segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Children of Black Dust, Shehzad Noorani

As crianças do pó negro trabalham com as sua mães a reciclar pilhas usadas nos bairros dos arredores de Dacca, capital do Bangladesh, junto ao rio Buriganga. De acordo com a velocidade com que trabalham, ganham entre 40 a 70 centavos do dólar ao dia. Separam o carvão, o zinco e o plástico das pilhas usadas. A maioria contrai rapidamente infecções na pele e olhos, devido às substâncias químicas que constituem as pilhas que manipulam e que contamina a água do rio.














domingo, 30 de agosto de 2009

Na parede 20

Na parede 19


Na parede 18

Na parede 17

Así torturaba la CIA...


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A Sheikh Mohammed se le sometía a
ahogamiento fingido 183 veces y se le llegaba
a mantener despierto 180 horas
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La CIA llegó a aconsejar, en diversos memorandos
desclasificados, cómo se debía torturar
bien para no correr riesgos
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Al mismo tiempo, en los descansos, se le
amenazaba con asesinar a sus hijos.
"Los vamos a matar", le decían
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O berbequim na luta contra o terrorismo.

Os agentes da CIA usaram um berbequim no interrogatório ao principal suspeito do atentado contra o navio USS Cole em 2000, no Iémen, que causou a morte de 17 americanos. O dado foi avançado pela imprensa dos EUA, que cita um relatório de um alto responsável da secreta. O saudita Abd al-Rahim al-Nashiri foi também sujeito à técnica de simulação de afogamento, considerada tortura. O suspeito capturado em 2002 e detido durante quatro anos nas prisões secretas da CIA antes de ser transferido para Guantánamo foi ameaçado de morte caso não cooperasse. Segundo o Washington Post, um dos agentes terá mostrado a arma, para o provar. Além disso, durante o interrogatório, um berbequim eléctrico foi mantido ao lado de Nashiri - chegando em várias ocasiões a ser ligado. Noutro caso, uma arma foi disparada na sala ao lado, para que o suspeito pensasse que outro detido tinha sido morto. A lei federal norte-americana sobre a tortura diz que é proibido ameaçar de morte qualquer pessoa que esteja sobre a sua responsabilidade, acrescenta o jornal. O relatório do inspector-geral da CIA, de 2004, deve ser revelado na próxima semana. A sua publicação foi ordenada depois de uma queixa por parte da União Americana das Liberdades Civis. Diário de Notícias
Mais sobre o tema aqui e aqui.

Colômbia - o caso dos falsos positivos.

Carmenza Gomez Romero mourns her son, Victor Fernando, who was allegedly murdered by the Colombian armed forces. Victor is shown in the photo hanging above his mother.
The case of 11 young men allegedly killed by the army to boost body counts has again hit the headlines. By Nadja Drost - GlobalPost

When Carmenza Gomez Romero returned from work to her home in a Bogota suburb on Aug. 23, her 23-year-old son told her his day washing cars didn’t go well. “Mami,” he said, “I only made 12,000 pesos ($4) to buy us gas.” That night, Victor Fernando Gomez told his brother he was traveling to the coast for a work opportunity.

Just two days later, photos of Victor’s dead body surfaced on the Internet. That day, Carmenza and her family traveled 500 miles north to the town of Ocana to pick up Victor’s body at a morgue.

She had no idea at the time that her son’s death would help break open one of the biggest scandals in Colombian military history — and that despite the attention that would come, justice would prove elusive. Now, Carmenza is fighting to keep Victor’s story alive in the hopes that those guilty of his murder will be held responsible.

Victor was one of 11 young men who went missing last year from their homes in Soacha, a poor suburb to Bogota’s south, and were discovered dead in Ocana. The military said all 11 died in combat.

But revelations began emerging late last year that the young men were tempted with job promises, killed by the military and framed as guerrilla or criminal gang members to increase body counts in Colombia's war against guerrilla groups.

The macabre practice — resulting in what is referred to here as a falso positivo, or “false positive” — has long been decried by human rights groups and denied by the government. But in late October, the mounting scandal of the “Soacha False Positives” triggered the resignation of the general of Colombia's army and the dismissal of 27 officers and soldiers in what has been described as the military’s largest ever one-day purge.

But Carmenza, along with other mothers of Soacha, are still awaiting answers.

At a Senate debate three weeks ago, opposition senators lambasted the lack of arrests made in connection to the Soacha cases (the first two had been made just the week before, and several have followed since) and the systematic nature of the false positives. The attorney general’s office is now investigating more than 1,000 cases of suspected false positives by armed forces and police across the country.

Carmenza sees a particularly perverse twist to her son's fate: Victor, along with two of his brothers, had dedicated two years to military service. It was a point of pride for their mother, but now Carmenza says, “I regret that they spent their time doing that, considering it was the military that killed my son.”
There hadn’t been money for Victor’s course to rise through the military ranks and after leaving, he spent the last few years of his life bouncing among odd jobs.

"He would say to me, 'Madre Selva' " — Carmenza stops to explain the nickname from a soap opera character — " 'I’m going to work wisely and I'll buy you a house.' "

She recalls the conversation in her bedroom, where she sits beneath a blown-up photograph of Victor taped to the concrete wall, which is adorned with posters and a hanging shirt here and a jacket there.

Although rent is low in Soacha, it’s still hard to pay from Carmenza’s minimum-wage job cleaning offices. But Carmenza, 53, is used to struggle.

Violence forced her family to flee to the south-central city of Villavicencio when she was 14. There, she worked in restaurants, and at age 16, she became a mother. By the time she moved to Bogota as a 28-year-old single mother, she had five children. Three more would come. “I’ve been fighting until the present for my kids,” Carmenza says.

And for Carmenza, Victor's death was quickly followed by more tragedy.

Carmenza's other son, John Nilson Gomez, then 28, was frustrated by the sluggish pace of justice after his brother's death. He took it upon himself to find out what happened.

To this day, all Carmenza knows about the afternoon of Feb. 4 was that two men on a red motorcycle shot John; their pistol had a silencer. It was only later that Carmenza learned, through a friend of John, that his snooping had landed him threatening phone calls. Within six months, Carmenza buried a second son.

Carmenza now helps support the four children, aged 5 months to 10 years, her sons left behind.

The pain isn’t subsiding — nor are the phone threats Carmenza and her daughter have received. “I told them, please, no more, I don’t want more deaths in my family.” Regardless, Carmenza said, "I'm not afraid to tell the world that when things happen. Don't be afraid, denounce them."

That’s what Carmenza did two weeks ago at the Senate debate, in which the army's top commander and deputy minister of defense participated. Chatter hovered over the hearing, but when Carmenza spoke at the podium, the room went quiet.

“I want the heads of this operation to be held responsible!” she bellowed. “Because my son is worth a lot.”
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Mais informação sobre os "falsos positivos"
Colômbia, CIA e os falsos positivos.
"Falsos Positivos" 2007.
Colombia: Los falsos positivos
Denuncian "falso positivo" en Colombia.

Tango

Dançarino actua na inauguração do campeonato mundial de Tango, em Buenos Aires. fotografia NATACHA PISARENKO/AP

Michael Moore - Capitalism: A Love Story

A crise segundo Michael Moore: novo documentário.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Pobres dos nossos ricos

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados. Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro e dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos". Aquilo que têm, não detêm. Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitavam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lança-los a eles próprios na cadeia. Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (...)
Mia Couto

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

La Colifata, quando os loucos não são tão loucos !

"La Colifata" é uma rádio feita pelos doentes internos e ex-internos do Hospital Psiquiátrico Borda em Buenos Aires, Argentina. Foi fundada em 1991 pelo psicólogo Alfredo Olivera como terapia para ajudar os pacientes a procurar ferramentas para recuperar a sua autonomia e rapidamente se tornou um caso de sucesso na Argentina. Passados 18 anos, a experiência continua e a ideia original replicou-se em vários países, como Espanha, França e Itália.



Manu Chao e La Califata aqui e aqui.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Miles Davis - 50 anos de Kind of Blue

The best-selling jazz record of all time is also universally regarded as the greatest jazz album of all timeand revered for its widespread influence on jazz and other genres of music. Recorded in only two spontaneous sessions, Kind of Blue assembled legendary musicians: Julian “CannonballAdderley (alto saxophone), Paul Chambers (bass), Jimmy Cobb (drums), John Coltrane (tenor saxophone), Miles Davis (trumpet), Bill Evans (piano), and Wynton Kelly (piano). Magnum celebrates the 50th anniversary of the Columbia Records release of Davis’ masterpiece with a selection of images of the jazz greats who created its enduring and singular modal harmonies.



Ensaio fotográfico da Magnum sobre a obra prima de Miles Davis na slate.com aqui.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Spider

Title: Spider
Year: 2006
Country: Australia
Director: Nash Edgerton

Spider is a 9-minute action-thriller that gives an all-new meaning to old Peugeots, stunning blondes and love-jokes. The movie, written by Nash Edgerton and David Michod and soundtracked for the occasion by Australian singer-songwriter Ben Lee, was shot on location in Sydney and features in the cast Nash himself (as Jack) and rising star of the Australian film scene Mirrah Foulkes (as Jill).
Just remember: it’s all fun and games until someone loses an eye.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Argentina faz as suas contas com a história e condena criminosos da ditadura militar.

A Justiça argentina começou a condenar os militares e policias que sequestraram, torturaram e mataram no maior centro clandestino de detenção do exército - Campo de Mayo - nos arredores de Buenos Aires, durante a ditadura militar (1976-1983).
A descrição do assassinato do jovem comunista Floreal Edgardo Avellaneda, de 15 anos é particularmente chocante.

"Como a muchos otros desaparecidos, al joven Floreal le tocó ser arrojado a las aguas del Río de la Plata. Su cuerpo sin vida apareció el 14 de mayo de 1976, el día en que cumplía 15 años, en las costas de Uruguay. Tenía signos de torturas y de que lo habían matado con el método de apalancamiento, que consiste en atravesarle una estaca a lo largo del torso. Su madre fue trasladada a una cárcel común y recuperó la libertad en 1978."

http://www.elpais.com/articulo/internacional/Condena/ejemplar/Argentina/crimenes/dictadura/elpepuint/20090813elpepuint_5/Tes

Fidel Castro cumpre hoje 83 anos !

Último texto de Fidel, publicado hoje aqui.
Gabriel García Márquez:
El Fidel Castro que yo conozco.

Alex Castro, photographer and son of Cuban ex-President Fidel Castro, poses with a picture described as "recent," of Castro, at a photo exhibit in Havana, Wednesday, Aug. 12, 2009. Cuba unveiled a photo exhibit Wednesday dedicated to Castro, featuring what one curator calls a recent portrait of the ailing leader, seen at left, on the eve of Castro's 83rd birthday. (AP Photo/Franklin Reyes)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Um rei assim

O rei assim é o sr. D. Duarte de Bragança, pessoa medianamente instruída graças aos preceptores que lhe puseram logo à nascença, mas que, não obstante, detesta a literatura em geral e o que escrevo em particular, primeiramente porque considera que no Memorial do Convento lhe insultei a família e em segundo lugar porque a dita obra é, de acordo com o seu requintado linguajar de pretendente ao trono, uma "grande merda". Não leu o livro, mas é evidente que o cheirou. Compreende-se, portanto, que, durante todos estes anos, eu não tenha incluído o sr. D. Duarte, de Bragança, note-se, na escolhida lista dos meus amigos políticos. Não me importo de levar uma bofetada de vez em quando, mas a virtude cristã de oferecer ao agressor a outra face é virtude que não cultivo.
Tenho-me desforrado apreciando devidamente as qualidades de humorista involuntário que este neto do senhor D. João V manifesta sempre que tem de abrir a boca. Devo-lhe algumas das mais saborosas gargalhadas da minha vida.Isso acabou, a monarquia foi restaurada e há que ter muito cuidado com as palavras, não vão aparecer por aí, redivivos, o intendente Pina Manique ou o inspector Rosa Casaco. Como que restaurada a monarquia? perguntarão os meus leitores, estupefactos. Sim senhor, restaurada, afirmou-o quem tem as melhores razões para dizê-lo, o próprio pretendente. Que já não é pretendente, uma vez que a monarquia acaba de ser-nos restituída pelo drapejar da bandeira azul e branca na varanda da Câmara Municipal de Lisboa. Os moços do 31 da Armada (assim os escaladores se designam a si mesmos) têm já o seu lugar assegurado na História de Portugal, ao lado da padeira de Aljubarrota de quem se desconfia que afinal não matou castelhano nenhum. Não é o caso de agora, A bandeira esteve lá durante alguma horas (haverá um monárquico infiltrado na Câmara para ter impedido a retirada imediata?), pretende-se averiguar quem foram os autores da façanha, e isto acabará como sempre, em comédia, em farsa, em chacota. O sr. D. Duarte não tem estaleca para exigir na praça pública, perante a população reunida, que lhe sejam entregues a coroa, o ceptro e o trono.
É pena que uma tão gloriosa acção vá acabar assim. Mas como, no fundo, sou uma pessoa cordata, amiga de ajudar o próximo, deixo aqui uma sugestão para o sr. D. Duarte de Bragança. Crie já uma equipa de futebol, uma equipa toda de jogadores monárquicos, treinador monárquico, massagista monárquico, todos monárquicos e, se possível, de sangue azul. Garanto-lhe que se chega a ganhar a liga, o país, este país que tão bem conhecemos se ajoelhará a seus pés.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Sem Abrigo

Ensaio fotográfico sobre os Sem Abrigo de São Paulo ganha prémio World Press Photo 2009.

Entrevista com Noam Chomsky

‘La política exterior de Obama será como la segunda administración Bush’ Miguel Vera - Portal Alba

Chomsky ha llevado adelante, a través de las décadas, una incansable militancia por la justicia social, impulsando el rol de los intelectuales como agentes de cambio ante las políticas inmorales de los gobiernos. Es así como se ha convertido en uno de los críticos mas agudos de la política exterior intervencionista e imperialista de los sucesivos gobiernos estadounidenses y de otros gobiernos, o como él lo describe, de las élites que controlan el poder.

Chomsky nació en 1928 en Filadelfia, Estados Unidos, en una familia de origen judío proveniente de Europa del Este. Su infancia estuvo marcada por la depresión económica, la discriminación hacia los judíos y el auge del fascismo a nivel mundial. A temprana edad empieza a nutrirse políticamente con el pensamiento de izquierda, predominante entre las comunidades judías inmigrantes. Era la época de la Revolución Española, donde miles de voluntarios de diferentes países partieron a luchar contra el fascismo de Franco y sus aliados Mussolini y Hitler. La caída de la Barcelona rebelde en las manos de Franco, motiva a Chomsky, a los 10 años de edad, a escribir su primer artículo político. De la mano de Orwell y su "Homenaje a Cataluña", Chomsky se adentra en el estudio del socialismo libertario. Aquella sociedad utópica sin privilegios de clase que fue llevada a la práctica a finales de 1936 en esa región de España, sin terratenientes ni patrones, dirigida por consejos de obreros, campesinos y milicianos, con las tierras distribuidas entre comunas agrarias y la industria colectivizada bajo control de los trabajadores.

De ahí en adelante Chomsky se identifica políticamente con esa corriente del socialismo, vehementemente opuesta al Estalinismo, y comienza entonces su largo recorrido por la lingüística y la política, que lo ha llevado a obtener los más altos reconocimientos del mundo académico, así como las simpatías -y rencores- de muchos. En esta entrevista el Profesor Chomsky analiza varios temas de importancia para Venezuela, como la posición del Gobierno Bolivariano con respecto a Israel y Palestina, las expectativas de la relación entre la administración de Obama y el Presidente Chávez, el programa atómico de Irán, el caso del terrorista Posada Carriles, Guantánamo y el bloqueo a Cuba, el contexto histórico de la guerra mediática en contra de Venezuela, el giro a la izquierda de América Latina, el papel inspirador de los movimientos sociales en Bolivia y la Doctrina Monroe. Esta entrevista fue realizada antes de la cumbre de Jefes de Estado de la OEA en Trinidad, sin embargo, ante la solicitud de algún comentario adicional con ocasión de los acontecimientos en dicha cumbre, el Profesor Chomsky ha manifestado la persistencia de todos sus puntos de vista.

Venezuela, Palestina e Israel
MV: Prof. Chomsky, Como usted sabe, el gobierno de Venezuela tiene una posición política definida con respecto al conflicto en Gaza, la cual ha sido criticada por algunos, ya que, según ellos, esta posición ha sido la causante de sentimientos antisemitas que conllevaron a los ataques a una Sinagoga en Caracas. ¿Cuál es su opinión sobre la posición de Venezuela sobre el conflicto en Gaza?

Chomsky: Personalmente considero que la posición que tomó Venezuela fue la correcta. Fue una agresión salvaje y criminal a una población que se encuentra básicamente enjaulada y que no puede escapar. Con este ataque de alta tecnología y altamente destructivo, no sólo se han asesinado probablemente unas 1,300 personas, también se ha destruido el sistema agrícola y la poca manufactura que existía. Esta sociedad ha estado bajo asedio permanente. Es una ocupación, no se debe llamar agresión, ya que es un territorio ocupado; no ha habido ningún momento en que no lo haya sido, y se encuentra bajo ataque directo. Además, los ataques no tienen que ver sólo con Gaza, sino con Palestina en su totalidad.

Con el apoyo de los Estados Unidos, Israel constantemente lleva a cabo acciones criminales en Cisjordania. A Israel no le importa mucho Gaza, estarían felices de que se pudrieran y se hundieran en el mar. Lo que si les importa es Cisjordania, ahí hay tierra con valor, tierra arable, ahí están los placenteros suburbios de Jerusalén y Tel Aviv. Quieren apoderarse de tanto como puedan. Ahí tienen toda clase de intereses culturales y presuntos intereses históricos.
Así que ellos continúan apoderándose de los recursos, las tierras, principalmente el agua de Cisjordania, para así dividirla en cantones inviables en los cuales la población se pudra, y esencialmente, a la larga, haya un éxodo. Esto es totalmente criminal, ellos lo saben, está fuera de discusión.

En 1967, cuando comenzaron los asentamientos, sus propios asesores legales les comunicaron que sus acciones constituían una directa violación de los principios esenciales de la Ley Humanitaria Internacional y de las Convenciones de Ginebra, y ellos lo sabían. Desde entonces esto ha sido ratificado por la corte internacional, y en numerosas resoluciones del Consejo de Seguridad, lo que pasa es que no existe debate sobre este tema.

Israel se quiere apoderar de estas tierras por sus recursos y por otras razones, y los Estados Unidos lo apoyan. Han conseguido suprimir casi toda la resistencia en Cisjordania por la fuerza. En parte por su propia fuerza -la cual es aplastante- y en parte con colaboración.
Estados Unidos y Jordania entrenan fuerzas militares a favor del partido político con el que tengan preferencia. Su función principal ha sido la de suprimir demostraciones, protestas y arrestar simpatizantes. Es una estrategia típica del imperialismo. Desarrollan una colaboración entre las fuerzas coloniales para controlar la población.

Así han logrado suprimir la protesta en Cisjordania. Todavía no han podido dominar completamente la protesta en Gaza, por lo que destrozan y destruyen la zona. Aparte del claro salvajismo y la cobardía, estas acciones son totalmente criminales. Así que desde luego que se deben protestar.

La postura de Europa es vergonzosa; dicen que no les parece bien pero lo apoyan. La postura de los Estados Unidos es grotesca. La mayoría de los países le temen a Estados Unidos - y con razones válidas - así que callan y se echan a un lado.

La posición de Venezuela es totalmente honorable y no tiene nada que ver con antisemitismo. La profanación de la Sinagoga fue un acto antisemita, pero no fue accionado por el Gobierno. Lo mismo ha pasado en Francia, y que yo sepa también en los Estados Unidos. Hasta donde tengo entendido, el Gobierno tomó una posición fuerte y condenó este acto, encontró a los culpables y están siendo llevados a la justicia. Son las acciones que cualquier país debería tomar.

Palestina y el Bloqueo a Cuba
MV: ¿Piensa usted que si hubieran más países que tomaran una posición clara con respecto a la ocupación israelí en Gaza, esto pudiera tener un efecto en ésta situación?. Si la opinión pública se moviliza y más países toman medidas similares a la que tomó Venezuela, ¿piensa usted que esto tendría efecto?

Chomsky: Primero que nada, debemos estar claros, no es sólo Gaza. A los Estados Unidos y a Israel les gustaría que nos concentrásemos sólo en Gaza, y que pasáramos por alto el hecho de que Palestina es una unidad, Gaza y Cisjordania son una unidad. De hecho, pudiera ser una pregunta más amplia.

Por lo menos bajo la Ley Internacional los límites territoriales de Israel fueron creados en junio de 1967, el restante 22 por ciento que conforma Palestina es territorio ocupado. Esto incluye dos áreas separadas, no contiguas; Gaza y Cisjordania. Pero, esencialmente son una unidad.

Si la resistencia a los actos criminales de Israel es legítima en Cisjordania, entonces la misma resistencia debe ser legítima en Gaza. Yo le dije esto a la prensa israelí y te lo diré a ti también; aunque los ataques en Gaza son particularmente feroces, homicidas y destructivos, lo que pasa a diario en Cisjordania es también otra forma de destruir este pueblo.

Es lo que el difunto sociólogo israelí, Baruch Kimmerling, denominó "politicidio"; la destrucción de una nación. Puede que no mates a cada individuo, pero destruyes la nación.

Lo que pasa a diario en Cisjordania es lo mismo. De hecho, Israel tomó ventaja de que la atención estaba enfocada en Gaza para expandir y escalar la infraestructura de sus proyectos de asentamiento y desarrollo en Cisjordania. Todo esto diseñado para cometer politicidio.

Así que, sí, debemos tener esto en cuenta. Si más países tomaran una postura más firme, podría tener alguna influencia en los amos. En realidad los Estados Unidos dirigen el show, no es un secreto. Si Europa tuviera la voluntad de tomar una posición independiente, surtiría efecto, porque Europa es poderosa e importante. Los países más pequeños del mundo no pueden hacer mucho.

En una encuesta internacional reciente, hecha por una de las más importantes encuestadoras de las organizaciones internacionales de opinión pública, se le preguntó a personas de todo el mundo cuál era su opinión acerca de varios países. Israel estaba bien en el fondo; es un país temido, detestado y considerado como el más peligroso del mundo por muchos países. El único país que se le acercaba era quizás Irán, el cual quedó clasificado casi al mismo nivel. Pero esto no importa siempre y cuando el amo del universo los apoye.

Así que la verdadera pregunta es si la opinión pública de otros países afecta las decisiones del Gobierno estadounidense. No es fácil, ni siquiera la opinión pública estadounidense afecta las decisiones de su Gobierno con relación a muchos asuntos.

Tomemos un viejo caso en el hemisferio occidental: Cuba. Las sanciones y el terror contra Cuba de parte de los Estados Unidos son actividades criminales y toda la diplomacia mundial se opone. El último voto en las Naciones Unidas creo fue de 180 a 3; Estados Unidos, Israel y una isla del Pacífico, creo que Micronesia, lo que quiere decir que en realidad es sólo los Estados Unidos. Israel tiene que seguirle el juego a Estados Unidos, aunque de hecho viola las sanciones, por lo tanto es sólo Estados Unidos.

La opinión pública estadounidense ha favorecido firmemente el levantamiento de las sanciones por décadas, pero esto no ha tenido efecto en la política exterior, y éste no es el único caso. Hay un divorcio entre la opinión pública y las políticas de los Estados Unidos; no es una democracia que funcione, contrario a la propaganda. A menos que la opinión pública se organice y se active, no importa lo que la gente piense. Se ha organizado en torno a otros temas, pero éste no ha sido el caso con relación a Cuba, por esta razón las políticas del gobierno han seguido su propio curso.

Lo mismo es cierto referente al apoyo a las agresiones, atrocidades y expansión de Israel. Mientras el gobierno de Estados Unidos los apoye, se requerirá de poderosas fuerzas externas para que estas políticas se modifiquen. Cualquier acción que se tome tiene su importancia, así que si es Venezuela tiene importancia, si es Francia no es que tenga más importancia, es cuestión de que el mundo opera a través del poder y no de la justicia. Así son las cosas aunque no estemos de acuerdo.

Política exterior de EE.UU. respecto a Venezuela, Rusia e Irán
MV: Profesor, la ex Secretaria de Estado, Condoleezza Rice dijo una vez que la Administración de Chávez era una fuerza peligrosa y maligna en América Latina. El Presidente Barack Obama se ha referido al Presidente Chávez como una fuerza que ha interrumpido el progreso de la región. También ha mencionado que Chávez ha apoyado actividades terroristas. Pareciera que hay poca diferencia entre lo que se ha dicho durante la Administración Bush y la que aparentemente será la posición de Obama con respecto a Venezuela. ¿Cómo ve usted esto? ¿Piensa usted que esto puede ser falta de información de la nueva administración o una continuación de las mismas políticas?

Chomsky: Es una continuación de las mismas políticas. De hecho, volviendo a Condolezza Rice, raramente estoy de acuerdo con ella pero en algunas cosas sí lo estoy. Recientemente ella escribió un artículo en el cual predijo que la política exterior de la Administración de Obama sería como la segunda Administración Bush.

Las dos Administraciones Bush tuvieron algunas diferencias; la primera fue mucho más violenta, agresiva, arrogante en mostrarle su puño al mundo, y nos condujo a desastre tras desastre, y a una opinión en declive acerca de Estados Unidos. En el presente Estados Unidos son más detestados en el mundo que nunca, esto es perjudicial para intereses que son cruciales.
Esta sociedad está básicamente dirigida por las empresas. Formalmente es una democracia, pero en realidad es una sociedad dirigida por las empresas y sus negocios, y sus intereses se ven afectados por estos acontecimientos. Así que hubo presión para que hubiera un cambio en la Administración Bush. De hecho, algunos de las figuras más destructivas, brutales y antidemocráticas fueron removidas; Wolfowitz, Rumsfeld, y otros. Se quedó Cheney como asistente de Bush y quien, básicamente, era la administración. Así que las políticas cambiaron y se movieron más hacia el centro.

No hay indicación alguna de que Obama va a cambiar estas políticas. De hecho en algunas instancias él ha tomado una posición más agresiva, como con Afganistán y Pakistán. Obama es una persona inteligente y estoy seguro de que lo que él dice ha sido preparado cuidadosamente por él y sus asesores, y expresa lo que él quiere. Pero en todas sus declaraciones ha sido deliberadamente impreciso.

La campaña electoral de Obama ganó un premio de la industria publicitaria por la mejor campaña de mercadeo de 2008. Le ganó a las computadoras Apple. Los altos ejecutivos de la industria fueron muy efusivos, literalmente dijeron que habían comercializado candidatos de la misma forma como se comercializa la mercancía por 30 años, desde los tiempos de Reagan, pero éste ha sido el más alto logro que hayan tenido. Esto tendrá gran efecto sobre los Directores Ejecutivos, la cultura corporativa adoptará este modelo para comercializar otras cosas. Esta campaña electoral fue una campaña de mercadeo.

Ellos están bien claros en que tienen que aludir ciertos asuntos, y se concentran sólo en consignas vacías que sirven para levantar el ánimo, lo que la prensa llama "sorving rhetoric", como por ejemplo: "esperanza", "cambio", "cambio en el que puedes creer". Pero, si la gente cuestiona qué medidas tomará, tendrán que esforzarse bastante para poder entenderlas. A lo mejor se pueda encontrar algo en su página web. Pero estos no eran los temas de la campaña, y fue exitosa como campaña de mercadeo. De hecho, ya hay estudios que lo demuestran, y a la industria les encantó.
Se habla mucho del apoyo masivo de pequeños contribuyentes, pero en realidad fue mínimo. El apoyo económico fue en su mayoría dado por industrias financieras, bufetes de abogados que también son lobistas, y sus políticas por supuesto reflejarán esto. Ya se puede ver por su selección de funcionarios y gabinete de asesores. Es básicamente una administración de demócratas de centro, con la cual la gente está familiarizada, y que no se diferencia tanto del segundo periodo de Bush. Sólo se diferenciará en algunos asuntos.

Se reducirán el número de violaciones más extremas a la ley y a la constitución, llevadas a cabo por la Administración Cheney-Bush; como las torturas en Guantánamo o la vigilancia ilegal, pero prácticamente cualquiera de los candidatos, incluso McCain, hubiese hecho lo mismo. Esta administración será menos confrontacional con el resto del mundo, pero va a seguir las mismas políticas. Esto se puede notar con los recientes ataques a Gaza. La campaña en Gaza fue un ejemplo asombroso. Fue planeada muy cuidadosamente con meses de anticipación, y la prensa israelí lo dice abiertamente. Fue meticulosa y claramente planeada para que concluyese justamente antes de la inauguración presidencial, concluyó un día antes de la toma de poseción.

Esto no es ninguna casualidad, ya que le hizo posible a Obama aparentar que él no podía decir nada al respecto. Mientras ocurrían las atrocidades dijo, "Sólo hay un Presidente, por lo tanto no puedo decir nada al respecto". Por supuesto que él opinaba sobre todo lo demás, y no le impidió que hablase sobre la "ideología de odio" detrás de los ataques terroristas en Mumbay. Él sí podía opinar sobre esto, pero no podía hablar de lo otro porque, "sólo hay un Presidente".

La prensa y los electores se tragaron este pretexto, pero los ataques en Gaza tenían que terminar antes de que tomara posesión. Pero, ya es el Presidente, ¿Entonces qué dice ahora?De hecho, su primera declaración sobre política exterior fue referente a Israel y Palestina, en conexión con el nombramiento de George Mitchell como mediador.

Mencionó también algo acerca de la paz entre Israel y Palestina, sobre una propuesta sustanciosa, lo cual fue muy cuidadosamente elaborado. Dijo que había una propuesta importante la cual él aplaude, a saber, la Iniciativa de la Liga Árabe, la cual se trata de la normalización de las relaciones con Israel, para lo cual los Estados árabes deben de esforzarse. Pero él sabe perfectamente bien que esto no es lo que la Liga Árabe propone. La Liga Árabe propone el asentamiento de los dos Estados (israelí y palestino) con sus fronteras internacionales, de acuerdo con el consenso internacional; posición que los Estados Unidos han bloqueado por más de 30 años. Es en este contexto que se encaminarían hacia el establecimiento de la normalización de relaciones con Israel.

El que Obama omite el componente esencial de la propuesta no es accidental. Él sabe lo que está haciendo, no es tonto. Lo que quiere decir es que continuarán haciendo lo que sea, incluyendo continuar bloqueando el consenso internacional con respecto a una resolución política, pero queremos que normalicen las relaciones con los estados árabes que son nuestros clientes.

Debe de haber requerido de una tremenda disciplina para que la prensa y los intelectuales fingieran no haberse dado cuenta de esto. Lo que pasa es que esto es perfecta obediencia. Simplemente le siguen los pasos a su amo, como los pasos de ganso. Lo mismo pasa cuando lo entrevistan, repiten que él es muy comunicativo y que está lleno de esperanza.

La declaración sobre política exterior que le siguió fue un discurso del Vicepresidente, Joe Biden, quien también fue elogiado por ser muy comunicativo, y por quererle extender la mano de la amistad a Irán y Rusia. Biden no es tan arrogante como John Bolton, que los mandó a hundirse en el lago más cercano; más bien es muy amable y utiliza palabras simpáticas; como que seamos todos buenos amigos, y demás. Pero fijémonos en el contenido. Con respecto a Rusia dijo que continuarían colocando sistemas de misiles de defensa cerca de sus fronteras. El Sabe muy bien que Rusia considera esto como un potencial ataque a sus capacidades nucleares de disuasión. Es por esto que Rusia se opone. No tiene nada que ver con Irán.

EEUU argumenta que es para impedir que Irán dispare misiles, que Irán no tiene, y armas nucleares que tampoco tienen. Pero cualquier persona con la cabeza bien puesta sabe que aún si Irán tuviese misiles y armas nucleares no atacarían a Europa a menos que quisieran ser evaporizados instantáneamente, y no hay ninguna razón para pensar que Irán quiera esto.

Entonces, creo esto es un gran fraude. Si de verdad estuviesen preocupados por una amenaza iraní, la cual no existe, hubiesen colocado el sistema de defensa de misiles en el Sur, en un lugar como Azerbaiyán, tal como se lo propuso Rusia. Pero no les interesa. Lo que en verdad quieren es amenazar la fuerza disuasiva nuclear rusa.

Los analistas estratégicos norteamericanos están consientes de esto. Puede ser leído en las publicaciones más importantes. (Las bases de misiles) en estos momentos no inducen a reacciones inmediatas (de los rusos) que no funcionarían, pero puede servir de base para Rusia reaccionar, además es una provocación para Rusia.

Biden insistió en hablar con voz baja en vez de ser arrogante para decir que vamos a continuar con estas políticas. Han continuado merodeando los territorios rusos en Europa.

¿Y sobre Irán qué? Dijo que podemos tener conversaciones si ellos abandonan sus programas nucleares ilícitos. ¿Cuáles son estos "programas nucleares ilícitos"? Irán es uno de los signatarios del Tratado de No Proliferación. Está en todo su derecho de llevar a cabo programas nucleares y de desarrollar energía nuclear.

La gran mayoría de países del mundo están de acuerdo con esto, pero son miembros de los Países no Alineados, así que no "existen". Todo lo que se lee en Occidente es que Irán está desafiando a la comunidad internacional. La "comunidad internacional", quiere decir todo aquel que tenga suficiente armas para dar golpes en la cabeza a los demás.

Si la mayoría de los países del mundo no están de acuerdo con la "comunidad internacional" no importa porque no existen. ¿Y qué opinan los estadounidenses? Una gran mayoría considera que Irán tiene el derecho a desarrollar energía nuclear. Pero, como al igual que los países no alineados, los ciudadanos estadounidenses tampoco son parte de la comunidad internacional.
Así que cuando uno lee artículos del New York Times, o la prensa británica sobre desafíos a la comunidad internacional, ellos en realidad se refieren al gobierno de EEUU.

¿Cuáles son estos programas ilícitos? ¿Son programas de armas? Quizás, pero la inteligencia estadounidense no lo cree. Hace sólo un año la inteligencia nacional declaró que se sentían confiados de que Irán no ha continuado su programa de armas desde hace cinco años. Al gobierno no le cayó bien esto, así que desapareció los pasos de ganso que había dejado la prensa tras investigar este asunto. Así lo desaparecieron de los medios. Los comentadores intelectuales no tocan el tema.

Entonces ahora, por órdenes del gobierno, sí es un hecho que Irán está desarrollando armas nucleares. Y si lo están haciendo, francamente no me sorprendería. De hecho, lo que sería sorprendente es que no lo estén haciendo, aunque sea sólo como fuerza disuasiva. Están completamente rodeados de países que poseen armas nucleares, están los Estados Unidos que le ganan en gasto militar al resto del mundo combinado, y el cual es un Estado muy violento; acaba de invadir dos países. Sería sorpresivo que no desarrollasen disuasivos nucleares. De hecho, hace un par de años, uno de los más destacados historiadores militares de Israel, Martin van Crevel, escribió un artículo en el International Herald Tribune en el que dijo que, no es que él quiera que Irán tenga armas nucleares, pero que si no las están desarrollando están locos, especialmente después de la invasión a Irak.

Así que puede ser que tengan armas, puede que la inteligencia estadounidense esté equivocada, pero nada le da a Biden el derecho, en lo absoluto, de hablar de "programas nucleares ilícitos", el no tiene evidencia de que estos programas existan, el problema es que los Estados Unidos no les da la gana de que se desarrollen. Y su programa nuclear es precisamente el tema que está en discusión desde el punto de vista de los Estados Unidos. Hay otros asuntos con respecto a Irán, pero este es el punto de discusión por parte de los Estados Unidos. Irán tiene otros problemas, pero no es parte del mundo tampoco, no posee las suficientes armas para ser parte del mundo. Así que desde el punto de vista estadounidense y europeo el único asunto que les importa es el de las armas nucleares y lo que llaman "apoyo al terrorismo".

Apoyar al terrorismo quiere decir apoyar la resistencia a los actos criminales de Estados Unidos e Israel, esto para ellos es terrorismo. Estos son los temas que deberían ser discutidos en la negociación. Decir que sólo negociarán bajo sus condiciones, es decir que en realidad no les interesa llegar a una negociación. Éste fue el contenido del discurso de Biden. Fue dicho de forma amable, con un tono amistoso, con palabras agradables, por esto es descrito como muy comunicativo. Desde el punto de vista de las élites estadounidenses y europeas, este paso es bastante positivo, ya que les encantaría apoyar la violencia y agresiones. Lo consideran útil. Pero si lo hace alguien como Cheney o Boulton, no pueden seguirles el juego porque su estilo es muy ofensivo e intolerable, pero sí les gustaría que alguien como Obama lo haga ya que el habla de una forma amable, fue a la escuela de leyes, es negro, así que pueden fingir que no son racistas, aunque sean más racistas que los estadounidenses, de modo que para ellos él sí es agradable.

Pero fíjate en el contenido, Condoleezza Rice está, más o menos, correcta en su apreciación. Nada indica lo contrario.

Posada Carriles y Guantánamo
MV: Profesor, una de las demandas que hizo el gobierno venezolano para mejorarar las relaciones con el gobierno de Estados Unidos fue la extradición del conocido terrorista Posada Carriles. También solicitó la extradición de dos ex militares responsables de las bombas a sedes diplomáticas en Caracas. ¿Piensa usted que el gobierno estadounidense podría entregar a estos terroristas al gobierno venezolano?, después de todo van a cerrar la base de Guantánamo, y este gesto sería una señal de respeto por los derechos humanos.

Chomsky: Cerrarán Guantánamo porque no era útil para ningún propósito y se había convertido en una gran vergüenza para los Estados Unidos, tanto a nivel internacional como también a nivel nacional. Además, se había producido una inmensa cantidad de literatura escrita por profesionales jurídicos y de otras profesiones, condenando Guantánamo.

Era mentira que había que conseguir evidencia de la tortura en Guantánamo. Las discusiones en este sentido eran muy elaboradas. No es necesario tener evidencia. El simple hecho de que Guantánamo exista le dice a cualquier persona racional que Guantánamo es una celda de tortura, si no, por qué no se construyó en el Estado de Nueva York. Dijeron que era riesgoso permitirles a personas tan peligrosas estar en Nueva York. Pero no es peligroso. Si piensan que es peligroso por qué no ponerlos en una cárcel de máxima seguridad. De hecho, las cárceles de máxima seguridad en EEUU no son tan diferentes a las de Guantánamo. Ahí también torturan a los detenidos.

Guantánamo fue abierto en suelo extranjero para aparentar que está fuera de la jurisdicción de ley doméstica y la ley internacional. No hay ninguna otra razón para haberlo hecho así.

Este hecho nos dice que efectivamente es una celda de tortura. Por supuesto que la evidencia ha salido a relucir nos cuenta que esto es así. Esta cárcel no tiene ningún sentido para propósitos prácticos, y, al igual que Abu Ghraib, es un gran bochorno para Estados Unidos. De modo que la clausuramos para no sentirnos avergonzados. Pero este no es un paso hacia ninguna parte.

Referente a los terroristas, Orlando Bosch es el principal, Posada Carriles es el otro, y hay unos cuantos más. Estados Unidos los ha protegido desde hace años. Hay algo llamado la Doctrina Bush, la cual es considerada como el principio de facto de la ley internacional por profesores destacados de la Universidad de Harvard.

La Doctrina Bush dice que un país que cosecha terroristas es tan culpable como los mismos terroristas. Por tanto se les debe tratar como tal. Esto significa que Bush está llamando a bombardear a los Estados Unidos. Debería ser llevado a juicio por traición, ya que está llamando a bombardear a Estados Unidos de forma explícita. No hay duda de que estas personas son terroristas. En el caso de Orlando Bosch, ya han pasado 20 años.

El Departamento de Justicia y el FBI lo acusaron de unos 30 actos terroristas. Lo querían deportar por considerarlo una amenaza para la seguridad de los Estados Unidos. George Bush I le otorgó el perdón presidencial. Ahora camina felizmente por Miami, y recientemente se le sumó Posada. Entonces, si es cierto que la Doctrina Bush es un principio de facto de la ley internacional, los atentados del 11 de septiembre serían legítimos.

Pero ellos no son los únicos, Emmanuel Constant, uno de los principales asesinos en Haití bajo los escuadrones de la muerte, y quien de hecho fue respaldado por Clinton, aunque no se atreva a decirlo. Vive tranquilamente en Nueva York desde hace años. Haití trató de extraditarlo, pero Estados Unidos no se molestó en responder. ¿Por qué molestarse en responderle a Haití? Constant es responsable del asesinato de unas 4,000 personas, algo bastante serio. Era la cabeza de una organización terrorista en Haití. Fue recientemente apresado por una infracción menor. De hecho, Posada fue juzgado sólo por haber violado las leyes migratorias, no por haber puesto una bomba en el avión de Cubana de Aviación.

No veo ninguna indicación de que las cosas vayan a cambiar. Casi no existe presión a nivel público porque casi nadie maneja esta información, al menos que realmente estés involucrado en estos asuntos. Si se llevara a cabo una encuesta sobre este tema en Estados Unidos, prácticamente nadie tendría ningún conocimiento sobre este tema.

El New York Times y la guerra mediática
MV: Profesor, denos una idea de cómo funcionan los medios en EEUU. ¿Cómo ve usted la cobertura de éstas corporaciones mediáticas sobre Venezuela?. Por ejemplo, en el 2007 apareció un artículo en el New York Times escrito por Simón Romero, en el que argumenta que el gasto en armas de Venezuela ha subido a los niveles más altos del mundo. Romero afirma que Venezuela está llegando al nivel de compradores como Pakistán e Irán.

Chomsky: Estoy seguro de que Venezuela estaría encantada de poder comprar armamento a EEUU o a Francia pero no se lo permiten. Esta historia es vieja. Romero no es un tonto, él conoce la historia de América Latina.

Cuando, bajo la Administración de Eisenhower, Estados Unidos quiso derrocar el Gobierno democrático de Guatemala (Jacobo Arbenz), la forma como lo lograron fue, primero con muchas amenazas, -y EEUU no amenaza en broma, amenaza muy en serio- Además de las amenazas los difamaron, los tildaron de comunistas.

Cuando Guatemala trató de conseguir armas para defenderse de Estados Unidos, los bloquearon. Trataron de conseguir armas de Francia, pero Estados Unidos obligó a Francia a no enviar armas. Querían que consiguieran las armas del Oriente. Finalmente Guatemala pudo conseguir las armas en Checoslovaquia, lo cual causó gran furor ya que consideraban que esto ponía en peligro a todo el continente. Esto sirvió como base para la propaganda que el Gobierno de Estados Unidos utilizó antes de la invasión.

América Latina no estuvo de acuerdo, pero estaba siendo aterrorizada por Estados Unidos. En la privacidad apoyaban a Guatemala, pero públicamente no se atrevían. Intentaron hacer lo mismo con Cuba. De hecho existen documentos que lo comprueban. Gran Bretaña le aconsejó a EEUU que intentara forzar a Cuba a comprar armas en el Oriente, para así tener una base propagandística para atacar. Los cubanos terminaron comprándole armas a Rusia.

Intentaron lo mismo con Nicaragua. En los ochentas Estados Unidos hizo un gran esfuerzo para lograr que los sandinistas compraran armas de Rusia, o Libia, o de cualquier lugar del que pudieran sacar provecho. Pero, no lo hicieron. No cayeron en la trampa.

Entonces los EEUU hacían creer que Nicaragua le había comprado armas a Rusia. EEUU se opuso rotundamente a las elecciones del 1984 en Nicaragua, y a que éstas serian monitoreadas y gozarían de credibilidad; serían intensamente monitoreada por especialistas extranjeros, los cuales dirían que las elecciones fueron limpias, pero bajo las circunstancias era imposible.

Un país que está siendo desestabilizado a través de terrorismo en gran escala, no puede tener elecciones justas y limpias. Esto es como una regla. ¿Y cómo lo bloquearon? A través de un exitoso esfuerzo propagandístico. Mientras se realizaban las elecciones, la Administración Reagan inundaba el país con cuentos que relataban como Rusia enviaba armas avanzadas a Nicaragua. Desde luego que estas historias eran falsas, pero aún así eran publicadas en un sin número de portadas y titulares.

La opinión de la élite estadounidense se dividió de una forma interesante, el grupo de los halcones dijeron; está bien, vamos a bombardear Nicaragua, el grupo de las palomas, que incluía a senadores más moderados, dijeron que podía no ser cierto; primero tenemos que saber si es cierto. Pero, de ser cierto, tenemos que bombardear a Nicaragua porque no se les está permitido tener posesión de estas cosas.

¿Pero por qué los nicaragüenses querían armas? Necesitaban las armas porque la CIA tenia control total de su espacio aéreo y lo usaba para enviar instrucciones al ejercito terrorista (la contra) para que estos supieran como esquivar al ejército nicaragüense, y para que atacaran blancos suaves como las cooperativas de agricultores. No era un grupo guerrillero corriente, ya que contaban con computadoras y aviones dándoles las órdenes.

Nicaragua quiso defender su espacio aéreo, por lo tanto de haberlas adquirido (armas antiaéreas) hubiese sido completamente legítimo. Pero en realidad fue una farsa que tuvo éxito en minar la realidad de las elecciones, las cuales, de acuerdo a la historia en Estados Unidos, nunca tuvieron lugar. Es difícil tratar de encontrar alguna referencia sobre estas elecciones en los libros de historia.

Ésta es una técnica estándar, y les gustaría que usarla contra Venezuela. Que Venezuela deba o no hacerlo, caerían en la trampa. Pero es una trampa muy vieja. Romero ciertamente conoce esta historia. De cualquier forma, ¿qué clase de amenaza representaba Nicaragua, a quién va a atacar? Si miramos en retrospectiva, es difícil entender si Ronald Reagan era un ser humano o no. El de verdad se puso sus botas vaquero y declaró a Estados Unidos en situación de emergencia nacional por la amenaza a la seguridad nacional que representaba Nicaragua. Dijo además, que el ejército nicaragüense estaba a sólo dos días de Texas, y que prácticamente seríamos destruidos, y la gente esto no le pareció gracioso.

Me recuerda a un incidente que ocurrió, supongo que en 1961, cuando Kennedy estaba tratando de que la OEA apoyara las sanciones contra de Cuba, ya que esta era una amenaza para la seguridad del hemisferio occidental. La mayoría de países estuvieron de acuerdo por el miedo que le tenían. México fue uno de los que se negó. El Embajador mexicano le dijo a Kennedy que si el volvía a México y decía que Cuba era una amenaza para la seguridad, 40 millones de mexicanos se morirían de risa. Y es verdad que esto debería de causar risa.

Pero aquí no causó risa. Aquí si se lo creyeron. Aquí Nicaragua era una amenaza para la seguridad, Granada era una amenaza para la seguridad. Los rusos ni siquiera podían encontrarla en los mapas aún siendo la capital mundial de las nueces. A pesar de eso representaba una amenaza para la seguridad, y es por eso tuvimos que invadir.

Esto es lo que le venden a la gente en Estados Unidos, y es entendible. Los asuntos internacionales se manejan como una mafia. Si alguien se atreve a retar al padrino, quizás algún bodeguero que se niegue a pagar la cuota de protección, tienen que enviar sus armas para acabar con él y así harían de éste un ejemplo.

Por más insignificante que parezca, para ellos cualquier desafío a sus reglas es serio ya que les da a los demás la idea de que ellos tampoco tienen que pagar su cuota. Así que si Maurice Bishop de Granada tenía un sistema de cooperativas eficiente, la Administración Carter lo declaró una amenaza para nuestra seguridad. Mientras más débil sea el país, más grande es la amenaza. Porque si ellos se pueden salir con la suya, entonces el vecino del lado piensa que también lo puede hacer.

Si echamos un vistazo al registro de documentos nos damos cuenta de que EEUU es un país muy liberal, más que cualquier otro país que conozca. Contamos con un cuantioso registro de documentación interna. En el caso de Cuba, Guatemala, y otros países, la amenaza consistía en lo que Henry Kissinger denominó como un virus contagioso. Otros países pensarían que para ellos sería posible hacerlo también. Él se refería al Chile de Allende. Dijo que Allende era un virus que podía propagarse en el Sur de Europa.

Ahora, Kissinger no creía que el ejército de Allende aterrizaría en el Grid. Lo que sí creyó, y puede que tuviera razón, es que si la democracia parlamentaria conlleva a moderadas reformas socialistas en Chile, también podría fortalecer a grupos en Italia y en España que se encaminaban en esta misma dirección. Así que tenían que cortarlo desde la raíz.

Este es uno de los principios más importantes en asuntos internacionales, se encuentra en los registros históricos, aparece de forma explícita en los registros de documentos. Requiere de una inmensa disciplina de parte de las clases educadas para obviarlo. Lo que sí ven son los pretextos que usan para cada caso. El caso de Romero simplemente encaja en una vieja tradición.

América Latina y la Doctrina Monroe
MV: Para concluir, denos sus comentarios sobre el giro a la izquierda de América Latina en este momento decisivo y sus reflexiones para las organizaciones de base en Venezuela, como los Consejos Comunales, en la tarea de la construcción del Poder Popular.

Chomsky: América Latina; Sudamérica, particularmente, está pasando por grandes cambios. Son cambios muy significativos que se ven en casi toda la región. Es quizás el lugar más emocionante en el mundo, y estos cambios se deben a los movimientos populares. Bolivia es un caso dramático, ya que es quizás el país más democrático en el mundo y es por eso que Estados Unidos la denuncia como anti-democrática, y EEUU es demasiado democrático para poder tolerar lo que está pasando en Bolivia. Hasta cierto punto algo similar está pasando en toda la región de forma variada.

Con respecto a las organizaciones populares en Venezuela, lo que están haciendo es asegurarse que la estructura realmente funcione y que se conviertan en instituciones de Poder Popular que funcionen y trabajen para cambiar las relaciones sociales y culturales, y para proveer el cambio político desde las bases.

Bolivia es un caso dramático. Si se compara a Bolivia con Estados Unidos resulta extremadamente interesante. Mencioné que la últimas elecciones en Estados Unidos fueron aclamadas por la industrias publicitarias como un logro maravilloso el haber comercializado a un candidato como se comercializa un artículo para la venta. No conocemos mucho acerca de las políticas de la Administración de Obama, pero lo que sí sabemos es que no provienen de las bases.

No hay organizaciones de base que influencien estas políticas. Puede que estas organizaciones den su opinión pero nadie les presta atención. Bolivia es exactamente lo contrario. Los bolivianos no están esperando las órdenes de Morales, para ellos entonces presionar a Morales. Aquí se supone que la gente espere las instrucciones del líder para después hacer presión. En Bolivia las políticas emergen de las organizaciones de masas, y fueron ellos quieres eligieron a alguien de sus propias filas.

Es interesante ver la euforia que hubo en Europa en torno a la campaña electoral en EEUU; sólo en Estados Unidos puede haber tanta magia. Bajo los estándares europeos, probablemente esto sea cierto; allá son más racistas que en EEUU. Pero, bajo los estándares mundiales no significa nada.

Es mucho más sorprendente que en Bolivia las organizaciones populares hayan podido elegir un presidente de sus propias filas, del campesinado. Hay muchos otros casos como este, pero han ocurrido en lugares donde la gente son considerados sub-humanos por Occidente, porque para estos estas personas son sujetos, no agentes (de cambio).

En Bolivia no fueron sólo las organizaciones populares, había problemas reales. En EEUU los problemas son marginalizados, porque ésta no es la forma de comercializar candidatos. En Bolivia los problemas se encaran; el control de sus recursos, derechos culturales, justicia, derechos étnicos y demás. No fue que el pueblo un día, simplemente, apareció en las urnas. El día de las elecciones fue sólo uno de los escenarios de una lucha popular que ha estado en marcha desde hace años. Esto sí es democracia.

Por eso es que aquí los medios describen a Bolivia como anti-democracia. La razón es que Bolivia es una democracia real, lo cual es intolerable. Pienso que este es el modelo a seguir. Las sociedades tienen sus propias maneras de hacer las cosas, pero éste es un modelo inspirador para Venezuela y otros.

MV: ¿Cree usted que la Doctrina Monroe ha sido destruida con la unión latinoamericana?
Chomsky: Está siendo retada. En Santiago de Chile hubo una reunión de UNASUR durante la cual los estados fuertes apoyaron a Morales frente los movimientos secesionistas en Bolivia. Esto fue sumamente importante. De hecho, fue tan importante que no se difundió en los medios de los Estados Unidos.

La respuesta de Morales fue que está muy agradecido por el apoyo brindado, y dijo que era la primera vez en 500 años que América Latina está tomando su destino en sus propias manos. Ahora, esto tiene demasiada importancia para ser difundido en los medios de este país. Para EEUU esto es un desafío, es por esta razón que son tan intransigentes. Hay documentos secretos de los Gobiernos de Kennedy y Lyndon Johnson donde explícitamente se dice que el problema con Cuba es que han logrado desafiar las políticas estadounidenses, que han logrado desafiar la Doctrina Monroe.

sábado, 8 de agosto de 2009

Raúl Solnado (1929-2009)

Palestina

Uma mulher Palestina e o seu filho esperam atrás de uma barreira de polícia Israelita após terem sido desalojados da sua casa. Foto agência EFE - 03/08/2009

Rodrigo y Gabriela au festival Les Suds à Arles 2009








Rodrigo y Gabriela, guitaristes d'origine mexicaine, s'installent à Dublin en 1999. Inspirés aussi bien par Black Sabbath, Pink Floyd, Led Zeppelin que par Paco de Lucia ou Vincente Amigo, ils ont créé un style naviguant entre flamenco, métal, rock et folk. Leur nouvel album, 11:11 sortira en septembre 2009. (ARTE)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Venezuela - encerramento das rádios e televisões ou a batalha pelo democratização do latifundio dos média.


La batalla popular para democratizar el latifundio de las ondas.

Thierry Deronne - Rebelión

«Chávez manda cerrar 34 radios y televisoras». De creer a France Presse, AP o Reuters (y por lo tanto a Le Figaro, Rue89 o Le Monde…), Venezuela se hunde en la dictadura (1). La Casa Blanca ha expresado su «viva preocupación» por este «nuevo ataque contra la libertad de expresión». ¿De qué se trata? Hagamos aquello a lo que han renunciado las agencias y sus fieles clientes: un repaso. En Venezuela los colectivos por la liberación de las ondas (como la Asociacion Nacional de Medios Alternativos y Comunitarios ANMCLA , la Red de Medios Comunitarios Venezolanos o la Red Alba TV) se quejan de que la ley revolucionaria que favorece la creación de medios libres, participativos, gestionados por los vecinos, a veces se queda en letra muerta debido a la saturación comercial de las ondas. Asociaciones de todo tipo ―sindicatos, movimientos de trabajadores, organizaciones de mujeres, comunidades indígenas o afroamericanas, etc.― que desean crear una radio o una televisora asociativa, a menudo no pueden ejercer su derecho fundamental a la libertad de expresión debido al casi monopolio privado de las estaciones de radio y televisión. A escala local y regional pululan emisoras comerciales o evangelistas que viven de la publicidad o el proselitismo. Muchas veces las autorizaciones para emitir son de origen dudoso, o simplemente no existen. Por eso un número creciente de ciudadano(a)s exigían que se acabara con la impunidad y se aplicara la ley para dejar sitio a las frecuencias comunitarias. ¿Qué dice la ley? Lo mismo que en el resto del mundo (2). El propietario de un medio que no renueve su solicitud de concesión en el plazo legal o emita sin permiso debe devolver esa frecuencia a la colectividad: al servicio público, a otros operadores comerciales o a los medios comunitarios. Se trata, pues, de una simple actualización de las ondas disponibles. Dicho sea de paso: estas 34 frecuencias liberadas sólo arañan un poco el casi monopolio comercial. En agosto de 2009 el 80 % de las ondas de radio o TV locales, regionales, nacionales, por satélite o por cable, estaban en manos de los grandes grupos económicos. Sólo el 9 % eran de servicio público. Un grave déficit democrático, por tanto, que la coordinación de los medios comunitarios quiere transformar en un verdadero equilibrio democrático. Lo que reclaman es: un tercio de las ondas para los medios comunitarios, un tercio para el servicio público y un tercio para las empresas privadas. La Internacional del Partido de la Prensa y el Dinero (PPD) no ha dejado escapar esta ocasión de denunciar la «dictadura chavista». Nos muestran primeros planos de un puñado de manifestantes que exhiben carteles escritos ex profeso para la CNN, y dicen que eso es una «protesta popular». La Agencia France Presse y Libération, tan reacios ellos a condenar el golpe de estado en Honduras (debido a su obsesión antichavista) (3), entran en campaña contra el derecho de los venezolanos a democratizar el latifundio radioeléctrico. Para saber lo que dirá mañana la prensa de Francia (por ejemplo, sobre Globovisión, que Chávez «no tardará en cerrar», para espanto de los demócratas), basta con leer hoy la prensa de derechas (mayoritaria) de Venezuela (4). Los que no quieran morir imbéciles preferirán el análisis premonitorio del falso «cierre de RCTV» por Chávez en el sitio ACRIMED [en francés]. Cualquier intento de democratizar las ondas es un ejemplo peligroso para unas poblaciones que, como en Francia, sufren el monopolio de los grandes grupos comerciales. Algún día parecerá irrisoria, absurda, la idea de que la comunicación humana haya estado tanto tiempo en poder de una elite de empresarios. Y que una minoría a la que nadie ha elegido, y que no responde ante nadie, haya podido cercenar durante tanto tiempo la libertad de expresión. Las acusaciones de totalitarismo no deben arredrarnos; ha llegado el momento de exigir en todas partes un derecho fundamental: la democratización de las ondas de radio y televisión.

(1) Para leer los artículos (intercambiables) de la prensa francesa:
Le Monde: http://www.lemonde.fr/ameriques/article/2009/08/01/le-venezuela-veut-se-doter-d-une-loi-punissant-les-crimes-mediatiques_1225051_3222.html#xtor=RSS-3208
Le Figaro: http://www.lefigaro.fr/international/2009/08/03/01003-20090803ARTFIG00368-chavez-fait-fermer-34-medias-d-opposition-php
(2) Para saberlo todo acerca del espectro radioeléctrico venezolano, el marco legal y la labor de la Comisión Nacional de Telecomunicaciones (incluido el fomento de las frecuencias asociativas): http://www.conatel.gob.ve/inicio.asp
(3) Ver http://www.acrimed.org/article3178.html
(4) Por ejemplo, El Universal , El Nacional, Tal Cual)
Thierry Deronne es vicepresidente de Formación Integral del canal público y participativo venezolano Vive TV http://www.vive.gob.ve/

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Paul Robeson (1898 – 1976)

Paul LeRoy Bustill Robeson (9 de Abril de 1898 — 23 de Janeiro de 1976) foi um actor, atleta, cantor, escritor e activista norte-americano dos direitos políticos e civis. Foi perseguido por racistas, anti-comunistas e Mcartistas. A sua intervenção cívica e a sua vida privada foi constantemente vigiada pela CIA, FBI e MI5. Consta que o seu ficheiro no FBI, era o mais extenso da comunidade artística dos EUA.

A biografia de Paul Robeson na wikipedia.

In 1956, Robeson was called before the House Un-American Activities Committee (...) When one senator asked him why he hadn't remained in the Soviet Union, he replied, "Because my father was a slave, and my people died to build this country, and I am going to stay here, and have a part of it just like you. And no Fascist-minded people will drive me from it. Is that clear? I am for peace with the Soviet Union, and I am for peace with China, and I am not for peace or friendship with the Fascist Franco, and I am not for peace with Fascist Nazi Germans. I am for peace with decent people." (Wikipedia)