terça-feira, 30 de junho de 2009

Música africana contemporânea 9 - Tinariwen


Os Tinariwen são um grupo de ex-guerrilheiros Tuaregues que tocam os Blues do deserto. A sua descoberta em 2004 por um produtor europeu, transformou-os rapidamente em músicos que actualmente passam grande parte do ano a percorrer o mundo em turné divulgando o seu som único.




Consta que aprenderam de ouvido a tocar guitarra eléctrica durante os intervalos da guerra que a guerrilha Tuaregue manteve com o exercito Maliano durante largos anos. Quando num remoto campo de refugiados da Líbia, chegavam pela rádio o rock & roll e os blues de Jimi Hendrix e de outros. Quando os acordos de paz foram assinados, trocaram definitivamente as Kalashnikov pelas guitarras.


Em 2008 passaram por Lisboa onde deram um concerto no CCB (primeira parte de Vieux Farka Trauréaqui referido). Agora em 2009 lançam o seu quinto CD "Imidiwan: Companions".

Em Tegucigalpa não há Twitter...

O duplo padrão dos nossos media é um facto. Basta comparar a cobertura dos acontecimentos da semana passada em Teerão e do que se está a passar esta semana nas Honduras. Vergonhoso !

sábado, 27 de junho de 2009

Cristina García Rodero

La confesión. Saavedra (Lugo, 1980), do livro "España oculta" de Cristina García Rodero, que aos 60 anos passou esta semana a ser o primeiro espanhol a ser convidada para os quadros da agência Magnum. O seu trabalho 'María Lionza, la diosa de los ojos de agua' foi premiado em 2008 pela World Press Photo e pode ser visto aqui com uma excelente entrevista com a autora.

Itália....dì qualcosa di Sinistra

Quase 10 anos depois, o apelo de Nanni Moretti torna-se mais desesperado. Berlusconi, face risível e visível de um movimento de extrema direita xenófoba governa à grande numa história com putas e padres pelo meio. Mais uma face da decadência da Europa...

terça-feira, 23 de junho de 2009

Omama

Porque será que são cada vez mais espalhafatosas as aparições de Obama nas televisões ? Será porque já se passaram 6 meses da tomada de posse do presidente da esperança e o campo de concentração de Guantanamo continua aberto, as tropas continuam no Iraque a matar, cresceu a escalada militar no Afeganistão e as concessões a Wall Street começam a ser difíceis de ocultar ?

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Noam Chomsky sobre as relações EUA vs Cuba


Hasta ahora, en relación con Obama, no se puede detectar ninguna posición sobre América Latina. Ha dejado sin efecto algunas de las medidas más extremas de Bush. Por ejemplo, Bush había impuesto restricciones en las relaciones con Cuba que eran muy impopulares incluso entre la comunidad de origen cubano en EE. UU. y Obama relajó esas restricciones. Pero en cuanto al asunto crucial del embargo, es interesante que en 1962, EE.UU. era lo suficientemente poderoso para torcerle el brazo a los gobiernos de América Latina y forzar a la Organización de Estados Americanos, OEA, a aislar a Cuba. Ahora se da la situación contraria, EE.UU. está aislado dentro de la OEA. En la última reunión hace unas semanas, EE.UU. apenas logró que se incluyeran algunas condiciones en el llamado relacionado con poner fin al embargo a Cuba. En EE.UU. por décadas, desde que se han realizado encuestas, la mayoría de la población estadounidense está a favor de la normalización de relaciones con Cuba. Muchos sectores económicos en EE.UU., en agricultura, industria farmacéutica, energía, también están a favor de esa normalización. Típicamente, la población está marginalizada y no sorprende que el gobierno no esté de acuerdo con la opinión popular. En general, el gobierno tiende a seguir políticas que sean favorecidas por grandes sectores del sector corporativo, pero en el caso de Cuba esto no se da. Es uno de los pocos casos en que el poder del Estado, que está en general determinado por las grandes empresas, toma una posición que las contradice. Hay una especie de interés estatal en castigar a Cuba, que va más allá de los intereses usuales de ganancias y poder. Y es muy claro en qué consiste ese interés estatal. EE.UU. es un país muy libre y tenemos acceso a archivos internos y sabemos que a inicios de los 60 las administraciones de Kennedy y Lyndon Johnson estaban absolutamente furiosas porque Cuba no estaba sucumbiendo al poder de EE.UU. Esto fue descrito como una especie de insulto. Los servicios de inteligencia identificaron el principal problema de Cuba como "el exitoso desafío a las políticas de EE.UU. durante 150 años", desde la doctrina Monroe, según la cual la intención de EE.UU. era dominar el hemisferio. Y no se podía tolerar un desafío exitoso así que el pueblo cubano "debía ser castigado". Cuando uno ve el embargo, las medidas económicas y las guerras terroristas de aquel tiempo, estaban dirigidas explícitamente a castigar lo suficientemente al pueblo para que derrocara a su líder si lograba desafiar a EE.UU. Es algo así como un complejo de la mafia, el Padrino no acepta desobediencia.
Entrevista completa de Noam Chomsky à BBC Mundo. Para ver completa aqui.

sábado, 20 de junho de 2009

Irão...de Mossadegh a Ahmadinejad


A notícia de uma possível fraude eleitoral espalhou-se em Teerão como um rastilho de pólvora e levou à rua os partidários do aiatola Rafsanjani contra o do aiatola Khamenei. Este caos é provocado à socapa pela CIA, que semeia a confusão inundando os iranianos de mensagens SMS contraditórias. Aqui esta o relato desta experiência de guerra psicológica.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Música africana contemporânea 8 - Vieux Farka Touré




Ibrahim "Vieux" Farka Touré (nascido em 1981) é um músico do Mali, filho do lendário "bluesman" Ali Farka Touré. O seu álbum de estreia foi gravado em 2006 e editado internacionalmente em 2007. Conta com a a participação em várias faixas, do seu pai (entretanto falecido) Ali Farka Touré e do interprete de kora, o também maliano Toumani Diabaté. Editou em 2009 o seu segundo álbum. Três nomes de gerações diferentes que já tocaram em Portugal. Mali um dos países mais pobres do mundo, mas de uma riqueza musical brutal.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

You Are Being Lied to About Pirates

Johann Hari , "Huffington Post"
Who imagined that in 2009, the world's governments would be declaring a new War on Pirates? As you read this, the British Royal Navy - backed by the ships of more than two dozen nations, from the US to China - is sailing into Somalian waters to take on men we still picture as parrot-on-the-shoulder pantomime villains. They will soon be fighting Somalian ships and even chasing the pirates onto land, into one of the most broken countries on earth. But behind the arrr-me-hearties oddness of this tale, there is an untold scandal. The people our governments are labeling as "one of the great menace of our times" have an extraordinary story to tell -- and some justice on their side.Pirates have never been quite who we think they are. In the "golden age of piracy" - from 1650 to 1730 - the idea of the pirate as the senseless, savage thief that lingers today was created by the British government in a great propaganda-heave. Many ordinary people believed it was false: pirates were often rescued from the gallows by supportive crowds. Why? What did they see that we can't? In his book Villains of All nations, the historian Marcus Rediker pores through the evidence to find out. If you became a merchant or navy sailor then - plucked from the docks of London's East End, young and hungry - you ended up in a floating wooden Hell. You worked all hours on a cramped, half-starved ship, and if you slacked off for a second, the all-powerful captain would whip you with the Cat O' Nine Tails. If you slacked consistently, you could be thrown overboard. And at the end of months or years of this, you were often cheated of your wages.Pirates were the first people to rebel against this world. They mutinied against their tyrannical captains - and created a different way of working on the seas. Once they had a ship, the pirates elected their captains, and made all their decisions collectively. They shared their bounty out in what Rediker calls "one of the most egalitarian plans for the disposition of resources to be found anywhere in the eighteenth century." They even took in escaped African slaves and lived with them as equals.

The pirates showed "quite clearly - and subversively - that ships did not have to be run in the brutal and oppressive ways of the merchant service and the Royal navy." This is why they were popular, despite being unproductive thieves.The words of one pirate from that lost age - a young British man called William Scott - should echo into this new age of piracy. Just before he was hanged in Charleston, South Carolina, he said: "What I did was to keep me from perishing. I was forced to go a-pirating to live." In 1991, the government of Somalia - in the Horn of Africa - collapsed. Its nine million people have been teetering on starvation ever since - and many of the ugliest forces in the Western world have seen this as a great opportunity to steal the country's food supply and dump our nuclear waste in their seas.Yes: nuclear waste. As soon as the government was gone, mysterious European ships started appearing off the coast of Somalia, dumping vast barrels into the ocean. The coastal population began to sicken. At first they suffered strange rashes, nausea and malformed babies. Then, after the 2005 tsunami, hundreds of the dumped and leaking barrels washed up on shore. People began to suffer from radiation sickness, and more than 300 died. Ahmedou Ould-Abdallah, the UN envoy to Somalia, tells me: "Somebody is dumping nuclear material here. There is also lead, and heavy metals such as cadmium and mercury - you name it." Much of it can be traced back to European hospitals and factories, who seem to be passing it on to the Italian mafia to "dispose" of cheaply. When I asked Ould-Abdallah what European governments were doing about it, he said with a sigh: "Nothing. There has been no clean-up, no compensation, and no prevention."At the same time, other European ships have been looting Somalia's seas of their greatest resource: seafood. We have destroyed our own fish-stocks by over-exploitation - and now we have moved on to theirs. More than $300m worth of tuna, shrimp, lobster and other sea-life is being stolen every year by vast trawlers illegally sailing into Somalia's unprotected seas. The local fishermen have suddenly lost their livelihoods, and they are starving. Mohammed Hussein, a fisherman in the town of Marka 100km south of Mogadishu, told Reuters: "If nothing is done, there soon won't be much fish left in our coastal waters."This is the context in which the men we are calling "pirates" have emerged. Everyone agrees they were ordinary Somalian fishermen who at first took speedboats to try to dissuade the dumpers and trawlers, or at least wage a 'tax' on them. They call themselves the Volunteer Coastguard of Somalia - and it's not hard to see why. In a surreal telephone interview, one of the pirate leaders, Sugule Ali, said their motive was "to stop illegal fishing and dumping in our waters... We don't consider ourselves sea bandits. We consider sea bandits [to be] those who illegally fish and dump in our seas and dump waste in our seas and carry weapons in our seas." William Scott would understand those words.No, this doesn't make hostage-taking justifiable, and yes, some are clearly just gangsters - especially those who have held up World Food Programme supplies. But the "pirates" have the overwhelming support of the local population for a reason. The independent Somalian news-site WardherNews conducted the best research we have into what ordinary Somalis are thinking - and it found 70 percent "strongly supported the piracy as a form of national defence of the country's territorial waters." During the revolutionary war in America, George Washington and America's founding fathers paid pirates to protect America's territorial waters, because they had no navy or coastguard of their own. Most Americans supported them. Is this so different?Did we expect starving Somalians to stand passively on their beaches, paddling in our nuclear waste, and watch us snatch their fish to eat in restaurants in London and Paris and Rome? We didn't act on those crimes - but when some of the fishermen responded by disrupting the transit-corridor for 20 percent of the world's oil supply, we begin to shriek about "evil." If we really want to deal with piracy, we need to stop its root cause - our crimes - before we send in the gun-boats to root out Somalia's criminals.The story of the 2009 war on piracy was best summarised by another pirate, who lived and died in the fourth century BC. He was captured and brought to Alexander the Great, who demanded to know "what he meant by keeping possession of the sea." The pirate smiled, and responded: "What you mean by seizing the whole earth; but because I do it with a petty ship, I am called a robber, while you, who do it with a great fleet, are called emperor." Once again, our great imperial fleets sail in today - but who is the robber?


POSTSCRIPT: Some commenters seem bemused by the fact that both toxic dumping and the theft of fish are happening in the same place - wouldn't this make the fish contaminated? In fact, Somalia's coastline is vast, stretching to 3300km. Imagine how easy it would be - without any coastguard or army - to steal fish from Florida and dump nuclear waste on California, and you get the idea. These events are happening in different places - but with the same horrible effect: death for the locals, and stirred-up piracy. There's no contradiction.


Johann Hari is a writer for the Independent newspaper.

Música africana contemporânea 7 - Oumou Sangare

Singer and songwriter Oumou Sangare is genuine superstar in her native Mali, and a charismatic performer who has thrilled audiencesaround the world with her exhilarating live performances. Her 1990 debut disc Moussolou ('Women' ) released on CD by Nonesuch in 1999 was a sensation in her homeland, as inspiring to many as it was controversial to some. In the lyrics to her songs, Sangare takes up the causes of her fellow Malian women, frankly exploring their problems and unabashedly articulating their desires; the outspokenness of her words are a liberating as her music, which combines traditional instrumentation and rhythms with a sophisticated, funk-driven, contemporary groove.

terça-feira, 9 de junho de 2009

The Resurgence of Hate Groups in the United States

American experts are calling it the perfect storm for white supremacist recruitment: the troubled U.S. economy, the election of Barack Obama, and increased concern about immigrants from Mexico and elsewhere. At the same time, extremist groups that are trying to appear mainstream are having some success. Photographer Bruce Gilden visited two groups on the Southern Poverty Law Center’s hate group list: the Knights Party, an offshoot of the Ku Klux Klan; and the Detroit-based National Socialist Movement, one of the largest neo-Nazi groups in the United States.

Para ver o ensaio fotográfico completo de Bruce Gilden da Magnum Photos, aqui.

domingo, 7 de junho de 2009

A coisa Berlusconi

por José Saramago
Este artigo, com este mesmo título, foi publicado ontem no jornal espanhol 'El País', que expressamente mo havia encomendado. Considerando que neste blogue fiz alguns comentários sobre as façanhas do primeiro-ministro italiano, estranho seria não recolher aqui este texto. Outros haverá no futuro, seguramente, uma vez que Berlusconi não renunciará ao que é e ao que faz. Eu também não.
Não vejo que outro nome lhe poderia dar. Uma coisa perigosamente parecida a um ser humano, uma coisa que dá festas, organiza orgias e manda num país chamado Itália. Esta coisa, esta doença, este vírus ameaça ser a causa da morte moral do país de Verdi se um vómito profundo não conseguir arrancá-la da consciência dos italianos antes que o veneno acabe por corroer-lhes as veias e destroçar o coração de uma das mais ricas culturas europeias. Os valores básicos da convivência humana são espezinhados todos os dias pelas patas viscosas da coisa Berlusconi que, entre os seus múltiplos talentos, tem uma habilidade funambulesca para abusar das palavras, pervertendo-lhes a intenção e o sentido, como é o caso do Pólo da Liberdade, que assim se chama o partido com que assaltou o poder. Chamei delinquente a esta coisa e não me arrependo. Por razões de natureza semântica e social que outros poderão explicar melhor que eu, o termo delinquente tem em Itália uma carga negativa muito mais forte que em qualquer outro idioma falado na Europa. Foi para traduzir de forma clara e contundente o que penso da coisa Berlusconi que utilizei o termo na acepção que a língua de Dante lhe vem dando habitualmente, embora seja mais do que duvidoso que Dante o tenha utilizado alguma vez. Delinquência, no meu português, significa, de acordo com os dicionários e a prática corrente da comunicação, "acto de cometer delitos, desobedecer a leis ou a padrões morais". A definição assenta na coisa Berlusconi sem uma prega, sem uma ruga, a ponto de se parecer mais a uma segunda pele que à roupa que se põe em cima. Desde há anos que a coisa Berlusconi tem vindo a cometer delitos de variável mas sempre demonstrada gravidade. Além disso, não só tem desobedecido a leis como, pior ainda, as tem mandado fabricar para salvaguarda dos seus interesses públicos e particulares, de político, empresário e acompanhante de menores, e quanto aos padrões morais, nem vale a pena falar, não há quem não saiba em Itália e no mundo que a coisa Berlusconi há muito tempo que caiu na mais completa abjecção. Este é o primeiro-ministro italiano, esta é a coisa que o povo italiano por duas vezes elegeu para que lhe servisse de modelo, este é o caminho da ruína para onde estão a ser levados por arrastamento os valores que liberdade e dignidade impregnaram a música de Verdi e a acção política de Garibaldi, esses que fizeram da Itália do século XIX, durante a luta pela unificação, um guia espiritual da Europa e dos europeus. É isso que a coisa Berlusconi quer lançar para o caixote do lixo da História. Vão os italianos permiti-lo?
http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1257319&seccao=Caderno%20de%20Saramago

terça-feira, 2 de junho de 2009

El Salvador


Mauricio Funes eleito pelos ex-guerrilheiros da Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional (FMLN), tomou ontem posse como o primeiro presidente de esquerda na história de El Salvador (população 7,066,403).

Na sua tomada de posse, onde estiveram presentes entre outros convidados Lula da Silva e Hilary Clinton, Funes denunciou os seu antecessores de direita por terem sido “complacentes com a corrupção e cúmplices do crime organizado”. O novo Presidente indicou no seu discurso de tomada de posse as sua prioridades “temos que mitigar a desnutrição e comprar medicamentos”, prometeu acabar com os hospitais sem medicamentos e as quotas para atendimento hospitalar (sim é verdade que existem !!). Referiu o meio milhão de crianças sem escola, as aldeias inteiras sem água potável e dos milhares de pessoas que vivem à mercê da extorsão e dos gangs juvenis – Mara - que têm espalhado o pânico no país nos últimos anos. Mauricio Funes recordou o seu irmão, assassinado pela Guardia Nacional em 1980 e o seu professor, o monsenhor Óscar Romero também assassinado por esquadrões da morte em 1980 na capela do hospital de La Divina Providencia, em San Salvador durante uma missa.

A ditadura militar de El Salvador apoiada pelos EUA (presidências de Jimmy Carter, Ronald Reagan e George H. W. Bush) foi responsável por uma trágica guerra civil entre 1980 e 1991, que causou a morte de mais de 70 mil pessoas, dos quais cerca de 30 mil foram assassinados, 9 mil desaparecidos e provocou a deslocalização de 900 mil pessoas.
A denúncia do discurso de tomada de posse de Mauricio Funes, representa o paradigma da América Central actual. Generalizando, os países que ao longo das últimas décadas, tiveram ditaduras militares (anos 70 e 80), convertidas em governos supostamente “democráticos”, mas sempre da confiança de Washington, que seguiram à risca as receitas neo-líberais do FMI e Banco Mundial (anos 90) e que actualmente têm índices de desenvolvimento humano, sanitário e nutricionais miseráveis. Algo de difícil compressão para o comum europeu consumidor de enlatados e telejornais com idêntica formatação. Estes países têm as suas economias completamente depauperados e incapazes de resistir à crise mundial actual.

A América Central segue os passos da viragem geopolítica à esquerda que assistimos na América Sul. O pátio das traseiras dos EUA é cada vez mais pequeno.
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Nota: Sobre o tema, ver o filme Salvador, um dos filme menos divulgados de Oliver Stone (porque será ?), realizado em 1986 com James Woods e James Belushi.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Cuba vs EUA

Depois da Microsoft ter bloqueado a semana passada a utilização do Messenger desde Cuba, agora foi a vez da Google impedir o acesso aos utilizadores cubanos do novo serviço Google Wave (ainda em fase experimental). Esta é uma plataforma que conjuga a comunicação com a partilha de documentos. O utilizador, ao tentar registar-se desde Cuba, recebe a seguinte mensagem:

Your client does not have permission to get URL /fb/forms/wavesignup/ from this server. (Client IP address: xx.xx.140.181) You are accessing this page from a forbidden country.

Estas noticias não deixam de ser contraditórias, quando os EUA acusam frequentemente Cuba de limitar o acesso à Internet e quando timidamente estão a ser dados os primeiros passos pela administração Obama para o restabelecimento de contactos entre os 2 países.

Apesar das intenções manifestadas, apenas se está a tentar repor o nível de comunicação bilateral existente até 1995 e eliminados por George W. Bush, com vista ao cumprimento dos acordos migratórios estabelecidos pelo presidente Carter nos anos 80. Existe a possibilidade, que deste primeiro encontro, surja o restabelecimento do serviço postal entre os 2 países, actualmente a correspondência tem que passar sempre por um 3º país devido ao bloqueio americano.