sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Cuba does not deserve this criticism on human rights


Your article on the Human Rights Watch (HRW) report on Cuba gives little context of the complexity of US-Cuba relations (Hopes of new dawn dashed as Fidel Castro's brother cracks down on dissent, 19 November).


You report that president Raúl Castro "has kept up repression and kept scores of political prisoners locked up", but ignore that these include individuals accused of receiving US government money who were jailed for being paid agents of a foreign power – a crime punishable in every country in the world.


And you make scant reference to the inhumane US blockade, recently voted against by 187 countries at the UN. The blockade should surely inform any debate, since it permeates every aspect of Cuban life. You only repeat HRW's accusation that it is a "pretext for Havana to crack down on dissenters".


HRW appears to care little for the human rights abuses the blockade inflicts on Cubans. Its 123-page report is more concerned with how the blockade "alienates" US policy internationally. Maybe this politicised view is not surprising since HRW's Latin America director, José Miguel Vivanco, recently accused Cuba of having the "worst human rights record in the region". In a region where trade unionists are assassinated, homosexuals murdered and children live in poverty with lives blighted by drugs, violence and abuse, Cuba does not deserve such an unjust title.


The Guardian failed to report, let alone devote an entire page to, Amnesty International's more even-handed July 2009 report, The US Embargo against Cuba, which stated that the "impact of the embargo on the human rights of Cubans has received insufficient attention from the US government". Rarely do we read about the multimillion-dollar lobbying by groups intent on demonising Cuba to justify the blockade, nor US funding – $45m (£27m) in 2008 – for Cuban individuals and organisations. Such hostility has intentionally kept the island in a state of siege.
Six words out of 1,400 in your article recognise "acknowledged advances in education and healthcare". But where are the reports on the 40,000 doctors providing healthcare in 80 developing countries, the 1.5 million who received free sight-saving operations, the thousands of students from poor countries receiving free medical scholarships?


The former UN general secretary Kofi Annan said: "Cuba demonstrates how much nations can do with the resources they have if they focus on the right priorities – health, education and literacy." However, you quote Brian Latell, senior research associate from the Institute for Cuban and Cuban American Studies, who claims that "no organised or potentially threatening opposition of any kind is tolerated". We are not told that his organisation is based at Miami University, the academic heart of the rightwing Cuban exile community, nor of its funding by both the US government and the Bacardi family, infamous financial backers of the blockade. Also not mentioned is Latell's background as a former CIA officer for Latin America.


Nobody claims that Cuba is perfect, but the country does not deserve such pariah status. Anyone who genuinely wants to improve human rights should start by demanding an end to the blockade.


Artigo de Rob Miller no The Guardian de 26 November 2009.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A UNICEEF e os direitos humanos das crianças em Cuba


The representative of UNICEF, or the UN Children's Fund, in Cuba said here Friday that Cuba is among the countries that have best implemented the UN Convention on the Rights of the Child, and that countries in the world should learn from Cuba on the protection of children's rights.


Jose Juan Ortiz, speaking at celebrations marking Universal Children's Day, said Cuba, still under an economic embargo and is suffering from frequent natural disasters, has significantly reduced child mortality and improved child nutrition to levels that can rival those of developed countries.

The cause of the amazing achievements in children's protection in Cuba lies in the government's political will, he added. All countries in the world should follow Cuba's example and strive to provide better conditions for children in judicial and social welfare fields, Ortiz said, adding that in this way most countries would be able to meet the targets set by the UN Convention on the Rights of the Child.


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Jovem em Azemmour, Marrocos


Fotografia de HICHAM BENOHOUD.

Paris Photo 2009: tem um destaque importante sobre o mundo árabe.

Ilegais na Europa - Os Centros de Internamento de Estrangeiros

Os Centros de Internamento de Estrangeiros (CIE), são espaços penitenciários que funcionam como ante-câmara para a expulsão de pessoas estrangeiras em situação irregular na União Europeia. Estas pessoas, são mantidas enclausuradas por períodos que podem ir até aos 40 dias, enquanto aguardam a sanção administrativa de expulsão. Este demolidor relatório, compilado pelas ONG espanholas Ferrocarril Clandestino, SOS Racismo Madrid e Médicos del Mundo Madrid e que se disponibiliza aqui, denuncia, com base em relatos na primeira pessoa, o tratamento desumano e degradante que sofrem diariamente os imigrantes internados no CIE de Aluche em Madrid. Para quem quiser ler e conhecer o lado negro da nossa asséptica Europa !

terça-feira, 17 de novembro de 2009

EUA Vs. Cuba - O bloqueio económico explicado (3)

Cerca de 400 legisladores norte-americanos receberam cerca de 11 milhões de dólares, desde 2004, para garantir a manutenção da linha dura de Washington contra Cuba. Assim se faz "politica" nos EUA, terra onde tudo se compra e tudo se vende.
Alguém tem dúvidas sobre qual é a mais velha profissão do mundo ?

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Jello Biafra and the Guantanamo School of Medicine

As frontman of the Dead Kennedys, America's most politically astute and savagely ironic punk rock band, Jello Biafra became a hero of the 1980s underground. Even if his musical projects since have been shorter-lived (his 1990s group Lard delivered his traditional polemic with an industrial rock backing) Biafra has not been idle. As record company boss, or spoken-word performer, he has continued to espouse leftist causes, even if music has not been a priority. Evidently, things have now changed, if not much. New band GSM contains familiar elements: Biafra's penetrating, highly strung vocals, some particularly heavy guitar playing, and of course, a unique take on modern life. New songs like Strength Through Shopping, meanwhile, demonstrate that this is a man still on a mission. - The Guardian UK



Em LX, a 11 Dezembro no Cine-Teatro Corroios.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

OK, ficamos a saber que nem todos os muros são iguais !

"O embaixador de Israel em Portugal considera que "é ridículo fazer uma analogia entre o muro de Berlim e o muro da Cisjordânia", argumentando que o primeiro teve "origem política" e o segundo é uma "barreira contra o terrorismo".

domingo, 8 de novembro de 2009

Os outros muros

Quando passam 20 anos sobre a queda do muro de Berlim, convém não esquecer que a 9 de Novembro de 1989 não caiu o último muro que separava famílias, povos ou nações. Seguem-se dois exemplos grotescos actuais, mas muito pouco mediáticos:

Fotografia do muro construído pelos norte-americanos entre a fronteira que separa os EUA e o México. Tem cerca de 3200 km e é contestado pelo México. O inicio da sua construção data de 1991, tendo ficado concluído em 1994. Desde então e de acordo com a Comissão Mexicana dos Direitos Humanos, já morreram cerca de 5600 imigrantes ilegais a tentar atravessa-lo. As cruzes, na fotografia correspondem aos mortos.


Fotografia do muro de 8 metros entre Israel e a Cisjordânia. Este muro construído por Israel guetizou ainda mais os Palestinianos da Cisjordânia. Como alguém lembrou e bem, este muro segue o pior exemplo do muro construído pelos nazis no gueto de Varsóvia para emparedar os judeus durante a 2ª Guerra Mundial. O muro, na grande maioria do seu percurso não segue as linhas internacionalmente reconhecidas, como fronteiras entre os 2 estados (apenas em 15% da sua extensão). Em 2004 foi considerado ilegal pelo Tribunal Penal Internacional.

Mais informações sobre os outros muros neste artigo da BBC.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Bebo e Chucho Valdés vencem o Grammy

Os cubanos Bebo e Chucho Valdés, pai e filho, respectivamente, venceram o Grammy Latino do melhor álbum de jazz com ”Juntos para siempre". O prémio foi atribuido esta semana em Las Vegas, no decorreer da 10ª edição deste evento. Restantes prémios aqui.

Megafone 5 - música para uma nova tradição

MEGAFONE 5 é o nome de um projecto que tem como objectivo celebrar, homenagear e difundir o trabalho e as ideias de JOÃO AGUARDELA, músico português precocemente falecido em Janeiro de 2009. JOÃO AGUARDELA, que não chegou a completar 40 anos, foi ao longo de mais de duas décadas um dos mais activos e militantes amantes das tradições musicais portuguesas, do fado ao folclore, passando pelas palavras dos poetas. Mostrou, ao longo de boa parte da sua vida, as suas ideias e a sua visão da portugalidade em projectos como os SITIADOS, MEGAFONE, LINHA DA FRENTE e A NAIFA.
Através do site do http://www.aguardela.com/ estão diponíveis para download os 4 discos do projecto Megafone.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Os intocáveis

O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.

domingo, 1 de novembro de 2009

O cerco de Israel à água da Palestina


Cerco al agua palestina
La ONG pro derechos humanos Amnistía Internacional y la organización israelí B'Tselem denuncian las restricciones de Israel al acceso de los palestinos al agua. Fotoreportagem no El Pais.