de los médicos–, el cadáver de Zapata es ahora exhibido con cinismo como trofeo colectivo.

Como buitres estaban los medios -los mercenarios del patio y la derecha internacional–, merodeando en torno al moribundo. Su deceso es un festín. Asquea el espectáculo. Porque los que escriben no se conduelen de la muerte de un ser humano -en un país sin muertes extrajudiciales–, sino que la enarbolan casi con alegría, y la utilizan con premeditados fines políticos. El caso de Zapata me recuerda el de Pánfilo: los dos fueron manipulados y de cierta forma conducidos a la autodestrucción de forma premeditada, para satisfacer necesidades políticas ajenas: uno, llevado a una persistente huelga de hambre de 85 días (había realizado ya otras anteriores que afectaron su salud); el otro, en pleno proceso de desintoxicación alcohólica, invitado a beber para que dijera frente a las cámaras lo que querían oir.

Me pregunto si eso no es una acusación contra quienes ahora se apropian de su “causa”. Tienen razón al decir que fue un asesinato, pero los medios esconden al verdadero asesino: los grupúsculos cubanos y sus mentores trasnacionales. Zapata fue asesinado por la contrarrevolución.

Raúl lamenta la muerte de Zapata Tamayo

El presidente de Cuba, Raúl Castro, lamentó la muerte del preso cubano Orlando Zapata Tamayo, quien falleció ayer después de protagonizar una huelga de hambre, y aseguró que este hecho es el resultado de la relación con Estados Unidos, afirmando que en la isla “no existen torturados”.
“No existen torturados, no hubo torturados, no hubo ejecución. Eso sucede en la base de Guantánamo”, afirmó Raúl al ser consultado por la prensa durante un acto celebrado en el Puerto de Mariel, que contó con la participación de su homólogo brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva, de visita en la isla.
Fonte: blog Cambios en Cuba.

Sinais dos tempos....

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...na igreja !

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

World Press Photo 2010

Pietro Masturzo, Italy. Women in Tehran shout from a rooftop in protest against the regime on 24 June in Tehran. The Iranian presidential elections were held on 12 June and the results, proclaiming victory by President Mahmoud Ahmadinejad over opposition candidate Mir-Hossein Mousavi, were strongly contested.

Kent Klich, Sweden. Gaza photo album: Tuzzah, Gaza Strip, 3 March.

Walter Astrada, Argentina, Agence France-Press. Bloodbath in Madagascar, February.

Marco Vernaschi, Italy, for Pulitzer Center. Guinea Bissau.

Malick Sidibé, Mali, for The New York Times Magazine. Fashion portfolio: Prints and the Revolution, Mali.

Kitra Cahana, Canada, Fabrica for Colors. Rainbowland, New Mexico.

Eugene Richards, USA, Reportage by Getty Images/The Sunday Times Magazine/Paris Match. War Is Personal

Adam Ferguson, Australia, VII Mentor Program for The New York Times. Woman rushed from the scene of a suicide bombing, Kabul, Afghanistan, 15 December

Galeria de premiados do World Press Photo 2010 disponível aqui.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Las funerarias, el negocio más rentable de Ciudad Juárez





El negocio de los muertos está colapsado en Ciudad Juárez; los médicos no pueden atender a tantos heridos de bala, el Servicio de Médicos Forenses (SEMEFO), no da abasto con tantos cadáveres, en los cementerios no alcanzan a cavar los hoyos tan rápido como llegan los muertos y las funerarias de la cuidad se han convertidos en negocios prósperos, desde que la cifra de muertos se ha disparado hace dos años. Los más de 20 servicios de enterramiento dispersos por la ciudad, no se dan abasto en una ciudad en la que es noticia que en 18 horas no hayan asesinado a nadie.
Resto do artigo sobre a cidade mais violenta do mundo do El Mundo aqui.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Rio de Janeiro: Desfile de Carnaval


Desfile da escola de samba do Salgueiro.
Fotografia de Juan Barreto/AFP/Getty Images.

Colombia: paramilitares han confesado más de 30,000 homicidios

BOGOTA - Un alto funcionario de la Fiscalía General aseguró el martes que hasta ahora los grupos paramilitares desmovilizados han confesado la comisión de 30,470 homicidios y calculó que esa cifra podría elevarse a 120,000.
"Yo creo que estamos llegando al primer cuarto" o la confesión de los primeros 30,000 muertos, de su cálculo de al menos 120,000 homicidios cometidos por esas bandas desde 1994 y hasta el inicio de la desmovilización de tales grupos en 2003, explicó en diálogo telefónico Luis González León.

Noticia completa do El Nuevo Herald aqui.

Para quem não conhece as façanhas dos paramilitares colombianos e as suas ligações ao Presidente Alvaro Uribe, bem como a cumplicidade dos EUA com estes criminosos, ler aqui e aqui.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Children in work

New Delhi, India: Children in work with their parents (out of shot) on construction of the Jawaharal Nehru stadium at the weekend. The Commonwealth Games are due to be held in India in 2010. The children are paid in bread and milk and receive dinner from the contractor. Photograph: Daniel Berehulak/Getty Images.

Rio de Janeiro: Carnaval no metro

Um casal no metro do Río de Janeiro, durante o Carnaval. Fotografia da Efe.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Chile em 2010

Depois de 20 anos de governos sociais democratas de transição, que não foram capazes de estabelecer a ruptura total com a ditadura de Pinochet (1973 - 1990), de perseguir eficazmente e sem contemplações os seus criminosos e que nunca se comprometeu com os ventos de mudança à esquerda que correm na América Latina.

Eis que em 2010, um governo de direita, herdeiro directo do regime de Pinochet volta ao poder no Chile através da uma vitória nas eleições que foi favorecida pela divisão da esquerda. Este governo é liderado pelo milionário Sebastian Piñera e formado por empresários, membros da Opus Dei e generais. O neoliberalismo segue dentro de momentos no Chile...
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Fotografia: Réplica gigante dos óculos partidos de Salvador Allende, Santiago do Chile, Junho 2008 (autor desconhecido).

O Polvo

José Sócrates foi Ministro do Ambiente do Governo de Guterres. Enquanto foi Ministro do Ambiente, combinou com as cimenteiras a estretégia de co-incineração de resíduos industriais perigosos em dois locais do país, um dos quais, a única cadeia montanhosa de orogenia alpina do país, em pleno Parque Natural da Arrábida.

Enquanto Ministro do Ambiente de Guterres, alterou limites da Rede Natura 2000 (no quadro da lei ou não, pouco me importa) como forma de permitir empreendimentos privados absolutamente desnecessários.

José Sócrates, enquanto Ministro do Ambiente, criou um programa nacional para pôr fim às lixeiras a céu aberto. Não lhes pôs fim, como todos sabemos e ainda hoje podemos observar, e criou um mercado nacional de resíduos que entregou aos amigos.

Muitas mais asneiras terá feito o Engenheiro (ou que raio é), que agora não poderei testemunhar dada a distância temporal a que me encontro desses dias e a minha tenra idade que não me permite olhar com vivacidade para factos de tão longínqua data.

Já desde 2005 até aos nossos dias, trago fresca memória e dessa julgo útil falar.

José Sócrates prometeu aos portugueses mudar as suas vidas, criar emprego e mais direitos laborais. O seu PS ganhou as eleições em 2005 e assim assumiu o governo da República. Desde então, Sócrates orientou um executivo que alargou para 60 horas semanais o horário de trabalho, sem direito a horas extraordinárias, ao mesmo tempo que manteve sobre os trabalhadores a espada da caducidade dos contratos colectivos de trabalho.

José Sócrates escreveu a Lei da Água que permite que todos os nossos rios, seus leitos e margens, que as nossas praias e águas subterrâneas sejam apropriadas por entidades privadas e por elas geridas, à revelia das nossas necessidades. José Sócrates privatizou todos os rios portugueses e as albufeiras das suas barragens. José Sócrates louvou o investimento em tróia que arreda da península as pessoas que ali iam desde que há memória, tal como tem feito por todo o país com a figura de Projectos de Potencial Interesse Nacional (PIN e PIN+) que ele próprio criou, permitindo que empresas e corporações se apoderem do espaço, dos recursos, das terras e do território nacional sem quaisquer obrigações. José Sócrates fez leis que tornam legal a imoralidade mais crápula e mais anti-patriótica que se possa imaginar.
José Sócrates entregou parcelas do território nacional a interesses imobiliários, contornou leis e criou outras para permitir implantações de infra-estruturas desnecessárias. Utilizou dinheiros públicos para estimular empreendimentos privados altamente poluentes e de elevados custos ambientais e sociais para o país.

José Sócrates entregou milhões de euros dos portugueses a empresas, de diversos sectores, como é o caso da Citröen de Mangualde, por exemplo, a troco de nada e fecha os olhos quando as empresas arrumam os trapos e deixam centenas ou milhares de trabalhadores no desemprego.

José Sócrates combina com os accionistas da EDP o aumento dos preços da energia, permitindo que continuem a acumular cada vez mais lucros através da venda de um recurso que deveria ser de todos. José Sócrates tem amizade íntima com os bancos que concentram cada vez mais e mais lucro, mesmo em alturas de crise económica, permitindo-lhes que continuem sem pagar impostos como paga quem trabalha.

José Sócrates continua a enfraquecer a Autoridade para as Condições do Trabalho, permitindo objectivamente que novas formas de escravidão e exploração desregrada surjam nas empresas portuguesas. Ao mesmo tempo, José Sócrates aumenta as taxas de justiça e diminui o apoio judiciário para que os trabalhadores não tenham como aceder aos tribunais.

José Sócrates diminui os salários dos trabalhadores da administração pública, privatiza e externaliza serviços a torto e a direito. José Sócrates é responsável pelo ataque ao Serviço Nacional de Saúde, pela falta de médicos, pela debandada de médicos para o sector privado. José Sócrates é responsável pela destruição do Serviço Nacional de Saúde, enquanto pega no dinheiro dos portugueses e o entrega aos hospitais privados para eles fazerem aquilo que os públicos deviam fazer mas não fazem porque não têm dinheiro.

José Sócrates é responsável pela privatização do ensino superior, pelo endividamento dos estudantes, pela degradação da qualidade do ensino. É também responsável pela privatização da escola básica e de importantes dimensões do seu currículo. José Sócrates privatizou importantes componentes curriculares do ensino básico, como é o caso da actividade física e motora, ou da educação musical. José Sócrates é responsável pela proliferação de centros de explicações privados e de creches e jardins de infância privados, a quem entrega o dinheiro dos portugueses de mão beijada para lucrarem com o que o Estado deveria fazer gratuitamente para todos os portugueses.

José Sócrates, queira-se ou não, é resposável pelas perseguições anti-democráticas a dirigentes sindicais e estudantis, a comunistas e a jovens activistas. José Sócrates é responsável pelo fim da democracia na gestão das escolas, pela privatização das universidades.

José Sócrates é responsável pela partidarização do aparelho de estado, onde vai colocando amigos e amigalhaços em cada vez mais posições. José Sócrates é responsável pela entrega de milhões de euros dos trabalhadores portugueses a empresas privadas dos seus amigos sem quaisquer justificação, sem sequer um concurso público para disfarçar.

José Sócrates é responsável pela não atribuição de subsídio de desemprego a cerca de metade dos desempregados portugueses. José Sócrates é responsável pela destruição das pescas e da agricultura, enquanto brinda com champagne nos bailaricos da União Europeia e abraça contente o seu amigalhaço de sempre Durão.

José Sócrates é por tudo isto responsável, e por certamente muito mais, porque escolheu de que lado se colocaria ao governar. Escolheu o lado dos poderosos, escolheu fazer o frete a esses interesses mais ou menos obscuros, mais ou menos legais. José Sócrates age contra a pátria, contra os trabalhadores. E o pior é que não precisa de fazer nada ilegal porque a lei é ele que a escreve nos gabinetes do seu governo. A constituição está silenciosamente expectante por outro amigalhaço, lá para os lados de Belém.

E depois de fazer tudo isto à claras, ainda é preciso especular sobre o que fez às escondidas?



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Rio poluído

Numa jangada improvisada, este homem atravessa um rio poluído na Índia.
Fotografia de AJIT SOLANKI/AP

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Mandela


No dia 11 de Fevereiro de 1990, Nelson Mandela era libertado após 27 anos de prisão. Era o ínicio do fim do regime de apartheid na África do Sul.

Esquilo

Um esquilo procura comida numa Alemanha fustigada com temperaturas negativas.
Fotografia de HERBERT PROEPPER/AP

Nova Deli

Um pai indiano leva os filhos para a escola numa bicicleta, em Nova Deli.
Fotografia de RAJESH KUMAR SINGH/AP

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Criança refugiada

Criança refugiada na entrada da casa da sua família, no Paquistão.
Fotografia de MUHAMMED MUHEISEN/AP

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Retrato de um país

Um jovem perturbado, caminha por entre os escombros da cidade de Port-au-Prince.
Fotografia de CRISTÓBAL MANUEL /
EL PAÍS

Etiópia

Imagem de um menino mal nutrido na Etiópia onde mais de 4,5 milhões dependem de ajuda humanitária para comer. Fotografia de JOSE CENDON/AFP

"Não haverá muros que segurem os haitianos no Haití"

La lluvia es torrencial. Los Ángeles, en estado de emergencia. Las evacuaciones en zonas devastadas meses atrás por los incendios forestales, un hecho. Jared Diamond, científico estadounidense de 71 años y profesor de Geografía en la Universidad de California (UCLA), no muestra preocupación aunque su casa esté en uno de esos cañones anegados. "En una semana lloverá tanto como en todo 2009", afirma. Pero el caos no le afecta. Porque este fisiólogo evolutivo, antropólogo e historiador es el autor de Colapso (Debate). Y cuando uno es capaz de analizar claro y sereno por qué unas sociedades perduran mientras otras, como mayas o vikingos, desaparecen en su cénit, o de ganar el Pulitzer y hacer un best-seller de Armas, gérmenes y acero (estudio del modo en que unas culturas triunfan sobre otras), las condiciones meteorológicas californianas no van a romper su tranquilidad. Incluso la situación actual de Haití, país devastado por un terremoto de magnitud 7 y centro de muchos de sus estudios, no parece quitarle el sueño. Al contrario. Acusado a veces de catastrofista y hasta de racista por recordar los peligros a los que parece abocado el mundo, el seísmo que ha sacudido a la isla que Colón bautizó en 1492 como La Española parece darle esperanza. En Colapso, Diamond describió Haití como ejemplo de sociedad actual al borde del abismo. Un país con desventajas medioambientales respecto a la vecina República Dominicana agravadas por decisiones históricas, comerciales y políticas que durante siglos lo han sumido en la miseria. Y el seísmo les deja sin lo poco que tenían.

¿Cuál fue su reacción ante el terremoto?
Fue gradual. Primero, asumir la noticia; las cifras hablaban de 100.000 muertos; luego, ver la incapacidad de su Gobierno ante el problema o la reapertura del aeropuerto bajo control de las fuerzas estadounidenses. Y la pregunta, ¿cuál es el futuro de Haití?, que me devolvió a discusiones mantenidas hace un lustro, en mi visita a la isla. Una incógnita con dos respuestas: la de los incapaces de encontrar razón para la esperanza y los que trabajaban duro para encontrar alguna.

Lo normal hoy sería sumarse al primer grupo.
Es fácil pensar que el terremoto ha acabado con cualquier esperanza. Pero también deja claro que esta catástrofe no es sólo un problema para los haitianos. Lo es para estadounidenses, canadienses, franceses Suena cruel hablar de Haití como problema, pero son diez millones de personas sufriendo. Crecen así las razones para la preocupación. Haití está cerca de nuestra costa. Más de 300.000 haitianos hay en Florida. Y con el deterioro de la situación serán muchos más los desesperanzados. Por eso, aunque sólo sea por propio interés, para evitar que todo acabe aquí, debemos compartir su preocupación.
Y el resto del mundo, ¿por qué preocuparse de Haití tras el duelo?
Los canadienses están igual que los estadounidenses. Y en Francia, el argumento de obligación moral con Haití está algo gastado. Si quieres que la gente ayude, apela a su propio interés. Como EEUU vio en el 11-S y España tras el ataque en Madrid, cuando la gente está infeliz tiene formas de compartir su infelicidad. Haití tiene potencial para crear gran infelicidad en EE UU y Europa. Como los cayucos recuerdan a los españoles que hay un problema en África o los botes que llegan a Malta o los albanos a Italia, los haitianos no dejarán que olvidemos sus problemas en un año, ni en cinco. Llegarán cada vez más. No habrá muro que los mantenga en Haití.
Ahora sí suena catastrofista.
No soy ni optimista ni pesimista. Disfruto del optimismo con cautela. Y con Haití hay razones para un optimismo cauto.

¿Por qué? El terremoto ha sembrado la devastación en un país atenazado por la pobreza, la falta de agua potable, la deforestación y el sida...
Sí, ha empeorado las cosas. Y estaban muy mal antes. Haití sufre una deforestación del 99% con grandes problemas de erosión en un terreno muy montañoso. Pero dicho esto, la motivación en EEUU y Europa para ayudar es más fuerte que nunca, y los beneficios de un Haití económicamente viable serán mejores. Es fácil discutirlo en términos económicos. Por ejemplo, preguntarse cuánto puede costar la reconstrucción. O empecemos por problemas de salud. Después del sida, el segundo problema es la malaria. ¿Cuánto costaría solucionarlo? Muy barato. Las mosquiteras previenen la malaria y cada una cubre a una mujer y dos niños. Cuestan 5,60 euros y, digamos, hay que proteger a nueve millones de haitianos. Son 16,8 millones de euros. ¡Hay tanto estadounidense que podría firmar ese cheque! O españoles. O en términos laborales, en la última década son muchas las empresas que se han llevado el trabajo fuera de EEUU. A México. Pero ahora los sueldos allí son más altos que en China o Vietnam. Aquí entra Haití, más pobre que México y con una gran fuerza de trabajo no precisamente vaga, trabajadores duros por sueldos modestos, que es más que no ganar nada. Ésas son razones para la esperanza. Son muchos los estadounidenses que podrán abrir sus plantas en la isla con mínima inversión. Paradójicamente, hay más esperanza que nunca. ¿Cuán lejos está esta recuperación?
La recuperación es posible y necesaria. Haití no tiene recursos para hacerlo solo y necesita ayuda exterior, pero debe ser de modo que funcione con los haitianos. La isla tiene una larga historia con EEUU y los haitianos tienen buenas razones para desconfiar del Ejército estadounidense. Mejor sería contar con la ONU como paraguas para crear una fuerza común entre España, que comenzó los problemas de la isla, y Francia, que los aumentó, y EEUU y Canadá. Sería la opción más viable. Además, el Gobierno actual de Haití no está en las calles por falta de recursos, pero ha sido elegido democráticamente. El propio presidente ha sido afectado. Un Gobierno motivado, razonablemente poco corrupto, mejor o no tan malo como los Duvalier u otros de las últimas décadas. Es el mejor momento para ser optimista.

¿Dónde nace su interés por Haití?
Basta leer el título de mi último libro, Natural experiments of history. Le dedico un capítulo. Haití es un experimento natural. En historia no podemos hacerlos como en química, poner los elementos a analizar en probetas y someterlos a pruebas. Si fuera un visitante de Andrómeda y quisiera analizar la raza humana, iría a España, trazaría una raya y probaría cosas a ambos lados. Afortunadamente esto no está permitido, pero en La Española se dan esas condiciones de forma natural. Hay una línea, del lado occidental está Haití, y del oriental, la República Dominicana. Un experimento natural igual que las dos Alemanias o Corea del Norte y Sur. De ahí mi interés. Me permite comparar el grado de evolución de sociedades que comparten un territorio.


¿No es contradictorio que en ‘Colapso’ hable de la amenaza para el planeta de las sociedades que llegan al máximo de poder, pero a la hora de catástrofes sea el Primer Mundo el que vaya al rescate?
Así parece, pero si ocurriera algo realmente terrible, si la economía mundial no sólo viviera un gran susto como en 2008, sino que en 15 años colapsa o hay guerra nuclear…, ¿quién estará en mejor situación, haitianos o madrileños? Yo apuesto por los haitianos. Son muy pobres, pero no dependen de nada. En Madrid, si el Primer Mundo colapsa, las soluciones no son fáciles.

¿Cuáles son las posibilidades de tal colapso?
Hablemos en 30 o 50 años. Entonces sabremos si el mundo colapsa. Eso, si hemos solucionado los problemas; en caso contrario, será una realidad.

¿Por qué habla de ese plazo?
En ese tiempo las cosas habrán cambiado de tal forma que habremos explotado nuestros recursos. Se habrá agotado el acceso a las formas de energía no renovables o al agua potable. Los estadounidenses hacemos cosas terribles, pero también la UE, y una de ellas es la sobrexplotación pesquera de las costas africanas. Y si seguimos en esa dirección, en ese plazo nos veremos al borde del colapso. Los escenarios son muchos. Desde el peor, una aniquilación nuclear que acabe con los problemas porque nos elimine a todos. O que la vida siga, pero en Nueva Guinea y en Haití, no en Los Ángeles o Madrid. Otra posibilidad más sutil que la guerra es que la situación siga degenerando y la pobreza se extienda de modo que España se convierta en la nueva Somalia. La visión más optimista es que nos tomemos los problemas en serio y nadie tenga que abandonar Haití o África, porque las condiciones sean buenas donde están. Existe una preocupación cada vez mayor y hay que mantener la esperanza. La verdadera pregunta es si nuestra preocupación aumenta a la velocidad necesaria o va muy despacio. Porque el precipicio está ahí.

Hay quien piensa que esa respuesta está en manos de Dios.
En momentos asi es fácil pensarlo. Haití sufre un terremoto igual que Italia, Los Ángeles, Alaska, Japón… Pero en Los Ángeles pasa, se declara estado de emergencia, policía, bomberos, el ejército sale a la calle, y los supermercados abren. En Haití, no. Por eso, cuando el teleevangelista Pat Robertson dice que la ira de Dios ha caído sobre ellos se olvida que es la misma que cae sobre Italia, EEUU o Japón, la misma ira que debería caer sobre él por ser tan estúpido.

Entrevista con Jared Diamond, Geógrafo, premio Pulitzer, ha analizado el fracaso de las sociedades poderosas y el colapso al que se ve abocado hoy el mundo. Sobre Haiti ya avisó. Pero ve esperanza.

Entrevista original e fotografias retiradas do "El País".

O Beijo


"O beijo" de Max Ernst, 1927.

Reuse, Reduce, Recycle or Regret




sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Guatemala: El paraíso de los canallas (2)

Sectas del terror
En Guatemala existen dos maras. La Salvatrucha y la 13, que contralan grandes partes de la ciudad. En esta imagen, dos miembros de la primera encarcelados en Honduras.

15 asesinatos al día
Durante el pasado noviembre se registraron más de 450 muertes con violencia. En el último lustro, más de 3.000 mujeres han sido asesinadas.

Violencia
La frialdad de los números embiste a los agentes de la ley con violencia. Durante 2009 se han contabilizado en Guatemala más de 6.000 muertes violentas. Entre un 12% y un 15% corresponden a mujeres.


Reportagem completa de JUAN CARLOS TOMASI no El País disponível aqui.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

The Blackout on Cuban Aid to Haiti

In the critical first days after the quake struck Haiti, only two US corporate media news organizations reported on Cuba’s quick response to the crisis. One was Fox News, which claimed, wrongly, that the Cubans were absent from the list of neighboring Caribbean countries providing aid. The other was the Christian Science Monitor (a respected news organization that recently shut down its print edition), which reported correctly that Cuba had dispatched 30 doctors to the stricken nation.

The Christian Science Monitor, in a second article, quoted Laurence Korb, former assistant secretary of defense and now based at the Center for American Progress, as saying that the US, which is leading the relief efforts in Haiti, should “consider tapping the expertise of neighboring Cuba,” which he noted, “has some of the best doctors in the world--we should see about flying them in.”

As for the rest of the US corporate media, they simply ignored Cuba.

In fact, left unmentioned was the reality that Cuba already had nearly 400 doctors, EMTs and other medical personnel posted to Haiti to help with the day-to-day health needs of this poorest nation in the Americas, and that those professionals were the first to respond to the disaster, setting up a hospital right next to the main hospital in Port-au-Prince which collapsed in the earthquake, as well as a second tent-hospital elsewhere in the stricken city.

Far from “doing nothing” about the disaster as the right-wing propagandists at Fox-TV were claiming, Cuba has been one of the most effective and critical responders to the crisis, because it had set up a medical infrastructure before the quake, which was able to mobilize quickly and start treating the victims right away.

The American emergency response, predictably, has focussed primarily, at least in terms of personnel and money, on sending the hugely costly and inefficient US military--a fleet of aircraft and an aircraft carrier--a factor that should be considered when examining that $100 million figure the Obama administration claims is being allocated to emergency aid to Haiti. Considering that the cost of operating an aircraft carrier, including crew, is roughly $2 million a day, just sending a carrier to Port-au-Prince for two weeks accounts for a quarter of the announced American aid effort, and while many of the military personnel sent there will certainly be doing actual aid work, delivering supplies and guarding supplies, many, given America’s long history of brutal military/colonial control of Haiti, will inevitably be spending their time ensuring continued survival and control of the parasitic pro-US political elite in Haiti.

Otherwise, the US has basically ignored the ongoing day-to-day human crisis in Haiti, while Cuba has been doing the yeoman work of providing basic health care.

It’s not that the Cubans were hard to find in Port-au-Prince. Democracy Now! had a report, as did the Washington-based magazine Cuba News. It’s just that telling Americans about the good works of a poor and unashamedly Communist nation is not a story that the American corporate media want to tell.

By Dave Lindorff: Philadelphia-based journalist and columnist.

Reichstag, Berlim (2)

Fotografia Sarrabulho, Berlim 2009

Guatemala: El paraíso de los canallas (1)

Guatemala significa ?lugar de muchos árboles?, pero entre el follaje se esconden asesinos, violadores y delincuentes. Este país, conocido por la dulzura de sus habitantes, es refugio de hienas. Contabiliza 15 asesinatos al día y las violaciones se multiplican. Reportaje: Testigo Del Horror.

Egoísmo
Desde los noventa, el machismo ha adquirido variadas formas de violencia. En la imagen, Juan. El día de pago se dejó en el bar su sueldo de una semana. Tiene tres hijos.


Impunidad
María José, de nueve años (de espaldas), fue agredida sexualmente; en la foto aparece con Laura Esquivel (a la derecha), su madre y su hermano. Como el 99,7% de los casos, no ha habido condenas.


La soledad
Aura Lucrecia vive en un pequeño caserío de Chicamán. En junio pasado, tres hombres violaron y asesinaron a sus hijas: Wendy Josselin, de 12 años; Diana Lisebth, de 8 años, y Heidy Yolanda, de 7.


Reportagem completa de JUAN CARLOS TOMASI no El País disponível aqui.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Obama’s Secret Prisons



Night Raids, Hidden Detention Centers, the “Black Jail,” and the Dogs of War in Afghanistan.


One quiet, wintry night last year in the eastern Afghan town of Khost, a young government employee named Ismatullah simply vanished. He had last been seen in the town’s bazaar with a group of friends. Family members scoured Khost’s dust-doused streets for days. Village elders contacted Taliban commanders in the area who were wont to kidnap government workers, but they had never heard of the young man. Even the governor got involved, ordering his police to round up nettlesome criminal gangs that sometimes preyed on young bazaar-goers for ransom.

But the hunt turned up nothing. Spring and summer came and went with no sign of Ismatullah. Then one day, long after the police and village elders had abandoned their search, a courier delivered a neat, handwritten note on Red Cross stationary to the family. In it, Ismatullah informed them that he was in Bagram, an American prison more than 200 miles away. U.S. forces had picked him up while he was on his way home from the bazaar, the terse letter stated, and he didn’t know when he would be freed.

Sometime in the last few years, Pashtun villagers in Afghanistan’s rugged heartland began to lose faith in the American project. Many of them can point to the precise moment of this transformation, and it usually took place in the dead of the night, when most of the country was fast asleep. In the secretive U.S. detentions process, suspects are usually nabbed in the darkness and then sent to one of a number of detention areas on military bases, often on the slightest suspicion and without the knowledge of their families.

This process has become even more feared and hated in Afghanistan than coalition airstrikes. The night raids and detentions, little known or understood outside of these Pashtun villages, are slowly turning Afghans against the very forces they greeted as liberators just a few years ago.


Artigo de Anand Gopal, disponível aqui.

Cemitério Judeu

Fotografia Sarrabulho, Berlim 2009