quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Cuba Vs. EUA - Medicamento sino-cubano rompe bloqueio


Os fármacos de combate ao cancro fabricados por uma empresa sino-cubana de biotecnologia conseguiram romper o bloqueio a Cuba, já que os bons resultados do medicamento garantiram a sua comercialização nos EUA, avança a agência EFE. "A FDA (Food & Drug Administration) aprova estes produtos apesar do embargo", disse à agência EFE em Pequim José Suárez Rivero, chefe de engenharia da Biotech Pharmaceutical, que já comercializa na China um fármaco com anticorpos monoclonais. "Os resultados são bons, espectaculares, porque, além de ajudar a combater a doença, o medicamento não tem efeitos secundários e melhora significativamente a qualidade de vida do doente", afirma Suárez. Os fármacos da companhia sino-cubana são fabricados "a partir de uma linha celular" e utilizam anticorpos monoclonais, que "reconhecem as células epiteliais doentes" e bloqueiam-nas, destaca a chefe de qualidade da empresa, Niuvis Pérez, que trabalhava no Centro de Imunologia Molecular do Pólo Científico de Havana. Segundo Pérez, os estudos clínicos registaram "regressões completas no cérebro de vários doentes" e cujos "efeitos secundários são mínimos, quase nulos". A decisão de Cuba, que se encarrega da parte científica e tecnológica do projecto, de se associar a uma empresa chinesa foi resultado das boas relações entre ambos os países e do facto de haver uma elevada incidência de cancro de pele entre a enorme população chinesa. "Nós contribuímos com a ciência, a produção e a qualidade. Os nossos colegas chineses comercializam, administram e encarregam-se do marketing", acrescenta Eduardo Ojito, chefe de produção da Biotech Pharmaceutical.

Noticia publicada no Portal de Oncologia Portugués.

Cuba Vs. EUA - Assembleia Geral da ONU envia mensagem clara ao Nobel da Paz


Arrasador apoio a Cuba na Assembleia Geral da ONU.

Nações Unidas, 28 oct (Prensa Latina) - Os Estados Unidos foram mais uma vez derrotados nas Nações Unidas ao ser emitida pela Assembleia Geral da ONU o apoio por arrasadora maioria da suspensão do embargo norte-americano a Cuba.

A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quarta-feira por 187 votos a favor, 3 contra e 2 abstenções (Micronesia e as ilhas Marshall), a resolução "Necessidade de pôr fim ao bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos de América contra Cuba".

Dessa forma o apoio a Cuba aumentou em dois sufrágios, em comparação com o ano passado, enquanto Estados ficou só com o apoio de Israel e Palau.

Trata-se da 18ª ocasião que o plenário da Assembleia rejeita o cerco implantado por Washington contra a ilha caraibense desde há quase meio século.

O texto adoptado faz um chamado para todos os Estados a se abster de promulgar e aplicar leis e medidas desse tipo em cumprimento da Carta da ONU e do direito internacional, instrumentos que reafirmam a liberdade de comércio e navegação.

Também exorta mais vez os Estados em que existem e continuam a ser aplicadas leis e medidas desse tipo a que, no prazo mais breve possível e de acordo com seu ordenamento jurídico, tomem as medidas necessárias para derrogá-las ou deixá-las sem efeito.

Igualmente inclui uma nova análise do tema no programa provisório de seu sexagésimo quinto período de sessões, no próximo ano. Na sua parte inicial, o documento reafirma, entre outros, os princípios de igualdade soberana dos Estados, a não intervenção e não ingerência em seus assuntos internos e a liberdade de comércio e navegação internacionais.

Faz referência ás declarações nas diferentes Reuniões de Cúpula ibero americanas relacionadas à necessidade de eliminar a aplicação unilateral de medidas de carácter económico e comercial contra outro Estado que afectem o livre desenvolvimento do comércio internacional.

É expressa preocupação ante a promulgação e aplicação de leis e disposições como a cruel lei conhecida como Helms-Burton, cujos efeitos extra territoriais afectam a soberania de outros Estados, os interesses legítimos de entidades ou pessoas e a liberdade de comércio e navegação.

Assim mesmo, adverte que continua a aplicação de novas normas dirigidas a reforçar e ampliar o assédio e expressa preocupação pelos efeitos negativos dessas disposições sobre a povoação cubana e os nativos cubanos residentes em outros países.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Rio: campo de batalha

Guerra urbana

Agente da polícia do Rio de Janeiro, vigia a favela do Morro dos Macacos. Fotografia FELIPE DANA/AP

Maasarah

Crianças brincam ao pé de soldados israelitas na vila de Maasarah, na Palestiniana. Fotografia NASSER SHIYOUKHI/AP

Carrocel em Cabul

Um menino afegão diverte-se num carrocel em Cabul. Fotografia ALTAF QADRI/AP

Filipinas

Campos de refugiados para desalojados das tempestades que afectaram as Filipinas. Fotografia NOEL CELIS/AFP.

Paquistão

Menina na sua casa durante os ataques contra os talibãs no Paquistão. Fotografia NICOLAS ASFOURI/AFP.

domingo, 25 de outubro de 2009

Morro dos Macacos

Um grupo de pessoas observa um cadáver na última quarta-feira na favela do Morro dos Macacos, no Río de Janeiro. Fotografia Agência EFE.

As Ilhas do Porto

A ilha é um tipo de habitação operária do Porto caracterizada por aglomerados de pequenas habitações, dispostas em fila, cada uma das quais raramente ultrapassava os 16 metros quadrados, com um único portal de entrada, que partilhavam equipamentos colectivos, como retretes (em média uma retrete por cada cinco casas), lavadouro, poço, etc. Estas ilhas eram geralmente construídas nos quintais das casas da classe média que davam para a rua. A exiguidade do espaço doméstico, reforçava a utilização dos espaços comuns, intensificando as relações de entreajuda e de solidariedade, mas também a conflitualidade. De facto, as características físicas das casas, por vezes separadas das habitações contíguas por simples tabiques, dificultavam o isolamento e a intimidade. Para o aparecimento das ilhas acredita-se que tenha contribuído a grande influência inglesa na cidade. O esquema das ilhas é frequentemente associado às primeiras back-to-back houses em Leeds, quer em termos de morfologia, de promotores e em termos de intuito de construção. Foi no final do séc. XIX, com o desenvolvimento industrial da cidade, e com a chegada de populações migrantes oriundas do Minho, de Trás-os-Montes e Alto Douro e da Beira Alta, que procuravam na cidade resposta para a crise rural que se vivia naquelas regiões.

Dados recentes apontam para a persistência de 1.130 ilhas espalhadas pela cidade do Porto. (in Wikipédia)


"As Ilhas do Porto. Ainda há quem tome banho em bacias". Reportagens Multimédia no JN.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Eleições no Uruguai

Milhares de apoiantes de assistiram em Montevideu ao fecho da campanha eleitoral do candidato presidencial de esquerda José Mujica. Este ex-guerrilheiro é apoiado pela coligação Frente Amplio que governa o país desde 2005 e integra o Partido Comunista do Uruguai. O Uruguai têm eleições presidenciais e legislativas no próximo dia 25 de Outubro e as sondagens apontam para a vitoria do candidato da esquerda.

Sala de aulas

Bamiyan, Afeganistão — Sala de aulas, 2007. Fotografia de Steve McCurry, Magnum Photos

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Chumbada estátua "em metal nobre ao amado e líder da Madeira Nova"

A Assembleia Legislativa da Madeira chumbou o projecto de resolução do PND-M, com os votos da maioria do PSD-M e a abstenção da oposição, que pretendia erigir "uma estátua ao dr. Alberto João Jardim", em "bronze ou outro metal nobre, com cerca de 50 metros de altura, que represente o amado e líder da Madeira Nova". Continuar a ler a noticia do JN.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Errol Flynn na Sierra Maestra

"Poucos meses antes de morrer, o actor australiano acompanhou os últimos cinco dias da revolução de Fidel Castro na condição de repórter. Entrou em Santiago com os barbudos e escreveu um conjunto de artigos agora descobertos na Universidade do Texas, mas que já tinham sido parcialmente publicados em Cuba."
Texto interessante que recomendo de Jorge Marmelo no P2 do Público de hoje, sobre uma faceta pouco conhecido do eterno Robin Wood e da sua relação com a revolução cubana. Este interesse pela revolução cubana, seguramente que não é alheio à má reputação largamente difundida pelos media norte-americanos do actor nos seus últimos anos de vida (alcoólico, pedófilo, homossexual, etc). Afinal, as receitas da CIA e de J. Edgar Hoover para descredibilizar quem lhe era inconveniente eram estas.

Bombeiros húngaros

Bombeiros húngaros manifestam-se contra o governo. Fotografia BELA SZANDELSZKY/AP.

Obama vai à China em Novembro

Preparativos para a visita de Barack Obama à China em Novembro. Fotografia de ELIZABETH DALZIEL/AP.

Primeiro parágrafo do novo romance de José Saramago

«Quando o senhor, também conhecido como deus, se apercebeu de que a adão e eva, perfeitos em tudo o que apresentavam à vista, não lhes saía uma palavra da boca nem emitiam ao menos um simples som primário que fosse, teve de ficar irritado consigo mesmo, uma vez que não havia mais ninguém no jardim do éden a quem pudesse responsabilizar pela gravíssima falta, quando os outros animais, produtos, todos eles, tal como os dois humanos, do faça-se divino, uns por meio de rugidos e mugidos, outros por roncos, chilreios, assobios e cacarejos, desfrutavam já de voz própria. Num acesso de ira, surpreendente em quem tudo poderia ter solucionado com outro rápido fiat, correu para o casal e, um após outro, sem contemplações, sem meias-medidas, enfiou-lhes a língua pela garganta abaixo. Dos escritos em que, ao longo dos tempos, vieram sendo consignados um pouco ao acaso os acontecimentos destas remotas épocas, quer de possível certificação canónica futura ou fruto de imaginações apócrifas e irremediavelmente heréticas, não se aclara a dúvida sobre que língua terá sido aquela, se o músculo flexível e húmido que se mexe e remexe na cavidade bucal e às vezes fora dela, ou a fala, também chamada idioma, de que o senhor lamentavelmente se havia esquecido e que ignoramos qual fosse, uma vez que dela não ficou o menor vestígio, nem ao menos um coração gravado na casca de uma árvore com uma legenda sentimental, qualquer coisa no género amo-te, eva. Como uma coisa, em princípio, não deveria ir sem a outra, é provável que um outro objectivo do violento empurrão dado pelo senhor às mudas línguas dos seus rebentos fosse pô-las em contacto com os mais profundos interiores do ser corporal, as chamadas incomodidades do ser, para que, no porvir, já com algum conhecimento de causa, pudessem falar da sua escura e labiríntica confusão a cuja janela, a boca, já começavam elas a assomar. Tudo pode ser. Evidentemente, por um escrúpulo de bom artífice que só lhe ficava bem, além de compensar com a devida humildade a anterior negligência, o senhor quis comprovar que o seu erro havia sido corrigido, e assim perguntou a adão, Tu, como te chamas, e o homem respondeu, Sou adão, teu primogénito, senhor. Depois, o criador virou-se para a mulher, E tu, como te chamas tu, Sou eva, senhor, a primeira dama, respondeu ela desnecessariamente, uma vez que não havia outra. Deu-se o senhor por satisfeito, despediu-se com um paternal Até logo, e foi à sua vida. Então, pela primeira vez, adão disse para eva, Vamos para a cama.»

[in Caim, José Saramago, Caminho, 2009]

domingo, 18 de outubro de 2009

A morte do dólar

The Demise of the Dollar, by Robert Fisk
In a graphic illustration of the new world order, Arab states have launched secret moves with China, Russia and France to stop using the US currency for oil trading

October 06, 2009 "The Independent" -- In the most profound financial change in recent Middle East history, Gulf Arabs are planning – along with China, Russia, Japan and France – to end dollar dealings for oil, moving instead to a basket of currencies including the Japanese yen and Chinese yuan, the euro, gold and a new, unified currency planned for nations in the Gulf Co-operation Council, including Saudi Arabia, Abu Dhabi, Kuwait and Qatar.

Secret meetings have already been held by finance ministers and central bank governors in Russia, China, Japan and Brazil to work on the scheme, which will mean that oil will no longer be priced in dollars.

The plans, confirmed to The Independent by both Gulf Arab and Chinese banking sources in Hong Kong, may help to explain the sudden rise in gold prices, but it also augurs an extraordinary transition from dollar markets within nine years.

The Americans, who are aware the meetings have taken place – although they have not discovered the details – are sure to fight this international cabal which will include hitherto loyal allies Japan and the Gulf Arabs. Against the background to these currency meetings, Sun Bigan, China's former special envoy to the Middle East, has warned there is a risk of deepening divisions between China and the US over influence and oil in the Middle East. "Bilateral quarrels and clashes are unavoidable," he told the Asia and Africa Review. "We cannot lower vigilance against hostility in the Middle East over energy interests and security."

This sounds like a dangerous prediction of a future economic war between the US and China over Middle East oil – yet again turning the region's conflicts into a battle for great power supremacy. China uses more oil incrementally than the US because its growth is less energy efficient. The transitional currency in the move away from dollars, according to Chinese banking sources, may well be gold. An indication of the huge amounts involved can be gained from the wealth of Abu Dhabi, Saudi Arabia, Kuwait and Qatar who together hold an estimated $2.1 trillion in dollar reserves.

The decline of American economic power linked to the current global recession was implicitly acknowledged by the World Bank president Robert Zoellick. "One of the legacies of this crisis may be a recognition of changed economic power relations," he said in Istanbul ahead of meetings this week of the IMF and World Bank. But it is China's extraordinary new financial power – along with past anger among oil-producing and oil-consuming nations at America's power to interfere in the international financial system – which has prompted the latest discussions involving the Gulf states.

Brazil has shown interest in collaborating in non-dollar oil payments, along with India. Indeed, China appears to be the most enthusiastic of all the financial powers involved, not least because of its enormous trade with the Middle East.

China imports 60 per cent of its oil, much of it from the Middle East and Russia. The Chinese have oil production concessions in Iraq – blocked by the US until this year – and since 2008 have held an $8bn agreement with Iran to develop refining capacity and gas resources. China has oil deals in Sudan (where it has substituted for US interests) and has been negotiating for oil concessions with Libya, where all such contracts are joint ventures.

Furthermore, Chinese exports to the region now account for no fewer than 10 per cent of the imports of every country in the Middle East, including a huge range of products from cars to weapon systems, food, clothes, even dolls. In a clear sign of China's growing financial muscle, the president of the European Central Bank, Jean-Claude Trichet, yesterday pleaded with Beijing to let the yuan appreciate against a sliding dollar and, by extension, loosen China's reliance on US monetary policy, to help rebalance the world economy and ease upward pressure on the euro.

Ever since the Bretton Woods agreements – the accords after the Second World War which bequeathed the architecture for the modern international financial system – America's trading partners have been left to cope with the impact of Washington's control and, in more recent years, the hegemony of the dollar as the dominant global reserve currency.

The Chinese believe, for example, that the Americans persuaded Britain to stay out of the euro in order to prevent an earlier move away from the dollar. But Chinese banking sources say their discussions have gone too far to be blocked now. "The Russians will eventually bring in the rouble to the basket of currencies," a prominent Hong Kong broker told The Independent. "The Brits are stuck in the middle and will come into the euro. They have no choice because they won't be able to use the US dollar."

Chinese financial sources believe President Barack Obama is too busy fixing the US economy to concentrate on the extraordinary implications of the transition from the dollar in nine years' time. The current deadline for the currency transition is 2018.

The US discussed the trend briefly at the G20 summit in Pittsburgh; the Chinese Central Bank governor and other officials have been worrying aloud about the dollar for years. Their problem is that much of their national wealth is tied up in dollar assets.

"These plans will change the face of international financial transactions," one Chinese banker said. "America and Britain must be very worried. You will know how worried by the thunder of denials this news will generate."

Iran announced late last month that its foreign currency reserves would henceforth be held in euros rather than dollars. Bankers remember, of course, what happened to the last Middle East oil producer to sell its oil in euros rather than dollars. A few months after Saddam Hussein trumpeted his decision, the Americans and British invaded Iraq.

EUA Vs. Cuba - O bloqueio económico explicado (2)



O bloqueio económico a Cuba tem elevado impacto ao nível da saúde pública, quando a principal potência tecnológica mundial, utiliza como arma de chantagem politica medicamentos e equipamento médico. É sabido que os EUA não autorizam empresas norte-americanas (farmacêuticas, equipamentos de medicina, etc) a comercializar com Cuba. este facto já é grave, sabendo-se que muita da tecnologia médica tem patente única norte-americana, no entanto o problema não se fica por aqui. Todas as empresas estrangeiras que têm componentes (ao nível de peças ou software) "made in usa" também não podem comercializar com Cuba, caso contrario os seus negócios com a maior economia do mundo ficam seriamente comprometidos ou sujeitos a sanções por parte dos tribunais norte-americanos. Exemplo recente foi o caso da Philips já aqui relatado e ocorrido já sob a presidência do novo Nobel da Paz.

Transcreve-se de seguida, o capítulo relativo à Saúde Pública (em português do Brasil) do relatório recentemente apresentado na Assembleia-Geral das Nações Unidas pelo governo de Cuba.

"Entre Maio de 2008 e Abril de 2009, as afectações ao sector da saúde pública totalizam 25 milhões de dólares. Os danos económicos são devidos essencialmente à necessidade de adquirir produtos e equipamentos em mercados mais longínquos, à utilização de intermediários para esses fins e ao consequente aumento dos preços que isso traz consigo. A proibição ou o não outorgamento de vistos aos cientistas e especialistas cubanos da saúde para participarem em inúmeros congressos e eventos científicos nos Estados Unidos da América constitui um obstáculo para a actualização profissional, a comparação de técnicas utilizadas no tratamento de diferentes afecções e a troca de experiências que noutras condições poderia ser benéfico para ambos os países. O dano que provoca a Cuba o bloqueio é particularmente cruel nesta esfera, não apenas pelos seus efeitos económicos, mas também especificamente pelo sofrimento que ocasiona aos doentes e aos seus familiares e pela incidência directa na saúde da população cubana. Entre os exemplos que demonstram os danos ocasionados na esfera da saúde durante o período ao qual se faz referencia, são incluídos os seguintes:
 Desde 2003, o Centro Nacional de Genética Médica tenta adquirir um Equipamento Analisador de genes com capacidade de sequência automática e de análise de fragmentos, o qual é imprescindível para o estudo da origem de doenças de grande incidência na população e que são consideradas entre as primeiras causas de morte: o cancro de mama, de colo e de próstata; a hipertensão arterial; a asma; a diabetes melito; e os transtornos mentais, entre outras. Cuba ainda não tem podido adquirir este equipamento, porque foi construído exclusivamente por companhias com patente norte-americana, como a firma Applied Biosystem (ABI).
 O Instituto de Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular, através da Empresa Alimport , solicitou à companhia norte-americana Cook Vascular Inc, com patente única, a compra de um equipamento para a extracção de eléctrodos permanentes. O uso deste equipamento é muito importante para doentes com alguma complicação séptica no eléctrodo permanente implantado ou em qualquer outra disfunção do eléctrodo. Caso não puder levar a cabo essa acção, terá que ser feita uma intervenção cirúrgica a tórax aberto, o que implica um risco sério para a vida do doente. Esta companhia não respondeu à solicitação cubana.
 A Empresa MEDICUBA, através da Empresa Alimport, solicitou a compra de próteses vasculares à firma BARD, pinças para biopsia endomiocárdica à Companhia CORDIS e dispositivos para inflado com cateteres de balão à Empresa BOSTON SCIENTIFIC. Apenas obteve a resposta negativa da Firma Bard e a informação de que não podia ofertar a Cuba uma cotização do produto solicitado devido às leis do bloqueio. As outras nem sequer responderam ao pedido, por temor a eventuais consequências da política de bloqueio.
 O Sistema Integrado de Urgências Médicas (SIUM) viu-se afectado pela proibição do governo norte-americano de permitir à Caravana Pastores pela Paz, doar a Cuba três ambulâncias marca Ford, cujo custo no mercado de segunda mão é por volta de 24 mil dólares cada uma. Por causa disso, as ambulâncias não puderam chegar ao nosso país.
A saúde das crianças cubanas também tem sido negativamente afectada pela brutal política de bloqueio:
 Os hospitais infantis deparam com sérios obstáculos para a aquisição de materiais apropriados para as crianças pequenas, tais como sondas vesicais, digestivas e traqueais de maior qualidade e duração, agulhas Huber para traqueotomia e punções lombares que na sua grande maioria são de procedência norte-americana.
 As crianças cubanas que padecem de leucemia linfoblástica estão impossibilitados de usarem o medicamento Erwinia L-asparaginase, conhecido comercialmente como Elspar, visto que foi proibido à Empresa farmacêutica norte-americana Merck and Co, vender este produto a Cuba.
 O Cardiocentro Pediátrico “William Soler” não tem a possibilidade de adquirir dispositivos como cateteres, coils, guias e stents, os quais são utilizados para o diagnóstico e tratamento por cateterismo intervencionista em crianças com cardiopatias congénitas complexas. Às empresas norte-americanas NUMED, AGA e BOSTON SCIENTIFIC é proibido a venda de esses produtos a Cuba. A lista de crianças cubanas que deviam ter sido submetidas a uma intervenção cirúrgica a coração aberto no ano passado aumentou em 8 novos casos:
1- Osdenis Díaz, 30 meses, P. del Río, HC 684805
2.-Leinier Ramírez Pérez, 9 meses, Camagüey, HC 686901
3.- Leidy Reyes Blanco, 2 anos, Camagüey, HC 684376
4.- José Luis Sanamé, 13 anos, Ciego de Ávila, HC 687071
5.- Yusmary Rodríguez Márquez, 12 anos, C. Habana, HC 686546
6.- Pedro P. Valle Ros, 5 anos, Matanzas, HC 685014
7.- Osniel Pérez Espinosa, 5 anos, C. Habana, HC 679922
8.- Roilán Martínez Pérez, 3 anos, Pinar del Río, HC 685449
Todas estas crianças têm em perigo a possibilidade de receberem de modo diligente o tratamento de saúde que precisam, como consequência do cruel impacto do bloqueio.
Os casos que aparecem a seguir exemplificam, a incidência extraterritorial do bloqueio no domínio da saúde:
 A Empresa cubana GCATE S.A., especializada na compra de equipamento tecnológico para o domínio da saúde, tem encarado sérias dificuldades com a Companhia holandesa Philips Medical, visto que depois de comprados e instalados uma série de equipamentos, a companhia holandesa nega-se a fornecer sobresselentes e obriga a que sejam comprados através de terceiros países, encarecendo notavelmente o custo dos equipamentos e faz com que seja muito mais difícil a sua manutenção. Como justificativa a esse tratamento discriminatório, alega-se a aplicação das disposições do bloqueio a Cuba.
 A Companhia HITACHI, que não é estadunidense, nega-se a vender a Cuba um microscópio de transmissão electrónica, especializado para ser usado na anatomia Patológica. Para sustentar a negativa, alega-se a aplicação das regulamentações do bloqueio. Esta situação obriga a buscar alternativas que encarecem o preço final do produto.
 A Companhia TOSHIBA, que também não é estadunidense, devido às restrições do bloqueio nega-se a vender a Cuba equipamentos de alta tecnologia como a Câmara Gamma — utilizada para realizar estudos com isótopos radioactivos na Medicina Nuclear —, a Ressonância Magnética e os ultra-sons de alta precisão. Por causa disso, têm sido afectados os serviços de saúde à população cubana."

Nota: Para aceder ao relatório na totalidade aqui.

Música africana contemporânea 12 - Femi Kuti


Femi Kuti (1962), é um músico Nigeriano, filho mais velho do lendário pioneiro do movimento afro-beat Fela Kuti. Femi Kuti no My Space.

Música africana contemporânea 11 - Victor Demé

Victor Demé no My Space.

sábado, 17 de outubro de 2009

Gripe A


Interessante depoimento da ex-Ministra da Saúde da Finlândia, Dra. Rauni Kilde sobre a conspiração por trás da histeria da Gripe A. Foi demitida após esta entrevista.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Hyderabad

Artesã decora "diyas", potes de óleo, em Hyderabad, na Índia, durante o Festival das Luzes. Fotografia de NOAH SEELAM/AFP.

Cabul

Crianças afegãs brincam com pneus de bicicleta num bairro pobre de Cabul, Afeganistão. Fotografia de ALTAF QADRI/AP.

Frankfurt

Empregado arranja parede feita de livros, na Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha. Fotografia de MICHAEL PROBST/AP.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

EUA Vs. Cuba - O bloqueio económico explicado (1)


É uma mentira muitas vezes repetida sobre Cuba, afirmar-se que existem limitações no acesso à Internet. É um facto que existem limitações, no entanto estas limitações não estão relacionadas com a democratização do acesso à população (que existe com os meios possíveis de um pais pobre), mas sim com as limitações da ligação à World Wide Web (largura de banda reduzida e velocidades extremamente lentas) ditadas pelo bloqueio norte-americano.

Transcreve-se em baixo um excerto do relatório sobre o bloqueio imposto pelos EUA que foi apresentado na Assembleia-geral das Nações Unidas pelo governo de Cuba recentemente, concretamete, o capítulo relativo às tecnologias da informação (em português do Brasil).

"O sector da Informática e as Comunicações também foi fortemente afectado pela aplicação do bloqueio, incluindo as restrições impostas pelos Estados Unidos da América ao acesso de Cuba à Internet.
a) Cuba não pode conectar-se a Internet a uma velocidade apropriada. A actual conexão cubana à chamada rede de redes não permite a largura de banda adequada para satisfazer a demanda do país. O bloqueio obriga Cuba a usar uma largura de banda e serviços de conexão por satélite, muito caro e com capacidade limitada. O problema poderia ser resolvido se permitisse a Cuba conectar-se, sem condicionamentos ou requerimentos discriminatórios, aos cabos de fibra óptica submarinos que passam a uns poucos quilómetros do território nacional. As autoridades estadunidenses ainda não o permitiram.
b) Cuba não tem direito a acessar aos serviços que oferecem grande número de sítios na WEB. Esta denegação de acesso acontece ao se reconhecer que a conexão se estabelece desde uma direcção de Internet (IP) outorgada ao domínio cubano. cu. Por conseguinte, só tem noção da afectação quando se acessa desde Cuba. Foi detectado um caso no qual a negação de toda a relação com Cuba aconteceu sem importar o lugar de origem da conexão. É o caso do sítio de viagens AMADEUS (http://www.amadeus.com).
c) No mês de Maio do presente ano, a Empresa norte-americana Microsoft decidiu bloquear o serviço de Windows Live a Cuba. No momento de conectar-se a esta ferramenta, é lido: "Microsoft cortou o Windows Live Messenger IM para os usuários de países embargados pelos Estados Unidos da América, por isso Microsoft não oferecerá mais serviço de Windows Live no seu país."
A seguir são apresentados alguns exemplos de outras páginas Web com negação de acesso desde o domínio. cu
1. Cisco Systems
http://tools.cisco.com/RPF/register.do tecnologias para conexão, roteadores para servidores de acesso a Internet, inclusive equipamento no campo do vídeo digital.
2. SolidWorks
http://www.solidworks.com/sw/termsofuse.html sistemas automatizados de desenho.
3. Symantec
http://www.symantec.com/about/profile/policies/legal software de protecção contra vírus.
d) A Empresa de Telecomunicações de Cuba S.A (ETECSA) teve perdas na ordem dos 53, 7 milhões de dólares no período em estudo. Estes prejuízos são devidos fundamentalmente a que não se pode acessar ao mercado norte-americano para comprar equipamento especializado, sobressalente e outros insumos necessários para o bom desempenho da actividade da empresa. Isso obriga a procurar intermediários que encarecem extremamente o produto. Neste período, ETECSA viu-se obrigada a investir 96 mil 100 dólares por cima do previsto para dispor de maior quantidade de componentes de reposição e, desta forma, poder garantir o serviço."

Nota: Para aceder ao relatório na totalidade aqui.

Obama Nobel II

O novo prémio Nobel da paz enviou mais 13.000 soldado para o Afeganistão. Artigo interessante de Yohandry Fontana aqui.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Elliott Erwitt





Elliott Erwitt é filho de emigrantes russos, nasceu em Paris em 1928 e cresceu nos EUA, onde chegou em 1941. Estudou cinema e entrou na agência Magnum a convite de um de seus fundadores, Robert Capa, em 1953. Arquivo de Elliott Erwitt.

Soldados

Crianças soldado exibem as suas armas na base militar de Buina (República Democrática do Congo). Fotografia REUTERS (2009).

Reportagem no El País "Más balas que años"

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Obama Nobel

Certamente que não é pelo aumento da escalada militar no Afeganistão, pela manutenção do situação caótica no Iraque, nem pela manutenção do campo de concentração de Guantanamo que Obama recebe o prémio Nobel da Paz de 2009. É preciso recordar que na extensa lista de laureados constam "incansáveis lutadores pela paz no mundo" como Henry Kissinger, o que diga-se em abono da verdade, não confere a este prémio a seriedade que muitos advogam e que os media do regime ecoam. No entanto, se analisarmos a atribuição do prémio como um investimento no futuro, como refere o nosso Nobel, numa tentativa de estimular o presidente dos EUA para voos mais ambiciosos e conferir-lhe internamente mais força no confronto com as forças mais conservadoras da direita republicana e religiosa dos EUA...........então a ideia até pode ser interessante.

EUA e Cuba

Existem subtis sinais que indicam uma inflexão da posição dos EUA relativamente a Cuba. Se da parte de Obama houver coragem politica para ser consequente com os seus eloquentes discursos de campanha eleitoral e enfrentar o poderoso lobby cubano-americano de Miami, é possível que um dia este cartoon seja uma realidade. Até lá será apenas um cartoon.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Manu Chao actuará em Cuba em 2 concertos de homenagem a Che Guevara

La Habana, 6 oct (PL) El cantante franco-español Manu Chao rendirá homenaje aquí al guerrillero argentino-cubano Ernesto Che Guevara en dos conciertos, uno de ellos en la escalinata de la Universidad de La Habana, el próximo viernes.

Invitado por la Asociación Hermanos Saíz (AHS), el músico acompañará al cubano Kelvis Ochoa en un espectáculo acústico, que repetirá el lunes próximo en la ciudad central de Santa Clara, junto a los miembros del proyecto cultural Trovuntivitis. El presidente de la AHS, Luis Morloté, anunció hoy a la prensa que Chao llegará esta noche a la capital junto a su amigo, el diseñador polaco Jacek Wozniak, responsable de las portadas de toda su discografía. Wozniak se unirá a varios pintores de la isla para crear un mural conjunto dedicado a la figura del Che, durante las dos presentaciones de Chao en Cuba. Esta será la primera actuación del autor de Me gustas tú y Bixo en La Habana desde 2006, cuando actuó en la Tribuna Antiimperialista José Martí, junto a su banda Radio Bemba Sound System. Considerado por la crítica uno de los mejores exponentes de la música alternativa de los últimos tiempos, José Manuel Thomas Arthur Chao, su verdadero nombre, se ha mantenido muy activo este año. El 14 de septiembre último puso a la venta su más reciente trabajo, Baioanera, un CD-DVD con el concierto en vivo ofrecido en Baiona, en el suroeste de Francia.
Noticia retirada da Prensa Latina.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Mercedes Sosa (1935 - 2009)


(Tucumán, 9/7/1935 - Buenos Aires, 4/10/2009)

Nas eleições para as autarquias vota CDU !

A iconografia dos Panteras Negras





Emory Douglas foi o pai da estética do partido dos Panteras Negras, uma organização que existiu nos anos 60 e 70 do séc. XX e que lutou pela identidade e pelos direitos cívicos dos negros dos Estados Unidos. No New Museum de Nova Iorque foi inaugurada uma exposição de cartazes que Douglas desenhou e que celebram a iconografia do movimento. Mais no artigo do El Pais.

domingo, 4 de outubro de 2009

Alcochete


Tijuana

Policia vigiando as ruas de Tijuana, México, uma das cidades mais violentas do mundo. Fotografia REUTERS.

Stravinski

Igor Stravinski (1882-1971), fotografado por Arnold Newman em 1946 em NY.

Welcome

Welcome, um filme de Philippe Lioret. O professor de natação, o imigrante clandestino e a piscina. O que fazem um professor de natação e um imigrante clandestino em Calais, Norte de França? Um prepara-se para atravessar a Mancha a nado. O outro leva uma lição de vida. Resto do crónica do Ypsilon.

sábado, 3 de outubro de 2009

Rio 2016

Comemorações na Praia de Copacabana da escolha do Rio de Janeiro ara a realização das olimpíadas de 2016. Fotografia Silvia Izquierdo/AP

O melhor do Rock tuga !


Do último disco do Legendary Tiger Man, "Femina" editado em Setembro. Video com Asia Argento.