sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Histórico diálogo entre Fidel Castro y Salvador Allende



Histórico diálogo entre Fidel Castro y Salvador Allende
Por estos días la televisión pública argentina difundió El Diálogo de América, charla en noviembre de 1971 entre el líder de la Revolución cubana, Fidel Castro, y el extinto presidente Salvador Allende, durante la visita de tres semanas realizada por el primero a Chile. 

Una información de Prensa Latina señala que filmado por el cineasta Álvaro Covacevich y con la participación, como entrevistador, del destacado periodista chileno y asesor personal de Allende, Augusto Olivares, El Diálogo de América fue estrenado mundialmente en París en abril de 1972 como testimonio de la lucha por el proceso chileno. Hace referencia a que el diario argentino Página 12 recuerda que sus presentadores entonces fueron el fallecido escritor y poeta chileno Pablo Neruda y el actor Marcel Marceau. 

La distendida conversación tuvo lugar en los jardines de la casa presidencial, en la cual temas como la llamada Vía chilena, emprendida por la Unidad Popular (UP) para encaminar las transformaciones en el país, o la decisiva participación de la clase obrera en los procesos de cambio en una y otra sociedad, fueron analizados por ambos estadistas. Este documental, restaurado por la televisión pública argentina fue difundido por primera vez en el país, tras ser recuperado recientemente entre el patrimonio de Covacevich, quien luego del golpe militar de 1973 se exilió en México. También se refirieron a los principales obstáculos enfrentados por la UP para llevar adelante su programa, y por la Revolución cubana para lograr su supervivencia y avanzar. 

En el caso de Cuba, Fidel Castro indicó que el principal obstáculo era de orden exterior, y mencionó al imperialismo norteamericano, que ejerce, dijo, una formidable oposición, utilizando para ello armas políticas, económicas y militares, pese a lo cual no tiene -aseguró- la más remota posibilidad de aplastar a la Revolución. 

Estos obstáculos, precisó Allende en aquel entonces, nacen de una oligarquía con bastante experiencia que defiende muy bien sus intereses y tiene el respaldo del imperialismo.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Não há raças humanas

Não há raças humanas. Só há “raças” humanas nas cabeças dos racistas, pois permite-lhes fazer classificações e distinções, uma longa história que permanece na actualidade. Há racismo, há desigualdade e há pobreza. Estas três realidades são o caldo ideal para a opressão e a exploração. A desigualdade coloca uns acima e outros abaixo. Ser pobre é um sofrimento permanente. Ser pobre e ter a pele suficientemente pigmentada como sinal distintivo é somar razões para o sofrimento. E para a revolta também. Como se dizia em um dos últimos planos dum filme de Spielberg, “ser mulher, ser pobre e ser negra é uma das piores condições para um ser humano”.

A verdade é que não há raças humanas. Esse é um conceito do século XIX, que percorreu todo o século XX e que ainda hoje está aí. Havia livrinhos com esse mesmo título, Raças Humanas, onde se representavam pessoas com a sua localização geográfica e uns trajos entendidos como regionais, com penas, palhas e umas lanças nas mãos. Este mesmo conceito de raças inspirou as exposições pela Europa fora a que se chama os Zoos humanos, onde as pessoas trazidas de África e da América do Sul eram expostas em recintos cercados dentro das cidades europeias, vestidas com os seus “trajos regionais”, em parte despidas, porque na terra delas faz mais calor, colocadas num cenário apropriado. À volta os europeus contemplavam e comentavam estes seres, que para eles olhavam espantados. E humilhados, com certeza.

Estamos a falar do século XX, muito depois da abolição da escravatura. Portugal representou esse papel com gáudio na Exposição do Mundo Português e ficou registada a indignação de senhoras portuguesas por os respectivos maridos irem ver repetidamente a africana Rosinha, exibida tal como entendiam que vivia em África. Felizmente que houve bastantes fotografias, filmes e reportagens de jornais, senão corria-se o risco de dizerem que se estava a inventar. Se pensarmos que as comunidades africanas não têm esta memória colectiva, estamos enganados. Foram protagonistas os pais, os avós, as avós, os bisavôs. À distância de uma a três gerações. Como muitos brasileiros actuais se lembram da avó índia que foi “pega-no-laço” (isso mesmo, caçada a laço) ou do bisavô que já foi “ventre livre”, ou seja, que ainda estava no ventre da mãe, quando esta foi libertada pela “Lei de Ouro”. Ora, raças só existem de facto para animais que os criadores obrigaram a cruzarem-se selectivamente. Também houve tentativas com os humanos, mas não resultou...

Quanto a nós, seres humanos, usando palavras de taxonomia, somos do género homo, da espécie homo sapiens e da subespécie sapiens sapiens. Todos. E depois disto não há mais subdivisão nenhuma e o estudo do genoma humano assim tem provado. Tem provado também que ao longo de milhares de anos nos fomos cruzando, de sul para norte, de norte para sul, de leste para oeste, de oeste para leste, porque as populações humanas não assentavam arraiais, iam à descoberta. É há pouco tempo que nos sedentarizámos. Que todos viemos de África já sabemos. E a pigmentação da pele foi-se perdendo por selecção e adaptação à medida que as pessoas saíam das zonas com maior incidência do sol para caminharem lentamente no sentido dos pólos. A maior ou menor pigmentação da pele vai seguindo a latitude. Em África, as populações são mais pigmentadas quanto mais próximas do Equador. E bem claros no norte da Europa aqueles que só têm luz solar durante poucas horas do dia durante muitos meses. Mais pigmentados defendidos do sol, mais despigmentados maior síntese de vitamina D na pele. E entre uns e outros fica uma escala de pigmentação. Que nós reavivamos ao sol, na praia, porque muitos e sobretudo muitas gostamos mesmo do tom bronzeado. Todavia, na longa história da humanidade, sobretudo antes de nos sedentarizarmos, misturámo-nos bastante e ainda bem. Foi o que salvou a espécie. Misturando-nos, embora não o soubéssemos, evitámos a concentração de genes “maus” que podia ter sido fatal. É o caso de populações ainda existentes, que os geneticistas classificam em “gargalo de garrafa”, com pronunciado isolamento e endogamia, que são mais vulneráveis e mais propensas a certas doenças. Mas nós, a generalidade dos humanos, somos todos mestiços. Felizmente. Misturámo-nos ao longo de milhares de anos. 


Todavia, apesar das evidências crescentes da ciência, a palavra e o conceito de “raça” mantém-se nos comentadores da comunicação social, escrita e falada, para não falar dos comentários que circulam nas redes digitais. E o mais grave é que se mantém no meio científico. Não é raro que médicos, alguns jovens colegas meus, ao descreverem a história clínica, coloquem à cabeça do texto as expressões “raça caucasiana” (supostamente nós, os europeus) ou “raça negra”, quando a pele é mais pigmentada. Nós, caucasianos? A classificação já é um pouco mais discreta do que “arianos”, mas podemos perguntar-nos se viemos mesmo directamente lá do Cáucaso. O estudo do património genético da população portuguesa mostra que viemos de muito sítio e uma boa parte de populações africanas sub-saharianas, não no tempo longínquo do Out of Africa, mas no tempo histórico bem mais próximo. E o mais interessante é que a “raça negra” para os jovens que inconscientemente o escrevem e para a generalidade das pessoas é assim descrita mesmo que a pessoa tenha três quartos europeus e um quarto africano. Algo nos lembra o “white” e “not-white”, não é? Tal como a expressão “pessoas de cor” usada mesmo por cientistas sociais em tradução de color people. Porque nós, os europeus, somos transparentes, não é? Não temos cor? Este racismo implícito na linguagem na maior parte das vezes nem é consciente nem intencional, mas traduz muitos séculos em que uns dominaram e outros foram dominados. E os dominados tinham uma pigmentação da pele que os distinguia. Alguém se lembra, ao falar de um escandinavo, com características bem diferentes das nossas, de dizer “indivíduo de raça nórdica”? Pois é, há diferentes e diferentes...

E também percebo que os denominados “negros” assumam orgulho em o ser, mesmo que no seu corpo estejam muitos ascendentes “caucasianos”. Eu também o faria. O domínio e a exploração de outros povos são ainda muito recentes e fazem parte da nossa história contemporânea. Os escritos do general Kaúlza de Arriaga sobre as populações africanas têm apenas umas dezenas de anos. Os filhos mestiços de alguns militares das tropas coloniais que por lá ficaram nas ex-colónias são agora homens e mulheres maduros. Há esquecimento colectivo? Não há.

A esta memória histórica, a maior parte das vezes subjectiva, mas presente, soma-se a desigualdade e a pobreza, que muitas vezes coincidem com estas características da pigmentação da pele. Os 20,7% de crianças e jovens e os 18,3% do total da população portuguesa que em 2016 viviam em pobreza não são todos de pele mais escura. É uma vergonha que percorre bairros de várias cores. Mas se fizermos a análise a fracções da população, ver-se-á que para aqueles que são classificados de “negros” a percentagem é incrivelmente maior. Tal como a desigualdade.

Segundo os especialistas, nos últimos 30 anos e nos países da OCDE o rácio entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres subiu de 7,1 para 9,5 vezes e há uma forte associação entre a desigualdade e a pobreza. Em Portugal, durante a troika este último índice subiu para 10,6. Quem o diz não são radicais de esquerda mas estudiosos da pobreza publicados em respeitáveis edições como a da Fundação Francisco Manuel dos Santos (Carlos Farinha Rodrigues e colaboradores). Mais uma vez, se aplicarmos o estudo que foi feito para toda a população portuguesa a fracções de portugueses com pele mais escura, este número sobe muito. Os bairros “problemáticos” como o da Jamaica acumulam tudo – serem olhados com racismo, conterem pobreza e sofrimento e sentirem gravemente desigualdade. Isto gera revolta e a revolta é desordenada, às vezes ela própria injusta.

Queríamos uma revolta “organizadinha”? Não costuma haver. Organizada e pacífica foi a manifestação convocada pelos jovens para o Terreiro do Paço e sabemos como acabou. Problemática é a nossa sociedade. E o nome de Jamaica é bem lembrado. Foi nessa ilha das Caraíbas que os ingleses escravocratas, nem melhores nem piores que os portugueses, desenvolveram a cultura do açúcar à custa de remessas sucessivas de escravos trazidos de África. Até que estes se revoltaram, estabeleceram comunidades livres nas montanhas e deram que fazer aos ingleses. Mas gente “caucasiana” é outra coisa...

Artigo de Isabel do Carmo, Público

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

A Nova Guerra Fria e a Venezuela

O que se está a passar na Venezuela é uma tragédia anunciada, e vai provavelmente causar a morte de muita gente inocente. A Venezuela está à beira de uma intervenção militar estrangeira e o banho de sangue que dela resultará pode assumir proporções dramáticas. Quem o diz é o mais conhecido líder da oposição a Nicolas Maduro, Henrique Capriles, ao afirmar que o Presidente-fantoche Juan Guaidó está a fazer dos venezuelanos "carne para canhão". Ele sabe do que está a falar. Sabe, por exemplo, que Hugo Chávez levou muito a sério o destino da experiência socialista democrática de Salvador Allende no Chile. E que, entre outras medidas, armou a população civil, criando as milícias, que obviamente podem ser desarmadas, mas que muito provavelmente tal não ocorrerá sem alguma resistência. Sabe também que, apesar do imenso sofrimento a que o país está a ser submetido pela mistura tóxica de erros políticos internos e pressão externa, nomeadamente por via de um embargo que a ONU considera humanitariamente condenável, continua entranhado no povo venezuelano um sentimento de orgulho nacionalista que rejeita com veemência qualquer intervenção estrangeira.

 Perante a dimensão do risco de destruição de vidas inocentes, todos os democratas venezuelanos opositores do governo bolivariano fazem algumas perguntas para as quais só muito penosamente vão tendo alguma resposta. Por que é que os EUA, acolitados por alguns países europeus, embarcam numa posição agressiva e maximalista que inutiliza à partida qualquer solução negociada? Por que é que se fazem ultimatos típicos dos tempos imperiais dos quais, aliás, Portugal tem uma experiência amarga? Por que foi recusada a proposta de intermediação feita pelo México e o Uruguai, que tem como ponto de partida a recusa da guerra civil? Porque um jovem desconhecido do povo venezuelano até há algumas semanas, membro de um pequeno partido de extrema-direita, Voluntad Popular, directamente envolvido na violência de rua ocorrida em anos anteriores, se autoproclama Presidente da República depois de receber um telefonema do vice-presidente dos EUA, e vários países se dispõem a reconhecê-lo como Presidente legítimo do país?

As respostas virão com o tempo, mas o que vai sendo conhecido é suficiente para indicar por onde surgirão as respostas. Começa a saber-se que, apesar de pouco conhecido no país, Juan Guaidó e o seu partido de extrema-direita, que tem defendido abertamente uma intervenção militar contra o governo, são há muito os favoritos de Washington para implementar na Venezuela a infame política de "regime change". A isto se liga a história das intervenções dos EUA no continente, uma arma de destruição maciça da democracia sempre que esta significou a defesa da soberania nacional e questionou o acesso livre das empresas norte-americanas aos recursos naturais do país. Não é difícil concluir que não está em causa a defesa da democracia venezuelana. O que está em causa é o petróleo da Venezuela.

A Venezuela é o país com as maiores reservas de petróleo do mundo (20% das reservas mundiais; os EUA têm 2%). O acesso ao petróleo do Médio Oriente determinou o pacto de sangue com o país mais ditatorial da região, a Arábia Saudita, e a destruição do Iraque, da Síria, da Líbia, no Norte de África; a próxima vítima pode bem ser o Irão. Acresce que o petróleo do Médio Oriente está mais próximo da China do que dos EUA. Enquanto o petróleo da Venezuela está à porta de casa. O modo de aceder aos recursos varia de país para país, mas o objectivo estratégico tem sido sempre o mesmo. No Chile, envolveu uma ditadura sangrenta. Mais recentemente, no Brasil, o acesso aos imensos recursos minerais, à Amazónia e ao pré-sal envolveu a transformação de um outro favorito de Washington, Sérgio Moro, de ignorado juiz de primeira instância em notoriedade nacional e internacional, mediante o acesso privilegiado a dados que lhe permitissem ser o justiceiro da esquerda brasileira e abrir caminho para eleição de um confesso apologista da ditadura e da tortura que se dispusesse a vender as riquezas do país ao desbarato e formasse um governo de que o favorito pró-norte-americano do futuro do Brasil fizesse parte.

Mas a perplexidade de muitos democratas venezuelanos diz especialmente respeito à Europa, até porque no passado a Europa esteve activa em negociações entre o governo e as oposições. Sabiam que muitas dessas negociações fracassaram por pressão dos EUA. Daí a pergunta: também tu, Europa? Estão conscientes de que, se a Europa estivesse genuinamente preocupada com a democracia, há muito teria cortado relações diplomáticas com a Arábia Saudita. E que, se a Europa estivesse preocupada com a morte em massa de civis inocentes, há muito que teria deixado de vender à Arábia Saudita as armas com que este país está a levar a cabo o genocídio do Iémen. Mas talvez esperassem que as responsabilidades históricas da Europa perante as suas antigas colónias justificassem alguma contenção. Porquê este alinhamento total com uma política que mede o seu êxito pelo nível de destruição de países e vidas?

A pouco e pouco se tornará claro que a razão deste alinhamento reside na nova guerra fria que entretanto estalou entre os EUA e a China, uma guerra fria que tem no continente latino-americano um dos seus centros e que, tal como a anterior, não pode ser travada directamente entre as potências rivais, neste caso, um império declinante e um império ascendente. Tem que ser travada por via de aliados, sejam eles num caso os governos de direita da América Latina e os governos europeus, e, noutro caso, a Rússia. Nenhum império é bom para os países que não têm poder para beneficiar por inteiro da rivalidade. Quando muito, procuram obter vantagens do alinhamento que lhes está mais próximo. E o alinhamento tem de ser total para ser eficaz. Isto é, é preciso sacrificar os anéis para não se irem os dedos. Isto é tão verdade do Canadá como dos países europeus.

Tenho-me reconhecido bem representado pelo Governo do meu país no poder desde 2016. No entanto, a legitimidade concedida a um Presidente-fantoche e a uma estratégia que muito provavelmente terminará em banho de sangue faz-me sentir vergonha do meu Governo. Só espero que a vasta comunidade de portugueses na Venezuela não venha a sofrer com tamanha imprudência diplomática, para não usar um outro termo mais veemente e verdadeiro da política internacional deste Governo neste caso.
 
Artigo de

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Entender a nova ofensiva contra a Venezuela


A investidura de Nicolas Maduro, em 10 de janeiro, provoca turbulências políticas e mediáticas. Eleito em 20 de maio de 2018, o presidente da Venezuela enfrenta uma operação planeada e concertada pelos Estados Unidos e seus aliados. Tomando como pretexto inicial as condições eleitorais que permitiram a vitória de Maduro, um punhado de governos, repintado para a ocasião em "comunidade internacional", através das transnacionais da comunicação, decidiu aumentar a pressão sobre a Venezuela Bolivariana. 

Como se tornou hábito no caso da Venezuela, a maioria da grande comunicação envolve-se com prazer nas falsas notícias e esquece o próprio significado da ética jornalística. 

É conveniente para o leitor escrupuloso e desejoso de separar a verdade do falso expor os fatos e voltar às condições da eleição de Maduro, analisando a estratégia de Washington para punir um povo julgado, desde há 20 anos, demasiado rebelde e incómodo. 

Os pretextos falaciosos para uma nova ofensiva política 

Nesse novo cenário de desestabilização da Venezuela, as principais justificações invocadas pelos governos que se opõem a Caracas andam à volta das condições da eleição de Nicolas Maduro em maio passado. 

Para entender esses pretextos falaciosos, precisamos voltar um pouco atrás. Em maio de 2016, alguns meses após a vitória da oposição nas eleições legislativas, iniciou-se um processo de diálogo entre o Chavismo e seus opositores na República Dominicana. Uma série de 150 reuniões, lideradas pelo ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodriguez Zapatero, o ex-presidente da República Dominicana Leonel Fernandez e o ex-presidente do Panamá, Martin Torrijos, resultou em janeiro de 2018, na elaboração de um acordo sobre a convocação de uma eleição presidencial antecipada e suas garantias eleitorais. 

Como ressaltou Jorge Rodriguez, chefe da comissão de diálogo do governo: "Tudo estava pronto [para a assinatura do acordo] até a mesa onde devíamos fazer nossas declarações oficiais. À tarde, Julio Borges, ex-presidente de direita da Assembleia Nacional, recebeu um telefonema da Colômbia do ex-secretário de Estado norte-americano Rex Tillerson (...). A oposição então anunciou-nos que não assinaria o acordo. De volta a Caracas, José Luis Rodríguez Zapatero enviou uma carta à oposição perguntando-lhe qual era a sua alternativa para se recusar a participar numa eleição que apresentava as garantias sobre as quais ela mesma tinha trabalhado.” [1]

A oposição venezuelana dividiu-se sobre a estratégia a adotar. Enquanto a ala mais radical decidia não participar, parte da oposição que não desistiu de recuperar o poder através do caminho democrático apresentou um candidato, Henri Falcon. Dois outros candidatos participariam nesta eleição [2] . Por conseguinte, é simplesmente falso afirmar que a oposição boicotou este voto ou que Nicolas Maduro se apresentou sozinho [3] . Esta é uma narrativa com intenções políticas não democráticas. 

Um sistema eleitoral transparente e democrático 

Uma das ladainhas de Washington e dos seus satélites da América Latina ou europeus é dizer que as eleições na Venezuela não estão alinhadas com os padrões internacionais. O que é obviamente falso, mas necessário neste processo político-mediático que visa não reconhecer a legalidade da eleição de 20 de maio de 2018 e a legitimidade do seu resultado. 

Para ver a hipocrisia daqueles governos sobre este conflito, vamos deter-nos por um momento sobre as condições eleitorais oferecidas ao povo venezuelano desde a aprovação por referendo da Constituição Bolivariana, em 15 de dezembro de 1999. O leitor pode facilmente ter uma ideia da transparência das eleições na Venezuela, comparando esses mecanismos eleitorais com os postos em prática no seu próprio país. 

Na Venezuela, para evitar fraudes, as eleições não são organizadas pelo executivo através do Ministério do Interior. A Constituição de 1999, que reconhece a existência de cinco poderes independentes – o executivo, o legislativo, o judiciário, o moral e o poder eleitoral – deixa a este a tarefa de organizar os processos eleitorais, de acordo com a lei orgânica dos processos eleitorais. 

Este quadro legal, adotado em 2009, não foi modificado desde então [4] . Em particular, permitiu a eleição de múltiplos representantes da oposição para poderes públicos. Nenhum deles duvidou do sucesso do voto que conquistou e a própria oposição nunca questionou a estrutura legal do processo eleitoral. O que ela poderia no entanto ter feito por meio de um referendo de iniciativa cidadã, previsto para revogar por leis o artigo 74 da Constituição. Sempre se limitou a denunciar os resultados das eleições quando perdeu, ou preventivamente quando sabia que ia perder. 

Relativamente ao voto dos cidadãos [5] , a Venezuela utiliza um sistema eletrónico e manual duplo. Quando alguém entra no gabinete de voto, identifica-se aos assessores com a sua cartão de identidade e ativa a máquina para votar por meio de um reconhecimento biométrico. Portanto, é impossível votar duas vezes. Depois de escolher o candidato de sua escolha, a urna eletrónica emite um bilhete com o nome do candidato, que o eleitor coloca num envelope e deposita numa urna. Finalmente, depois de assinar o registo eleitoral, mergulha o dedo mindinho em tinta indelével para garantir que não repetirá seu voto. 

Nos dias que antecedem a eleição, o Centro Nacional Eleitoral (CNE), órgão que rege o poder eleitoral, convoca todos os partidos políticos participantes nas eleições para uma série de 14 auditorias prévias. Assim são postos à prova, listas de eleitores, o software usado para coletar dados eleitorais, máquinas de votação e seu método de montagem, o sistema biométrico para o reconhecimento do eleitor, tinta indelével, rede de transmissão de dados eleitorais e sistema de totalização de dados [6] . Observadores de cada partido político participam nestas várias auditorias que antecedem o voto dos cidadãos. 

Cada passo deve ser aprovado previamente por todos os participantes para garantir a maior transparência da eleição. E, de fato, eles sempre foram aceites até agora. Acrescente-se que todos os partidos políticos têm o direito de enviar apoiantes como assessores, bem como envolver observadores nacionais e internacionais de sua escolha na monitorização das sessões eleitorais. 

Na noite dos resultados, a CNE procede a uma nova auditoria perante responsáveis dos partidos, onde 54,4% (pelo menos, de acordo com a lei) das assembleias de voto serão sorteadas, em que o resultado eletrónico será verificado. Trata-se então de comparar os resultados obtidos na urna com os resultados eletrónicos. Nunca foi detetado um erro durante os múltiplos processos eleitorais. 

Estas garantias para proteger o resultado levaram o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter a definir o sistema eleitoral venezuelano como "o melhor do mundo" [7] . Foram os mesmos procedimentos que garantiram a transparência de todas as eleições na Venezuela, seja, por exemplo, para as eleições parlamentares de 5 de dezembro de 2015 (vencidas pela oposição) ou para as eleições presidenciais de 20 de maio de 2018 (vencidas pelo Chavismo). 

Como se pode ver, a Venezuela tem mais garantias eleitorais do que muitos países ocidentais, para não falar dos países do grupo de Lima. A transparência da eleição de Nicolas Maduro foi, além disso, validada por mais de 2 000 observadores internacionais da Comunidade do Caribe (Caricom), da União Africana e do Conselho de Peritos Eleitorais Latino-Americanos (Ceela). 

Perante este sistema, entendemos por que uma parte da oposição se recusou a concorrer a uma eleição que teria perdido. Aceitar participar em eleições significa participar nas auditorias e validar a transparência do sistema eleitoral venezuelano. Essa recusa em participar do processo democrático preparou o caminho para a tentativa desestabilizadora que vemos hoje. 

Na noite da eleição presidencial 

Para além das garantias eleitorais, os países que questionam a legitimidade do presidente venezuelano tentam criticar os resultados da eleição presidencial. Mais uma vez, este é apenas um pretexto para legitimar a desestabilização da Venezuela. Vamo-nos deter por um momento nestes resultados. 

A eleição presidencial na Venezuela é uma eleição por sufrágio universal direto. O presidente é eleito não conforme acordos parlamentares ou pela escolha de "grandes eleitores", mas diretamente pelo povo. 

Em 20 de maio de 2018, 9 389 056 eleitores votaram nas urnas, ou 46.07% dos cidadãos registados nas listas eleitorais. A alta taxa de abstenção ainda é usada hoje por oponentes da Revolução Bolivariana para desqualificar a vitória de Nicolas Maduro. É claro que nenhum desses críticos mencionará as dezenas de penalidades financeiras e retaliações à economia do país desde 2014 [8] . Uma perseguição que desencorajou muitos venezuelanos e aumentou a sua desconfiança numa solução eleitoral para acabar com a crise. Além disso, o pedido de boicote das urnas por vários partidos da oposição também teve consequências sobre a taxa de participação. 

Apesar disso, 30,45% dos eleitores registados votaram em Nicolas Maduro. Este valor é superior ao do presidente chileno Sebastián Piñera (26,5%), do presidente argentino Mauricio Macri (26,8%) e do presidente Donald Trump (27,20%). Sem mencionar as percentagens obtidas na primeira volta pelo presidente colombiano (21%) ou pelo presidente Emmanuel Macron (18,19%). Obviamente, ninguém contesta a legitimidade de suas eleições apesar da baixa proporção de eleitores que os escolheram. 

Uma estratégia coordenada e planificada a partir de Washington 

Após a eleição de Nicolas Maduro, os Estados Unidos fortaleceram a coligação contra a Venezuela na região. Em 27 de junho de 2018, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, anunciou o seu tom no Brasil: "A liberdade e a democracia serão restauradas na Venezuela. Os Estados Unidos pedem ao Brasil que tome uma posição firme contra o regime de Nicolas Maduro" [9] . Fazendo eco, o secretário de Estado Mike Pompeo afirmou em 21 de setembro de 2018, que os Estados Unidos "continuarão a aumentar o nível de pressão" contra o país bolivariano. Este mesmo Pompeo realizou várias reuniões com os chefes dos governos brasileiro, peruano e colombiano para preparar a operação de 10 de janeiro. 

Foi na reunião do Grupo Lima, realizada em 4 de janeiro de 2019, que realmente foi definido o cenário. Durante este cenáculo, os governos membros dessa internacional anticomunista [10] concordaram numa série de ações contra Caracas. Note-se que o governo mexicano, agora chefiado pelo presidente progressista Andrés Manuel López Obrador, não subscreveu este documento e reafirmou a vontade do seu país de não interferir nos assuntos internos de outra nação, cortando com as posições belicistas do governo precedente e do grupo de Lima. 

O documento aprovado em Lima é uma verdadeira declaração de guerra [11] . Na presença do secretário de Estado dos EUA (por videoconferência), os governos que se opunham à Revolução Bolivariana concordaram em aumentar a pressão diplomática contra a Venezuela e perseverar na intenção de abrir uma investigação na Tribunal Penal Internacional contra o Estado venezuelano. Ação apoiada além disso pela França [12]

Os membros do grupo de Lima condenam a crise económica na Venezuela, mas adotam uma resolução para reforçar o bloqueio financeiro contra aquele país. O texto adotado prevê listas de personalidades legais com as quais esses países "não deverão trabalhar, terão que impedir o acesso ao seu sistema financeiro e, se necessário, congelar os seus ativos e recursos económicos". Do mesmo modo, a resolução obriga os países membros do grupo de Lima a pressionar os organismos financeiros internacionais a que pertencem para impedir a concessão de novos créditos à República Bolivariana da Venezuela. 

Mais surpreendente ainda, esta declaração conjunta exige que o governo "de Nicolas Maduro e as Forças Armadas da Venezuela renunciem a todos os tipos de ações que violariam a soberania de seus vizinhos" . Essa acusação é baseada numa recente reação venezuelana a uma exploração de petróleo autorizada pela Guiana numa área territorial exigida pelos dois países vizinhos [13] . Trata-se novamente de um pretexto que faz eco de factos denunciados pelo presidente da Venezuela em 12 de dezembro de 2018. 

Num discurso na televisão, Nicolas Maduro revelou a presença de 734 mercenários nas bases militares de Eglin, na Flórida, e Tolemaida, na Colômbia. O seu objetivo é atacar a Venezuela ou preparar um ataque sob falsa bandeira para justificar uma intervenção militar contra a nação bolivariana. Maduro também revelou que o assessor de segurança nacional dos EUA, John Bolton, pediu ao novo vice-presidente brasileiro, Hamilton Mourão, que organize provocações militares na fronteira com a Venezuela [14] . A declaração do Grupo Lima, portanto, parece reforçar as suspeitas de agressão emitidas pelo Estado venezuelano. 

Depois de ter qualificado a eleição de Nicolas Maduro como ilegítima, o grupo de Lima instou o presidente venezuelano a não assumir a presidência e a "transferir provisoriamente o poder executivo para a Assembleia Nacional". Não importa que Nicolas Maduro tenha sido eleito graças ao mesmo sistema eleitoral que permitiu a eleição do poder legislativo. O objetivo procurado por Washington e seus aliados não é democrático, é político: colocar a oposição à frente do país produtor de petróleo. 

Esta tentativa de golpe institucional, já implementada noutros países da região [15] , faz parte da estratégia de substituição de poderes políticos legítimos. Em julho de 2017, a oposição criou ilegalmente um Supremo Tribunal de Justiça "no exílio", com sede no Panamá, e um cargo de Procurador-Geral da Nação "no exílio" em Bogotá. Essas autoridades fantoches tentam, desde então, substituir-se aos legítimos poderes venezuelanos. 

Em ligação com uma Assembleia Nacional, declarada em atentado judicial em março de 2017 [16] , essas paródias de poderes públicos realizaram um julgamento simulado na sede do Parlamento colombiano (sic) e condenaram o presidente venezuelano Nicolas Maduro a uma pena de 18 anos e 3 meses de prisão. [17]

Para ilustrar esta situação absurda, imagine-se por um momento que um grupo de "coletes amarelos" franceses designava um ministro da Justiça e um Procurador Geral "no exílio" e que eles organizavam na Duma russa um julgamento simulado para condenar Emmanuel Macron a 18 anos de prisão. Isto faria sorrir, mas o que aconteceria se vários Estados em todo o mundo reconhecessem como legítimos esses poderes judiciais "no exílio"? Ouviríamos certamente um grande número de vozes gritando, e com razão, contra a interferência estrangeira ou mesmo uma tentativa de golpe. O exemplo que acabamos de mencionar pode parecer ridículo, mas é o que está a acontecer na Venezuela. 

Estas manobras não são feitas de ânimo leve. O ataque fracassado por meio de um drone carregado de explosivos C4, que ocorreu em 4 de agosto de 2018, não visava apenas eliminar Nicolas Maduro, mas todas as autoridades públicas da nação, com o objetivo de os substituir pelos seus fantoches ilegais [18] . A constituição de poderes paralelos não é um circo político-mediático, mas parte integrante de um golpe institucional em preparação. 

Da mesma forma, declarar Nicolas Maduro ilegítimo é uma mensagem virulenta para os principais parceiros económicos de Caracas (China, Rússia ou Turquia), notificando-os que os acordos assinados com o governo bolivariano não serão reconhecidos quando Nicolas Maduro for derrubado. Um conflito com o país poderia ter repercussões muito além de suas fronteiras. Sergei Riabkov, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, advertiu "os entusiastas de Washington a não cair na tentação da intervenção militar" na Venezuela [19]

Por outro lado, é também uma mensagem para as forças armadas nacionais porque, se o presidente Maduro é ilegítimo, isso equivale a decapitar o poder militar do seu comandante em chefe. 

É nesta perspetiva que o cenário desenvolvido pelos Estados Unidos e seus aliados deve ser decifrado. De acordo com a resolução do Grupo de Lima, a Assembleia Nacional da Venezuela, em desacato ao tribunal e cujas decisões são nulas e sem efeito [20] , declarou que a tomada de posse de Nicolas Maduro é uma "usurpação de poder" . Como resultado, está a prepara-se para ilegalmente assumir o poder executivo durante um "período de transição". Em 8 de janeiro, uma lei sobre a transição foi discutida no hemiciclo venezuelano com o objetivo de tomar o poder executivo a partir de 10 de janeiro. 

Durante as discussões, Américo de Grazia apelou a todos os setores para se alinharem com as autoridades paralelas criadas pela oposição e tomarem as ruas "em coordenação com as ações internacionais, nacionais e institucionais" [21]

Quanto ao novo presidente do órgão legislativo, Juan Guaidó, apelou aos militares venezuelanos para derrubarem o governo a partir de 10 de janeiro [22]

O cenário está montado. A prova de força iminente. Resta saber que personalidades políticas e dos media justificarão a violação da soberania da Venezuela e a falta de respeito por suas instituições.


[1] Cathy Dos Santos, "Venezuela. «Il faut diversifier notre économie sans toucher au social»", L´Humanité, 03/04/2018, www.humanite.fr/...
[2] Bertucci, pastor evangélico envolvido no escândalo dos Panama Papers, foi candidato independente, assim como Reynaldo Quijada, apoiado por uma fração do trotskismo venezuelano. Eles receberam respetivamente 10,82% e 0,39% dos votos. Notemos que a percentagem de Bertucci é explicada mais pela novidade dessa oferta eleitoral num clima de desconfiança em relação aos partidos políticos do que por um avanço do evangelismo político na Venezuela. De facto, o voto dos evangelistas está dividido. O Partido Evangelista Organización Renovadora Auténtica (ORA) apoiou Nicolas Maduro.
[3] Sobre as notícias falsas de proibição de partidos políticos na Venezuela, ler Thierry Deronne, "L'interdiction d'un parti qui n'existe pas", Venezuela Infos, 29/01/2018,  venezuelainfos.wordpress.com/...
[4] Esta lei complementa a Lei Orgânica do Poder Eleitoral aprovada em 2002
[5] O autor dessas linhas já participou nas eleições municipais e regionais de 2013
[6] Ler a lista de auditorias no site do National Electo Center   www.cne.gov.ve/web/sistema_electoral/tecnologia_electoral_auditorias.php
Convidamos os leitores corajosos a aprofundar os sistemas de auditoria lendo os longos relatórios técnicos da CNE (em espanhol) www.cne.gov.ve/...
[7] "Jimmy Carter: "El sistema electoral venezolano es el mejor del mundo", RT, 20/09/2012, actualidad.rt.com/...
[8] Romain Migus, "Chronologie des sanctions économiques contre le Venezuela", Venezuela en Vivo, atualizado em 07/01/2019, www.romainmigus.info/2019/01/chronologie-des-sanctions-economiques.html
[9] "Mike Pence : La libertad será restaurada en Venezuela", El Nacional, 27/06/2018, www.el-nacional.com/...
[10] Os governos membros do grupo Lima são os da Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia. Assim como o México, que se recusou a assinar a última declaração.
[11] Documento disponivel em www.gob.pe/institucion/rree/noticias/24270-declaracion-del-grupo-de-lima
[12] Palais de l'Elysée, "Communiqué relatif à la situation au Venezuela", 30/09/2018, disponível em www.elysee.fr/...
[13] Manuel Palma, "Los buques de la discordia: Venezuela y Guyana reavivan la disputa por su diferendo territorial", RT, 28/12/2018, actualidad.rt.com/...
[14] Luigino Bracci, "Maduro denuncia: Más de 700 paramilitares entrenan en Colombia para ejecutar golpe de Estado en su contra", AlbaCiudad,12/12/2018, albaciudad.org/2018/12/maduro-golpe-de-estado-john-bolton/
[15] Designadamente nas Honduras (2009), no Paraguay (2012), no Brésil (2016) ou no Equateur (2017).
[16] Após a eleição dos deputados em dezembro de 2015, uma denúncia foi apresentada pelos candidatos de PSUV no Estado da Amazónia pela compra de votos pelos seus opositores eleitos. O tribunal de justiça tendo sancionado esta fraude, o tribunal do poder eleitoral exigiu que a eleição destes três cargos de deputados fosse feita novamente. Como a presidência da Assembleia Nacional recusou submeter-se aos poderes judiciais e eleitorais, a Assembleia Nacional foi declarada em ultraje ao tribunal. As decisões e votos que emanam do poder legislativo são, portanto, nulos e sem efeito, desde que a presidência da Assembleia Nacional não autorize o retorno às urnas. Deve-se notar que a oposição tem uma maioria absoluta de 122 deputados em 167 lugares.
[17] "TSJ en el exilio condenó a Maduro a 18 años y 3 meses de prisión", El Nacional, 15/08/2018, www.el-nacional.com/...
[18] Romain Migus, "Le drone médiatique explose en plein vol", Venezuela en Vivo, 08/08/2018, www.romainmigus.info/...
[19] "El Gobierno ruso advirtió a Estados Unidos contra una posible intervención militar en Venezuela", SputnikNews, 09/01/2019, mundo.sputniknews.com/
[20] Ver explicação no ponto 16.
[21] Maritza Villaroel, "Asamblea Nacional arranca proceso para Ley de Transición", Site de l'Assemblée Nationale du Venezuela, 08/01/2019, www.asambleanacional.gob.ve/...
[22] "El golpismo venezolano no descansa", Pagina12, 05/01/2019, www.pagina12.com.ar/... (tradução francesa disponivel em venesol.org/... )


Autor: Romain Migus


O original encontra-se em RT France e em www.romainmigus.info/2019/01/tout-comprendre-sur-la-nouvelle.html

Fonte: Resistir.info
       

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

O ano de 2018 visto pelas objectivas da agência Reuters (12)


Um migrante da caravana de milhares de pessoas da América Central sobe a cerca da fronteira entre o México e os EUA, em Tijuana, a 18 de novembro. Foto Hannah Mckay/Reuters



Migrante da América Central, parte da caravana com destino aos Estados Unidos, captado junto a agentes da Polícia, no México, em novembro. Foto Carlos Garcia Rawlins/Reuters



O agente de patrulha de fronteira Jacob Stukenberg vê o cadáver do migrante da Guatemala Misael Paiz, 25 anos, que morreu no deserto de Sonora depois de viajar mais de 3000 quilómetros para cruzar a fronteira entre os EUA e o México, no Refúgio Nacional de Vida Silvestre de Buenos Aires, Arizona, em setembro. Foto Lucy Nicholson/Reuters



Um menino de quatro anos de idade chora nos braços de um membro da família quando ele e outros foram detidos por agentes de patrulha após atravessarem a fronteira dos EUA a partir do México, perto de McAllen, no Texas, em maio. Foto Adrees Latif/Reuters

domingo, 30 de dezembro de 2018

O ano de 2018 visto pelas objectivas da agência Reuters (11)


Migrante hondurenho, parte da caravana de migrantes da América Central com destino aos EUA, no México, em outubro. Foto Ueslei Marcelino/Reuters



Maria Meza (no centro), uma mulher de 40 anos das Honduras, parte de uma caravana de milhares de migrantes da América Central, foge do gás lacrimogéneo com as filhas gémeas de cinco anos Saira Mejia Meza (à esquerda) e Cheili Mejia Meza (à direita) em frente ao muro da fronteira entre os EUA e o México, em Tijuana, a 25 de novembro. Foto Kim Kyung-hoon/reuters



Antigo presidente das Honduras, Manuel Zelaya, atacado durante protestos contra a reeleição do presidente Juan Orlando Hernandez, em Tegucigalpa, Honduras, janeiro. Foto Jorge Cabrera/reuters



 Galo passeia perto de corpo de membro de gangue, nas Honduras, em setembro. Foto Goran Tomasevic/Reuters


sábado, 29 de dezembro de 2018

O ano de 2018 visto pelas objectivas da agência Reuters (10)


Migrantes resgatados pela ONG Proactiva Open Arms no Mar Mediterrâneo antes de chegar ao porto de Algeciras, em San Roque, sul de Espanha, em agosto. Foto Juan Medina/Reuters



Migrantes desembarcam numa praia em Tarifa, sul de Espanha, em julho. 
Foto Jon Nazca/Reuters



Mave Grace, 11 anos, que teve parte do braço esquerdo mutilado por milicianos quando atacaram a vila de Tchee, com a irmã Racahele-Ngabausi, de dois anos, num acampamento deslocado internamente em Bunia, província de Ituri, leste da República Democrática do Congo, em abril. Segundo testemunhas, os milicianos mataram a mãe grávida, os três irmãos e feriram a irmã. Foto Goran Tomasevic/Reuters

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

O ano de 2018 visto pelas objectivas da agência Reuters (9)


Jovem palestiniano atingido por tropas israelitas na Faixa de Gaza, em junho. 
Foto Ibraheem Abu Mustafa/Reuters



Familiares de um palestino morto na fronteira entre Israel e Gaza num hospital na Cidade de Gaza, em junho. 
Foto Mohammed Salem/Reuters



Um familiar chora quando carrega o corpo da criança palestiniana Laila al-Ghandour, de oito meses, durante o funeral na cidade de Gaza, em maio. Foto Mohammed Salem/Reuters


quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

domingo, 23 de dezembro de 2018

O ano de 2018 visto pelas objectivas da agência Reuters (4)

   
Jovem estudante antes da manifestação "March for Our Lives", pelo controlo mais rigoroso da posse de armas, em Washington, em março. Foto Eric Thayer/Reuters

sábado, 22 de dezembro de 2018

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

terça-feira, 18 de dezembro de 2018