segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

O ano de 2018 visto pelas objectivas da agência Reuters (12)


Um migrante da caravana de milhares de pessoas da América Central sobe a cerca da fronteira entre o México e os EUA, em Tijuana, a 18 de novembro. Foto Hannah Mckay/Reuters



Migrante da América Central, parte da caravana com destino aos Estados Unidos, captado junto a agentes da Polícia, no México, em novembro. Foto Carlos Garcia Rawlins/Reuters



O agente de patrulha de fronteira Jacob Stukenberg vê o cadáver do migrante da Guatemala Misael Paiz, 25 anos, que morreu no deserto de Sonora depois de viajar mais de 3000 quilómetros para cruzar a fronteira entre os EUA e o México, no Refúgio Nacional de Vida Silvestre de Buenos Aires, Arizona, em setembro. Foto Lucy Nicholson/Reuters



Um menino de quatro anos de idade chora nos braços de um membro da família quando ele e outros foram detidos por agentes de patrulha após atravessarem a fronteira dos EUA a partir do México, perto de McAllen, no Texas, em maio. Foto Adrees Latif/Reuters

domingo, 30 de dezembro de 2018

O ano de 2018 visto pelas objectivas da agência Reuters (11)


Migrante hondurenho, parte da caravana de migrantes da América Central com destino aos EUA, no México, em outubro. Foto Ueslei Marcelino/Reuters



Maria Meza (no centro), uma mulher de 40 anos das Honduras, parte de uma caravana de milhares de migrantes da América Central, foge do gás lacrimogéneo com as filhas gémeas de cinco anos Saira Mejia Meza (à esquerda) e Cheili Mejia Meza (à direita) em frente ao muro da fronteira entre os EUA e o México, em Tijuana, a 25 de novembro. Foto Kim Kyung-hoon/reuters



Antigo presidente das Honduras, Manuel Zelaya, atacado durante protestos contra a reeleição do presidente Juan Orlando Hernandez, em Tegucigalpa, Honduras, janeiro. Foto Jorge Cabrera/reuters



 Galo passeia perto de corpo de membro de gangue, nas Honduras, em setembro. Foto Goran Tomasevic/Reuters


sábado, 29 de dezembro de 2018

O ano de 2018 visto pelas objectivas da agência Reuters (10)


Migrantes resgatados pela ONG Proactiva Open Arms no Mar Mediterrâneo antes de chegar ao porto de Algeciras, em San Roque, sul de Espanha, em agosto. Foto Juan Medina/Reuters



Migrantes desembarcam numa praia em Tarifa, sul de Espanha, em julho. 
Foto Jon Nazca/Reuters



Mave Grace, 11 anos, que teve parte do braço esquerdo mutilado por milicianos quando atacaram a vila de Tchee, com a irmã Racahele-Ngabausi, de dois anos, num acampamento deslocado internamente em Bunia, província de Ituri, leste da República Democrática do Congo, em abril. Segundo testemunhas, os milicianos mataram a mãe grávida, os três irmãos e feriram a irmã. Foto Goran Tomasevic/Reuters

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

O ano de 2018 visto pelas objectivas da agência Reuters (9)


Jovem palestiniano atingido por tropas israelitas na Faixa de Gaza, em junho. 
Foto Ibraheem Abu Mustafa/Reuters



Familiares de um palestino morto na fronteira entre Israel e Gaza num hospital na Cidade de Gaza, em junho. 
Foto Mohammed Salem/Reuters



Um familiar chora quando carrega o corpo da criança palestiniana Laila al-Ghandour, de oito meses, durante o funeral na cidade de Gaza, em maio. Foto Mohammed Salem/Reuters


quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

domingo, 23 de dezembro de 2018

O ano de 2018 visto pelas objectivas da agência Reuters (4)

   
Jovem estudante antes da manifestação "March for Our Lives", pelo controlo mais rigoroso da posse de armas, em Washington, em março. Foto Eric Thayer/Reuters

sábado, 22 de dezembro de 2018

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Bernardo Bertolucci (1940 - 2018)


Bernardo Bertolucci (1940 - 2018)
 



 
1900 (1976)
Épico de escala maior sobre a amizade de dois rapazes de classes opostas. Ao mesmo tempo, a Itália e todas as suas transformações sociais. Bernardo filmava com um fôlego total, um fôlego que não se perdia em academismos da época ou no "picar o ponto" das condescendências narrativas. Havia uma câmara apaixonada com o romantismo de se filmar o trabalhador, o operário, o agricultor. Dir-se-à agora que não está datado. Como o melhor cinema, é intemporal. Fica para sempre no imaginário a cena no palheiro entre Robert De Niro e Dominique Sanda. Bernardo provava aqui que no seio do "conceito" do fresco conseguia sempre pegar na alma do espetador através daquilo que é mais íntimo.
DN, 26-11-2018
 

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Dorothea Lange


Paul S. Taylor. Dorothea Lange in Texas on the Plains, ca. 1935
© The Dorothea Lange Collection, the Oakland Museum of California

Dorothea Lange. Drought Refugees, ca. 1935
© The Dorothea Lange Collection, the Oakland Museum of California

Dorothea Lange. Migrant Mother, Nipomo, California, 1936
© The Dorothea Lange Collection, the Oakland Museum of California

Dorothea Lange. Migratory Cotton Picker, Eloy, Arizona, 1940
© The Dorothea Lange Collection, the Oakland Museum of California

Dorothea Lange. Sacramento, California. College students of Japanese ancestry
who have been evacuated from Sacramento to the Assembly Center, 1942.

Dorothea Lange. Manzanar Relocation Center, Manzanar, California. An evacuee
is shown in the lath house sorting seedlings for transplanting.
These plants are year-old seedlings from the Salinas Experiment Station, 1942

Dorothea Lange. White Angel Breadline, San Francisco, 1933.
© The Dorothea Lange Collection, the Oakland Museum of California

Dorothea Lange. Centerville, California. This evacuee stands by her baggage
as she waitsfor evacuation bus. Evacuees of Japanese ancestry will be housed in
War Relocation Authority centers for the duration, 1942



Fonte: Feature Shoot


Dorothea Lange (May 26, 1895 – October 11, 1965) was an American documentary photographer and photojournalist, best known for her Depression-era work for the Farm Security Administration (FSA). Lange's photographs humanized the consequences of the Great Depression and influenced the development of documentary photography (from Wikipedia).


Dorothea Lange - 39 works online in MoMA

Dorothea Lange - works in the Getty Museum


terça-feira, 9 de outubro de 2018

Por que os donos do dinheiro celebram Bolsonaro no 2º turno

O mercado reagiu com otimismo à ida de Jair Bolsonaro (PSL) ao segundo turno da eleição presidencial. O dólar comercial fechou esta segunda(8) em queda de 2,35%, cotado a R$ 3,766 na venda. E a bolsa brasileira registrou o maior volume financeiro da sua história. Os negócios totalizaram R$ 29 bilhões e fizeram o Ibovespa fechar em alta de 4,57%. Por trás da euforia, a expectativa de que, se eleito, Bolsonaro levará adiante uma pauta anti-povo, que interessa aos financistas.

 

 
Após o resultado do primeiro turno ser divulgado, agentes do mercado avaliaram que, não só o militar da reserva pode comandar o país, como terá força no Congresso para aprovar medidas impopulares que a gestão Michel Temer não conseguiu emplacar. Daí vem a reação positiva à contagem dos votos.

As urnas indicaram uma renovação do Congresso, mas com recuo dos partidos progressistas e de forças tradicionais de centro e direita, paralelamente a uma expansão fragmentada de outros partidos da direita, até então nanicos ou pertencentes ao chamado baixo clero. Elegeram representantes da bancada da bala, ativistas conservadores, integrantes de forças de segurança e religiosos.

“A nova composição do Congresso mostra que ele (Bolsonaro) pode ter uma boa governabilidade e conseguir aprovar algumas reformas com maior facilidade. O mercado tende a ir mais para os candidatos com uma visão menos estatista”, avaliou Fabrizio Velloni, chefe da mesa de operações da Frente Corretora, em entrevista a O Globo.

O interesse nas reformas é compreensível, já que elas garantirão ganhos ao mercado financeiro. Assim como a reforma trabalhista beneficiou empresários que podem contratar seus funcionários sem pagar tantos direitos, a reforma previdenciária, por exemplo, beneficiará banqueiros, responsáveis por gerir os planos de previdência privada e fundos de capitalização.

São também os rentistas os donos de títulos da dívida pública, essa mesma que o discurso corrente acusa de estar crescendo vertiginosamente por causa dos PT, embora os números insistam em negar. Fato é que Bolsonaro quer cortar gastos sociais e vender estatais para pagar parte da dívida pública, ou seja, beneficiando ainda mais esses tais rentistas. Mesmo que isso signifique abrir mão do patrimônio público a preço de banana e inviabilizar serviços públicos como saúde e educação para a população que mais precisa. Mesmo que isso não vá resolver o problema da dívida, pelo contrário.

A experiência mostra que as privatizações foram usadas por Fernando Henrique Cardoso para tentar cobrir a dívida, mas ela se multiplicou durante sua gestão. E diversos analistas apontam que a austeridade fiscal atrapalha o crescimento, além de impor um sofrimento horrível à população.

Mas é daí que vem a simpatia do mercado pelo candidato “menos estatista”. Porque menos Estado pode significar mais lucro para essa minoria. Essa máxima pode ser aplicada, por exemplo, na área de segurança. Uma das propostas de Bolsonaro é afrouxar as leis de porte de armas, para que mais cidadãos possam andar armados, exatamente o contrário do que faz o restante do mundo.

"Não se vai resolver o problema (da segurança) distribuindo armas para a população. Ser presidente da República e dizer que a população se apegue à própria sorte e compre uma arma para se defender, então para que serve o presidente? O Estado não pode transferir para a população a responsabilidade de se defender", disse a então candidata Marina Silva, durante uma entrevista antes das eleições.

Mas há quem celebre a proposta de Bolsonaro, não por razões cívicas, mas econômicas. As ações da fabricante de armas Forja Taurus abriram o pregão em disparada nesta segunda. Os papéis chegaram a subir 12,50%, sendo negociadas 6,30 reais. No ano, as ações acumulam valorização de 186%. É a perspectiva de ampliação do mercado consumidor, afinal. It’s not personal, it’s just business (Não é nada pessoal, são apenas negócios, como em O Poderoso Chefão).

“Isso (a animação do mercado) diz respeito à governabilidade e à viabilidade de implementação de um programa liberal que o mercado sabe que é necessário para o país, um ajuste fiscal contundente, rápido e eficiente”, defendeu o ex-presidente do Banco Central Carlos Langoni, à Jovem Pan.

Segundo ele, os resultados eleitorais mostraram que há maior possibilidade de o plano de Paulo Guedes (assessor econômico de Bolsonaro) ser implementado. A plataforma a que ele se refere é o aprofundamento da agenda neoliberal de Michel Temer, rejeitado por 82% da população. Prova de que o que o mercado comemora muitas vezes não está em sintonia com o que é melhor para o povo.

Por Joana Rozowykwiat