Mais vidas aqui.
Sarrabulhada
Segunda-feira, 5 de Março de 2012
Domingo, 4 de Março de 2012
Sábado, 3 de Março de 2012
Almodovar x Garzón
Vídeo produzido por Pedro Almodovar em defesa do Juiz Baltazar Garzón, perseguido implacavelmente pela direita espanhola. Entre outros processos que lhe foram movidos, foi acusado, julgado e absolvido esta semana por tentar investigar os crimes cometidos durante a ditadura de Franco.
Sexta-feira, 2 de Março de 2012
Greve Geral #01
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Quinta-feira, 1 de Março de 2012
Esperanza Aguirre e os seus “COLEGAS” atacam Cuba
Mariela Castro, diretora do Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex), depois de participar numa
marcha contra a homofobia por uma avenida central de Havana. Fotografia: EPA / Alejandro Ernesto
O cúmulo da obsessão anticubana, promovida pelo actual governo espanhol tornou-se evidente quando a reaccionária e intolerante Presidente da Comunidade de Madrid, Esperanza Aguirre, aproveitou um momento de um encontro sobre a Homofobia para lançar duros e infundados ataques contra Cuba. Durante a sua intervenção, nas jornadas “Direitos Humanos, a sociedade civil e a homossexualidade em Cuba”, que se realizaram na Casa da América, manifestou o seu “apoio e solidariedade” incondicional, tanto para com os mercenários que continuam a subverter a ordem constitucional em Cuba, como para com aqueles que promovem, a partir do exterior, a mais detestável guerra ideológica contra a Ilha, baseada na mentira e na distorção da nossa realidade. Argumentando uma inexistente e mediaticamente sobredimensionada perseguição aos homossexuais em Cuba, a representante do reaccionário Partido Popular que está no governo, utilizou um discurso político imoral e oportunista, cujo único propósito era questionar a nossa sociedade cubana. Acompanhada pelo terrorista Carlos Alberto Montaner, Calixto Navarro e Rafael Salazar, presidente da Confederação Espanhola das Associações de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (COLEGAS), pareceu esquecer-se, não só da triste história de perseguição aos homossexuais na Espanha franquista como dos entraves e obstáculos discriminatórios que ainda existem na Espanha actual.
Quis ainda ignorar, como a partir de 15 de Julho de 1954, através da Lei dos Vadios e Meleantes, um dos seus ícones políticos, o General Francisco Franco, iniciou a mais repugnante perseguição contra os homossexuais no seu país. Ignorou também, como em décadas posteriores se manteve esta mesma perseguição desenfreada e que a febre homofóbica levou à prisão de centenas de gays em Espanha. Basta recordar que nos anos 70, através da Lei da Perigosidade e Reabilitação Social, foram encarcerados em Badajoz e Huelva centenas de homossexuais, que foram torturados, inclusive com choques eléctricos, com o objectivo de tentar de mudar a sua orientação sexual. Esqueceu deliberadamente que o indulto de 25 de Novembro de 1975, bem como a amnistia de 31 de Julho de 1976, excluíram estes presos. Apesar das mudanças subsequentes que deram inicio à “movida madrileña” e de, em 1986 a homossexualidade ter deixado de constituir crime dentro das forças armada, foi o próprio Partido Popular que, durante o governo de José María Aznar (1996-2004), boicotou uma legislação para aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Após isto, apesar de este se ter legalizado a 02 de Julho de 2005, o Partido Popular tem mantido inalterada a sua posição. Espanha, apesar de ser um dos países com a legislação mais progressista do mundo, tem mantido a violência homofóbica em grande escala, ao ponto de, apenas entre 2005 e 2006, se terem feito quase 300 denúncias de ataques homofóbicos, incluindo o assassinato de jovens devido à sua orientação sexual.
Que direito, questiono, tem Esperanza Aguirre para falar sobre Cuba, no tema da discriminação aos homossexuais, se Madrid é hoje uma das cidades com mais alto índice deste tipo de marginalização, segundo informa e atesta o próprio Colectivo Gay de Madrid (COGAM)? Por seu lado Montaner, tristemente recordado da sua participação como terrorista pago pela CIA em vários atentados realizados em Cuba, tal como no assassinato de religiosos na América Central, teve o pudor de não atacar Cuba em relação a esta questão. Teve, sem embargo, de reconhecer que a nossa sociedade avançou paulatinamente sobre este delicado assunto, impulsionado pelo incansável trabalho de Mariela Castro e o CENESEX. O objectivo deste evento era atacar Cuba por qualquer motivo, assim a Senhora Aguirre, rodeada de gays e lésbicas, que o seu partido sempre desprezou, aproveitou a reunião com estes para lançar calúnias e mentiras para agradar aos seus parceiros norte-americanos.
Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012
O livro perdido de Saramago
El primer libro que escribió José Saramago nunca vio la luz. Hasta ahora, 59 años después. Se titula Claraboya y lo publicará Alfaguara a partir de mañana jueves. Una novela rechazada por los editores de entonces, extraviada luego y recuperada ahora cuyo primer capítulo te adelantamos en exclusiva en este blog de EL PAÍS. Al final del blog un vídeo de la Fundación Saramago sobre la novela. A continuación la historia del manuscrito.
EL PAÍS 29/02/2012
EL PAÍS 29/02/2012
Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012
Silenciar os Críticos
A ideia de que os EUA são uma democracia quando não têm, em absoluto, uma imprensa que funcione como um observador atento, é risível. Mas os media não se estão a rir. Estão a mentir. Tal como o Governo, cada vez que os grandes meios de comunicação abrem a boca ou escrevem uma palavra, estão a mentir. De facto, os grandes senhores corporativos pagam aos seus empregados para mentir. É esse o seu trabalho. Se disserem a verdade, passam à história, como foi o caso de Buchanan e Napolitano e Helen Thomas.
Em 2010, o FBI invadiu a casa de activistas pela paz em vários estados e apreendeu bens pessoais, no que chamou (e tendo orquestrado falsos “grupos terroristas”) de investigação de “actividades relacionadas com o apoio ao terrorismo”. Os que protestavam contra a guerra foram intimados a depor perante um júri, enquanto a acusação fabricava o argumento de que a oposição às guerras de agressão de Washington representa apoiar e encobrir terroristas. O objectivo destas buscas e intimações era refrear e desmobilizar o movimento anti-guerra. Na semana passada, de uma assentada, os últimos dois críticos do imperialismo de Washington / Tel Aviv foram eliminados dos grandes meios de comunicação social. O popular programa de Andrew Napolitano, Freedom Watch, foi cancelado pelo canal Fox, e Pat Buchanan foi despedido da MSNBC. Ambos especialistas tinham muitos espectadores e eram apreciados por falarem com franqueza. Muitos suspeitam de que Israel usou a sua influência junto dos anunciantes da TV para silenciar os que criticam os esforços do governo israelita para levar Washington para a guerra com o Irão. A questão é que a voz dos grandes meios de comunicação é agora uniforme. Os norte-americanos ouvem uma voz, uma mensagem, e a mensagem é propaganda. A dissidência é tolerada apenas em assuntos como, por exemplo, saber se os cuidados de saúde a cargo dos empregadores deverão incluir contraceptivos. Os direitos constitucionais foram substituídos por direitos a preservativos grátis.
Os média ocidentais demonizam aqueles a quem Washington aponta o dedo. As mentiras chovem para justificar a agressão de Washington: os Talibã são misturados com a Al-Qaeda, Sadam Hussein tem armas de destruição massiva, Kadhafi é um terrorista e, ainda pior, dava Viagra aos seus soldados para que violassem as mulheres líbias. O Presidente Obama e membros do Congresso, ao lado de Tel Aviv, continuam a afirmar que o Irão está a construir uma arma nuclear, apesar de terem sido publicamente desmentidos pelo Secretário de Estado da Defesa dos EUA, Leon Panetta, e pelo relatório dos Serviços Secretos da CIA. De acordo com relatórios noticiosos, o chefe do Pentágono, Leon Panetta, disse aos membros da Câmara dos Representantes, a 16 de Fevereiro, que “Teerão não tomou uma decisão quanto a prosseguir com o desenvolvimento de uma arma nuclear” (http://www.denverpost.com/nationworld/ci_19978801?source=rss).
No entanto, em Washington, os factos não contam. Apenas os interesses materiais de poderosos grupos de interesse tem importância. Neste momento, o ministério da verdade [1] norte-americano divide o seu tempo entre mentiras relativas ao Irão e à Síria. Houve recentemente algumas explosões na longínqua Tailândia e o Irão foi responsabilizado por isso. Em Outubro passado, o FBI anunciou a descoberta de uma conspiração iraniana para pagar a um vendedor de carros usados mexicano que teria contratado traficantes de droga mexicanos para matar o embaixador da Arábia Saudita nos EUA. O imbecil que falava pela Casa Branca afirmou acreditar nesta inacreditável conspiração e declarou ter “fortes evidências”, mas nenhuma foi divulgada. O objectivo do anúncio desta conspiração foi justificar as sanções de Obama, que representam um embargo (um acto de guerra) contra o Irão pelo desenvolvimento de energia atómica.
No entanto, em Washington, os factos não contam. Apenas os interesses materiais de poderosos grupos de interesse tem importância. Neste momento, o ministério da verdade [1] norte-americano divide o seu tempo entre mentiras relativas ao Irão e à Síria. Houve recentemente algumas explosões na longínqua Tailândia e o Irão foi responsabilizado por isso. Em Outubro passado, o FBI anunciou a descoberta de uma conspiração iraniana para pagar a um vendedor de carros usados mexicano que teria contratado traficantes de droga mexicanos para matar o embaixador da Arábia Saudita nos EUA. O imbecil que falava pela Casa Branca afirmou acreditar nesta inacreditável conspiração e declarou ter “fortes evidências”, mas nenhuma foi divulgada. O objectivo do anúncio desta conspiração foi justificar as sanções de Obama, que representam um embargo (um acto de guerra) contra o Irão pelo desenvolvimento de energia atómica.
Como um dos signatários do Tratado de Não-proliferação Nuclear, o Irão tem o direito de desenvolver energia nuclear. Os inspectores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) estão permanentemente no Irão e nunca reportaram qualquer desvio de material nuclear para um programa de armas. Por outras palavras, de acordo com os relatórios da AIEA, o relatório dos Serviços Secretos e o actual Secretário de Estado da Defesa, não há evidência de que o Irão tenha armas nucleares ou de que esteja a fabricá-las. No entanto, Obama impôs sanções ao Irão quando a própria CIA e o seu próprio Secretário de Estado da Defesa, em simultâneo com a AIEA, reportaram que não existe base para as sanções. A ideia de que os EUA são uma democracia, não tendo, em absoluto, uma imprensa que funcione como um observador atento é risível. Mas os média não se estão a rir. Estão a mentir. Tal como o Governo, cada vez que os grandes meios de comunicação abrem a boca ou escrevem uma palavra, estão a mentir. De facto, os grandes senhores corporativos pagam aos seus empregados para mentir. É esse o seu trabalho. Se disserem a verdade, passam à história, como foi o caso de Buchanan e Napolitano e Helen Thomas. O ministério da verdade chama “manifestantes pacíficos brutalizados pelo exército de Assad” ao que são, na verdade, rebeldes armados e financiados por Washington. Washington fomentou uma guerra civil. Reclama a intenção de salvar o povo sírio, vítima de opressão e maus-tratos, de Assad, tanto quanto salvou o povo Líbio, vítima de opressão e maus-tratos, de Kadhafi. Hoje, a Líbia “libertada” é uma imagem do seu passado, aterrorizada por milícias em confronto. Graças a Obama, mais um país foi destruído. Os relatórios de atrocidades cometidas contra civis sírios pelo exército poderão ser verdadeiros, mas provêm dos rebeldes que querem a intervenção do Ocidente para subirem ao poder. Além disso, em que diferem estas baixas civis das infligidas a civis no Bahrein pelo seu governo, apoiado pelos EUA, e cujo exército foi reforçado com tropas da Arábia Saudita? Não se ouvem protestos na imprensa ocidental quando Washington fecha os olhos às atrocidades cometidas pelos seus estados fantoches. Em que diferem as atrocidades sírias, se forem reais, das atrocidades de Washington no Afeganistão, no Iraque, no Paquistão, no Iémen, na Líbia, a Somália, em Abu Ghraib, na Prisão de Guantánamo, e em prisões secretas da CIA? Porque se mantém o ministério da verdade norte-americano em silêncio em relação a estas violações dos direitos humanos massivas e sem precedentes? Recordem-se também os relatórios das atrocidades sérvias no Kosovo que Washington e a Alemanha usaram para justificar o bombardeamento de civis sérvios pela NATO e EUA, incluindo o consulado chinês, considerado outro dano colateral. 13 anos mais tarde, um destacado programa de TV alemão revelou que as fotografias que despoletaram a campanha de atrocidades foram mal interpretadas e não eram fotografias de atrocidades cometidas por sérvios, mas de separatistas albaneses mortos num tiroteio entre albaneses e sérvios. As baixas sérvias não foram reveladas. http://www.freenations.freeuk.com/news-2012-02-19.html
O problema no conhecimento da verdade é que os media ocidentais mentem continuamente. Nas raras instâncias em que as mentiras são corrigidas, isso acontece sempre muito depois dos acontecimentos terem tido lugar e, portanto, os crimes permitidos pelos média já estão consumados. Washington pôs a Síria em causa perante os seus fantoches da Liga Árabe, com o objectivo de a isolar perante os seus congéneres, para melhor poder atacá-la. Assad evitou que Washington pusesse a Síria no caminho da destruição quando marcou um referendo nacional para 26 de Fevereiro por uma nova constituição que possa alargar a perspectiva de poder para além do Partido Baath (o partido de Assad). Poderíamos pensar que, se Washington e o seu ministério da verdade realmente quisessem a democracia na Síria, Washington apoiaria este gesto de boa vontade por parte do partido do poder e aprovaria o referendo. Mas Washington não quer um estado democrático. Quer um estado fantoche. A sua resposta é de que o covarde Assad enganou Washington dando passos em direcção à democracia na Síria antes que Washington consiguisse esmagá-la e instalar um fantoche. Eis a resposta de Obama às medidas de Assad pela democracia: “É na verdade risível; é gozar com a revolução síria”, disse o porta-voz da Casa Branca Jay Carney a bordo do Air Force One. Obama, os neoconservadores e Tel Aviv estão realmente contrariados. Se Washington e Tel Aviv conseguirem descobrir como contornar a Rússia e a China e derrubar Assad, irão julgá-lo como criminoso de guerra por propor um referendo democrático. Assad era oftalmologista em Inglaterra até que o seu pai morreu e ele foi chamado para chefiar o conturbado governo sírio. Washington e Tel Aviv demonizaram Assad por recusar ser seu fantoche. Outro ponto nevrálgico é a base naval russa em Tartus. Em Washington estão desesperados para expulsar os russos da sua única base no Mediterrâneo, para fazer deste um lago norte-americano. Washington, inculcada com visões neoconservadoras de domínio mundial, quer o seu próprio mare nostrum [2] Se a União Soviética ainda existisse, os planos de Washington para Tartus seriam suicidários. Mas a Rússia é política e militarmente mais fraca que a União Soviética. Washington infiltrou-se na Rússia com organizações não-governamentais que trabalham contra os interesses da Rússia e irão perturbar as próximas eleições. Além disso, as “revoluções coloridas” [3] financiadas por Washington fizeram do que eram partes da antiga União Soviética estados fantoches de Washington. Washington não espera que a Rússia, esvaziada de ideologia comunista, prima o botão nuclear. Deste modo, a Rússia está lá para tirar proveito. A China representa um problema mais difícil. O plano de Washington é cortar-lhe o acesso a fontes independentes de energia. O investimento chinês em petróleo no leste da Líbia é a razão pela qual Kadhafi foi derrubado e o petróleo é uma das razões fundamentais por que Washington aponta agora para o Irão. A China tem grandes investimentos em petróleo no Irão e vai buscar 20% do seu petróleo ao Irão. Vedar-lhe este acesso, ou converter o Irão num estado fantoche de Washington, ameaça 20% da economia chinesa.
A Rússia e a China levam tempo a aprender. No entanto, quando Washington e os seus fantoches na NATO fizeram um uso abusivo da resolução da ONU relativamente à zona de exclusão área na Líbia infringindo-a e transformando-a numa agressão militar contra as forças armadas líbias, que tinham todo o direito de reprimir uma rebelião apoiada pela CIA, a Rússia e a China finalmente perceberam que não podem confiar em Washington. Desta vez, a Rússia e a China não caíram na armadilha de Washington. O seu veto no Conselho de Segurança da ONU impediu um ataque militar à Síria. Agora Washington e Tel Aviv (nem sempre é claro quem é o fantoche e quem o manipula) têm de decidir se irão prosseguir face à oposição russa e chinesa.
Os riscos para Washington multiplicaram-se. Se Washington prosseguir, a mensagem que é transmitida à Rússia e à china é que, a seguir ao Irão, chegará a sua vez. Portanto, a Rússia e a China, ambas dispondo de armas nucleares, provavelmente irão pôr o pé na linha traçada sobre o Irão. Se os loucos militaristas em Washington e Tel Aviv, com a fúria arrogante que lhes corre forte nas veias, ignorarem a oposição russa e chinesa, o risco de um confronto perigoso aumenta. Por que razão os média norte-americanos não questionam estes riscos? Vale a pena rebentar o planeta para impedir o Irão de ter um programa de energia nuclear ou mesmo uma arma nuclear? Pensará Washington que a China ignora que aquela aponta para as suas fontes de energia? Pensará que a Rússia ignora que está a ser cercada de bases militares hostis? Que interesses estão a ser servidos pelas guerras infinitas de Washington, que custam tantos triliões de dólares? Certamente não os interesses de 50 milhões de norte-americanos que não têm acesso a cuidados de saúde, nem os 1 500 000 crianças sem abrigo, que vivem em carros, quartos de motéis abandonados, cidades de acampamentos e colectores de águas dos temporais no subsolo de Las Vegas, enquanto enormes somas de dinheiros públicos são usados para resgatar bancos e esbanjados em guerras pela hegemonia mundial. http://www.youtube.com/watch?v=suJCvkazrTc
Os EUA não têm imprensa e televisão independentes. Tem prostitutas mediáticas [4] pagas pelas mentiras que proferem. O Governo dos EUA, na prossecução dos seus fins imorais, obteve o estatuto do governo mais corrupto da história da humanidade. E no entanto, Obama discursa como se Washington fosse a fonte da moral do homem. O Governo dos EUA não representa os norte-americanos. Representa uns poucos interesses especiais e um poder estrangeiro. Os cidadãos dos EUA não contam, e certamente não contam os do Afeganistão, Iraque, Líbia, Somália, Iémen e Paquistão. Washington encara a verdade, a justiça e a misericórdia como valores risíveis. O dinheiro, o poder, a hegemonia, são tudo o que conta para Washington, a cidade sobre a colina, a luz das nações, o exemplo para o mundo.
Notas da tradução:
[1] Trata-se de um dos ministérios do governo imaginado por George Orwell em 1984, que se ocupa de fabricar a verdade histórica conforme as conveniências políticas do momento.
[2] Os Romanos chamavam Mare Nostrum ao Mediterrâneo.
[3] “Revoluções coloridas”: muitos meios de comunicação social têm assim designado uma série de manifestações políticas no que foi território da URSS, depois CEI, supostamente contra governos e líderes “tiranos”, acusados de serem “ditadores”, etc., desde começos da década de 2000.
[4] No original: “presstitutes”
Artigo de Paul Craig Roberts
Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
Vidas #08
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Domingo, 26 de Fevereiro de 2012
Sábado, 25 de Fevereiro de 2012
Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
Filhos da Madrugada
Filhos da Madrugada
Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flor nos ramos
Navegamos de vaga em vaga
Não soubemos de dor nem mágoa
Pelas praia do mar nos vamos
À procura da manhã clara
Lá do cimo de uma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Mensageira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Lá do cimo de uma montanha
Onde o vento cortou amarras
Largaremos p'la noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca, brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca.
[nos 25 anos da morte de José Afonso]
Cantar Alentejano
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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012
The Unemployment Blues
The Unemployment Blues - Laugh John Laugh
Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012
A verdade, esse problema
O número de vezes que Passos Coelho garantiu que "este Governo
não pedirá mais tempo nem mais dinheiro" à UE e FMI só deve ser comparável ao
número de vezes que, durante a campanha eleitoral, garantiu que, com o PSD no
Governo, não haveria aumentos de impostos. Só que se soube que, enquanto Passos
Coelho garantia isso, o seu Governo ia desenvolvendo contactos para... pedir
mais tempo e mais dinheiro.
O empobrecimento do país que o actual primeiro-ministro se propõe (ele
próprio o confessou, num dia em que, como o outro, se achou mais pachorrento)
tem sido marcado por tantos e tão lamentáveis episódios que a conversa de Vítor
Gaspar com o ministro alemão das Finanças sobre a renegociação do programa da
"troika", gravada pela TVI, suscitou só uma polémica mansa, logo esquecida mal
surgiu a polémica seguinte.
Passos Coelho nem sequer é original; a mentira tornou-se coisa "normal" na
prática política. A sua única originalidade é talvez o facto de ter sido eleito
acusando o anterior primeiro-ministro de mentir.
A UE, porém, leva as aparências a sério. Assim, decidiu suspender por um mês
o jornalista da TVI que apanhou Gaspar a dizer em voz baixa o contrário do que
diz em voz alta. E na reunião de ontem do Eurogrupo já pôs em vigor novas regras
limitativas do trabalho dos jornalistas. Era o que faltava, que os media
revelassem verdades, em vez de serem câmaras de eco acríticas das declarações
oficiais.
Texto de Manuel António Pina, no JN.
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Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012
Domingo, 19 de Fevereiro de 2012
Bombeiros x Polícias
Centenas de bombeiros romperam as linhas policiais à mangueirada contra os polícias que impediam o acesso ao gabinete do primeiro-ministro em Bruxelas. Os bombeiros exigiam a manutenção da sua idade da reforma nos 58 anos, afirmando que o seu trabalho árduo não permite que trabalhem até aos 60 anos como pretende o governo.
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Sábado, 18 de Fevereiro de 2012
Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012
Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012
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